Agro Mato Grosso
Ficha Tecnica Plantadora Absoluta da Stara

Com grande autonomia de trabalho, a Absoluta da Stara oferece agilidade e eficiência no plantio. Unindo tradição, robustez e tecnologia, a plantadora é equipada com sistemas de sementes miúdas, sementes e pulverização no sulco
A Stara iniciou o ano de 2026 reafirmando sua essência de inovação e evolução constante, apresentando ao mercado lançamentos que combinam eficiência, robustez e desempenho.
Entre as novidades, está a nova geração da plantadora Absoluta, desenvolvida para proporcionar excelente plantabilidade e alto rendimento, mesmo em condições desafiadoras do solo. Ao unir autonomia de trabalho e tecnologia embarcada, a máquina integra recursos que garantem maior estabilidade às linhas de plantio, precisão na deposição de sementes e mais qualidade em cada etapa da operação.
Copiagem do terreno
Disponível de 24 a 49 linhas, a Absoluta atende as diferentes escalas de produção. Um dos diferenciais da máquina é a Copiagem Integrada Stara, sistema que realiza a tripla copiagem do solo, combinando a articulação dos chassis por pistões hidráulicos, a copiagem dos módulos e a copiagem individual das linhas de sementes.
A articulação dos chassis por pistões hidráulicos mantém a pressão das linhas uniforme de ponta a ponta, com ajuste realizado diretamente pelo controlador Topper 6500. São 20° de articulação total, sendo dez para cima e dez para baixo, permitindo a adaptação ao relevo sem comprometer a estabilidade.
Nos módulos, a amplitude de articulação garante que todas as linhas acompanhem o solo de forma consistente. Já na linha de sementes, a articulação individual assegura profundidade adequada e evita que sementes fiquem fora do sulco. A linha combinada alcança 1,20 m de articulação total, proporcionando excelente desempenho em todos os terrenos.

Controle de pressão e estabilidade das linhas
Outro ponto central da nova Absoluta é o controle hidráulico de pressão nas linhas de sementes. O sistema garante pressão constante, reduz trepidações e mantém estabilidade durante a operação. A regulagem é feita pelo Topper 6500, o que facilita ajustes conforme a necessidade da área.
O poder de corte também é ajustado diretamente no Topper 6500. Os módulos se adaptam automaticamente, eliminando a necessidade de calços ou levantes manuais. Somado a isso, o excelente fluxo de palhada contribui para evitar embuchamentos e manter a eficiência operacional, fator importante para garantir um plantio uniforme.
Dosagem elétrica e precisão na distribuição
A Absoluta é equipada com o Dosador Elétrico Stara, o DPS-E, que assegura distribuição precisa, reduzindo falhas e a deposição de sementes duplas.
Além de se destacar pela simplicidade na limpeza e manutenção, proporcionada pelo fácil acesso ao seu interior para troca de discos e expulsores, o DPS-E realiza a compensação da taxa de sementes em curvas, mantendo a população e o espaçamento uniformes tanto na linha interna quanto na externa da curva.
O consagrado sistema de taxa variável também está presente, assim como o Desligamento Linha a Linha, que evita sobreposição em áreas de arremates e bordaduras, proporcionando economia de sementes e aumentando a produtividade.
Sistema de pulverização no sulco direto de fábrica
A Absoluta também se destaca por contar com sistema de pulverização no sulco direto de fábrica, sem a necessidade de adaptações. A tecnologia permite o desligamento automático por seção, proporcionando economia de produto, além de realizar o ajuste da taxa de aplicação conforme a velocidade, garantindo qualidade e uniformidade na pulverização. Conta ainda com mecanismo de agitação, que mantém a calda em constante circulação no reservatório.
Para completar, a Absoluta é equipada com incorporador de produtos, com capacidade para 14 L, que facilita o preparo da calda. Por fim, o reservatório de água limpa presente na máquina possibilita a limpeza do sistema após a operação, contribuindo para o funcionamento sem obstruções.
Sistema de sementes miúdas
Um dos grandes diferenciais da nova Absoluta é incorporar, de fábrica, o sistema de sementes miúdas, que permite a semeadura consorciada de duas ou mais espécies na mesma área, ampliando as possibilidades de manejo e cobertura do solo.
