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26 de outubro de 2026

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Mauro Osaki: ‘Tempos difíceis estão por vir para equacionar a próxima safra’

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Custo de produção elevado, conflitos geopolíticos, risco climático, taxas de juros, risco de interrupção do fornecimento de suprimentos (insumos agrícolas), margem apertada, situação política no Brasil e dependência do mercado internacional pressionam a produção agrícola na próxima safra, segundo especialistas. Entretanto, em meio à tormenta oportunidades podem surgir à exemplo de culturas que exijam menos e até mesmo da biomassa, considerada uma poupança verde.

Os pontos de alerta para a próxima temporada no Brasil foram levantados durante o Fórum Técnico Mais Milho, realizado na manhã desta quinta-feira (28) em Água Boa, região leste de Mato Grosso. O evento integra a 10ª edição do projeto Mais Milho.

O Fórum em Água Boa debateu os impactos das tensões globais e dos custos de produção no mercado de grãos. O encontro reuniu analistas do Cepea/ESALQ e lideranças do setor no Sindicato Rural do município para avaliar como os conflitos internacionais e os gargalos logísticos afetam, principalmente, a rentabilidade do produtor de milho.

O debate trouxe uma análise estratégica sobre segurança alimentar, insumos e comércio exterior. E, de acordo com Mauro Osaki, pesquisador do Cepea/ESALQ, hoje três pilares estão desestabilizando todos os agentes econômicos do mundo e não apenas do agronegócio: custo e oferta, logística e fricção comercial, como as taxações impostas pelos Estados Unidos e o protecionismo da União Europeia.

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“O que acontece no mercado internacional é transmitido aqui no nosso mercado doméstico”, disse Osaki. O especialista frisou ainda que “estamos em uma situação complicada em relação a um passado recente”, uma vez que hoje para comprar a mesma tonelada de MAP para a soja, por exemplo, o produtor precisa hoje de 55 sacas, enquanto em 2022 eram necessárias 45 sacas. No mesmo período, o milho saltou de 104 para 119 sacas.

Fórum Técnico Mais Milho Água Boa Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Safra incerta, agonia do produtor

Na avaliação do especialista do Cepea/ESALQ, a safra 2026/27 não está diferente dos ciclos passados. Conforme ele, hoje são dois pólos com conflitos (Rússia e Ucrânia e o Irã), além do protecionismo mundial e as taxações. “Agonia do produtor: safra incerta”.

Osaki salientou que em relação ao Custo Operacional Efetivo (COE) por hectare para o milho se está “no limite” para pagar, o que reduz ainda mais a margem de rentabilidade. Em números apresentados, usando o município de Sorriso como exemplo, enquanto na safra 2025/26 o COE foi de 67,4 sacas, para o ciclo 2026/27 o desembolso do produtor será de 69,6 sacas apenas com insumos.

“A produtividade média prevista para a safra 2026/27 é de 117,4 sacas e o Custo Total está em 149 sacas”, frisou.

Ainda de acordo com Osaki, as aberturas de novas usinas de etanol de milho, em especial no estado de Mato Grosso, sinalizam uma demanda aquecida pelo cereal no mercado brasileiro. As projeções apontam que na safra 2030/31 a participação do etanol de milho deverá ser de 42% no mercado do biocombustível. Contudo, os desafios ainda existem e neste caso é em torno dos carros elétricos, que hoje ocupam 5% da frota de veículos no país, enquanto a de carros flex 71%. Percentual, inclusive, inferior aos 88% observados em 2016.

“Tempos difíceis. Conflitos geopolíticos e essas novas tendências de barreiras técnicas que nós estamos vivendo podem ser uma novidade e isso pode ser que comece a mudar um pouco o curso do mercado e nós temos que estar preparados para isso”, aconselha o pesquisador.

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Dependência do mercado internacional

A dependência do mercado internacional foi outro ponto levantado durante o Fórum Técnico Mais Milho, principalmente quanto à liberação de biotecnologia.

