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1 de junho de 2026

Business

China endurece regras para importação de alimentos; entenda o impacto no agro brasileiro

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Foto: Freepik

Entraram em vigor nesta segunda-feira (1º) as novas regras da China para o registro de fabricantes estrangeiros de alimentos exportados ao país. O novo regulamento, publicado pela Administração Geral das Alfândegas da China (GAC), amplia exigências sanitárias, cria novos critérios de controle e pode impactar diretamente empresas brasileiras que exportam carnes, lácteos, pescados e outros produtos agropecuários.

O Decreto nº 280 substitui a norma anterior, vigente desde 2021, e passa a disciplinar os procedimentos de registro, renovação e fiscalização de produtos alimentícios importados pelo mercado chinês. Segundo o governo chinês, o objetivo é reforçar a segurança alimentar e aprimorar o controle de risco sobre os produtos que entram no país.

China adotará sistema de risco para alimentos importados

Pelas novas regras, a GAC passará a adotar um sistema de gestão dinâmica baseado em avaliação de risco para definir quais produtos precisarão de recomendação oficial das autoridades sanitárias dos países exportadores.

Entre os critérios analisados estão a origem das matérias-primas, técnicas de produção e processamento, histórico de segurança alimentar, perfil dos consumidores e práticas internacionais.

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O novo sistema também define quais categorias não terão renovação automática de registro e amplia o escopo da regulamentação para incluir instalações estrangeiras de armazenamento a frio utilizadas antes da exportação para a China.

Carnes, lácteos e pescados estão entre os produtos afetados

A medida atinge diretamente exportadores de produtos considerados de maior risco sanitário. A lista inclui carnes e derivados, lácteos, ovos, pescados, mel, óleos vegetais comestíveis, frutas secas, sementes, vegetais desidratados e alimentos especiais.

Para 17 categorias classificadas como mais sensíveis, continuará sendo obrigatória a recomendação oficial da autoridade competente do país exportador. Nesse caso, as empresas precisarão apresentar relatórios de inspeção e documentação sanitária antes de solicitar o registro junto à China.

Já empresas de alimentos considerados de menor risco poderão fazer a solicitação diretamente no sistema eletrônico CIFER, utilizado pela alfândega chinesa.

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Registros antigos seguem válidos

Segundo a GAC, os registros concedidos sob a regulamentação anterior permanecem válidos e não precisarão ser refeitos. O órgão também informou que as novas regras foram elaboradas para manter compatibilidade com o sistema atual e facilitar o comércio para empresas já habilitadas.

Os registros terão validade de cinco anos e, na maioria dos casos, serão renovados automaticamente pelo mesmo período. A exceção vale para frigoríficos e fabricantes de ninhos de pássaros comestíveis, que continuarão obrigados a solicitar renovação formal entre três e 12 meses antes do vencimento.

A renovação automática também poderá ser suspensa em casos de não conformidade sanitária ou restrições impostas ao país de origem do produto.

Exportações brasileiras acompanham maior rigor chinês

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As mudanças ocorrem em um momento de aumento do rigor sanitário chinês sobre alimentos importados. Nos últimos meses, a China suspendeu temporariamente unidades frigoríficas brasileiras e ampliou o monitoramento sobre produtos de origem animal.

Segundo dados divulgados pela própria alfândega chinesa, mais de 96 mil empresas de 178 países já possuem registro para exportar alimentos ao país. O volume de alimentos importados pela China saltou de 1,05 trilhão de yuans em 2020 para 1,32 trilhão de yuans em 2025.

Apesar do endurecimento das regras, o governo chinês afirma que a atualização do sistema busca equilibrar segurança alimentar e facilitação do comércio internacional.

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Safra estadual de citros é aberta no Rio Grande do Sul em Montenegro

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A 26ª Abertura Oficial da Safra Estadual de Citros ocorreu nesta sexta-feira (29), na localidade de Fortaleza, no interior de Montenegro, no Vale do Caí. O encontro marcou o início da colheita no Rio Grande do Sul e reuniu produtores, técnicos, lideranças do setor e autoridades estaduais. A expectativa apresentada no evento é de manutenção do desempenho observado na safra de 2025, em uma cadeia que supera 37 mil hectares cultivados no estado.

Segundo dados apresentados pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi), o estado ocupa a sexta posição nacional na produção de laranjas e a terceira na produção de bergamotas. A citricultura gaúcha tem base relevante na agricultura familiar e presença consolidada em regiões como o Vale do Caí.

Na safra de 2025, as laranjas lideraram em área plantada, com 22,7 mil hectares, produção de 354 mil toneladas e participação de 8.024 produtores. As bergamotas somaram 12,8 mil hectares e 197 mil toneladas. Já os limões alcançaram 1,6 mil hectares e 20 mil toneladas.

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Além do volume produzido, a atividade tem peso econômico na cadeia regional. De acordo com as informações divulgadas no evento, o Valor Bruto da Produção da citricultura gaúcha superou R$ 1 bilhão na safra de 2024. O resultado ajuda a explicar a relevância da cultura para a renda no campo, para o abastecimento e para segmentos ligados ao comércio e à indústria.

No campo sanitário, o principal ponto destacado foi a prevenção ao greening, doença que ainda não integra os pomares gaúchos, segundo a Seapi. Durante a abertura, o secretário Márcio Madalena afirmou que o foco do estado é impedir a entrada da praga por meio da atuação do Departamento de Defesa Vegetal e de parcerias com a assistência técnica. A previsão informada é de mais de R$ 2 milhões em 2026 para ações de assistência aos produtores.

