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Aplicativo para SUS, tijolo ecológico e robôs: veja os projetos selecionados para a Mostra de Tecnologia

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Evento do Governo do Estado movimenta Campo Verde nesta segunda-feira com exposição de trabalhos científicos de alunos da região Sudeste

A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) divulgou a lista dos projetos selecionados para a Etapa Regional Sudeste da XVIII Mostra Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (MECTI).

O evento será realizado na Escola Técnica Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (ETEC) de Campo Verde nesta segunda-feira (15.6) e reunirá estudantes de diversos municípios da região com projetos voltados à pesquisa científica, inovação, tecnologia, sustentabilidade, empreendedorismo e desenvolvimento social.

Além da relação dos trabalhos aprovados, também foram disponibilizados os documentos contendo informações sobre as salas e os horários das bancas avaliadoras, que orientarão a participação dos estudantes durante a programação da mostra. Os participantes já podem consultar as informações – clique aqui para acessá-las.

As apresentações ocorrerão nos formatos presencial e remoto. Os projetos inscritos para avaliação on-line serão apresentados nos períodos matutino e vespertino, enquanto os trabalhos presenciais passarão por avaliação exclusivamente no período vespertino. Os links de acesso às salas virtuais serão encaminhados aos participantes por e-mail neste domingo (14).

A programação da Etapa Regional Sudeste contará com cerimônia de abertura, apresentação cultural, palestra magna “Ciências Delas”, orientações técnicas aos participantes, exposição dos trabalhos científicos, visitação pública, avaliação dos projetos e cerimônia de premiação.

Confira lista de aprovados:

Projetos selecionados para apresentação presencial

ValorizArte: Tecnologia a Serviço da Cultura e da Renda de Artesãos de Mato Grosso
AGREMINT
Biogás gerado a partir de resíduos da produção de tilápia no sudeste mato-grossense
Machine Learning aplicado em biochar
Cidade Inteligente: Aplicação de Tecnologias Sustentáveis e Participação Cidadã para a Melhoria da Gestão Urbana em Campo Verde – MT
Resíduos da indústria têxtil como fonte para celulose
Bioinsumo à base de sílica mineral em matriz de gel: uma alternativa sustentável para o controle de Anthonomus grandis na cultura do algodão
Obtenção de hidrogel a partir de resíduos celulósicos
Plataforma OJS como meio de disseminação da cultura
Revolução Modular: o impacto do tijolo ecológico de solo-cimento na descarbonização da construção civil
Produção de dióxido de carbono na reação entre vinagre e bicarbonato de sódio: uma abordagem experimental investigativa no ensino de química
Desenvolvimento de aplicativo para localização de produtos em estabelecimentos varejistas
Projetos selecionados para apresentação on-line

Conexão Entre Voluntários (CEV): Desenvolvimento de um website para conectar voluntários e promover a assistência social
Recicla Roo: Desenvolvimento de um website para educação ambiental e apoio à coleta seletiva em Rondonópolis/MT
Farm Code: Jogo interativo como ferramenta de apoio ao aprendizado de algoritmos e lógica na educação básica
Caça Fake: Desenvolvimento de jogo educacional para o enfrentamento à desinformação na educação básica
IFOCUS: Aplicativo móvel para organização de atividades acadêmicas com os métodos Kanban e Pomodoro
HidroSmart: Sistema Hidropônico Automatizado de Baixo Custo
EcoEstuda: Sistema Automatizado para Cultivo Doméstico em Ambientes Urbanos
CuidaBem: Seu companheiro digital no controle de diabetes
Maquete Interativa dos Biomas de Mato Grosso como Recurso Didático para Educação Ambiental
ECCO-Ponto Comunitário: Uma proposta tecnológica para fortalecer a coleta seletiva e a gestão de resíduos sólidos
Safe Mind: Protótipo de aplicativo para apoio à saúde mental de adolescentes e jovens
Apoia Jovem: Aplicativo de orientação para o primeiro emprego e empregabilidade juvenil
Saúde Conectada: Aplicativo de triagem e orientação para melhorar o acesso ao SUS
Manim3D Math: Resolução Automatizada e Animação de Cálculos Matemáticos em Ambientes Tridimensionais
Nexus IA – Robô Inteligente para Apoio à Aprendizagem
Fila Zero: Sistema Inteligente de Agendamento de Consultas em Rondonópolis – MT
Agro Makers: Criatividade, Reciclagem e Brincar
Robots for Hope: Onde a Robótica se Transforma em Esperança
Praça Viva
Avaliação da Integridade Física do Ambiente Edáfico: Estudo Metodológico em Diferentes Tipos de Floresta.