A distribuição é realizada por pressão pneumática, garantindo precisão na dosagem, enquanto o ajuste de taxa é realizado diretamente no Topper 6500, com possibilidade de dosagens a partir de 2 kg/ha.
Composto por duas seções, o sistema possibilita o desligamento para a realização dos arremates, evitando transpasse e proporcionando economia.
Reservatórios: autonomia e rendimento
Com grande autonomia de trabalho, os reservatórios da Absoluta são centrais, proporcionando facilidade de abastecimento. Por serem pressurizados, garantem alimentação eficiente das pipoqueiras de sementes. Além disso, são produzidos em polietileno, oferecendo maior resistência à corrosão e proteção das sementes.
O reservatório de calda possui três camadas, tendo a camada térmica central isolada por outras duas de polietileno, o que garante eficiência térmica e proteção à luminosidade, assegurando a atividade biológica dos produtos.
As capacidades variam conforme o chassi. Em modelos com chassi de três módulos, as capacidades dos reservatórios são: 4.266 L de sementes, 2.400 L de calda e 1.100 L de sementes miúdas. Já em modelos com chassi de cinco módulos, as capacidades dos reservatórios são: 5.700 L de sementes, 3.200 L de calda e 1.100 L de sementes miúdas.
Aliada às grandes capacidades, a proporção dos reservatórios contribui para ampliar o rendimento da operação, pois possibilita o abastecimento simultâneo dos insumos, reduzindo a necessidade de paradas e proporcionando maior rendimento às atividades no campo.
Robustez e manutenção simplificada
Com estrutura robusta, a Absoluta proporciona excelente performance no campo. Os pneus de alta flutuação contribuem para uma maior estabilidade e menor compactação do solo. A manutenção também é simplificada, sendo recomendado realizar a lubrificação apenas antes do plantio, evitando interrupções durante a operação. Além disso, a máquina não possui pontos de engraxe nas linhas, proporcionando ainda mais praticidade.
Praticidade e agilidade no transporte
Com largura de 3,20 m para transporte, a Absoluta oferece praticidade de deslocamento entre talhões e propriedades. Para acomodá-la em caminhões prancha, é necessário desmontar apenas as linhas das pontas do módulo central. Além disso, a abertura e o fechamento da máquina são realizados em menos de um minuto, com apenas um toque no Topper 6500, garantindo mais agilidade à operação.
Integração com o ecossistema Land Space
A Absoluta está integrada ao Land Space, o ecossistema de tecnologias da Stara, também lançado no início deste ano. A novidade visa conectar terra e espaço, aproximando máquinas, operadores e gestores das propriedades rurais, por meio da presença de internet via satélite nos equipamentos da marca.
Mais que garantir conectividade, mesmo em regiões onde o sinal convencional é limitado, o Land Space integra soluções que permitem o acesso a informações e o acompanhamento das operações em tempo real, proporcionando maior segurança, eficiência e agilidade na gestão das atividades agrícolas.
Na linha de plantio, o Land Space contempla, em pacotes válidos por três anos, Conectividade Stara, Monitoramento de Máquinas Stara, Telemetria Stara, Syncro Net, Conecta e Zero Amassamento. Além disso, as plantadoras integradas ao ecossistema já saem de fábrica com Desligamento Linha a Linha e Zero Amassamento calibrados, ampliando precisão e praticidade no campo.
Agro Mato Grosso
Duas pessoas morrem em batida entre carro e carreta na BR-364 em MT

Dois ocupantes de um veículo utilitário morreram ainda no local do acidente. A dinâmica ainda será investigada.
Duas pessoas, que ainda não tiveram as identidades divulgadas, morreram após o veículo utilitário em que estavam bater de frente com uma carreta, no km 551 da BR-364, em Rosário Oeste, a 105 km de Cuiabá, nesta terça-feira (29).
Vídeos registrados por motoristas que passam pela região mostram o congestionamento no local após o acidente (veja abaixo).
