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ICMBio volta a apreender gado no Pará e gera revolta: ‘Não há fundamentação legal’, diz advogado

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Foto: reprodução

De acordo com Diogo Franco, advogado que representa o produtor rural Pedro Coco, agentes do ICMBio voltaram a apreender o gado de seu cliente na noite do último domingo (14), na região da Terra do Meio, em São Félix do Xingu, no sudeste do Pará.

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Para Franco, a medida ocorreu fora da legalidade. “É absolutamente ilegal, à margem da lei. Criaram uma regra interna só deles. Eles apreenderam o gado sorrateiramente, de forma covarde, durante a noite”, afirmou.

A apreensão deste domingo é uma continuação da Operação Pasto Nullus, deflagrada na última terça-feira (9) pelo ICMBio com apoio da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) para combater a atividade pecuária considerada irregular dentro da Estação Ecológica da Terra do Meio.

Segundo o advogado, não há justificativa legal para a apreensão dos animais. “Não há fundamentação legal para apreender esse gado. O que está acontecendo é uma arbitrariedade sem precedentes”, protestou.

‘Abordagem truculenta’

Ainda de acordo com Franco, ação dos os agentes na última terça-feira (9) se deu de forma violenta. “A abordagem foi absolutamente truculenta”, afirmou.

O advogado ainda reclama que a fiscalização ocorreu sem comunicação prévia ao proprietário. “Chegaram à propriedade do seu Pedro, pediram autorização para entrar alegando que fariam fiscalização em outras propriedades e acabaram apreendendo o gado dele sem notificá-lo”, afirmou.

Franco alega que seu cliente ocupa a área desde o ano 2000 e aguarda há quase duas décadas uma solução fundiária por parte do governo federal.

“Em 2005 foi criada a Estação Ecológica da Terra do Meio. Em 2006, ele foi notificado de que a área passaria a integrar a unidade de conservação. Desde então, aguarda indenização e reassentamento. Há 20 anos ele espera uma definição do governo”, disse.

Tensão

A operação provocou tensão entre produtores rurais e agentes federais. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram moradores tentando impedir a retirada dos animais e soltando parte do rebanho que estava sendo transportado pelos fiscais.

O caso ampliou o debate sobre fiscalização ambiental, regularização fundiária e segurança jurídica em uma das regiões mais sensíveis da Amazônia em relação aos conflitos de terra.

Segundo relatos de produtores e lideranças locais, a ação teria ocorrido sem a apresentação de ordem judicial.

O que diz o ICMBio

A Estação Ecológica da Terra do Meio é uma unidade de conservação de proteção integral, categoria na qual a exploração econômica privada é proibida.

Em nota, o ICMBio informou que os animais apreendidos estavam sendo criados irregularmente dentro da unidade de conservação e em áreas já embargadas administrativamente pelo próprio instituto.

Segundo o órgão, os ocupantes haviam sido previamente notificados, e a manutenção da atividade pecuária configura descumprimento reiterado da legislação ambiental.

O instituto afirma ainda que as apreensões possuem respaldo jurídico e fazem parte de uma estratégia para interromper atividades ilegais em áreas protegidas da Amazônia.

Durante a fiscalização, o ICMBio informou ter identificado também possíveis irregularidades sanitárias. De acordo com o órgão, parte dos animais não estaria declarada junto à Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), situação que poderia representar risco ao controle sanitário e caracterizar fraude na atividade pecuária.

O instituto sustenta que a operação respeita os processos de regularização fundiária em andamento e garante aos envolvidos o direito ao contraditório e à ampla defesa.

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Preço do milho para São João apresenta diferença de até R$ 30,00 entre estabelecimentos

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Foto: Lulu Pinheiro/divulgação Ministério do Turismo

O milho, principal ingrediente das receitas típicas do período junino, foi um dos destaques da Pesquisa Junina 2026 realizada pelo Procon Maceió. O levantamento identificou que a mão de milho com 50 unidades pode ser encontrada entre R$ 40,00 e R$ 70,00 nos estabelecimentos pesquisados, uma diferença de R$ 30,00 para o mesmo produto.

Realizada entre os dias 8 e 10 de junho pela Gerência de Pesquisa do órgão, a pesquisa tem como objetivo auxiliar os consumidores na comparação de preços e no planejamento das compras para as festividades de São João. Confira a pesquisa aqui.

De acordo com a gerente de Pesquisa do Procon Maceió, Luísa Goulart, a pesquisa reforça a importância da comparação de preços antes das compras.