Com Assessoria

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Primeira beatificação de MT reúne milhares de fiéis e autoridades em Jauru

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Padre Nazareno Lanciotti, assassinado em 2001, foi oficialmente reconhecido pelo Vaticano como mártir da fé em cerimônia sob forte calor no oeste do estado

Lágrimas, orações, cânticos e manifestações de fé marcaram a manhã histórica de sábado (13.6), em Jauru, na cerimônia que oficializou a beatificação do padre Nazareno Lanciotti. Sob o sol forte do oeste mato-grossense, milhares de fiéis permaneceram por horas acompanhando a celebração de beatificação do missionário italiano, assassinado em 2001, reconhecido agora pela Igreja Católica como mártir da fé. Nem o calor intenso diminuiu a emoção de quem aguardava há mais de duas décadas por esse momento.

A celebração reuniu mais de 80 caravanas de diversas regiões de Mato Grosso e de outros Estados, além de autoridades civis e religiosas. Estiveram presentes o governador Otaviano Pivetta, secretários de Estado, parlamentares e representantes da Igreja Católica de várias partes do Brasil. O momento mais aguardado ocorreu quando o cardeal Dom João Braz de Aviz, enviado do Vaticano para representar o Papa Leão XIV, leu a carta apostólica que oficializou a beatificação.

“Concedemos que o venerável servo de Deus, Nazareno Lanciotti, mártir, missionário infatigável do Evangelho, fundador fecundo de obras de caridade social e promotor dedicado do culto mariano, seja doravante chamado Beato”, declarou o cardeal diante da multidão.

Mais do que um marco religioso, a cerimônia abriu uma nova perspectiva para Jauru. Com a beatificação, a cidade passa a integrar o mapa dos destinos de peregrinação católica e pode se consolidar como um importante polo de turismo religioso em Mato Grosso.

A expectativa da Igreja é que o fluxo de visitantes aumente nos próximos anos. Hoje, Jauru já recebe peregrinos atraídos pela história do padre Nazareno, pelo Movimento Sacerdotal Mariano e pelos locais ligados à sua trajetória. Com o reconhecimento oficial da Igreja, esse movimento tende a se intensificar.

Para o padre Diogo Monteiro, da Arquidiocese de Cuiabá, a beatificação coloca definitivamente o município no cenário nacional do turismo religioso.

“Jauru já era um lugar de peregrinação. Todos os anos, os fiéis vinham por causa da história do padre Nazareno e da espiritualidade mariana. Agora, com a beatificação e com as relíquias do beato preservadas aqui, a tendência é que esse movimento cresça ainda mais”, afirmou.

Segundo ele, muitas pessoas que chegaram para a cerimônia nunca haviam visitado a cidade. “A beatificação colocou Jauru e também Mato Grosso no cenário do turismo religioso. Muita gente está conhecendo a cidade pela primeira vez e descobrindo toda a história construída aqui”, disse.

Os locais ligados ao beato já formam uma espécie de roteiro de fé para os visitantes. Entre eles estão a Igreja Matriz Nossa Senhora do Pilar, onde está a urna com os restos mortais do beato; o Memorial Beato Nazareno Lanciotti; o Santuário Imaculado Coração de Maria; o Hospital Nossa Senhora do Pilar; o Lar dos Velhinhos Imaculado Coração de Maria; além da Sala do Martírio, do bosque e de outros espaços que preservam sua memória.