Uma equipe de resgate da Nova Rota do Oeste, concessionária que administra o trecho, foi até o local para prestar atendimento às vítimas. Os dois ocupantes do utilitário morreram ainda no local.
Na carreta estavam duas pessoas que não ficaram feridas e assinaram um termo de recusa de encaminhamento médico.
Ainda conforme a Nova Rota, até a publicação desta reportagem, a rodovia estava interditada nos dois sentidos para a realização da perícia. Após o procedimento, a concessionária deve fazer a remoção dos veículos para liberar o tráfego.
A dinâmica do acidente ainda será investigada.
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Agro Mato Grosso
MPF realiza visita de quatro dias a terra indígena em Mato Grosso e ouve lideranças

O Ministério Público Federal (MPF) realizou uma visita institucional à Terra Indígena Enawenê-Nawê, localizada no estado de Mato Grosso. A atividade, que durou quatro dias, teve como objetivo promover escuta direta das lideranças e dos moradores da comunidade, conhecer suas principais necessidades e reafirmar a atuação presencial do órgão na defesa dos direitos dos povos originários.
Durante a permanência no território indígena, a equipe do MPF dialogou com os integrantes da comunidade, fortalecendo os canais de interlocução e aproximação entre a instituição e o povo Enawenê-Nawê. “A presença em campo permitiu acompanhar de perto a realidade local, compreender seu modo de vida e registrar presencialmente as manifestações das lideranças”, destacou a servidora do MPF, Keren Baesso.
O encontro foi uma oportunidade para informar aos indígenas sobre os fatos dos processos judiciais e procedimentos administrativos em curso, seus trâmites e estados atuais e também para ouvir a posição da comunidade sobre os rumos possíveis para essas causas. Os diálogos com a comunidade ocorreram mediante tradução linguística, no momento definido com observância à realização dos rituais.
Para o procurador da República Daniel Luis Dalberto, em nossas relações com os Enawenê-Nawê precisamos ter sensibilidade para compreensão e respeito à sua cosmologia, onde tudo se encaixa e tem um lugar definido, o que pode ser visto a partir das apresentações ritualísticas, que evidenciam a beleza estética e a força da cultura desse povo.
Segundo o Dalberto, o contato direto e os diálogos no território são fundamentais para consolidar uma atuação institucional mais eficiente, humana e acessível. “A aproximação presencial assegura que o Ministério Público Federal conheça a rotina comunitária a partir da perspectiva dos próprios indígenas, orientando os trabalhos do órgão de forma respeitosa e alinhada às garantias constitucionais”, acrescentou o procurador da República.
Defesa dos povos indígenas – A iniciativa foi desenvolvida em parceria pelo Ofício Povos Indígenas em Isolamento Voluntário e de Recente Contato, vinculado à Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais do MPF (6ª Câmara de Coordenação e Revisão), e pelo 2º Ofício de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais de Mato Grosso, sediado na Procuradoria da República no Município (PRM) de Sinop (MT).
A visita integra o conjunto de ações do MPF voltadas à proteção e à salvaguarda dos direitos dos povos indígenas, especialmente de recente contato ou em situação de isolamento voluntário. As informações subsidiarão a atuação do órgão, permitindo a definição de encaminhamentos institucionais adequados e a manutenção de um fluxo de diálogo permanente com a comunidade.
“A atuação conjunta entre o órgão setorial nacional e a unidade de Sinop reforça a estratégia do MPF de manter um acompanhamento contínuo e integrado sobre as demandas das populações tradicionais em todo o estado de Mato Grosso”, ressalta o procurador-chefe do MPF em Mato Grosso, Ricardo Pael Ardenghi.
Atuação coordenada – A Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais (6ª Câmara de Coordenação e Revisão) é o órgão do Ministério Público Federal responsável por coordenar, integrar e revisar a atuação institucional nos temas afetos aos povos indígenas, comunidades tradicionais e povos em isolamento voluntário ou de recente contato.
Agro Mato Grosso
Produtor agrega valor em cada etapa da produção MT

A produção de milho ganhou uma função estratégica na diversificação dos negócios da família Vesz em Mato Grosso. Em Campo Verde, parte dos grãos é destinada à alimentação do gado, que passa por recria e engorda na própria fazenda antes de chegar ao mercado da família na forma de carne.
