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Mauro Osaki: geopolítica desafia o agro e cria novas incertezas

A geopolítica voltou a influenciar diretamente o dia a dia do produtor rural. Mudanças nas rotas comerciais, restrições de mercado, incertezas no abastecimento de fertilizantes e novas disputas econômicas entre grandes potências têm gerado impactos sobre os custos de produção e aumentado a preocupação no campo.
Para o pesquisador do Cepea/Esalq, Mauro Osaki, o cenário atual pode ser compreendido a partir de três pilares principais: os reflexos das tensões internacionais sobre a oferta de insumos, os desafios logísticos do transporte global e o avanço de medidas protecionistas adotadas por diferentes países.
Segundo ele, as consequências já são percebidas pelo agronegócio brasileiro, especialmente no mercado de fertilizantes. “A consequência disso foi a elevação dos preços dos fertilizantes que vem transmitindo isso para o nosso mercado interno”.
Osaki explica ao programa Direto ao Ponto que a preocupação não está apenas no custo dos insumos, mas também na segurança do abastecimento global, diante das dificuldades enfrentadas por importantes rotas marítimas e da crescente disputa comercial entre grandes economias.
Fertilizantes no centro das atenções
Entre os insumos mais afetados estão matérias-primas ligadas à produção de fertilizantes fosfatados e nitrogenados. Conforme o pesquisador, o mercado já sente os efeitos da alta de produtos como enxofre e ácido sulfúrico, fundamentais para a fabricação de fertilizantes.
“O impacto já vem sendo sentido por nós, que é essa alta que estamos observando no mercado de fertilizantes, em especial, algumas matérias-primas, como ácido sulfúrico com enxofre, o que impacta direto na produção de fosfato”, frisa.
No caso da ureia, utilizada principalmente em culturas como milho, arroz e feijão, a preocupação está relacionada à oferta internacional. Embora a China tenha sinalizado a retomada das exportações do produto, Osaki avalia que o mercado segue atento às incertezas globais.
O pesquisador observa ainda que a própria China busca equilibrar a garantia do abastecimento doméstico com a participação no mercado internacional. Segundo ele, um excesso de restrições pode trazer consequências para o próprio país asiático, elevando os custos dos alimentos importados.
O papel estratégico do enxofre
O enxofre para a cadeia de fertilizantes também foi um dos pontos destacados por Osaki na entrevista ao Canal Rural Mato Grosso. A matéria-prima é obtida durante o processo de refino do petróleo e tem papel fundamental na fabricação de fertilizantes fosfatados.
De acordo com ele, problemas enfrentados por refinarias em diferentes regiões do mundo acabaram reduzindo a oferta do produto, dificultando o abastecimento de algumas cadeias produtivas. “Essa matéria-prima é utilizada para produção de fertilizantes. Ela é utilizada principalmente no processo de produção de fosfatado”.
Apesar das dificuldades, Osaki ressalta que ampliar as opções de matérias-primas disponíveis ao produtor continua sendo um caminho importante para reduzir vulnerabilidades e garantir competitividade.
Dependência externa preocupa
A discussão sobre fertilizantes também reacende um tema antigo: a dependência brasileira das importações. Atualmente, entre 80% e 85% dos fertilizantes consumidos no país vêm do exterior.
Para o pesquisador, a lógica da globalização estimulou durante anos a busca por fornecedores internacionais. No entanto, o cenário mudou. “Desde 2019 para cá, a gente começou a mudar um pouco esse pensamento. O mundo começou a se proteger mais, começou a ser mais autossuficiente”.
Nesse contexto, ele considera que aumentar a produção nacional de fertilizantes pode ser uma estratégia importante para reduzir riscos. “Talvez tenhamos que caminhar para essa diretriz de aumentar a nossa capacidade produtiva de fertilizantes para reduzir essa dependência que hoje nós temos”, completa.
Entre os nutrientes analisados, Osaki acredita que o fósforo apresenta melhores condições para ampliação da produção nacional.
