Agro Mato Grosso
Morre o cacique Afukaka Kuikuro, liderança indígena no Alto Xingu

Entidades destacam legado de Afukaka na defesa dos territórios e da cultura indígena no Xingu
O cacique Afukaka Kuikuro, uma das principais lideranças indígenas do Território Indígena do Alto Xingu, morreu, segundo informação divulgada nesta segunda-feira (15). Não foram informadas a idade, a causa nem a data da morte.
“Neste momento de dor, manifestamos nossa solidariedade aos familiares, amigos, à comunidade Kuikuro e a todos que tiveram o privilégio de conviver com sua liderança”, diz a nota compartilhada pela Associação Terra Indígena Xingu (ATIX), pela Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt) e pela Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira.
Segundo as organizações, Afukaka era uma liderança respeitada e uma referência para o povo Kuikuro, tendo dedicado sua vida vida à defesa da cultura, dos territórios e dos direitos dos povos indígenas do Xingu.
Repercussão
O Instituto Raoni lamentou a morte do cacique Afukaká Kuikuro, uma das principais lideranças indígenas do Alto Xingu.
Em nota, a entidade destacou que ele era cacique da aldeia Ipatse e um importante guardião da cultura Kuikuro, com atuação voltada à defesa do território, da floresta e dos direitos dos povos indígenas.
“Sua partida representa uma perda imensurável para o povo Kuikuro, para os povos do Xingu e para todo o movimento indígena brasileiro. Permanecem, entretanto, sua palavra, seus ensinamentos e o exemplo de uma vida dedicada à coletividade e às futuras gerações”, afirmou o instituto.
Agro Mato Grosso
20º Circuito Aprosoja MT inicia última semana com abertura na região Leste em Gaúcha do Norte

O evento apresentou ações da entidade e promoveu debates sobre como a geopolítica impacta o agronegócio
A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) deu início, nesta segunda-feira (15.06), à última semana de programação do 20º Circuito Aprosoja MT, desta vez na região Leste do estado, com abertura no núcleo de Gaúcha do Norte. O evento reúne produtores rurais, lideranças e representantes da sociedade para apresentar as principais ações desenvolvidas pela entidade ao longo dos últimos anos, além de promover debates sobre temas estratégicos para o setor produtivo.
Nesta edição, os participantes acompanham a palestra “Geopolítica: Como o mundo funciona?”, que traz uma análise sobre os impactos do cenário internacional no agronegócio brasileiro, abordando como conflitos, transformações econômicas e decisões globais podem influenciar diretamente a produção no campo.
Ao longo dos próximos dias, a diretoria da Aprosoja MT percorrerá mais sete núcleos da região Leste, em um importante momento de prestação de contas, alinhamento institucional e aproximação com os produtores rurais. Para o delegado coordenador do núcleo de Gaúcha do Norte, Jhonatan Loss, o Circuito Aprosoja MT representa uma oportunidade de fortalecer o diálogo entre a entidade e os associados, além de ampliar o acesso às informações que impactam diretamente o setor.
“Acredito que isso é muito importante para impactar diretamente os produtores, porque ajuda a ampliar a visão sobre como funciona o sistema econômico global. Muitas vezes, um conflito fora do nosso país interfere diretamente dentro da propriedade rural, influenciando fatores como commodities, fertilizantes, frete e até a valorização da nossa moeda. Ter esse entendimento dá ao produtor mais clareza e preparo para se planejar melhor diante de situações futuras que possam ocorrer no mercado internacional”, salientou Jhonatan.
Durante a programação, o vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier, destacou a importância do debate geopolítico e como decisões mundiais impactam diretamente o setor do agronegócio mato-grossense.