A transformação de Jauru em destino de peregrinação encontra respaldo na própria história do sacerdote italiano que chegou à região na década de 1970. Durante quase três décadas, padre Nazareno permaneceu na mesma paróquia, dedicando-se não apenas à evangelização, mas também à criação de obras sociais, projetos educacionais e ações voltadas ao atendimento dos mais vulneráveis.

O cardeal Dom João Braz de Aviz destacou que a relevância do reconhecimento vai além do aspecto religioso.

“Se a gente olha Jauru quando ele chegou e o que é hoje, pode notar não apenas o crescimento da Igreja, mas também o crescimento humano e social proporcionado por ele. Basta ver as obras sociais que ficaram”, afirmou.

O legado permanece vivo na memória dos moradores que conviveram com o sacerdote. Um deles é Adilson Barbosa dos Santos, conhecido como Pio, que foi coroinha do padre Nazareno e hoje atua como ministro da Igreja Católica.

Visivelmente emocionado ao lembrar do antigo pároco, ele recordou a convivência iniciada ainda na infância.

“Tudo o que existe aqui na igreja, o asilo, tantas obras, têm a marca dele. Ele doou a vida por essa cidade. Eu fui coroinha do padre Nazareno e depois recebi dele o convite para ser ministro. Foi um sonho realizado.”

Para Pio, a beatificação representa também uma oportunidade de desenvolvimento para Jauru.

“Eu acredito que a cidade deu um grande passo. O padre Nazareno fez muito por nós e creio que Jauru vai crescer ainda mais com esse reconhecimento.”

Entre os milhares de fiéis presentes estava a controladora interna Bárbara Nathalia Nogueira Garnica Rocha, que visitou Jauru pela primeira vez especialmente para acompanhar a cerimônia.

“A figura do padre Nazareno nos mostra que a devoção mariana nos leva a amar ainda mais Jesus Cristo. Estar aqui hoje é muito significativo. É um evento grandioso, o primeiro desse tipo em Mato Grosso, acontecendo praticamente no quintal de casa”.

Embora a beatificação represente a conclusão de uma etapa importante, para a Igreja ela também pode ser o início de um novo caminho. O próximo passo possível é a canonização, que transformaria o beato em santo.

Rumo à santificação

Amigo da família Lanciotti e autor de um livro sobre sua trajetória, o italiano Ivaldo Riva acompanha o processo há anos e acredita que a devoção popular ao beato será fundamental para essa nova fase.

Ele próprio atribui ao padre Nazareno uma experiência que considera milagrosa. Após sofrer uma hemorragia cerebral e passar por uma cirurgia complexa em 2017, disse ter recorrido à intercessão do sacerdote.

“A emoção de todo esse processo está ligada a essa experiência que vivi. Sempre acreditei na santidade do padre Nazareno”, contou.

Segundo ele, a beatificação foi construída não apenas por documentos e investigações, mas também pela fé das pessoas que mantiveram viva a memória do sacerdote durante mais de duas décadas.

“Uma coisa que sempre me impressionou foi perceber que já existia um culto popular. As pessoas vinham rezar, visitar o túmulo, manter viva a lembrança dele. Isso foi muito importante para a beatificação.”

Agora, a expectativa é que a devoção cresça ainda mais. Se um milagre for oficialmente reconhecido pelo Vaticano por intercessão do beato Nazareno Lanciotti, o missionário que dedicou a vida a Jauru poderá dar o próximo passo rumo aos altares da Igreja Católica, transformando a cidade que escolheu para viver e morrer em um dos mais importantes centros de peregrinação religiosa do Centro-Oeste brasileiro.

