Sustentabilidade
China quer reduzir dependência das importações de soja, mas Brasil segue competitivo – MAIS SOJA

Durante workshop sobre biotecnologia e inovação na soja promovido pela Bayer nesta segunda-feira (15), em São Paulo, Fabio Meneghini, um dos fundadores da Veeries, empresa especializada em inteligência de mercado para o agronegócio, afirmou que a China pretende ampliar sua autossuficiência na produção de soja dos atuais 15% para 60% nos próximos anos.
Segundo ele, esse movimento pode reduzir a dependência do país em relação ao mercado internacional e impactar os principais exportadores globais da oleaginosa.
Meneghini informou que o planejamento chinês prevê redução gradual da necessidade de importações de soja ao longo da próxima década. Atualmente, a China importa cerca de 112 milhões de toneladas da oleaginosa por ano. Pelas projeções apresentadas no evento, esse volume poderia recuar para aproximadamente 99 milhões de toneladas em 2030 e para 82 milhões de toneladas em 2035.
O analista explicou que a estratégia chinesa passa pelo aumento da produção doméstica, melhorias de produtividade e pela busca de maior independência em relação ao mercado externo.
Apesar disso, ele ponderou que metas semelhantes vêm sendo anunciadas há anos pelo governo chinês sem serem plenamente alcançadas. Na avaliação dele, a elevada competitividade da soja brasileira continua sendo um dos principais obstáculos para a execução desses planos.
“O Brasil consegue entregar soja à China com custos bastante competitivos, resultado dos ganhos de produtividade obtidos nas últimas décadas e da evolução da infraestrutura logística”, destacou.
Meneghini observou ainda que, pela primeira vez, a China passou a discutir de forma mais ampla o uso de biotecnologia como ferramenta para ampliar sua produção de soja e alcançar os objetivos traçados para o setor.
Como alternativa para reduzir a dependência do mercado chinês, o executivo apontou os biocombustíveis como uma das principais oportunidades para a cadeia da soja brasileira nas próximas décadas. Segundo ele, iniciativas ligadas ao biodiesel, ao combustível sustentável de aviação (SAF) e ao diesel renovável podem ampliar significativamente a demanda doméstica por óleo vegetal.
Na avaliação do especialista, o crescimento do consumo interno tende a ganhar relevância nos próximos anos, complementando o papel desempenhado pelas exportações na expansão da sojicultura brasileira.
Meneghini também destacou que os avanços tecnológicos obtidos no campo permitiram elevar a produção nacional sem necessidade de expansão proporcional da área cultivada. Segundo ele, os ganhos de produtividade registrados nas últimas décadas evitaram a incorporação de aproximadamente 31 milhões de hectares adicionais para alcançar os atuais níveis de produção de soja no país.
Por outro lado, ele observou que ainda existem diferenças significativas de desempenho entre os produtores brasileiros. Enquanto os agricultores mais tecnificados seguem ampliando a produtividade acima da média nacional, parte dos produtores de menor porte ainda enfrenta dificuldades para acompanhar a velocidade da evolução tecnológica, cenário que representa um dos principais desafios para os próximos anos.
Autor/Fonte: Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)
Sustentabilidade
Arroz/BR: Semeadura atinge 50,9% no país com avanço no RS e progresso nas demais regiões – MAIS SOJA

Arroz/BR: 50,9% semeado. No RS, o clima foi mais estável e permitiu bom avanço do plantio. Ao todo, cerca de 60% da área estadual está semeada, com bom desenvolvimento geral da cultura. No TO, as chuvas recentes permitiram o preparo e a sistematização das áreas de várzea, iniciando o plantio do arroz irrigado.
Em SC, mesmo com a baixa luminosidade, as temperaturas amenas e o excesso hídrico, o plantio avança e se aproxima do final. As lavouras apresentam danos pontuais por conta desse cenário climático.
No MA, a semeadura do arroz irrigado foi finalizada, restando as áreas tardias de arroz sequeiro. No PR, o clima foi mais favorável e permitiu a retomada do plantio. As condições das lavouras são consideradas boas.
Fonte: Conab
Autor:Conab
Site: Conab
Sustentabilidade
Soja despenca ao menor preço em 11 semanas em Chicago