“Com o acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã para um cessar-fogo de 60 dias e a possível reabertura do Estreito de Ormuz, surgem questionamentos importantes: como isso pode impactar o preço dos fertilizantes? Esse acordo realmente vai se sustentar? E a reabertura do estreito deve se concretizar? Durante o Circuito da Aprosoja MT, estamos acompanhando e entendendo como esses movimentos geopolíticos influenciam diretamente a agricultura mato-grossense”, destacou o vice-presidente.
Nesta edição, os participantes também acompanharam a palestra do cientista geopolítico Professor HOC, que abordou os impactos do cenário geopolítico mundial sobre o agronegócio brasileiro. Segundo o palestrante, compreender os movimentos geopolíticos é essencial para que o produtor rural possa se antecipar a tendências e avaliar os impactos que podem influenciar diretamente os custos de produção, exportações e o posicionamento do agro brasileiro no cenário mundial.
“Ainda existem muitas incertezas e pontos que precisam ser esclarecidos. E mesmo que o acordo seja assinado, há divergências entre as partes. Enquanto os Estados Unidos afirmam que o conflito está resolvido, as informações que vêm do Irã apontam para algo diferente: um acordo temporário, sujeito a novas negociações e possíveis mudanças no futuro. Isso significa que ainda não há garantia de que o fluxo de petróleo, gás e fertilizantes pelo estreito esteja totalmente normalizado. E, mesmo que seja liberado, como tenho comentado nas outras cidades e apresentações, existe um desafio operacional para retomar toda a logística. Esse processo não acontece da noite para o dia e pode levar alguns meses. Vamos continuar acompanhando e, ao longo da semana, trago as novidades para vocês”, pontuou o cientista geopolítico.
O 20º Circuito Aprosoja MT segue consolidando seu papel como ponte entre a entidade e os produtores, reforçando o compromisso de representar, informar e preparar o setor para os desafios e oportunidades do agronegócio em Mato Grosso e no Brasil. Nesta terça-feira a equipe da Aprosoja MT segue para Canarana.
Agro Mato Grosso
Curvelândia bate novo recorde nacional com queijo frescal de 3.247 kg

O maior queijo frescal do Brasil é de Curvelândia, Mato Grosso. Com 3.247 quilos e produzido a partir de 28,6 mil litros de leite, o queijo gigante fabricado pelo Laticínios Rovigo bateu um novo recorde nacional durante a 16ª Festa do Queijo, realizada neste fim de semana em Curvelândia, no sudoeste do estado.
A marca supera o recorde anterior, alcançado em 2025, quando o queijo pesou 3.005 quilos.
A produção começou na manhã de sábado (13) e mobilizou trabalhadores, produtores rurais e a população local. Já o corte foi realizado na tarde de domingo (14), quando milhares de pessoas se organizaram em filas para receber uma fatia do produto, elaborado sob rigorosos padrões de qualidade e segurança alimentar.
A produção ocorreu nas instalações do Laticínios Rovigo, empresa instalada em Curvelândia que gera emprego para cerca de 60 famílias e industrializa leite proveniente de 11 municípios da região. O processo envolveu planejamento logístico, acompanhamento técnico e cuidados especiais para garantir a qualidade do alimento distribuído gratuitamente à população.
O presidente do Sindilat MT e responsável pela produção do queijo gigante, Antônio Bornelli, destacou que o recorde representa o trabalho coletivo de toda a região, fruto do esforço conjunto de produtores rurais, trabalhadores da indústria e parceiros que contribuem para o fortalecimento da cadeia leiteira regional.
Bornelli ressaltou ainda que a indústria láctea alavanca cerca de 31 mil pequenos produtores de leite de Mato Grosso e que essa produção pode aumentar com investimentos em políticas de Estado e no fortalecimento da nutrição animal.
“Temos 31 mil pequenos produtores e, por sermos o maior produtor de grãos do país, podemos aumentar essa produção. O que precisamos é investir na produção para crescermos, pois temos o mais importante, que é a nutrição para os animais. Precisamos de políticas de Estado”, defendeu o representante do setor.
