Sustentabilidade
Mercado de arroz em casca registra ritmo lento e queda de preços em maio no RS – MAIS SOJA

Em maio, o mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul permaneceu com liquidez reduzida. O ritmo mais lento das negociações esteve associado ao aumento gradual da disponibilidade do cereal ao longo do mês, especialmente com a conclusão da colheita da safra 2025/26, e com as dificuldades enfrentadas pelo setor no escoamento do arroz beneficiado.
A demanda enfraquecida por parte do atacado e do varejo, somada à pressão baixista sobre as cotações, reduziu o volume de negócios envolvendo o produto beneficiado e limitou o interesse das indústrias pela aquisição de matéria-prima. Com isso, os compradores atuaram de forma mais pontual, enquanto produtores com necessidade de reforçar o caixa ou cumprir compromissos financeiros mantiveram a oferta ativa.
Ainda assim, alguns desses agentes seguiram cautelosos diante dos preços praticados, considerados insuficientes para assegurar a rentabilidade da atividade. Outro destaque do período foram os leilões de apoio à comercialização promovidos pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), voltados ao arroz em casca da safra 2025/26. As operações ocorreram em um contexto de elevada disponibilidade de produto e dificuldades de comercialização observadas no mercado físico, ganhando relevância ao longo do mês.
Ao todo, a Conab realizou quatro certames, sendo o primeiro destinado a produtores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Alagoas e Sergipe, e os três subsequentes voltados exclusivamente aos estados do Sul. Por meio dos mecanismos de PEPRO (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural) e PEP (Prêmio para Escoamento de Produto), foram negociadas cerca de 262,8 mil toneladas de arroz. Nesse contexto, parte dos agentes direcionou sua atenção para os leilões, reduzindo a participação nas negociações diretas e contribuindo para mudanças na dinâmica do mercado spot ao longo de maio.
Paralelamente, o mercado também acompanhou as previsões climáticas relacionadas à possível ocorrência de um super El Niño no segundo semestre. A expectativa de chuvas acima da média no estado tem elevado as preocupações quanto aos potenciais reflexos sobre a produção, a logística e a disponibilidade do cereal nos próximos meses.
No mês anterior, a média do Indicador CEPEA/IRGA-RS (58% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi de R$ 61,02/sc de 50 kg, baixa de 2,62% frente à de abril. No acumulado de maio (de 30 de abril a 29 de maio), a redução foi de 4,55%. Considerando-se as médias das microrregiões que compõem o Indicador, houve baixa de 1,8% em maio na Fronteira Oeste, a R$ 61,31/sc de 50 kg. Na Zona Sul e Planície Costeira Interna, as reduções foram de 2,55% e 2,79%, respectivamente, a R$62,47/sc e R$ 62,05/sc. Na Campanha e Depressão Central, os preços recuaram 2,95% e 3%, a R$ 59,99/sc e R$ 58,65/sc, respectivamente. A média na Planície Costeira Externa fechou a R$ 58,08 em maio.
Em relação aos demais rendimentos acompanhados pelo Cepea, a média de preços do produto com 63% a 65% de grãos inteiros caiu 3,02% entre abril e maio, a R$ 62,02/sc de 50 kg. Para os grãos com 59% a 62% de inteiros, a baixa foi de 3,04%, a R$ 61,11/sc. Quanto ao produto de 50% a 57% de grãos inteiros, a redução foi de 4,46% no mesmo comparativo, a R$ 59,07/sc.
Mercado Internacional – No cenário internacional, a divulgação do USDA sobre as perspectivas para a safra norte-americana de 2026/27 projeta uma redução da área destinada ao arroz de grão longo nos Estados Unidos, reflexo da menor rentabilidade da atividade, dos elevados custos de produção e da crescente concorrência de importantes exportadores globais.
Ainda assim, parte da queda produtiva poderá ser compensada pelos ganhos de produtividade esperados. O USDA também destacou que os estoques de arroz de grão longo nos Estados Unidos devem atingir o maior volume desde a safra 2000/01, reflexo do enfraquecimento da demanda nos últimos anos para esse tipo de produto, o que mantém pressionada a competitividade dos exportadores no mercado internacional.
Fonte: Cepea

