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Extensão Rural completa 70 anos de atuação no Paraná

Os 70 anos da Extensão Rural no Paraná foram celebrados nesta quarta-feira (27), na sede do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), em Curitiba. A solenidade reuniu servidores e autoridades para marcar a trajetória do serviço de assistência técnica no estado, associado ao fortalecimento da agricultura, à organização das propriedades e à chegada de políticas públicas aos municípios. Atualmente, a estrutura é composta por 1.570 servidores.
Durante o evento, o diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza, afirmou que a extensão rural participou de etapas centrais do desenvolvimento agropecuário paranaense ao longo de sete décadas. Segundo ele, o trabalho esteve ligado à conservação de solos, ao apoio às famílias rurais, ao incentivo ao cooperativismo e à orientação técnica nas propriedades.
Souza também citou desafios atuais para o setor, como a necessidade de sistemas de produção mais resilientes a eventos climáticos extremos, a inclusão de pequenos produtores na agricultura digital e o avanço da conectividade e da inteligência artificial no campo. De acordo com o dirigente, a assistência técnica segue vinculada a temas como sucessão familiar, agroindústria, diversificação de renda, pecuária moderna e segurança hídrica.
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A cerimônia relembrou ainda o início da atividade no estado. Rubens de Moura Rezende foi citado como o primeiro extensionista contratado no Paraná, em 1956. O ex-servidor Hans Henning Gunther recordou que, nos primeiros anos, cerca de 85% dos agricultores paranaenses eram pequenos produtores, com baixa incorporação tecnológica e produção voltada à subsistência.
O presidente-executivo do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, destacou a contribuição da extensão rural para a organização dos agricultores e para o cooperativismo. Também foram mencionadas parcerias institucionais com órgãos estaduais e entidades do setor, como a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Paraná (Fetaep) e o Sistema Ocepar.
A celebração reforçou o papel da assistência técnica como instrumento de difusão de tecnologia, organização produtiva e conexão entre políticas públicas e produtores rurais. O conteúdo apresentado no evento não trouxe balanço consolidado de resultados econômicos ou produtivos da série histórica, mas indicou que temas como clima, digitalização e permanência dos jovens no campo tendem a concentrar parte das ações futuras da extensão rural no estado.
Fonte: agricultura.pr.gov.br
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Rally da Safra projeta produção de 4,2 milhões de toneladas de algodão

O Rally da Safra inicia, na próxima segunda-feira (27), a etapa dedicada ao algodão com equipes em campo para avaliar as condições das lavouras em Mato Grosso e Bahia durante a colheita da safra 2025/26.
Antes do início da expedição, a Agroconsult, organizadora do levantamento, estima que o Brasil deverá produzir 4,2 milhões de toneladas de pluma, volume 1,5% menor que o registrado na temporada anterior. A queda é atribuída principalmente à redução de 4,1% na área plantada, que passou para 2,12 milhões de hectares.
Apesar da diminuição da área, a expectativa é de que o bom desempenho das lavouras compense parte dessa perda. A produtividade média está estimada em 318 arrobas de algodão em caroço por hectare.
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Equipes vão percorrer as principais regiões produtoras
Os trabalhos de campo começam pelo Oeste da Bahia, entre os dias 27 de julho e 1º de agosto, passando por municípios como Correntina, Roda Velha, Barreiras e Luís Eduardo Magalhães.
Na sequência, entre 10 e 14 de agosto, as equipes visitarão o sudeste de Mato Grosso, com avaliações em Rondonópolis, Primavera do Leste, Campo Verde e Santo Antônio do Leste.
A última etapa será realizada entre 23 e 28 de agosto, no oeste e médio-norte mato-grossense, incluindo regiões como Sorriso, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Sapezal e Campo Novo do Parecis.
Segundo a coordenadora técnica da etapa e sócia-diretora da Agroconsult, Heloisa Melo, o levantamento combina tecnologia e avaliações presenciais.