Glauber Silveira, diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), afirmou que o “o momento é muito complicado”, pois não é apenas um “problema complicado interno”.

“A gente pensa que vai melhorar, vai diminuir e soltam mais uma bomba, mais complicação. Estamos com essas guerras aí, mas quais serão as próximas?”, questionou. Ele completou ainda que “querendo ou não você tem uma tensão mundial muito severa. Eu acho que o grande problema do Brasil hoje é depender do mercado internacional. Nós não temos fertilizantes. Não produzimos nada de fertilizantes”.

O diretor da Abramilho ainda alertou outro ponto que é pouco pensado pelo setor produtivo: a questão dos defensivos agrícolas. “O produtor ainda não se tocou da bucha que está vindo. A China está segurando moléculas e vamos ter mais um cenário”.

Ele salientou ainda que a entidade está sempre alerta e em contato com a bancada federal em busca de soluções para mitigar a atual situação da produção nacional. “A grande preocupação da Abramilho é que todos os dias estamos apagando incêndio. O cenário é muito complicado porque não depende só de Brasília, depende do internacional. O produtor brasileiro tem que tomar o modelo de gestão do produtor dos Estados Unidos que tem voz”.

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Fórum Técnico Mais Milho Água Boa Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Cautela e desafios podem virar oportunidades

“Crises sempre terão e é claro que essa é mais uma de uma forma bastante dura”, disse o presidente do Sindicato Rural de Água Boa, Geraldo Delai. Para ele o momento é de se fazer cálculos e ter as contas em mãos para poder fazer uma opção mais assertiva no momento de plantar o ciclo 2026/27 e “não se arriscar como normalmente se faz”.

“Acredito que se você diminui o risco, você começa a melhorar a sua oportunidade. Então acho que é por aí que devemos fazer. É um momento de contermos os nossos ânimos. É claro que para a nossa região isso é muito ruim, pois quando você diminui o seu investimento, você diminui toda a área comercial da cidade. Então esse é o grande desafio para o produtor rural nesse momento”.

Presidente da comissão de cereais, fibras e oleaginosas da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) e produtor rural em Nova Xavantina, Endrigo Dalcin, também lembrou entre os desafios atuais a questão do crédito e as questões climáticas, em meio a um El Niño.

Assim como o presidente do Sindicato Rural de Água Boa, Dalcin reforçou a necessidade da cautela entre os produtores. “É um momento em que não devemos fazer investimentos e sobreviver a esse ano político que está na porta”.

De acordo com Mauro Osaki, apesar dos problemas vividos hoje há muitas oportunidades para o produtor rural. “O momento traz agora uma realidade que a gente não deveria ter perdido. A euforia trouxe para nós algumas decisões equivocadas. O produtor tem sempre que estar com o pé no chão para tomar decisões. As oportunidades estão aparecendo e temos que olhar para elas”.

Entre as oportunidades citadas pelos participantes do Fórum Técnico Mais Milho está a produção de sorgo na segunda safra, em especial na região leste de Mato Grosso pela sua característica climática.

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Outro ponto de oportunidade é a produção de biomassa, considerada uma poupança verde, onde se poderia usar as áreas marginais das propriedades para extrair uma fonte de renda extra de longo prazo.

“São oportunidades de você mitigar o risco. Então, dadas essas oportunidades, a gente só precisa sair dessa zona de conforto de soja e milho. As oportunidades estão aparecendo. É sentar, ter cautela e ver aquilo que vai usar menos recursos”, concluiu Mauro Osaki.

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Plantio da soja 2026/27 avança para 40% da área no Brasil

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O plantio da safra brasileira de soja 2026/27 alcançou 40% da área projetada no país até quinta-feira (22), segundo levantamento da AgRural divulgado nesta segunda-feira (26). O índice representa avanço frente aos 26% da semana anterior e também supera os 36% registrados no mesmo período do ano passado.