Margens apertadas e decisões mais difíceis
Além dos desafios relacionados aos insumos, os produtores enfrentam um cenário de rentabilidade mais apertada. Dados apresentados pelo pesquisador durante o Fórum Técnico Mais Milho, realizado em Água Boa, região leste de Mato Grosso, no último dia 28 de maio, mostraram redução das margens reais nos últimos anos, mesmo após o ajuste pela inflação.
“O que nós apresentamos foi o custo real, na verdade, já até descontando a inflação. Então você vê exatamente essa margem real nossa também recuando”.
Segundo ele, a redução da rentabilidade limita investimentos e exige mais cautela na gestão das propriedades. “A gente vê que há uma necessidade maior do produtor tirar suas reservas para conseguir honrar esses compromissos”.
Diante desse quadro, algumas estratégias de redução de custos podem entrar na pauta das fazendas. No entanto, Osaki evita recomendações generalizadas e defende que cada decisão seja tomada de acordo com as condições de solo, cultura e realidade econômica de cada propriedade.
“Cada produtor tem sua situação e seu técnico ali, o seu consultor para traçar sua estratégia”.
Oportunidade para o milho brasileiro
Se por um lado o cenário internacional gera preocupações, por outro pode abrir oportunidades para o Brasil. Uma delas está relacionada ao aumento da mistura de etanol na gasolina dos Estados Unidos.
Conforme Osaki, uma ampliação do consumo de etanol pelo mercado norte-americano elevaria a demanda interna por milho, reduzindo a disponibilidade do cereal para exportação. “Para nós diretamente é favorável, porque saindo de 10 para 15 pontos de etanol é muito para um país norte-americano”.
Nesse cenário, países tradicionalmente abastecidos pelos Estados Unidos poderiam buscar novos fornecedores. “México, Colômbia, Japão e União Europeia, outros países aí, vão ter que bater na nossa porta aqui e comprar nosso milho. E da Argentina, assim como também da Ucrânia”.
Para o pesquisador, o momento exige atenção aos movimentos globais. Em um ambiente cada vez mais conectado, decisões tomadas em outros continentes continuam influenciando diretamente os custos, os investimentos e as oportunidades para o produtor brasileiro.
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Cesb aposta em tecnologia e altas produtividades para elevar rentabilidade da soja

O desafio de alcançar altas produtividades de soja tem sido uma das principais frentes de atuação do Comitê Estratégico da Soja Brasil (Cesb), entidade sem fins lucrativos que há mais de 20 anos trabalha para difundir tecnologias e estimular produtores brasileiros a buscarem novos patamares de rendimento.
Segundo Daniel Glat, presidente do Cesb e produtor rural, o trabalho da entidade parte de um desafio direto aos agricultores. “Nós temos uma régua de corte. Este ano foi de 100 sacas por hectare. Então falamos assim, produtor, se você acha que vai dar mais do que 100 sacas por hectare, nos chame para a colheita”, explica.
A metodologia prevê que, caso a produtividade supere as 100 sacas por hectare, o próprio Cesb arque com os custos da colheita auditada. Se o resultado ficar abaixo desse patamar, a despesa fica a cargo do produtor ou da empresa patrocinadora da participação.
Para Glat, os resultados acumulados ao longo dos anos mostram que o desafio tem contribuído para elevar o nível tecnológico das lavouras. “Há 10 anos, por exemplo, os 10 maiores produtores do Cesb colhiam cerca de 100 sacas por hectare. Este ano, já colheram 130 e tantas”, destaca.
A evolução também aparece no recorde nacional registrado pelo programa. De acordo com o presidente do Cesb, em 2025 foi alcançada a marca de 154 sacas por hectare, resultado que reforça a possibilidade de novos avanços.
“Esse é o caminho do CESB, difundir tecnologia e desafiar os produtores”, afirma Glat. Para ele, ainda não é possível dizer que o limite de produtividade da soja tenha sido alcançado. “Muita gente me pergunta, já chegamos ao limite? Eu acho que não”, comenta.