Com Assessoria

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Agro Mato Grosso

Estudo registra novo inimigo natural de percevejo-barriga-verde

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Trichopoda ypiranga é registrada pela primeira vez em Diceraeus melacanthus no médio-norte de Mato Grosso

Pesquisadores registraram pela primeira vez a mosca Trichopoda ypiranga parasitando adultos do percevejo-barriga-verde, Diceraeus melacanthus. O estudo ocorreu em áreas agrícolas do médio-norte de Mato Grosso, entre outubro de 2021 e fevereiro de 2025. O resultado reforça o potencial desse inimigo natural em programas de manejo integrado de pragas.

A pesquisa avaliou 43 amostragens em soja, feijão-caupi, milheto, gergelim e plantas daninhas. As coletas abrangeram nove municípios da região. Ao todo, os cientistas coletaram 7.754 adultos de Diceraeus melacanthus. Desse total, 703 apresentavam parasitismo. A taxa média alcançou 9,06%.

As taxas variaram de 1,04% a 30,83% entre as amostragens. Os maiores índices apareceram entre março e maio. As maiores médias ocorreram em áreas de milheto, com 30,8%, e gergelim, com 17%. Em maio, cerca de 25% dos percevejos coletados em milheto e gergelim apresentavam parasitismo.

A espécie Trichopoda ypiranga respondeu por cerca de 84% das emergências registradas em Diceraeus melacanthus. Os pesquisadores também observaram Cylindromyia brasiliana, Gymnoclytia sp. e Phasia sp., mas em menor frequência. O trabalho também relata a primeira observação de Phasia sp. parasitando Diceraeus melacanthus.

Adulto macho de Trichopoda ypiranga - Foto: doi.org/10.37486/2675-1305.ec08017

Adulto macho de Trichopoda ypiranga – Foto: doi.org/10.37486/2675-1305.ec08017

Percevejo no campo

No médio-norte de Mato Grosso, a soja predomina no verão, entre setembro e fevereiro. O milho entra em sucessão, de fevereiro a junho. Essa sequência favorece Diceraeus melacanthus, pois as duas culturas funcionam como hospedeiras. Após a colheita da soja, os insetos podem se abrigar em restos culturais ou plantas daninhas. Depois, migram para atacar plântulas de milho.

Os dados mostraram variação no parasitismo ao longo do ciclo da soja. Os valores ficaram entre 2% e 23%. As amostragens incluíram plantas daninhas antes da semeadura, áreas em colheita e áreas após a colheita. A maior taxa ocorreu no início do desenvolvimento da soja.

Segundo os pesquisadores, milheto e gergelim podem oferecer condições favoráveis à atividade dos parasitoides. Essas culturas podem fornecer alimento, abrigo, microclima adequado ou menor interferência de agroquímicos. O estudo informa ainda que essas áreas recebem menos pulverizações em comparação com soja e milho. Por isso, podem atuar como reservatórios de parasitoides na região.

Taxa de parasitismo

Apesar da presença constante de Trichopoda ypiranga, a taxa geral de parasitismo foi considerada moderada. O estudo aponta o uso intensivo de inseticidas como possível fator associado a esse resultado. Produtos químicos não seletivos podem reduzir a densidade populacional de inimigos naturais, afetar a busca por hospedeiros e comprometer a emergência dos parasitoides.

Os cientistas citam o acefato como produto muito usado em culturas anuais do médio-norte de Mato Grosso. Em testes de casa de vegetação mencionados pelos pesquisadores, plantas de milho pulverizadas com meia dose e dose de bula causaram mortalidade de 100% dos parasitoides em 24 horas.

O controle químico de percevejos no Brasil utiliza inseticidas de amplo espectro, como piretroides, neonicotinoides e organofosforados. O estudo destaca a necessidade de integrar o uso racional desses produtos com práticas de conservação de inimigos naturais.

Relevância ecológica

Os pesquisadores afirmam que Trichopoda ypiranga apresenta relevância ecológica e pode contribuir para estratégias de controle biológico de Diceraeus melacanthus. Eles também indicam a necessidade de novos estudos sobre biologia, comportamento, especificidade de hospedeiros e seletividade a agroquímicos. Esses dados podem orientar a inclusão da espécie em programas de manejo integrado de pragas.