De acordo com a AgRural, a redução das chuvas permitiu maior ritmo aos trabalhos no Sul do Brasil e em parte de Mato Grosso do Sul. As áreas haviam perdido fôlego na semana anterior por causa do excesso de umidade.

Em alguns pontos do Paraná, porém, a falta de luminosidade foi citada como fator de preocupação para os produtores. No Cerrado, a melhora das chuvas também favoreceu o plantio em parte de Mato Grosso, Goiás e da região do Matopiba, formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e oeste da Bahia.

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Apesar do avanço, a consultoria apontou que algumas áreas ainda enfrentam dificuldades em razão da irregularidade das precipitações e das altas temperaturas.

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No milho verão 2026/27, a área prevista no Centro-Sul do Brasil estava 58% plantada até quinta-feira (22), também segundo a AgRural. O número representa avanço de 10 pontos porcentuais em relação aos 48% da semana passada e ficou acima dos 55% observados um ano antes.

Os dados da AgRural mostram avanço semanal no plantio da soja no Brasil e do milho verão no Centro-Sul, com ritmo influenciado pelas condições de chuva, umidade e temperatura nas principais regiões produtoras.

Fonte: Estadão Conteúdo

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John Deere conecta plantio e aplicação e mostra no campo a força da tecnologia para a nova safra 

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O início de uma nova safra representa muito mais do que a largada para o plantio. É o momento em que decisões estratégicas começam a definir os próximos passos da lavoura, e a John Deere esteve no centro desse momento na Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27, em Ipiranga do Norte (MT). Parceira do evento, a John Deere levou ao campo soluções de seu portfólio para destacar o conceito Plante e Aplique, que integra tecnologias voltadas a duas etapas essenciais da produção agrícola.

Com máquinas e recursos desenvolvidos para atender às diferentes necessidades do produtor, a John Deere demonstrou como a combinação entre plantio e aplicação pode contribuir para maior eficiência operacional, melhor aproveitamento dos recursos e desempenho ao longo de todo o ciclo da lavoura. 

O evento reuniu mais de 2 mil pessoas e marcou os 15 anos do Projeto Soja Brasil, além da largada oficial da safra 2026/27. Para a John Deere, estar presente nesse momento representa também a oportunidade de estar próxima do produtor, entender as necessidades do campo e apresentar tecnologias desenvolvidas para acompanhar uma agricultura cada vez mais eficiente, conectada e produtiva.

”Foi uma grande felicidade participar da Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27. É uma oportunidade de estar próximo do cliente, entender o que ele precisa e mostrar as nossas soluções. É o pontapé inicial, quando a coisa começa a acontecer, e poder apresentar essas duas máquinas, mostrando o plantio e a aplicação, foi muito importante”, diz Valério Wagner, diretor de marketing Latam da John Deere.

Para Roberto Petri, diretor comercial da Agro Baggio Máquinas Agrícolas, o momento do plantio é decisivo para o resultado da safra. “Estar na largada é muito fundamental, porque temos o equipamento para isso: plantar no momento certo e com a qualidade necessária”, afirma.

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Segundo Petri, a parceria com a Fazenda Horizontina, palco do evento, é construída a partir de uma relação próxima com a família proprietária e de um trabalho que acompanha todo o ciclo produtivo. “O que a gente preconiza é entregar aquilo que sabemos fazer. Conhecemos todo o ciclo, desde a soja, o milho e o algodão. Nosso objetivo é entregar os melhores produtos e, junto com eles, oferecer experiência, menor custo, melhor desempenho e qualidade”, explica.

Ele destaca ainda que a atuação da empresa acompanha diferentes etapas da produção. “Os produtos que apresentamos atendem desde o plantio até os tratos culturais, além de trazerem soluções ambientalmente sustentáveis. Em anos mais desafiadores, esse momento se torna ainda mais importante, porque, com margens apertadas, o produtor precisa buscar eficiência. A tecnologia tem um papel muito importante nesse processo. Estamos no celeiro do agronegócio brasileiro para mostrar isso”, completa. 

