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Colheita de soja na Argentina avança para 84,6% e milho chega a 34,7%

A colheita de soja na Argentina alcançou 84,6% da área apta na última semana, com avanço de 10 pontos porcentuais em relação à semana anterior, segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires. O ritmo está 10 pontos porcentuais à frente da temporada passada e 8 pontos porcentuais acima da média dos últimos cinco anos. No milho, os trabalhos chegaram a 34,7% da área, com avanço semanal de 1,8 ponto porcentual.
De acordo com a bolsa, a produtividade média nacional da soja está em 3,23 toneladas por hectare. O resultado é o segundo maior já registrado para a cultura no país, atrás apenas da safra 2018/19. Com esse desempenho, a estimativa de produção foi mantida em 50,1 milhões de toneladas.
No milho, o avanço da colheita segue mais lento. A retirada do cereal alcançou 34,7% da área apta, ainda com atraso de 5,8 pontos porcentuais na comparação com a temporada anterior. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires informou que, com a soja em fase final de colheita em grande parte da área agrícola, o ritmo do milho passa a depender principalmente da redução da umidade dos grãos.
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O rendimento médio nacional do milho está em 8,44 toneladas por hectare, e a projeção de produção foi mantida em 64 milhões de toneladas. Os dados indicam manutenção do potencial produtivo, apesar da evolução mais lenta dos trabalhos no campo.
A entidade também informou que o plantio do trigo 2026/27 atingiu 14,2% da área prevista de 6,5 milhões de hectares. Na comparação com a média histórica, o avanço é de 5,6 pontos porcentuais.
Os números da Argentina são acompanhados pelo mercado de grãos porque o país tem peso relevante na oferta global de soja, milho e trigo. Esse quadro ajuda a compor as referências de oferta regional e internacional observadas por produtores, exportadores e agentes do mercado.
Até o momento, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires manteve inalteradas as estimativas para soja e milho. Novas revisões dependerão do avanço efetivo da colheita, da confirmação dos rendimentos nas áreas restantes e das condições para continuidade dos trabalhos no campo.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Estudo aponta 69 municípios do Paraná aptos para a olivicultura

Um estudo da Embrapa Florestas e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), publicado no Boletim Técnico nº 110, identificou 69 municípios da porção meridional do estado com condições climáticas favoráveis para o cultivo comercial de oliveiras. O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira (29) e reúne mais de 30 anos de dados meteorológicos para reduzir incertezas na implantação de pomares.
As áreas classificadas como de menor risco estão concentradas nos Campos Gerais, Centro-Sul, Sudoeste e Sul do Paraná, em municípios como Guarapuava, Palmas, Pato Branco, São Mateus do Sul e União da Vitória. Segundo o estudo, a aptidão climática foi definida a partir da análise de horas de frio, umidade, chuva e risco de geada.
De acordo com o pesquisador da Embrapa Florestas Marcos Silveira Wrege, primeiro autor do zoneamento, a oliveira não pode ser implantada em qualquer ambiente. Ele afirmou que as regiões serranas do estado apresentam combinação mais favorável de altitude, temperaturas e umidade relativa do ar. O boletim informa que as classes mais adequadas são aquelas com acúmulo de 400 a 1.000 horas de frio, condição importante para florescimento e brotação.
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O material também aponta limites climáticos para a cultura. A oliveira necessita de temperaturas inferiores a 12,5 °C entre abril e julho para a indução floral. Já umidade acima de 80% ou chuvas superiores a 50 milímetros durante o florescimento podem comprometer a polinização. O estudo ainda alerta para o risco de geadas tardias em setembro, que podem atingir a floração.
Segundo a engenheira-agrônoma e extensionista do IDR-Paraná Laís Gomes Adamuchio de Oliveira, o sucesso da atividade depende da associação entre cultivar e ambiente. O boletim indica as variedades Arbequina, Arbosana, Koroneiki e Grappolo como promissoras para o estado, por apresentarem menor exigência de frio e maior resistência a doenças, como a antracnose.
Na avaliação técnica dos autores, o zoneamento funciona como ferramenta de planejamento para agricultura familiar e empreendimentos de maior escala. A recomendação é iniciar com áreas menores e ampliar os plantios conforme o desempenho produtivo e a adaptação do manejo local.
O boletim técnico indica que a consolidação da olivicultura no Paraná dependerá de manejo adaptado ao clima subtropical, melhoramento genético e escolha criteriosa das áreas de plantio. Sem esse conjunto de fatores, o estudo não recomenda generalizar a expansão da cultura fora das zonas de menor risco identificadas.
Fonte: embrapa.br
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Reforma da Conab em Ponta Grossa amplia armazenagem de grãos para 300 mil toneladas