Sustentabilidade
Mercado brasileiro de milho deve ter dia lento nos negócios – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de milho pode ter uma quarta-feira de movimentação lenta nos negócios, em meio ao impasse de produtores e compradores no que tange aos preços. O dólar opera em queda frente ao real, mas a recente escalada deve fazer com que os produtores segurem as intenções de venda, apostando em preços mais elevados para o cereal. Na ponta compradora, porém, a demanda deve seguir fraca, uma vez que os consumidores estão bem ofertados do cereal. No cenário internacional, a pressão de oferta proveniente do avanço da colheita nos Estados Unidos mantém a Bolsa de Chicago em queda.
O mercado brasileiro de milho teve um retorno do feriado de negociações fracas. Segundo o analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, os produtores acreditam que as cotações podem subir devido ao câmbio, já os consumidores não veem espaço para altas devido à oferta e ao bom clima para a safra de verão.
No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 67,00/70,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 66,00/69,00 a saca.
No Paraná, a cotação ficou em R$ 56,00/60,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 60,00/62,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 66,00/67,00 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 68,00/70,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 61,00/63,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 57,00/60,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 52,00/56,00 a saca em Rondonópolis.
CHICAGO
* Os contratos com entrega em dezembro de 2026 estão cotados a US$ 4,40 1/2 por bushel, queda de 2,00 centavos em relação ao fechamento anterior.
* O mercado estende perdas, pressionados pelo avanço da colheita nos Estados Unidos e pelas preocupações com o ritmo mais lento da demanda externa pelo produto norte-americano. O desempenho negativo do petróleo em Nova York também contribui para o cenário de baixa.
* Ontem (3), os contratos de milho com entrega em dezembro/26 fecharam a US$ 4,42 1/2 por bushel, com baixa de 5,75 centavos, ou 1,28%, em relação ao fechamento anterior. A posição março/27 fechou a sessão a US$ 4,56 1/4 por bushel, recuo de 5,75 centavos, ou 1,24%, em relação ao fechamento anterior.
CÂMBIO
* O dólar comercial registra baixa de 0,57% a R$ 5,4547. O Dollar Index registra queda de 0,48% a 101,376 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas da Ásia fecharam mistas. China, +2,11%. Japão, -1,42%.
* As principais bolsas na Europa operam firmes. Paris, +1,42%. Frankfurt, +1,52%. Londres, +1,19%.
* O petróleo opera em baixa. Dezembro do WTI em NY: US$ 95,12 o barril (-1,00%).
AGENDA
10:30 – EUA: Balança comercial de bens e serviços de setembro.
12:30 – EUA: Relatório semanal da Administração de Informações de Energia (EIA) sobre estoques de petróleo referente à semana de 30 de outubro.
18:30 – Definição da taxa Selic pelo Copom/BC.
– Resultados financeiros da Minerva, da Vibra e da Prio.
20:50 – Japão: Ata da reunião de política monetária do Banco do Japão (BoJ).
—–Quinta-feira (05/11)
07:00 – Zona do euro: Índice de Preços ao Produtor (PPI) de setembro.
09:00 – Reino Unido: Ata da reunião do Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra.
09:00 – Reino Unido: Decisão sobre as taxas de juros do Banco da Inglaterra.
09:00 – Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física do Brasil/IBGE.
10:30 – EUA: Dados de exportação semanal de grãos/USDA.
15:00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.
15:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires.
16:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
– Resultados financeiros da PetroRecôncavo e do Brasil Agro.
20:30 – Japão: Pesquisa preliminar do trabalho – salários, emprego e horas trabalhadas de setembro.
—–Sexta-feira (06/11)
10:30 – EUA: Relatório de emprego dos Estados Unidos de outubro.
15:00 – Balança comercial consolidada de outubro/MDIC.
16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.
– Resultado financeiro da Fertilizantes Heringer.
Autor/Fonte: Arno Baasch – arno@safras.com.br) / (Agência Safras)
Sustentabilidade
Arroz/BR: Semeadura atinge 50,9% no país com avanço no RS e progresso nas demais regiões – MAIS SOJA

Arroz/BR: 50,9% semeado. No RS, o clima foi mais estável e permitiu bom avanço do plantio. Ao todo, cerca de 60% da área estadual está semeada, com bom desenvolvimento geral da cultura. No TO, as chuvas recentes permitiram o preparo e a sistematização das áreas de várzea, iniciando o plantio do arroz irrigado.
Em SC, mesmo com a baixa luminosidade, as temperaturas amenas e o excesso hídrico, o plantio avança e se aproxima do final. As lavouras apresentam danos pontuais por conta desse cenário climático.
No MA, a semeadura do arroz irrigado foi finalizada, restando as áreas tardias de arroz sequeiro. No PR, o clima foi mais favorável e permitiu a retomada do plantio. As condições das lavouras são consideradas boas.
Fonte: Conab
Autor:Conab
Site: Conab
Sustentabilidade
Soja despenca ao menor preço em 11 semanas em Chicago

Os preços da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) recuam nesta quarta-feira (4), acumulando a oitava sessão consecutiva de perdas e atingindo o menor patamar em 11 semanas. O movimento é influenciado pelo avanço da colheita nos Estados Unidos, pela maior oferta global e pela competitividade da soja brasileira no mercado internacional.
Os contratos futuros com vencimento em janeiro eram negociados a US$ 12,02 por bushel na sessão eletrônica desta manhã, com desvalorização de 0,94%, equivalente a 11,50 centavos de dólar em relação ao fechamento anterior.
A proximidade do encerramento da colheita norte-americana mantém a pressão sobre as cotações, diante da ampla disponibilidade do grão. Ao mesmo tempo, o mercado acompanha a possibilidade de aumento da concorrência brasileira nas exportações, especialmente nos destinos internacionais fora da China.
Outro fator que pesa sobre os preços é o desempenho das compras chinesas, que seguem abaixo das expectativas dos operadores, mesmo após o anúncio de uma nova venda por exportadores privados.
Soja já havia fechado em queda na terça-feira
Na sessão de terça-feira (3), os contratos futuros da soja encerraram o dia em baixa, acompanhando a desvalorização do petróleo e os fundamentos de oferta e demanda.
O contrato com vencimento em janeiro fechou cotado a US$ 12,14 por bushel, com recuo de 0,22%, equivalente a 2,75 centavos de dólar.
Já a posição março terminou o pregão a US$ 12,20 por bushel, registrando queda de 0,46%, ou 5,75 centavos de dólar.
O comportamento do mercado reflete a combinação entre o aumento da disponibilidade de soja nos Estados Unidos, a concorrência brasileira e as incertezas sobre o ritmo da demanda internacional.
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