Tecnologia que chega ao campo

Durante a programação, a John Deere destacou seu portfólio de máquinas com a apresentação da Plantadeira 3131FT, da Série 3100FT, e do trator 8R de Alta Potência, um dos lançamentos da marca. A demonstração também incluiu o Pulverizador 430R, da Série 400R. As máquinas levaram diretamente ao campo tecnologias voltadas à eficiência e ao desempenho em operações estratégicas da lavoura. 

O trator 8R Alta Potência combina alta potência com maior capacidade operacional, reduz custos, aumenta a eficiência e permite melhor aproveitamento das janelas agrícolas, principalmente no plantio, elevando o desempenho da operação no campo.

Na plantadeira, o destaque está na combinação entre alta precisão na distribuição de sementes, agilidade e robustez, com conectividade em tempo real para o monitoramento da operação diretamente da cabine. A proposta é entregar mais eficiência em cada hectare e dar ao produtor maior controle sobre uma das etapas que definem o potencial produtivo da lavoura.

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Já na pulverização, a Série 400R reúne um conjunto de tecnologias e soluções inteligentes desenvolvido para elevar a precisão e a eficiência de uma operação fundamental para o cultivo. Além de contribuir para a economia e para uma aplicação de maior qualidade, os recursos da linha permitem trabalhar com mais hectares por dia, reduzir o tempo gasto com configurações e ajustes iniciais e contar com recursos como maior estabilidade das barras, câmeras de ré, pacotes de luzes LED, sistemas de gerenciamento de manobras de cabeceira e abastecimento otimizado. O equipamento também pode ser equipado, como opcional de fábrica, com a tecnologia See & Spray™ Gen 2, que entrega uma aplicação mais inteligente ao identificar plantas daninhas e realizar pulverizações localizadas, reduzindo o uso de herbicidas.

A tecnologia também coloca mais informações nas mãos do produtor, ampliando as possibilidades de planejamento, monitoramento e controle da operação. É a inteligência aplicada ao campo para transformar dados e recursos tecnológicos em mais eficiência no dia a dia da propriedade.

As demonstrações permitiram que os produtores conhecessem as soluções de perto e visualizassem como o conjunto de tecnologias da John Deere pode ser incorporado à rotina da propriedade, conectando máquinas, operação e tomada de decisão.

”Estamos muito felizes em mostrar as grandes tecnologias do pulverizador, que trazem rentabilidade e produtividade para o dia a dia do produtor. Fazer parte desse movimento também é entender o peso que o agro tem para o nosso país e para o mundo”, comenta Rebeca Silva, especialista de produto da linha de pulverizadores da John Deere.

Plantio e aplicação na mesma estratégia

O Plante e Aplique reúne máquinas, tecnologia, conectividade, especialistas e concessionários em torno de duas operações diretamente ligadas ao resultado da lavoura. Mais do que uma campanha ou um conjunto de soluções, o conceito representa a forma como a John Deere conecta seu portfólio para apoiar o produtor em operações que não podem ser tratadas de maneira isolada.

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A proposta é integrar as etapas para que o produtor possa estabelecer o potencial da cultura no plantio e, na sequência, trabalhar para protegê-lo durante o ciclo. Uma forma de unir máquinas, tecnologia, conectividade, especialistas e concessionários para ajudar o produtor a fazer mais e melhor em duas operações que impactam diretamente o resultado da safra. Porque, no campo, uma decisão influencia a outra. Um bom plantio cria o potencial. Uma boa aplicação ajuda a proteger esse potencial. E quando as etapas trabalham em sintonia, a tecnologia passa a atuar a favor de toda a operação.

Alta potência para aproveitar cada momento da janela de plantio

Além das soluções apresentadas para o plantio e a pulverização, a John Deere também levou à Abertura Nacional do Plantio sua linha de tratores de alta potência, reforçando a capacidade da marca de oferecer um portfólio completo para diferentes necessidades dentro da propriedade.