“Utilizamos uma metodologia que inclui o mapeamento por satélite para garantir a exatidão da área plantada e das áreas irrigadas, além do diagnóstico técnico em campo, com identificação das principais doenças, pragas e plantas daninhas.”
Após as visitas, uma nova análise por imagens de satélite será realizada em agosto para atualizar as projeções de produção e oferta. Os resultados finais serão apresentados durante o Congresso Brasileiro do Algodão, em 22 de setembro.
Mato Grosso deve produzir 2,9 milhões de toneladas
Maior produtor nacional, Mato Grosso concentra a maior redução de área nesta safra. As estimativas indicam retração de 6,5% na área cultivada, o que deve resultar em produção de 2,9 milhões de toneladas de pluma, queda de 5,6% em relação ao ciclo anterior.
Mesmo assim, a produtividade tende a crescer, passando de 315 para 318 arrobas por hectare.
A Agroconsult destaca que a região Médio-Norte ampliou sua participação e se consolidou como a maior área produtora de algodão do estado e do país. A exceção fica para a região Leste, onde a irregularidade das chuvas pode limitar o desempenho das lavouras.
Bahia deve ampliar produção mesmo com área estável
Na Bahia, a área plantada deve permanecer praticamente estável em 425 mil hectares. A redução das áreas de sequeiro será compensada pela expansão do cultivo irrigado.
Segundo Heloisa, essa mudança faz parte de uma nova dinâmica da cotonicultura baiana.
“A área irrigada já representa quase metade de toda a área plantada do estado, o que justifica o plantio mais tardio neste ciclo.”
Com isso, a produção estadual poderá crescer 10,6%, alcançando 882 mil toneladas de pluma, enquanto a produtividade média é estimada em 335 arrobas por hectare.
De acordo com a coordenadora, os primeiros talhões colhidos apresentam potencial para resultados acima das estimativas iniciais.
Déficit global pode dar sustentação aos preços
A Agroconsult também avalia que a safra brasileira será comercializada em um cenário de oferta mundial mais apertada entre agosto de 2026 e julho de 2027.
A projeção é de um déficit global de aproximadamente 600 mil toneladas de algodão, consequência da expectativa de menor produção em países como Austrália, Estados Unidos, China e Índia.
Problemas climáticos, como os impactos do El Niño sobre o plantio indiano e as preocupações com o desenvolvimento das lavouras norte-americanas, ajudam a explicar esse cenário.
Na avaliação da consultoria, a menor oferta mundial tende a dar sustentação às cotações internacionais da fibra ao longo do próximo ciclo comercial.
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Cachaça de alambique do Circuito das Águas Paulista recebe Indicação Geográfica

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) concedeu nesta terça-feira (21) o registro de Indicação Geográfica (IG), na modalidade Indicação de Procedência, para a cachaça de alambique do Circuito das Águas Paulista. O reconhecimento alcança nove municípios do interior de São Paulo e formaliza a identificação da região como área tradicional de produção da bebida.
A Indicação de Procedência abrange os municípios de Águas de Lindoia, Amparo, Holambra, Jaguariúna, Lindoia, Monte Alegre do Sul, Pedreira, Serra Negra e Socorro.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Superintendência Federal de Agricultura em São Paulo (SFA-SP), prestou orientações técnicas aos produtores sobre os procedimentos ligados ao reconhecimento da IG e sobre a legislação aplicável à produção, ao registro, à inspeção e à fiscalização de bebidas.
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Na região, a produção de cachaça de alambique está associada ao turismo rural e ocorre, em sua maioria, em pequena escala, com presença de produtores de tradição familiar. Segundo o Inpi, os primeiros registros documentados da atividade local datam de 1929, quando Giuseppe Benedetti produziu a primeira cachaça registrada na região.