“O milho é um dos produtos mais tradicionais das festas juninas e apresentou uma diferença significativa entre os locais pesquisados. O mesmo acontece com diversos itens de decoração, vestuário e fogos de artifício. Por isso, a pesquisa é uma ferramenta importante para que o consumidor encontre opções mais vantajosas e consiga economizar durante os festejos”, destacou.

O Procon Maceió orienta que os consumidores pesquisem antes de comprar, observem a qualidade dos produtos e solicitem comprovantes de pagamento.

A pesquisa completa está disponível nos canais oficiais do órgão e serve como referência para auxiliar na tomada de decisão, considerando que os preços podem sofrer alterações conforme a disponibilidade dos produtos e a política comercial de cada estabelecimento.

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Febrasem começa nesta semana em Rondonópolis com foco em tecnologia, mercado e produtividade

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Foto: Viviane Petroli/Canal Rural Mato Grosso

A cadeia de sementes volta os olhos para Rondonópolis nesta semana. A cidade sedia, nos dias 17 e 18 de junho, a 5ª edição da Feira Brasileira de Sementes (Febrasem), que reúne empresas, pesquisadores e lideranças do setor para debater inovação, produtividade e mercado.

A programação será realizada no Parque de Exposições Wilmar Peres de Farias e contará com palestras, painéis técnicos e espaços voltados à troca de experiências e geração de negócios.

A expectativa da organização é promover discussões sobre as tecnologias que vêm transformando o setor e os desafios para as próximas safras. Conforme o presidente da Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat), Nelson Croda, os debates vão reunir especialistas de diferentes áreas ligadas à produção de sementes.

Programação

Ao longo dos dois dias, a Febrasem terá oito momentos entre palestras e painéis técnicos voltados aos principais desafios e oportunidades do setor de sementes. A programação reúne temas ligados à produtividade, inovação, mercado e às transformações tecnológicas que vêm impactando a atividade.

“Teremos importantes lideranças da indústria de biotecnologia e germoplasma, além de doutores, especialistas em mercado e profissionais altamente qualificados”, destaca Croda.

Entre os temas previstos estão a relação entre biotecnologia e aumento da produtividade, conectividade no campo, avanços da genética aplicada, comercialização de sementes e tendências da economia global que impactam a atividade agrícola.

A programação também prevê debates sobre inovação digital e biológica aplicada à produção, além de espaços voltados ao networking entre empresas, pesquisadores e produtores rurais.

Entre os palestrantes confirmados estão Mauricio Schneider, Maria de Fátima Zorato, Geri Meneghello, França Neto, Anderson Galvão, Janaína Martuscello, Francisco Soares e representantes de empresas ligadas aos segmentos de sementes, genética e biotecnologia.

As inscrições para a Febrasem seguem abertas e podem ser realizadas pelos canais oficiais do evento.


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Expectativa de safra recorde derruba preços do milho no Brasil

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Os preços do milho seguem pressionados na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Mesmo com a colheita da segunda safra ainda concentrada em poucos estados, a expectativa de aumento significativo da oferta nas próximas semanas já influencia o comportamento do mercado.

Segundo pesquisadores do Cepea, compradores têm adotado uma postura cautelosa diante das perspectivas de uma safra volumosa. A estratégia tem sido limitar novas aquisições e aguardar possíveis quedas mais acentuadas nas cotações à medida que a colheita avance pelo país.

Do lado da oferta, produtores e vendedores demonstram maior flexibilidade nas negociações. Para acelerar o escoamento do cereal neste início de colheita, muitos têm reduzido os preços pedidos ou ajustado prazos de entrega e condições de pagamento.

Estimativas reforçam pressão sobre o mercado

A retração dos consumidores também foi reforçada pelas projeções mais recentes divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os relatórios indicam aumento da produção brasileira na safra 2025/26 e crescimento da oferta global na temporada 2026/27, cenário que amplia a percepção de abundância no mercado.

No Brasil, o avanço das estimativas é resultado da recuperação da safra de verão, que apresentou desempenho superior ao inicialmente esperado. Já no cenário internacional, países como a Índia devem ampliar a produção de milho, contribuindo para o crescimento da oferta global.

Estoques mundiais ganham reforço

Além da perspectiva de maior produção, o mercado acompanha o aumento dos estoques mundiais do cereal, fator que também contribui para limitar reações nos preços.

Para analistas do Cepea, a combinação entre avanço da colheita brasileira, projeções mais otimistas para a produção global e estoques mais confortáveis mantém o viés de pressão sobre as cotações no curto prazo.

Com isso, o mercado deve seguir atento ao ritmo da colheita da segunda safra e ao comportamento da demanda nas próximas semanas, fatores que serão determinantes para a formação dos preços durante o restante da temporada.

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