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16 de junho de 2026

Sustentabilidade

Soja/MT 26/27: Custo em Alta e Incerteza Climática Exigem Cautela do Produtor – MAIS SOJA

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As perspectivas para a safra 26/27 de soja em MT indicam um cenário de maior cautela. As incertezas climáticas seguem como principal fator de atenção, podendo afetar a produtividade das lavouras. Ainda, a restrição do crédito rural tende a limitar os investimentos dos produtores, resultando em ajustes no pacote tecnológico da próxima temporada. Além disso, o custo de produção para a próxima safra já apresenta alta.

O projeto Custo de Produção Agropecuário em Mato Grosso (Senar-MT e Imea) estimou o custeio da soja para a safra 26/27 em R$ 4.315,29/ha, aumento de 3,21% em relação à safra 25/26, impulsionado pelos maiores gastos com fertilizantes e corretivos (+5,40%), e defensivos (+10,97%). Como consequência, o ponto de equilíbrio para cobrir o custeio aumentou 9,13% frente à safra anterior. Diante desse cenário, a atenção dos produtores se volta para a aquisição dos insumos remanescentes e para a comercialização da safra futura, uma vez que as margens da atividade seguem pressionadas.

Confira os principais destaques do boletim:
  • DESVALORIZAÇÃO: o preço da soja na CMEGroup caiu 2,21% no comparativo semanal, reflexo do clima favorável para o desenvolvimento das lavouras de soja no Meio-Oeste dos EUA.
  • AUMENTO: a moeda norte-americana registrou incremento semanal de 1,90%, pautado pelo avanço da aversão ao risco do mercado decorrente do conflito no Oriente Médio.
  • MAIOR: o preço da soja em Mato Grosso exibiu valorização semanal de 0,60%, e encerrou o período na média de R$ 105,81/sc.
Em Mato Grosso, o esmagamento de soja em mai/26 registrou um novo recorde mensal.

O volume processado da oleaginosa para o período somou 1,28 milhão de t, alta de 6,98% em relação a abr/26 e de 3,22% quando comparado ao mesmo período de 2025. Esse resultado foi impulsionado pela maior utilização das plantas industriais no período, aliada à demanda externa aquecida por óleo de soja e ao avanço do setor de biodiesel.

Como reflexo do movimento, o volume exportado de derivado de soja pelo estado totalizou 21,69 mil t, aumento de 41,80% em relação ao mês anterior. No entanto, apesar do desempenho positivo das exportações de óleo de soja e do volume processado, a valorização de 1,18% da soja em grão no período, aliada ao recuo nas cotações dos coprodutos, pressionou as margens das indústrias. Com isso, a margem bruta de esmagamento registrou retração de 7,82% no comparativo mensal, encerrando o período com média em R$ 639,84/t.

Fonte: IMEA



 

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Sustentabilidade

Milho 26/27: Custos de produção saltam 15% em MT e exigem travamento de preços – MAIS SOJA

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Em jun/26, o USDA divulgou o relatório de oferta e demanda mundial da safra 25/26, com alta de 0,94% na oferta em comparação à divulgação anterior. O departamento projetou a produção mundial de milho em 1,33 bi de t, aumento de 1,07% ante o último relatório. Esse avanço foi impulsionado pelo reajuste da área cultivada para 215,17 mi de ha, +0,71% em relação a mai/26.

No que se refere à demanda mundial, o consumo doméstico foi revisado para 1,30 bi de t, incremento de 0,55% ante a última divulgação. Diante do maior aumento da oferta ante a demanda, os estoques finais foram revisados para cima, e ficaram em 303,36 mi de t, +2,16% em relação à última divulgação. Para a safra 26/27, a produção mundial de milho foi elevada para 1,30 bi de t, alta de 0,39%, reflexo da maior área semeada na Índia, além da maior demanda para o consumo doméstico. Diante desse cenário, os estoques finais aumentaram para 281,22 mi de t, adição de 1,32%, reforçando a disponibilidade do cereal e mantendo a pressão sobre os preços.

