Agro Mato Grosso
Energia trifásica no campo amplia irrigação e armazenagem para o agro em MT

Membros da Aliança do Setor Produtivo, que reúne Famato, Fecomércio e Fiemt, celebraram a iniciativa
A ampliação da rede de energia trifásica em Mato Grosso, anunciada nesta quinta-feira (28), é vista pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) como uma medida estratégica para reduzir gargalos históricos da agropecuária, melhorar a competitividade no campo e criar condições para a instalação de agroindústrias em regiões produtoras.
O Governo de Mato Grosso apresentou o Programa MT Trifásico, instituído por decreto do governador Otaviano Pivetta, com o objetivo de ampliar a distribuição de energia elétrica trifásica nas áreas rurais do Estado, preferencialmente por meio de eixos estruturantes. A parceria com a Energisa prevê R$ 1,4 bilhão em investimentos entre 2026 e 2030.
Do total, R$ 700 milhões serão de responsabilidade do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e da Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf), e R$ 700 milhões serão investidos pela Energisa. A participação será dividida igualmente, com 50% para cada parte. Conforme apresentado na reunião, a previsão é implantar 5 mil quilômetros de rede trifásica em Mato Grosso.
Para a Famato, o programa enfrenta um dos principais entraves do setor produtivo no interior, que é a falta de energia com qualidade e estabilidade. Na avaliação do presidente da entidade, Vilmondes Tomain, Mato Grosso tem produção agropecuária em larga escala, mas ainda encontra dificuldade para transformar essa produção dentro do próprio Estado por causa das limitações na distribuição de energia.
“Essa é uma demanda que a gente vem apontando há bastante tempo. Mato Grosso não pode continuar dependendo da estrutura de distribuição de energia que temos hoje. O Estado tem geração, tem produção, mas ainda falta energia de qualidade chegando aos pontos de consumo”, afirmou.
Segundo Vilmondes, a energia trifásica é fundamental para a verticalização da produção agropecuária. Com uma rede mais robusta, municípios produtores passam a ter melhores condições para receber silos, armazéns, secadores, frigoríficos, laticínios, beneficiadoras e outras unidades ligadas ao agro.
“Temos produtos de alto valor agregado que poderiam ser industrializados aqui dentro. A produção nós temos. O que falta, em muitas regiões, é infraestrutura para atrair empresas e permitir que o valor fique em Mato Grosso, gerando emprego, renda e desenvolvimento”, disse.
A apresentação do programa também apontou impactos diretos para o agronegócio, como a possibilidade de ampliar sistemas de irrigação de alta potência em grandes propriedades, utilizar motores trifásicos em silos e estruturas de armazenagem, reduzir custos operacionais com energia mais eficiente e aumentar a produtividade e a competitividade no campo.
Para a Famato, esses pontos são decisivos em um estado de grandes distâncias e com produção distribuída em diferentes regiões. A falta de energia, conforme o presidente da Famato, não afeta apenas a propriedade rural, mas toda a cadeia logística e econômica.
“Para ter armazém, precisa de energia. Quando não há armazenagem suficiente perto da produção, os caminhões rodam mais, as estradas ficam mais sobrecarregadas e o custo aumenta. A falta de energia reflete em várias pontas”, pontuou.
A irrigação também foi destacada como uma das frentes mais importantes. Em cenários de crise hídrica ou de expansão da produção, a ausência de energia adequada limita a instalação de pivôs centrais e de outros sistemas modernos de irrigação. Para o setor produtivo, isso compromete a segurança produtiva e reduz a capacidade de resposta do produtor diante da irregularidade das chuvas.
Além do impacto direto no agro, o Programa MT Trifásico prevê reflexos na indústria, no comércio e na agricultura familiar. A expansão da rede deve viabilizar agroindústrias em municípios pequenos, favorecer a instalação de frigoríficos, laticínios e beneficiadoras, fomentar o turismo rural e ecológico e gerar empregos diretos e indiretos nas regiões atendidas.
Na avaliação da Famato, o planejamento técnico será essencial para direcionar os investimentos às regiões com maior demanda e potencial produtivo. O programa contará com um comitê gestor multissetorial, responsável por definir critérios de seleção dos eixos, cronogramas, planos de trabalho e condições dos aportes financeiros.
“Temos novas fronteiras agrícolas, municípios em crescimento e regiões de altíssima produtividade que precisam dessa estrutura. Com critérios técnicos, esse investimento pode atender o maior número possível de produtores, trabalhadores e famílias”, finalizou. (com Assessoria Famato)
Agro Mato Grosso
VÍDEO: avião agrícola cai em creche com mais de 150 crianças em MT