Em busca por alta produtividade
Além de estimular os produtores, o Cesb utiliza as áreas auditadas para reunir informações detalhadas sobre os sistemas de produção. A entidade mantém um banco de dados com informações agronômicas que permitem comparar diferentes estratégias de manejo e identificar fatores associados aos melhores resultados.
“Nós coletamos todas as informações agronômicas daqueles produtores que a gente colhe. O Cesb hoje tem um banco de dados muito rico, com informações de manejo químico, biológico, fertilidade do solo, chuva e radiação de cada área que foi auditada”, explica Glat.
Segundo ele, essas informações são utilizadas para transformar os resultados obtidos pelos produtores de alta performance em conhecimento que possa chegar a outras propriedades.
“Esse é um grande banco de dados com informações que usamos para fazer a difusão de tecnologia, divulgando para outros produtores e incentivando que eles cheguem próximos daqueles campeões, desses produtores pioneiros que estão na frente”, diz.
A proposta, portanto, não se limita a premiar ou reconhecer os maiores rendimentos. A intenção é compreender o que está por trás dos resultados e transformar essas experiências em referências para o restante da cadeia produtiva.
Parceria Cesb
Na avaliação de Glat, a aproximação entre o Cesb e o programa Soja Brasil, do Canal Rural, tem potencial para ampliar a disseminação dessas informações entre os produtores.
“Eu acho que os dois têm o mesmo objetivo, que é a difusão da tecnologia na cultura da soja. O Soja Brasil já é um programa consagrado do Canal Rural e eu acho que o Cesb vai poder entrar com muito conteúdo”, afirma.
Para o presidente da entidade, a combinação entre o conhecimento acumulado pelo CESB e a abrangência do Canal Rural pode resultar em uma parceria estratégica para levar informação técnica a um número ainda maior de agricultores.
“O CESB tem muito conteúdo, o Canal Rural tem muita abrangência, e ambos são direcionados à cultura da soja. Então eu acho que vai ser uma parceria muito promissora”, comenta.
Produtividade e rentabilidade caminham juntas
Outro ponto destacado por Glat é a relação entre produtividade e rentabilidade. Após 18 anos de trabalho, segundo ele, o CESB chegou a uma conclusão que considera clara. Lavouras mais produtivas tendem também a apresentar maior retorno econômico.
“O que nós sabemos é que o que o CESB aprendeu nesses 18 anos é que as altas produtividades estão ligadas às altas rentabilidades. Isso é inconteste”, afirma.
O presidente cita ainda um estudo realizado pelo ex-pesquisador da Embrapa Décio Gazzoni, em conjunto com engenheiros agrônomos ligados ao Cesb, que reforçaria essa relação entre produtividade e resultado financeiro.
“Quanto mais alta a produtividade, maior a rentabilidade”, resume Glat.
Manejo segue como estratégia
Para a próxima safra, o produtor rural reconhece que o cenário pode exigir atenção aos custos e aos diferentes componentes do manejo. Ainda assim, defende que o produtor mantenha o foco na qualidade da lavoura e faça ajustes de maneira criteriosa.
“Eu vou fazer o melhor que eu posso e vou torcer, acreditando que, mesmo em condições desfavoráveis, lavouras mais bem tratadas se saem melhores do que lavouras mais maltratadas”, afirma.
Na visão de Glat, o momento exige equilíbrio entre eficiência e controle de despesas, sem abandonar práticas que contribuem para o potencial produtivo da cultura.
“A mensagem é, vamos continuar fazendo o que nós sempre fizemos, talvez com alguma parcimônia em uma ou outra forma de manejo em que a gente possa economizar. Mas, de um modo geral, é acreditar e fazer como nós sempre fizemos”, conclui.
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Safra 26/27: novos híbridos de milho buscam mais produtividade e rentabilidade no Cerrado

A escolha do híbrido de milho para a safra 2026/27 passa cada vez mais pela capacidade de adequar a genética às condições da lavoura. Com custos elevados e maior pressão de pragas e doenças, o produtor precisa considerar não apenas o potencial produtivo, mas também o ambiente, o manejo e o nível de investimento disponível.
