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1 de junho de 2026

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Embrapa Café destaca qualidade, inovação e origem na AgroBrasília 2026

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A Embrapa Café participou da AgroBrasília 2026, na sexta-feira (22), com duas palestras voltadas à qualidade, à inovação e à valorização da cafeicultura brasileira. As apresentações ocorreram no estande da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em referência ao Dia Nacional do Café, celebrado em 24 de maio. O evento também recebeu resultados de um diagnóstico sobre a produção de café no Distrito Federal, com foco em estrutura produtiva, qualidade e possível diferenciação por origem.

Na programação da manhã, a chefe de Inovação e Negócios da Embrapa Café, Renata Silva, apresentou o tema “Cafés do Brasil: ciência, saberes, diversidade e inovação que transformam territórios”. Segundo ela, o manejo adequado desde a lavoura até o armazenamento influencia a qualidade final da bebida e pode reduzir problemas associados a fungos e toxinas.

Renata afirmou que a diversidade de climas, solos, biomas e sistemas de produção é um dos diferenciais da cafeicultura nacional. A pesquisadora também destacou estratégias de agregação de valor, como investimentos em pós-colheita, fermentações controladas e valorização da origem. Como exemplo, citou Rondônia, onde, segundo a apresentação, a produtividade média passou de 7 sacas por hectare para cerca de 60 sacas por hectare em 20 anos.

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A segunda palestra foi conduzida pela barista Juliana Morgado, campeã brasileira de Brewers Cup na categoria de café filtrado e representante do Brasil no World Brewers Cup 2026, entre 25 e 27 de junho, em Bruxelas, na Bélgica. Ela destacou que competições internacionais ajudam a difundir conhecimento técnico, conectar produtores e consumidores e ampliar a visibilidade dos cafés brasileiros de qualidade.

À tarde, no estande do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), a pesquisadora Lívia Lacerda, da Universidade de Brasília (UnB), apresentou resultados do projeto sobre qualidade química e sensorial dos cafés produzidos no Distrito Federal. De acordo com o estudo, os seis maiores produtores respondem por cerca de 95% da produção reportada, enquanto Paranoá, Planaltina, Sobradinho II e Gama concentram aproximadamente 85% da área plantada.

O diagnóstico reúne informações sobre propriedades, sistemas de cultivo, solos, condições climáticas, grãos verdes e torrados, bebida e percepção dos consumidores. A proposta é apoiar decisões de manejo, assistência técnica e posicionamento de mercado para os cafés do Distrito Federal.

Os dados apresentados indicam que a diferenciação por qualidade e origem pode ganhar espaço na cafeicultura do Distrito Federal, mas a consolidação desse processo depende do avanço das próximas etapas do estudo, que devem aprofundar a análise por regiões produtoras, safras e materiais genéticos, segundo a UnB.

Fonte: embrapa.br

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China endurece regras para importação de alimentos; entenda o impacto no agro brasileiro

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Foto: Freepik

Entraram em vigor nesta segunda-feira (1º) as novas regras da China para o registro de fabricantes estrangeiros de alimentos exportados ao país. O novo regulamento, publicado pela Administração Geral das Alfândegas da China (GAC), amplia exigências sanitárias, cria novos critérios de controle e pode impactar diretamente empresas brasileiras que exportam carnes, lácteos, pescados e outros produtos agropecuários.

O Decreto nº 280 substitui a norma anterior, vigente desde 2021, e passa a disciplinar os procedimentos de registro, renovação e fiscalização de produtos alimentícios importados pelo mercado chinês. Segundo o governo chinês, o objetivo é reforçar a segurança alimentar e aprimorar o controle de risco sobre os produtos que entram no país.

China adotará sistema de risco para alimentos importados

Pelas novas regras, a GAC passará a adotar um sistema de gestão dinâmica baseado em avaliação de risco para definir quais produtos precisarão de recomendação oficial das autoridades sanitárias dos países exportadores.