A manutenção da sanidade dos pomares, somada ao suporte técnico, tende a ser um dos fatores centrais para o desempenho da nova safra.

Com área superior a 37 mil hectares e produção distribuída entre laranjas, bergamotas e limões, a citricultura do Rio Grande do Sul inicia a colheita com foco em continuidade produtiva e vigilância fitossanitária. Sem estimativa consolidada de volume para 2026 no conteúdo disponível, o acompanhamento da safra dependerá da evolução da colheita e do controle sanitário nos pomares.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Agro Mato Grosso

Governo dos EUA envia comitiva a MT para decifrar a explosão de etanol

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Representantes do USDA realizam visita técnica inédita ao Imea para mapear os dados de biocombustíveis e os impactos do estado no mercado global

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Agro Mato Grosso

Energia trifásica no campo amplia irrigação e armazenagem para o agro em MT

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Membros da Aliança do Setor Produtivo, que reúne Famato, Fecomércio e Fiemt, celebraram a iniciativa

A ampliação da rede de energia trifásica em Mato Grosso, anunciada nesta quinta-feira (28), é vista pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) como uma medida estratégica para reduzir gargalos históricos da agropecuária, melhorar a competitividade no campo e criar condições para a instalação de agroindústrias em regiões produtoras.

O Governo de Mato Grosso apresentou o Programa MT Trifásico, instituído por decreto do governador Otaviano Pivetta, com o objetivo de ampliar a distribuição de energia elétrica trifásica nas áreas rurais do Estado, preferencialmente por meio de eixos estruturantes. A parceria com a Energisa prevê R$ 1,4 bilhão em investimentos entre 2026 e 2030.

Do total, R$ 700 milhões serão de responsabilidade do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e da Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf), e R$ 700 milhões serão investidos pela Energisa. A participação será dividida igualmente, com 50% para cada parte. Conforme apresentado na reunião, a previsão é implantar 5 mil quilômetros de rede trifásica em Mato Grosso.

Para a Famato, o programa enfrenta um dos principais entraves do setor produtivo no interior, que é a falta de energia com qualidade e estabilidade. Na avaliação do presidente da entidade, Vilmondes Tomain, Mato Grosso tem produção agropecuária em larga escala, mas ainda encontra dificuldade para transformar essa produção dentro do próprio Estado por causa das limitações na distribuição de energia.

“Essa é uma demanda que a gente vem apontando há bastante tempo. Mato Grosso não pode continuar dependendo da estrutura de distribuição de energia que temos hoje. O Estado tem geração, tem produção, mas ainda falta energia de qualidade chegando aos pontos de consumo”, afirmou.

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Segundo Vilmondes, a energia trifásica é fundamental para a verticalização da produção agropecuária. Com uma rede mais robusta, municípios produtores passam a ter melhores condições para receber silos, armazéns, secadores, frigoríficos, laticínios, beneficiadoras e outras unidades ligadas ao agro.

“Temos produtos de alto valor agregado que poderiam ser industrializados aqui dentro. A produção nós temos. O que falta, em muitas regiões, é infraestrutura para atrair empresas e permitir que o valor fique em Mato Grosso, gerando emprego, renda e desenvolvimento”, disse.

A apresentação do programa também apontou impactos diretos para o agronegócio, como a possibilidade de ampliar sistemas de irrigação de alta potência em grandes propriedades, utilizar motores trifásicos em silos e estruturas de armazenagem, reduzir custos operacionais com energia mais eficiente e aumentar a produtividade e a competitividade no campo.

Para a Famato, esses pontos são decisivos em um estado de grandes distâncias e com produção distribuída em diferentes regiões. A falta de energia, conforme o presidente da Famato, não afeta apenas a propriedade rural, mas toda a cadeia logística e econômica.

“Para ter armazém, precisa de energia. Quando não há armazenagem suficiente perto da produção, os caminhões rodam mais, as estradas ficam mais sobrecarregadas e o custo aumenta. A falta de energia reflete em várias pontas”, pontuou.

A irrigação também foi destacada como uma das frentes mais importantes. Em cenários de crise hídrica ou de expansão da produção, a ausência de energia adequada limita a instalação de pivôs centrais e de outros sistemas modernos de irrigação. Para o setor produtivo, isso compromete a segurança produtiva e reduz a capacidade de resposta do produtor diante da irregularidade das chuvas.

Além do impacto direto no agro, o Programa MT Trifásico prevê reflexos na indústria, no comércio e na agricultura familiar. A expansão da rede deve viabilizar agroindústrias em municípios pequenos, favorecer a instalação de frigoríficos, laticínios e beneficiadoras, fomentar o turismo rural e ecológico e gerar empregos diretos e indiretos nas regiões atendidas.

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Na avaliação da Famato, o planejamento técnico será essencial para direcionar os investimentos às regiões com maior demanda e potencial produtivo. O programa contará com um comitê gestor multissetorial, responsável por definir critérios de seleção dos eixos, cronogramas, planos de trabalho e condições dos aportes financeiros.

“Temos novas fronteiras agrícolas, municípios em crescimento e regiões de altíssima produtividade que precisam dessa estrutura. Com critérios técnicos, esse investimento pode atender o maior número possível de produtores, trabalhadores e famílias”, finalizou. (com Assessoria Famato)

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