Para o agricultor Ivan de Araújo Inácio, a renovação das opções de genética é importante para acompanhar os desafios enfrentados no campo. A produtividade, segundo ele, depende também da evolução das sementes e da capacidade de combinar o conhecimento de quem está na lavoura com o trabalho desenvolvido pela pesquisa.
“Nós fazemos o nosso lado, mas tem que vir o pessoal da pesquisa da semente com variedades novas, híbridos novos para a gente conseguir fechar um trabalho, produzir mais e tentar rentabilizar a cultura”
A definição do material utilizado também está relacionada ao objetivo de produção. Características do solo, época de plantio, condições climáticas e capacidade de investimento podem influenciar a resposta de uma mesma genética em diferentes propriedades.
Nesse cenário, o desempenho das diferentes genéticas passa a ser avaliado de acordo com as condições encontradas no campo. Em Goiás e no Noroeste de Minas Gerais, materiais com características distintas são testados em diferentes ambientes de produção, considerando fatores como época de plantio, nível de investimento e potencial de cada área.
O representante de vendas da Agroceres, Tiago Ferreira, explica que os dois híbridos têm propostas diferentes. O AG 8909 é voltado a áreas de maior potencial produtivo, enquanto o AG 8450 apresenta uma faixa de adaptação mais ampla, inclusive com possibilidade de utilização para silagem. “O AG 8909 é um híbrido de altíssimo teto produtivo”, pontua.
Na avaliação de Ferreira, o AG 8450 também pode alcançar resultados elevados quando encontra um ambiente preparado para receber a genética. “O agricultor vai ter a estabilidade de produção”, afirma.
Quatro anos de pesquisa antes da chegada ao mercado
Os resultados apresentados agora são consequência de um processo de avaliação que começou antes da comercialização. Os dois híbridos passaram por testes em diferentes regiões de Goiás, épocas de plantio e níveis de investimento, permitindo comparar o comportamento das plantas em ambientes distintos.
O gerente da Agroceres em Goiás, Danilo Pereira, explica que os materiais estão inseridos nos programas de pesquisa da empresa há pelo menos quatro anos. “Eles estão sendo avaliados em diferentes regiões e em diferentes épocas, em diferentes níveis de investimentos”, frisa ao projeto Mais Milho.
A partir das informações acumuladas durante os testes, os híbridos chegaram a uma condição comercial na safra de verão 2025/26. A etapa permitiu observar o comportamento das genéticas diretamente nas propriedades, além dos experimentos conduzidos pela pesquisa.
Para Pereira, os resultados obtidos junto aos agricultores ajudam a ampliar o conhecimento sobre o comportamento dos materiais em condições comerciais. A avaliação é importante principalmente porque o desempenho observado em ensaios precisa ser confrontado com as condições reais de produção.
Esse tipo de pesquisa também permite identificar em quais situações uma determinada genética apresenta melhor resposta. Na prática, o posicionamento do híbrido precisa considerar as características de cada ambiente e o sistema de produção adotado na propriedade.
Sanidade ganha peso na escolha da genética
O potencial produtivo, porém, pode ser comprometido quando a lavoura enfrenta problemas fitossanitários. Por isso, características relacionadas à sanidade também estão entre os critérios considerados no desenvolvimento e na avaliação dos novos híbridos.
Os testes realizados pela empresa consideraram características relacionadas à qualidade de colmo, doenças e pragas. Os resultados ajudam a entender o comportamento dos materiais diante de diferentes condições encontradas nas áreas produtoras.
De acordo com o gerente técnico de Desenvolvimento de Mercado da Bayer, Max Leite, os materiais apresentaram resultados positivos nos ambientes avaliados pela empresa. No caso do AG 8909, ele cita índice de vitória superior a 80% nos ambientes de alto potencial.