Atualmente, o Circuito das Águas Paulista reúne mais de 350 alambiques e produtores de cachaça. Além das práticas tradicionais, a bebida é associada a características da região, como solo, clima e disponibilidade de água. Em recente Concurso Paulista de Cachaça de Alambique, duas das três cachaças mais bem classificadas do estado foram produzidas no Circuito das Águas Paulista.
Em maio deste ano, a região também obteve o reconhecimento de Indicação Geográfica para o café. Com o novo registro, o estado de São Paulo passa a contar com 16 indicações geográficas reconhecidas, das quais 11 estão relacionadas a produtos do agronegócio.
Com o registro da cachaça de alambique do Circuito das Águas Paulista, a região amplia a lista de produtos reconhecidos por Indicação Geográfica no estado e reforça a presença de bens agroindustriais paulistas entre os ativos protegidos pelo sistema de propriedade industrial.
Fonte: gov.br
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Atualização do Sindesa interrompe emissão de GTAs por quatro dias em MT

A atualização do sistema responsável pelo controle sanitário e pelo trânsito de animais em Mato Grosso vai provocar uma interrupção temporária na emissão de documentos essenciais para a pecuária. A paralisação do Sistema Integrado de Defesa Sanitária (Sindesa) ocorrerá entre as 18h de 6 de agosto e 9 de agosto, período em que produtores precisarão antecipar a emissão de GTAs para manter a programação de abates, reposição de rebanho e reprodução.
Além da emissão das guias, também ficarão fora do ar o Módulo do Produtor Rural e as consultas ao sistema. A interrupção deve afetar operações que dependem da documentação sanitária para o transporte de bovinos, aves, suínos e outras espécies.
Com a paralisação, produtores que têm movimentações programadas para o período precisam antecipar a emissão dos documentos. A recomendação vale principalmente para animais destinados ao abate, à reposição de rebanho e à reprodução.
Para reduzir os impactos da interrupção, as GTAs poderão ter o prazo de validade ampliado temporariamente para até 15 dias. A medida permitirá que os documentos sejam emitidos com maior antecedência em relação à data prevista para o transporte.
Emissão manual não será permitida para animais destinados ao abate
A antecipação, no entanto, será necessária porque não haverá emissão manual de GTAs para animais destinados ao abate durante o período de indisponibilidade. A restrição está relacionada às exigências de rastreabilidade e certificação sanitária.
A orientação é que produtores e empresas revisem a programação de movimentações e providenciem a documentação antes da paralisação. “A Famato junto ao Indea-MT reforça a importância de os produtores se organizarem com antecedência. A emissão das GTAs e dos demais documentos devem ser antecipada para que a paralisação temporária do sistema não comprometa a movimentação dos animais e a rotina das propriedades”, destaca o 2º vice-presidente e presidente da Comissão de Pecuária da Famato, Amarildo Merotti.
O impacto alcançará diferentes segmentos da produção pecuária. “Toda a cadeia pecuária que depende da emissão de GTA para o trânsito de animais será impactada durante esse período. Isso inclui bovinos destinados ao abate, aves, suínos e outras movimentações que utilizam o sistema”, explica o analista de Pecuária da Famato, Marcos Carvalho. Segundo ele, o planejamento antecipado é necessário para evitar atrasos na programação.
Em situações excepcionais, como incêndios em propriedades rurais ou outras emergências que exijam a movimentação imediata de animais, será utilizado um plano de contingência com atendimento pelas unidades do Indea-MT.
Nova plataforma exigirá redefinição de senha
Após a conclusão da atualização, os usuários precisarão redefinir a senha no primeiro acesso ao Sindesa. A nova versão foi desenvolvida para ampliar a estabilidade e a capacidade de processamento do sistema.
A plataforma também terá mudanças na gestão do cadastro pecuário, no controle do trânsito animal e em outras atividades executadas pelo Serviço Veterinário Oficial. O histórico de informações sanitárias e cadastrais deverá ser preservado.
Para auxiliar os usuários na adaptação, serão disponibilizados materiais explicativos, vídeos e treinamentos sobre o funcionamento do novo sistema.
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