Os preços da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) recuam nesta quarta-feira (4), acumulando a oitava sessão consecutiva de perdas e atingindo o menor patamar em 11 semanas. O movimento é influenciado pelo avanço da colheita nos Estados Unidos, pela maior oferta global e pela competitividade da soja brasileira no mercado internacional.
Os contratos futuros com vencimento em janeiro eram negociados a US$ 12,02 por bushel na sessão eletrônica desta manhã, com desvalorização de 0,94%, equivalente a 11,50 centavos de dólar em relação ao fechamento anterior.
A proximidade do encerramento da colheita norte-americana mantém a pressão sobre as cotações, diante da ampla disponibilidade do grão. Ao mesmo tempo, o mercado acompanha a possibilidade de aumento da concorrência brasileira nas exportações, especialmente nos destinos internacionais fora da China.
Outro fator que pesa sobre os preços é o desempenho das compras chinesas, que seguem abaixo das expectativas dos operadores, mesmo após o anúncio de uma nova venda por exportadores privados.
Soja já havia fechado em queda na terça-feira
Na sessão de terça-feira (3), os contratos futuros da soja encerraram o dia em baixa, acompanhando a desvalorização do petróleo e os fundamentos de oferta e demanda.
O contrato com vencimento em janeiro fechou cotado a US$ 12,14 por bushel, com recuo de 0,22%, equivalente a 2,75 centavos de dólar.
Já a posição março terminou o pregão a US$ 12,20 por bushel, registrando queda de 0,46%, ou 5,75 centavos de dólar.
O comportamento do mercado reflete a combinação entre o aumento da disponibilidade de soja nos Estados Unidos, a concorrência brasileira e as incertezas sobre o ritmo da demanda internacional.
Sustentabilidade
Trigo fecha em baixa em Chicago com negociações de paz e avanço das safras no Hemisfério Sul – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta terça-feira (3) em baixa. O mercado foi pressionado pelas expectativas em torno das negociações de paz entre Rússia e Ucrânia, que podem facilitar os embarques de grãos pelo Mar Negro, e pelo avanço das safras de trigo no Hemisfério Sul, ampliando as perspectivas de oferta global.
O Kremlin confirmou nesta terça-feira que a Rússia participará de negociações trilaterais com Ucrânia e Estados Unidos em Abu Dhabi, nos dias 10 e 11 de novembro. O encontro havia sido anunciado na segunda-feira pelo enviado norte-americano Steve Witkoff. Os esforços diplomáticos para encerrar o conflito, aliados ao aumento das exportações russas pelo Mar Báltico, reduziram as preocupações com as interrupções nos embarques pelo Mar Negro.
No cenário de oferta, a consultoria russa IKAR reduziu nesta terça-feira sua projeção para o potencial de exportação de trigo da Rússia na temporada comercial 2026/27, de 42 milhões para 39,5 milhões de toneladas. Na Ucrânia, a colheita de grãos alcançou 44,6 milhões de toneladas em 8,7 milhões de hectares até 3 de novembro, o equivalente a aproximadamente 75% da área semeada, segundo o Ministério da Agricultura do país.
Segundo a Dow Jones, a diferença entre as incertezas geopolíticas e a queda dos preços do trigo evidencia a necessidade de distinguir os riscos potenciais de oferta das condições imediatas de abastecimento. Os especialistas destacam que a Bolsa de Rosário elevou recentemente sua estimativa para a safra argentina de trigo, enquanto a colheita australiana ganha ritmo.
Ainda de acordo com os comentários, o avanço da colheita no Hemisfério Sul e os desdobramentos no Mar Negro serão determinantes para o comportamento das cotações. A demanda pelo trigo norte-americano também dependerá, em parte, da competitividade dos preços do produto dos Estados Unidos, considerando os custos de entrega em relação aos de outras origens.
Os contratos com entrega em dezembro fecharam cotados a US$ 5,99 3/4 por bushel, com baixa de 6,75 centavos de dólar, ou 1,11%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em março encerraram a US$ 6,10 3/4 por bushel, com recuo de 8,75 centavos de dólar, ou 1,41%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)
Site: Agência Safras
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