Para o AG 8450, o índice informado também supera 80% nos ambientes em que o material foi avaliado. Os números, porém, precisam ser considerados dentro das condições em que os testes foram realizados e não substituem a análise específica de cada propriedade.
O manejo continua sendo necessário mesmo com o avanço da genética. Leite chama atenção para o aumento da pressão de patógenos e pragas e avalia que um cenário de temperaturas mais elevadas pode ampliar esse desafio.
Por isso, a escolha do híbrido passa a fazer parte de uma estratégia mais ampla, que envolve planejamento de plantio e manejo ao longo do ciclo. A genética é um dos componentes do sistema produtivo e precisa estar adequada às condições encontradas no campo.
Custo de produção coloca eficiência no centro da decisão
A pressão sobre os custos é outro fator que interfere diretamente na escolha do produtor. Em um cenário de margens mais apertadas, alcançar uma produtividade elevada não necessariamente significa maior rentabilidade se o investimento necessário para chegar a esse resultado não for compatível com a realidade da propriedade.
Para Luiz Márcio Bernardes, diretor-geral do Centro de Milho Agroceres Bayer, o cenário econômico exige atenção do setor. “O cenário de custos desafia o mercado agrícola”, pontua ao Canal Rural Mato Grosso.
A questão passa, portanto, por encontrar alternativas que permitam ao produtor trabalhar dentro das condições financeiras de cada propriedade. O nível de tecnologia empregado precisa estar relacionado ao potencial da área e à capacidade de investimento.
O desenvolvimento de novas genéticas é uma das frentes utilizadas pela indústria para responder a esse cenário. Bernardes ressalta que os investimentos em pesquisa buscam gerar novas opções para os sistemas de produção.
Mas a decisão final continua sendo do produtor, que precisa avaliar as características da própria lavoura antes de definir o material que será utilizado. Potencial produtivo, estabilidade, sanidade, época de plantio e custo fazem parte dessa equação.
É essa combinação que determina se uma tecnologia consegue, de fato, contribuir para o resultado econômico da atividade. A chegada de novas opções de genética para a safra 2026/27 amplia as possibilidades de escolha, mas mantém como desafio encontrar o material que melhor se encaixa nas condições de cada lavoura.
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Mapa publica Anuário do Vinho 2026 com dados da cadeia produtiva

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou nesta terça-feira (8) o Anuário do Vinho 2026, com informações sobre a cadeia produtiva da bebida no Brasil referentes a 2025. A publicação reúne dados sobre estabelecimentos e produtos registrados no ministério, além de produção, empregos e comércio exterior.
Segundo o anuário, o Brasil contava em 2025 com 965 vinícolas registradas no Mapa, distribuídas por 327 municípios. O Rio Grande do Sul concentrava 600 estabelecimentos, seguido por Santa Catarina, com 102, e São Paulo, com 86.
Os dados do Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários (Sipeagro) mostram que o país tinha 16.258 vinhos registrados em 2025. O Rio Grande do Sul liderava com 10.855 registros. Na sequência aparecem Santa Catarina, com 1.898, e São Paulo, com 1.413.
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Na produção, o anuário informa que o volume declarado de vinho ultrapassou 300 milhões de litros em 2025. A atividade registrou 7.361 empregos diretos no período, o que amplia o conjunto de indicadores disponíveis para acompanhamento do setor vitivinícola.
No comércio exterior, as exportações brasileiras de vinho somaram 7,35 milhões de litros em 2025, enquanto as importações alcançaram 165,66 milhões de litros.
De acordo com o Mapa, as informações organizadas na publicação podem ser usadas como fonte de consulta por produtores, pesquisadores, instituições públicas e outros interessados em acompanhar os dados do segmento no país.
A edição de 2026 é a primeira publicação específica do anuário da cadeia produtiva do vinho pelo Mapa e passa a integrar o conjunto de levantamentos do ministério sobre diferentes segmentos de bebidas, como cerveja, cachaça e bebidas não alcoólicas.
Fonte: gov.br
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