O estudo foi desenvolvido por Suellen K. A. Barros, Camila S. de Oliveira, Rodrigo de V. P. Dios, Ana P. M. da Silva e Rafael M. Pitta.

Outras informações em doi.org/10.37486/2675-1305.ec08017

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Agro Mato Grosso

Aprosoja MT defende articulação internacional para tropicalizar parâmetros globais de sustentabilidade

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Durante a Rio Nature & Climate Week, entidade levou ao presidente da COP30 proposta para construção de uma agenda global da agricultura tropical

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) defendeu, durante a Rio Nature & Climate Week, no Rio de Janeiro, em atuação conjunta com a Aprosoja Brasil, a necessidade de o Brasil liderar uma articulação internacional para tropicalizar as métricas e metodologias globais de sustentabilidade aplicadas à produção agropecuária.

A proposta foi apresentada pelo presidente da entidade, Lucas Costa Beber, ao embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, em agenda realizada durante o evento. A iniciativa busca corrigir uma distorção relevante no debate ambiental: boa parte dos critérios internacionais utilizados para avaliar sustentabilidade agrícola foi construída a partir da realidade de países de clima temperado, especialmente do hemisfério norte, sem considerar adequadamente as particularidades da produção tropical.

Segundo o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, quando esses parâmetros são aplicados ao Brasil sem a devida adaptação técnica, acabam produzindo uma leitura incompleta e, muitas vezes, injusta sobre o produtor brasileiro. O país combina elevada produtividade, tecnologia, conservação ambiental dentro da propriedade rural e uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo. Ainda assim, segue sendo frequentemente julgado por métricas que não traduzem a realidade dos trópicos.

O presidente da Aprosoja MT, destaca ainda que o Brasil precisa deixar de apenas reagir às regras internacionais e passar a participar diretamente da construção desses critérios. “O produtor brasileiro não pode ser avaliado por uma régua construída para outra realidade produtiva, climática e ambiental. O Brasil tem ciência, escala, legislação e experiência prática para liderar esse debate. Sustentabilidade nos trópicos precisa ser medida com critérios compatíveis com os trópicos”, afirmou ele.

A proposta deriva do documento apresentado pela Aprosoja MT na COP30 e dos debates conduzidos em conjunto com a Aprosoja Brasil, representando a evolução prática daquela agenda: transformar o diagnóstico sobre a agricultura tropical em uma articulação internacional capaz de influenciar os critérios globais de sustentabilidade.

A iniciativa busca dar voz aos países que sustentam parte expressiva da segurança alimentar global e que, ao mesmo tempo, enfrentam desafios próprios de clima, solo, pressão por conservação, logística, rastreabilidade e competitividade internacional. Para Lucas Costa Beber, tropicalizar os parâmetros de sustentabilidade significa qualificar o debate, aumentar a transparência e permitir que consumidores, mercados e organismos internacionais compreendam melhor os atributos reais da produção brasileira.

Em um cenário de tensões comerciais, disputas geopolíticas e uso crescente da agenda ambiental como instrumento de restrição de mercado, a entidade avalia que o Brasil precisa transformar sua experiência produtiva e ambiental em liderança internacional.

“Essa não é apenas uma pauta do agro. É uma pauta de soberania, ciência e segurança alimentar. O mundo precisa de alimentos, mas também precisa reconhecer que há diferentes formas de produzir com responsabilidade. A agricultura tropical tem muito a ensinar e o Brasil tem legitimidade para conduzir essa construção”, destacou o presidente da Aprosoja MT.

Com a iniciativa, a Aprosoja MT reforça sua atuação na defesa de uma sustentabilidade baseada em ciência, segurança jurídica, rastreabilidade e reconhecimento da realidade produtiva brasileira. O objetivo é proteger o produtor de julgamentos distorcidos, ampliar a confiança dos mercados e posicionar o Brasil como protagonista na definição dos parâmetros globais da agricultura sustentável.

(com Assessoria)

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Agro MT