Esse modelo integra agricultura, pecuária e comércio em diferentes etapas da cadeia produtiva e é resultado de uma trajetória iniciada em 1984, quando a família chegou à região de Campo Verde. Além da produção rural, o grupo mantém negócios no comércio e estruturou a sucessão familiar ao longo das décadas.
A combinação entre comércio e produção rural acompanhou a trajetória da família desde então. O supermercado surgiu tanto pela necessidade de atender os moradores que chegavam à nova fronteira agrícola quanto pela oportunidade de negócio. Nos primeiros anos, a loja comercializava alimentos, roupas, calçados, bicicletas e outros produtos que eram difíceis de encontrar na região.
A atividade comercial cresceu junto com a chegada de produtores vindos principalmente do Paraná e do Rio Grande do Sul. Muitos traziam recursos para abrir áreas próprias ou arrendadas e precisavam de um local para se abastecer. O supermercado chegou a receber clientes de municípios e fazendas distantes de Campo Verde, em uma época em que as opções de comércio ainda eram restritas.
O início, porém, exigiu adaptações. Sem fornecedores que circulassem pela região, Vitor Vesz precisava viajar até Cuiabá para comprar produtos como mussarela e mortadela. Enquanto um dos irmãos ajudava na abertura das áreas agrícolas, ele ficava mais ligado ao comércio e às compras.
“Eu fui filho de agricultor, neto de agricultor e me criei na roça. Com sete anos, oito anos, a gente já estava trabalhando na roça”, conta Vitor ao Especial Mais Milho, ao recordar a infância no Rio Grande do Sul. A experiência familiar no campo acabou se tornando uma das bases para a expansão dos negócios após a mudança para Mato Grosso.
Da fronteira gaúcha à nova fronteira agrícola
Antes de chegar a Campo Verde, Vitor e a esposa, com quem se casou em 1970, mantinham atividades de comércio e agricultura no Rio Grande do Sul. A decisão de mudar para Mato Grosso ganhou força depois da Guerra das Malvinas, em 1982, que afetou diretamente os negócios da família na região de fronteira com a Argentina.
A desvalorização da moeda argentina reduziu o poder de compra dos clientes que movimentavam boa parte do comércio da família. Mesmo com a loja cheia e uma estrutura já estabelecida, o produtor rural e empresário passou a procurar alternativas para continuar crescendo. As informações sobre a expansão da fronteira agrícola em Mato Grosso ajudaram a direcionar a mudança.
Durante uma viagem, ele recebeu novas referências sobre a região da BR-070 e decidiu conhecer o local. Antes mesmo de retornar ao Sul, ligou para a esposa para contar que havia encontrado uma possibilidade para a família. A resposta dela acabou sendo decisiva: “Se isso for bom para ti, vai ser bom para nós, para a nossa família”.
A família chegou a Campo Verde em 1984 e, desde então, ampliou a atuação tanto no comércio quanto na produção agropecuária. Atualmente, as áreas agrícolas estão concentradas em Campo Verde e também em Juara, onde a família iniciou uma frente mais recente de produção.
Em Campo Verde, são cultivadas soja, milho e algodão. Parte da produção agrícola passou a contar com maior estrutura de logística com a proximidade de uma ferrovia na região. Na Fazenda Brasil, a busca por maior segurança produtiva também levou à implantação de irrigação.
A propriedade conta atualmente com 12 pivôs, que atendem 1,5 mil hectares hectares, além de uma outorga para outros 500 hectares. A irrigação permite produzir milho para consumo, milho destinado à produção de sementes para empresas e outras culturas em uma área em que parte dos solos apresenta maior arenosidade.
Milho conecta lavoura e pecuária
A diversificação ganhou uma função ainda mais direta quando o milho passou a ser utilizado dentro da própria propriedade. Parte da produção é destinada à alimentação do gado, enquanto a outra parcela é comercializada. O sistema também inclui sorgo e milho produzido fora das áreas irrigadas.