A primeira fase da reforma da unidade armazenadora da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em Ponta Grossa (PR) foi entregue nesta sexta-feira (29), elevando a capacidade de estocagem de grãos de 180 mil para 300 mil toneladas. Segundo informações divulgadas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e pela Conab, a capacidade total da estrutura deverá chegar a 420 mil toneladas ao fim das obras, previsto para dezembro de 2027.
A etapa concluída somou R$ 24,5 milhões em investimentos. Desse total, a Itaipu Binacional aplicou R$ 15 milhões na recuperação estrutural, com impermeabilização de seis armazéns, reforma de telhados e da balança e reforços na estrutura. A Conab destinou R$ 9,5 milhões à instalação de três novos tombadores e à cobertura da moega, usada no recebimento de grãos a granel.
De acordo com os órgãos envolvidos, as intervenções reduziram infiltrações, ampliaram o controle térmico interno e reforçaram a conservação dos grãos e o controle de pragas. A unidade recebe cerca de 100 carretas por dia e é apontada pela Conab como a maior da estatal e uma das maiores do país.
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Durante o evento, a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, assinou a ordem de serviço da segunda etapa, orçada em R$ 35 milhões. Somadas as duas fases, o investimento previsto chega a R$ 59,5 milhões, com recursos da Itaipu Binacional, da Conab e do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (Unops).
Segundo o MDA, a nova etapa também financiará projetos executivos para reformas nas unidades armazenadoras de Cambé (PR), Rolândia (PR) e Maracaju (MS). A ampliação da rede armazenadora pública ocorre em um contexto de recomposição dos estoques federais. O ministério informou que, desde 2023, foram adquiridas 842 mil toneladas de alimentos, incluindo 343 mil toneladas de arroz.
Para o setor agropecuário, a ampliação da armazenagem pública pode melhorar a recepção e conservação de grãos e dar suporte operacional a políticas de estoque. O efeito sobre preços, comercialização e apoio ao produtor depende da execução das próximas etapas e da estratégia de formação e gestão desses estoques.
Com a segunda fase contratada e prazo até dezembro de 2027, o avanço da obra em Ponta Grossa será um indicador da capacidade de expansão da armazenagem pública. Até o momento, não foram detalhados cronograma físico completo, metas intermediárias de operação ou volumes futuros por produto.
Fonte: gov.br
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Censo Agropecuário 2027 entra em fase de testes e terá coleta entre março e outubro

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está em fase de testes para o 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola 2027. Segundo informações divulgadas em Brasília nesta terça-feira (26), as provas piloto seguem até novembro de 2026 para validar equipamentos, sistemas, questionários e procedimentos operacionais antes da coleta oficial, prevista para ocorrer entre março e outubro de 2027.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) informou que duas rodadas de testes já foram realizadas em 12 municípios de 10 estados. As equipes passaram por Alfenas e Grão Mogol, em Minas Gerais; Bacabal, no Maranhão; Juazeiro e Sobradinho, na Bahia; Nova Friburgo, no Rio de Janeiro; Barcarena, no Pará; Uruçuí, no Piauí; Rio Verde, em Goiás; Corumbá, em Mato Grosso do Sul; Irati, no Paraná; e Viamão, no Rio Grande do Sul.
O IBGE ainda não divulgou os locais das próximas etapas. De acordo com a CNA, os testes fazem parte da preparação do levantamento decenal, considerado a principal base estatística da agropecuária brasileira. A pesquisa reúne informações sobre estabelecimentos rurais, perfil dos produtores, uso do solo, produção agropecuária, atividades florestais e aquícolas, além de dados sobre condições ambientais, gênero e sucessão familiar no campo.
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O questionário previsto para a operação conta com 48 blocos temáticos. Entre os itens apurados estão produção, mão de obra, tecnologia, uso da terra e características das propriedades. O levantamento abrange unidades de diferentes portes e formatos, em áreas rurais e urbanas, incluindo produção voltada à comercialização e à subsistência familiar.
Segundo a CNA, os dados do censo subsidiam políticas públicas ligadas à agricultura familiar, assistência técnica, crédito rural e planejamento territorial. Por isso, a entidade orienta os produtores a verificarem a identificação dos agentes em campo. Os recenseadores do IBGE devem atuar com crachá e vestimenta oficial da instituição, medida considerada necessária para reduzir o risco de abordagens irregulares ou golpes.
Pelo cronograma informado, os resultados preliminares do Censo Agropecuário 2027 devem ser divulgados em dezembro de 2027, e os dados definitivos, em dezembro de 2028. Até a conclusão das provas piloto, o IBGE ainda deve detalhar os próximos municípios que participarão da fase de testes.
Fonte: cnabrasil.org.br
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