Acidente ocorreu em Campo Verde, no início da tarde desta sexta-feira (23). Nenhum aluno ou funcionário ficou ferido, e o piloto foi levado ao hospital.
Um avião agrícola caiu e atingiu parte do prédio da Creche Coralina, em Campo Verde, a 139 km de Cuiabá, nesta sexta-feira (23). Localizada no Jardim América, a creche atende cerca de 180 crianças de 1 a 5 anos e conta com 40 profissionais entre professores e equipes de apoio.
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação, informou que nenhum aluno se feriu. Ainda segundo a Secretaria, o avião, usado para pulverização das lavouras, não transportava nenhum defensivo no momento da queda.
Um vídeo das câmeras de segurança mostram o momento em que o avião atinge o prédio. Após a queda, é possível ouvir o estrondo do impacto, além da fumaça (veja vídeo acima).
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Conforme informou a Secretaria de Educação, ao cair o avião atingiu parte do prédio que não é utilizada pelos alunos. — Foto: Reprodução
No local, os militares encontraram o piloto, de 28 anos, consciente e sentado, fora da área de impacto. Durante a avaliação inicial, a equipe identificou um ferimento na lateral esquerda da cabeça, inchaço na região e dor, além de uma deformidade no tórax. Após receber os primeiros socorros e ser imobilizado pelas equipes de resgate, o piloto foi encaminhado ao Hospital Municipal Coração de Jesus para atendimento médico especializado.
Ainda segundo os bombeiros, houve derramamento de combustível no local. A área foi isolada, e as equipes realizaram medidas preventivas para reduzir os riscos de incêndio, considerando a possibilidade de novos incidentes.
O prédio da creche foi evacuado e o local do acidente isolado até a chegada da polícia. As circunstâncias do acidente serão investigadas pelas autoridades responsáveis.
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Avião agrícola cai e atinge prédio de creche com mais de 150 crianças. — Foto: Angélica Neri
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Agro Mato Grosso
VÍDEO: avião é incendiado após perseguição e tentativa de interceptação pela FAB em MT

Queda ocorreu há cerca de 80 km da área urbana da cidade, na Fazenda Monte Azul.
Um avião de pequeno foi incendiado na zona rural de Juara, a 650 km de Cuiabá, após uma tentativa de interceptação pela Força Aérea Brasileira (FAB), nesta sexta-feira (23). A queda da aeronave ocorreu a cerca de 80 km da área urbana da cidade, na região Fazenda Monte Azul.
Um vídeo gravado por testemunhas mostra o momento em que uma aeronave da FAB desce na região e o avião de pequeno porte, já no chão, é incendiado (assista abaixo).
Segundo o Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron), as equipes estavam acompanhando uma ocorrência de forma integrada com a FAB, a Polícia Federal e Polícia Militar, por suspeita de tráfico de drogas aéreo.
Durante a ação, houve a tentativa de interceptação da aeronave suspeita pela FAB. No entanto, segundo o Gefron, o avião desceu em uma pista clandestina e os ocupantes atearam fogo.
Nenhum suspeito foi localizado pelas equipes. Também não foram localizadas vítimas no local. O caso é investigado.
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Avião de pequeno porte caiu e pegou fogo na zona rural de Juara (MT) — Foto: Reprodução
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Agro Mato Grosso
STF autoriza concessão de rodovias estaduais de MT após disputa judicial

Lote prevê manutenção em 237 quilômetros de rodovias da Rota do Arinos, que abrange cinco municípios.
O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou o andamento da concessão de rodovias estaduais de Mato Grosso que integram o Lote 1 do Programa de Concessões Rodoviárias do estado. A decisão dada pelo ministro André Mendonça na quarta-feira (21) atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral do Estado (PGE).
O lote prevê manutenção em 237 quilômetros de rodovias da Rota do Arinos, que abrange cinco municípios. O investimento privado estimado é de R$ 2,6 bilhões ao longo de 30 anos.
Segundo o governo do estado, a disputa judicial começou após o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) suspender a contratação da concessão. Na sequência, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) entendeu que o governo estadual havia adotado as medidas necessárias e derrubou a decisão do órgão de controle.
O TCE-MT recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que concedeu uma liminar para suspender novamente a formalização do contrato. Diante disso, a PGE recorreu ao STF, sob o argumento de que houve invasão de competência.
O lote inclui trechos de quatro rodovias estaduais: MT-160, MT-220, MT-242 e MT-338. As obras abrangem os municípios de Juara, Novo Horizonte do Norte, Porto dos Gaúchos, Itanhangá e Tapurah.
Assinatura para concessões
Em setembro do ano passado o governo assinou três lotes para a concessões de 964,5 quilômetros de rodovias estaduais, incluindo o trecho acima, e o Lote 2 – Rota da Produção, que corresponde a 418,5 km das MTs 160/235/249/480 e o Lote 5- Rodovia da Integração, que corresponde a 308,3 km das MTs 020/326.
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