Na avaliação de Vitor, a expansão das usinas de etanol de milho em Mato Grosso alterou o cenário para a cultura, ao ampliar as alternativas de comercialização e gerar coprodutos utilizados na alimentação animal. “Essas usinas de etanol que estão vindo para o Mato Grosso nos ajudaram demais a alavancar o nosso milho”, afirma ao Canal Rural Mato Grosso.
Na última safrinha, a Fazenda Brasil alcançou média de 135 sacas de milho por hectare para produção de grãos destinados ao consumo. Em Juara, onde as condições de chuva e solo favoreceram a lavoura, a média no milho chegou a 155 sacas por hectare.
A pecuária também foi incorporada à propriedade a partir de uma iniciativa da própria família. Quando a Fazenda Brasil foi comprada, em 1988, havia apenas cinco vacas e um cavalo. Valtair Vesz, filho mais velho de Vitor, insistiu para que a atividade fosse desenvolvida junto à agricultura.
O trabalho com gado ganhou escala e passou a envolver melhoramento genético, inseminação e confinamento. Segundo Valtair, a propriedade trabalha com animais abatidos antes dos 24 meses e realiza o acabamento do gado na própria fazenda. Cerca de 900 a 1.000 cabeças são abatidas por ano para abastecer o mercado da família.
A integração também permite aproveitar parte do milho produzido na lavoura e resíduos gerados durante o processo de secagem. “A gente transforma o milho em carne e ajuda a agregar muito valor”, resume Valtair.
A escolha pelo Senepol também faz parte da estratégia da pecuária. Valtair destaca a capacidade da raça taurina de trabalhar em condições de campo e o desempenho dos animais no sistema adotado pela propriedade. Para ele, a integração entre lavoura e pecuária tende a continuar avançando dentro da atividade da família.
Gestão familiar e continuidade dos negócios
A divisão das atividades entre os filhos ocorreu de forma gradual. O filho do meio permaneceu ligado ao supermercado, o mais novo assumiu a agricultura e Valtair ficou à frente da pecuária. A filha caçula, Marcele, também participa dos negócios da família, de acordo com Vitor.
A organização passou a ser estruturada por meio de uma holding familiar, com participação definida entre os integrantes. A intenção é manter a gestão conjunta e preparar a continuidade dos negócios para as próximas gerações.
A trajetória também foi construída com apoio financeiro para a expansão das atividades. Vitor conta que, antes da chegada do Sicredi a Campo Verde, a família dependia de instituições financeiras de outras cidades. Posteriormente, participou da formação da cooperativa no município e manteve uma relação de crédito ao longo dos anos.
“Com certeza, a gente sozinho não é ninguém. Tem sempre que ter os parceiros, porque para tocar essa vida tem que sempre ter apoio”, afirma o produtor rural. Segundo ele, o acesso ao crédito foi importante para investimentos em máquinas, estrutura e capital de giro.
A gerente de negócios agro do Sicredi em Campo Verde, Leidiane Freitas, relata que a relação com a família começou ainda na implantação da cooperativa no município. O atendimento, pontua ela, envolve visitas à propriedade e identificação das necessidades de cada produtor para definir as modalidades de financiamento.
A gerente de agência Kely Lewandowski destaca ainda a ligação histórica da cooperativa com o setor agropecuário e a atuação junto à comunidade. No caso da família Vesz, a relação financeira acompanha diferentes momentos da expansão dos negócios, incluindo investimentos ligados à agricultura e à pecuária.
Para Vitor Vesz, a continuidade passa principalmente pela organização dos sucessores e pela manutenção da união entre os integrantes da família. A estrutura societária já foi definida e os filhos participam dos negócios em diferentes áreas.
“Eu tenho muita confiança nesse futuro e talvez nós não vamos acompanhar uma parte desse futuro aí. Mas, como diz o outro, as coisas estão muito bem encaminhado”, afirma.
A perspectiva do produtor rural e empresário, portanto, é de continuidade de um modelo construído desde a chegada a Mato Grosso: comércio, agricultura e pecuária funcionando em diferentes etapas do mesmo negócio e com a participação das novas gerações.

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