Entre os critérios analisados estão a origem das matérias-primas, técnicas de produção e processamento, histórico de segurança alimentar, perfil dos consumidores e práticas internacionais.

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O novo sistema também define quais categorias não terão renovação automática de registro e amplia o escopo da regulamentação para incluir instalações estrangeiras de armazenamento a frio utilizadas antes da exportação para a China.

Carnes, lácteos e pescados estão entre os produtos afetados

A medida atinge diretamente exportadores de produtos considerados de maior risco sanitário. A lista inclui carnes e derivados, lácteos, ovos, pescados, mel, óleos vegetais comestíveis, frutas secas, sementes, vegetais desidratados e alimentos especiais.

Para 17 categorias classificadas como mais sensíveis, continuará sendo obrigatória a recomendação oficial da autoridade competente do país exportador. Nesse caso, as empresas precisarão apresentar relatórios de inspeção e documentação sanitária antes de solicitar o registro junto à China.

Já empresas de alimentos considerados de menor risco poderão fazer a solicitação diretamente no sistema eletrônico CIFER, utilizado pela alfândega chinesa.

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Registros antigos seguem válidos

Segundo a GAC, os registros concedidos sob a regulamentação anterior permanecem válidos e não precisarão ser refeitos. O órgão também informou que as novas regras foram elaboradas para manter compatibilidade com o sistema atual e facilitar o comércio para empresas já habilitadas.

Os registros terão validade de cinco anos e, na maioria dos casos, serão renovados automaticamente pelo mesmo período. A exceção vale para frigoríficos e fabricantes de ninhos de pássaros comestíveis, que continuarão obrigados a solicitar renovação formal entre três e 12 meses antes do vencimento.

A renovação automática também poderá ser suspensa em casos de não conformidade sanitária ou restrições impostas ao país de origem do produto.

Exportações brasileiras acompanham maior rigor chinês

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As mudanças ocorrem em um momento de aumento do rigor sanitário chinês sobre alimentos importados. Nos últimos meses, a China suspendeu temporariamente unidades frigoríficas brasileiras e ampliou o monitoramento sobre produtos de origem animal.

Segundo dados divulgados pela própria alfândega chinesa, mais de 96 mil empresas de 178 países já possuem registro para exportar alimentos ao país. O volume de alimentos importados pela China saltou de 1,05 trilhão de yuans em 2020 para 1,32 trilhão de yuans em 2025.

Apesar do endurecimento das regras, o governo chinês afirma que a atualização do sistema busca equilibrar segurança alimentar e facilitação do comércio internacional.

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Embrapa e Grupo Carrefour Brasil assinam acordo para capacitar produtores rurais

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Grupo Carrefour Brasil assinam nesta terça-feira (2), em São Paulo (SP), um acordo de cooperação técnica voltado à qualificação de fornecedores e produtores rurais. A cerimônia está prevista para as 9h, no prédio da Superintendência Federal de Agricultura em São Paulo, com participação do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá.

Segundo as informações divulgadas na pauta oficial, a parceria prevê ações de capacitação direcionadas a fornecedores e produtores rurais. O foco do acordo está em quatro frentes: qualidade, rastreabilidade, conformidade socioambiental e eficiência produtiva.

A formalização ocorrerá durante a inauguração do escritório da Embrapa no estado de São Paulo. O evento será realizado na Rua 13 de Maio, 1558, 10º andar, no bairro Bela Vista, endereço da Superintendência Federal de Agricultura em São Paulo.

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Pelo conteúdo antecipado, a cooperação reúne um centro público de pesquisa agropecuária e um grupo de grande presença no varejo alimentar. Em termos técnicos, esse tipo de iniciativa pode ampliar a difusão de protocolos ligados a padronização, controle de origem e adequação de processos produtivos, temas que têm peso crescente nas relações entre campo, indústria e varejo.

A rastreabilidade e a conformidade socioambiental, citadas na pauta, estão associadas a exigências de mercado e a mecanismos de verificação da origem da produção. Já as ações de capacitação em eficiência produtiva tendem a envolver orientação técnica para melhorar processos, reduzir perdas e adequar padrões de fornecimento.