Confira os principais destaques do boletim:
  • ALTA: o Prêmio Santos subiu 23,33% no comparativo semanal, refletindo maior demanda de tradings sobre o milho brasileiro e pela exportação e demanda mais intensa pelo milho no spot.
  • AUMENTO: diante do aumento da aversão ao risco do mercado decorrente do conflito no Oriente Médio, a moeda norte-americana subiu 1,90% frente à semana passada.
  • BAIXA: o preço do cereal no indicador Cepea Campinas registrou queda de 0,54% em relação à semana passada, assim cotado na média de R$ 64,23/sc.
Segundo o CPA-MT¹, o custeio da safra 26/27 foi estimado em R$ 3.799,42/ha em mai/26, alta de 14,46% ante o consolidado da safra 25/26.

O resultado foi influenciado pelas maiores despesas com fertilizantes e defensivos, além, também, do aumento dos custos das sementes utilizadas na produção, refletindo tanto o encarecimento do insumo quanto o avanço tecnológico do material genético. Como resultado, o COE apresentou incremento de 15,03% em relação à safra passada, encerrando mai/26 em R$ 5.528,49/ha. Por fim, o CT avançou 10,30% no comparativo anual e atingiu R$ 7.418,49/ha.

Nesse cenário, o aumento dos custos da safra futura amplia a necessidade de investimento para o cultivo. Contudo, com uma produtividade de referência de 120,28 sc/ha, o produtor precisará comercializar a saca de milho a, pelo menos, R$ 45,96 para cobrir o COE, reforçando a importância do travamento de preços em momentos oportunos para garantir melhor rentabilidade.

Fonte: IMEA


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Sustentabilidade

Irrigação transforma produtividade e garante mais segurança ao produtor rural – MAIS SOJA

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No dia 15 de junho é comemorado o Dia da Agricultura Irrigada, atividade que encontra um grande potencial de desenvolvimento em Mato Grosso do Sul, devido à abundante oferta de recursos hídricos.

De acordo com informações do Projeto SIGA/MS, executado pela Aprosoja/MS, com recursos do Fundems/Semadesc, na primeira safra 2025/2026, foram mapeados mais de 68 mil hectares irrigados em Mato Grosso do Sul.

Ainda de acordo com informações do Projeto, mais de 35 mil hectares de soja foram irrigados na safra de verão, seguidos por arroz, pastagem e cana-de-açúcar.

Segundo o Programa Estadual de Irrigação – MS Irriga, Mato Grosso do Sul tem  320.304 ha irrigados, quase o triplo do que havia há duas décadas (120 mil ha). Há, entretanto, 4,7 milhões de hectares que podem ser adicionados a essa área irrigada, o que poderia provocar um aumento substancial no volume de commodities produzidos no Estado.

A diferença nas áreas irrigadas, já é percebida nos dados de produtividade, como explica o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta.

“As regiões Leste e Cone Sul de Mato Grosso do Sul apresentam grande potencial para a ampliação da irrigação, principalmente pela disponibilidade de áreas agrícolas e pelas condições favoráveis para o desenvolvimento de sistemas irrigados. Três Lagoas demonstra como a irrigação pode impactar diretamente os resultados da lavoura. Apesar da pequena área cultivada com soja, o município alcançou elevada produtividade graças ao uso da tecnologia. Esse cenário reforça o potencial de expansão da irrigação”.

Dados recentes do MS Irriga mostram que, além da cultura da soja, a irrigação também é uma alternativa para assegurar a estabilidade produtiva do milho e driblar irregularidades de chuvas, elevando a produtividade. A irrigação é uma garantia para o produtor, que deixa de depender das condições climáticas e assume o controle da produção.

O produtor rural e diretor da Aprosoja/MS, Luis Alberto Moraes (Mandi) aponta que a irrigação permite a diversificação de culturas e até uma terceira safra em sua propriedade no município de Maracaju.