Já o presidente do Sistema Fiemt, Silvio Rangel, destacou que o setor conta com 86 indústrias e gera mais de 1,5 mil empregos formais no estado, conforme informações do Observatório de Mato Grosso, da Federação das Indústrias.
Rangel pontuou ainda que a cadeia do leite possui papel estratégico para o desenvolvimento regional por conectar a produção rural à transformação industrial.
“É uma atividade que une o campo e a indústria. O leite produzido nas propriedades rurais é transformado em alimentos de qualidade, gerando emprego, renda e desenvolvimento. Estamos falando de uma cadeia que sustenta milhares de famílias e que ainda tem um enorme potencial de crescimento”, afirmou.
O prefeito de Curvelândia, Jadilson Alves de Souza, agradeceu o empenho dos produtores rurais, do Laticínios Rovigo, do Sistema Fiemt, do Sesi, do Governo do Estado, da Assembleia Legislativa e dos demais apoiadores da festa. Ele também destacou a participação da população no evento.
“Sou grato a Deus por mais esse evento de sucesso, mais uma vez quebrando o recorde do maior queijo frescal do Brasil. A gente vê com muita alegria a população participando e vindo ao corte do queijo para degustar conosco uma fatia desse delicioso produto”, disse.
Criada a partir de uma mobilização de produtores de leite da região, a Festa do Queijo consolidou-se ao longo dos anos como uma das principais celebrações do setor lácteo mato-grossense. Além da tradição gastronômica, o evento contribui para divulgar a atividade leiteira, valorizar os produtores rurais e destacar o potencial da agroindústria instalada no interior do estado. (com Assessoria/FIEMT)
Agro Mato Grosso
Sema cadastra voluntários para resgate de animais silvestres MT

A formação de equipe multidisciplinar será para atuar em ambientes atingidos por incêndios florestais e outros desastres ambientais
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) abriu cadastro de voluntários que tenham interesse em atuar no resgate, manejo e destinação de animais silvestres em Unidades de Conservação estaduais durante o período de emergência ambiental, para atuar em ambiente atingidos por incêndios florestais e outros desastres ambientais.
Após o credenciamento, a Coordenadoria de Fauna e Recursos Pesqueiros da Sema fará a seleção e convocação para formação das equipes multidisciplinares. De acordo com a Instrução Normativa publicada no Diário Oficial do Estado, podem se cadastrar pessoas físicas com idade igual ou superior a 18 anos e jurídicas. O formulário pode ser acessado aqui.
Além da identificação pessoal, no momento do cadastro, o interessado deve informar a área de formação, se possui alguma restrição médica, entre outros dados.
O credenciamento não configura autorização imediata para o exercício das atividades. Somente as equipes selecionadas e convocadas vão atuar nas atividades de resgate, manejo e destinação dos animais silvestres em unidades de conservação estadual, sob a gestão da Sema, até 30 de novembro.
Featured18 horas agoComo a biotecnologia ajudou a colocar o Brasil no topo da produção mundial de soja?
Sustentabilidade17 horas agoEl Niño 2026: clima, grãos e forragens elevam incertezas para a produção pecuária no Brasil – MAIS SOJA
Featured19 horas agoPolícia Civil resgata refém e prende trio após roubo a empresa em Pontes e Lacerda
Sustentabilidade18 horas agoControle biológico da mosca-da-haste em soja – MAIS SOJA
Business16 horas agoFrente fria avança e chuva pode passar dos 80 mm nos próximos dias; saiba onde
Sustentabilidade16 horas agoPreços da soja no Brasil e na Bolsa de Chicago: veja como o mercado iniciou a semana
Sustentabilidade20 horas agoMILHO/CEPEA: Expectativa de produção elevada pressiona cotações – MAIS SOJA
Business24 horas agoFebrasem começa nesta semana em Rondonópolis com foco em tecnologia, mercado e produtividade
