Até o momento, o material divulgado informa o objetivo geral da parceria, mas não detalha metas numéricas, prazos de execução, número de produtores atendidos ou recorte por cadeia produtiva. Esses pontos serão relevantes para medir o alcance prático do acordo sobre fornecedores, cooperativas e produtores integrados às cadeias de abastecimento.

A assinatura do acordo indica uma aproximação entre pesquisa agropecuária e varejo na agenda de qualificação de fornecedores. O impacto operacional da medida dependerá dos detalhes técnicos ainda não informados oficialmente, como cronograma, público atendido e critérios de adesão.

Fonte: gov.br

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Abertura da Colheita de Milho Segunda Safra em Querência terá painéis sobre crédito e inovação; inscreva-se

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Dois painéis técnicos focados em crédito, custos e inovação marcam a programação da Abertura Nacional da Colheita de Milho Segunda Safra, que ocorre no dia 3 de junho na Estância VN, em Querência. O evento debate os rumos do setor com as discussões “Os Desafios do Agro Brasileiro: crédito, custos e competividade no campo” e “Novos Caminhos para o Agro: inovação, cooperação e oportunidades no milho”. O encontro presencial integra o projeto Mais Milho, desenvolvido pelo Canal Rural Mato Grosso em parceria com a Abramilho e a Aprosoja Mato Grosso Grosso.

O debate sobre as perspectivas do cereal ocorre em um momento decisivo para o agricultor brasileiro, caracterizado por custos de produção elevados, juros altos e crédito mais apertado. Para além das discussões mercadológicas sobre descapitalização e endividamento, os painéis abordam soluções práticas como o cooperativismo, a eficiência produtiva e o avanço do etanol de milho como alternativa estratégica. As inscrições para acompanhar as atividades e os debates na região do Vale do Araguaia já estão abertas no site oficial do projeto.

Além da programação de debates, o público poderá acompanhar, pela primeira vez na história do projeto, o início dos trabalhos das máquinas ao pôr do sol. As colheitadeiras entram em campo a partir das 16h30 (horário de Brasília) com transmissão ao vivo pelo Canal Rural, retratando a continuidade das operações no campo. Na propriedade que sedia o evento, as perspectivas são otimistas, com previsão de produtividade entre 170 e 180 sacas de cereal por hectare na atual temporada.

As inscrições para participar presencialmente são gratuitas e podem ser feitas pelo link: https://eventos.canalrural.com.br/mais-milho.

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Preparativos e infraestrutura

“Estamos terminando de ajustar os detalhes finais”, afirma o produtor rural catarinense Irio Guisolphi, comandante da Estância VN e referência na região por sua gestão baseada em capital próprio e investimentos robustos em armazenagem.

O Brasil ocupa a posição de terceiro maior produtor de milho do mundo, sendo Mato Grosso responsável por cerca de 50% da produção nacional. Segundo projeções de abril da Conab, as perspectivas para a segunda safra no país são de 108,5 milhões de toneladas. Já o Imea indica que o estado mato-grossense deve colher 52,653 milhões de toneladas, consolidando a segunda maior produção de sua série histórica.

O projeto Mais Milho chega à sua 10ª temporada com o objetivo de levar informações qualificadas para auxiliar a tomada de decisão do produtor rural tanto na primeira quanto na segunda safra. A iniciativa promove debates, programas de televisão e fóruns técnicos ao longo do ciclo, focando no olhar de quem enfrenta obstáculos climáticos e econômicos e encontra estratégias para superá-los.

A iniciativa busca soluções para os desafios enfrentados dentro e fora das fazendas. Para isso, o projeto dá visibilidade ao posicionamento das entidades representativas, do setor de pesquisa, das tradings e dos grandes consumidores do grão brasileiro, consolidando a agricultura nacional como referência de resiliência e tecnologia no cenário global.

+Confira mais notícias do projeto Mais Milho no site do Canal Rural

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