“A irrigação é importante ferramenta para a gestão do risco climático. Além disso, não menos importante, a irrigação proporciona novas alternativas para diversificação de culturas. Através da irrigação, hoje conseguimos fazer uma terceira safra. Mas é importante dizer que temos dificuldades também, o alto custo do investimento inicial e também o alto custo da energia elétrica”, pondera.

Em um cenário de eventos climáticos cada vez mais frequentes, investir em irrigação representa não apenas um ganho de produtividade, mas também uma forma de garantir a continuidade e a estabilidade da produção agrícola ao longo dos anos.

Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Carolina Toffanetto (estagiária de Comunicação), sob supervisão de Crislaine Oliveira (Coordenadora de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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Sustentabilidade

China quer reduzir dependência das importações de soja, mas Brasil segue competitivo – MAIS SOJA

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Durante workshop sobre biotecnologia e inovação na soja promovido pela Bayer nesta segunda-feira (15), em São Paulo, Fabio Meneghini, um dos fundadores da Veeries, empresa especializada em inteligência de mercado para o agronegócio, afirmou que a China pretende ampliar sua autossuficiência na produção de soja dos atuais 15% para 60% nos próximos anos.

Segundo ele, esse movimento pode reduzir a dependência do país em relação ao mercado internacional e impactar os principais exportadores globais da oleaginosa.

Meneghini informou que o planejamento chinês prevê redução gradual da necessidade de importações de soja ao longo da próxima década. Atualmente, a China importa cerca de 112 milhões de toneladas da oleaginosa por ano. Pelas projeções apresentadas no evento, esse volume poderia recuar para aproximadamente 99 milhões de toneladas em 2030 e para 82 milhões de toneladas em 2035.

O analista explicou que a estratégia chinesa passa pelo aumento da produção doméstica, melhorias de produtividade e pela busca de maior independência em relação ao mercado externo.

Apesar disso, ele ponderou que metas semelhantes vêm sendo anunciadas há anos pelo governo chinês sem serem plenamente alcançadas. Na avaliação dele, a elevada competitividade da soja brasileira continua sendo um dos principais obstáculos para a execução desses planos.

“O Brasil consegue entregar soja à China com custos bastante competitivos, resultado dos ganhos de produtividade obtidos nas últimas décadas e da evolução da infraestrutura logística”, destacou.

Meneghini observou ainda que, pela primeira vez, a China passou a discutir de forma mais ampla o uso de biotecnologia como ferramenta para ampliar sua produção de soja e alcançar os objetivos traçados para o setor.

Como alternativa para reduzir a dependência do mercado chinês, o executivo apontou os biocombustíveis como uma das principais oportunidades para a cadeia da soja brasileira nas próximas décadas. Segundo ele, iniciativas ligadas ao biodiesel, ao combustível sustentável de aviação (SAF) e ao diesel renovável podem ampliar significativamente a demanda doméstica por óleo vegetal.

Na avaliação do especialista, o crescimento do consumo interno tende a ganhar relevância nos próximos anos, complementando o papel desempenhado pelas exportações na expansão da sojicultura brasileira.

Meneghini também destacou que os avanços tecnológicos obtidos no campo permitiram elevar a produção nacional sem necessidade de expansão proporcional da área cultivada. Segundo ele, os ganhos de produtividade registrados nas últimas décadas evitaram a incorporação de aproximadamente 31 milhões de hectares adicionais para alcançar os atuais níveis de produção de soja no país.

Por outro lado, ele observou que ainda existem diferenças significativas de desempenho entre os produtores brasileiros. Enquanto os agricultores mais tecnificados seguem ampliando a produtividade acima da média nacional, parte dos produtores de menor porte ainda enfrenta dificuldades para acompanhar a velocidade da evolução tecnológica, cenário que representa um dos principais desafios para os próximos anos.

Autor/Fonte: Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

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