Entre os equipamentos apresentados está o trator 8R, com modelos de 440 a 540 cavalos nominais e potência máxima que pode chegar a 634 cavalos. A máquina representa a combinação entre força e tecnologia necessária para operações de alta demanda, especialmente em um cenário no qual o produtor precisa aproveitar cada momento disponível para realizar o plantio.

Para Alexander Onishi, especialista de produto e mercado das linhas de tratores de 200 a 830 cavalos da John Deere, a potência ganha ainda mais importância diante da redução das janelas disponíveis para realizar a operação.

”O que mostramos é o trator 8R de alta potência. Temos tratores de 440 a 540 cavalos nominais, podendo chegar até incríveis, 634 cavalos de potência máxima. Hoje, um dos grandes desafios do produtor é a janela de plantio, que está ficando cada vez menor. Ele precisa aumentar a produtividade e aproveitar melhor esse período”, aponta.

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Para ele, combinar este trator com a plantadeira é uma estratégia importante para atender à janela de plantio, já que cada dia é decisivo para o produtor e eventuais atrasos podem impactar a produtividade. Por isso, segundo ele, a empresa busca levar essas soluções ao campo para contribuir com o desempenho da operação. 

Tecnologia, suporte e parceria em cada etapa

A John Deere está ao lado do produtor em todos os momentos. Por meio do programa Excelência em Pós-venda e dos Centros de Soluções Conectadas, a Rede de Concessionários oferece suporte com tecnologia avançada em conectividade, gestão de dados e serviços remotos. Com máquinas conectadas, o produtor conta com técnicos, agrônomos e especialistas para monitoramento, otimizações, suporte remoto e agricultura de precisão, tornando a distância uma barreira cada vez menor. 

Os concessionários estão preparados para oferecer uma verdadeira Experiência John Deere, com técnicos treinados e capacitados, ferramentas e recursos avançados, veículos e instalações adequadas e processos alinhados aos valores de qualidade, inovação, integridade e comprometimento da marca.

Entre as principais soluções estão o Service ADVISOR™ Remoto, que permite diagnosticar problemas e direcionar o técnico, as peças e as ferramentas certas; o Expert Alerts, que identifica possíveis falhas antes que aconteçam; e o Acesso Remoto ao Monitor, que auxilia na configuração, otimização e solução de problemas.

Com o apoio das fábricas e de ferramentas como o DTAC e o Service ADVISOR™, os funcionários conseguem detectar falhas com rapidez e realizar reparos eficazes, garantindo serviços ágeis, maior disponibilidade dos equipamentos e mais produtividade para o produtor. Com esse suporte, a John Deere reforça seu compromisso de manter o produtor em campo, com mais confiança para aproveitar cada janela de trabalho e alcançar os melhores resultados ao longo da safra.

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Brasil ganha protagonismo global em biocontrole na Abim 2026

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O Brasil demonstrou seu protagonismo no desenvolvimento, na produção e na aplicação de insumos biológicos durante a Annual Biocontrol Industry Meeting — Encontro Anual da Indústria de Biocontrole (Abim 2026), realizada em Basel, na Suíça.

Com um mercado em rápida expansão, experiência acumulada em pesquisa aplicada e empresas que investem em tecnologia e internacionalização, o país se apresentou como uma das principais referências globais em biocontrole, despertando interesse de distribuidores e parceiros comerciais de diferentes regiões.

Segundo o estrategista de agronegócio da Bizup Strategy, Christian Pereira, o biocontrole já alcança 52% da área cultivada monitorada no Brasil, de acordo com dados da Kynetec Brasil, ante aproximadamente 30% há poucos anos.

Em apresentação durante o evento, ele destacou quatro fatores que explicam essa evolução, que podem servir de modelo ao mundo: a agricultura tropical intensiva, as limitações de determinadas soluções químicas, o ambiente regulatório e décadas de pesquisa aplicada.

No Brasil, a possibilidade de realizar duas safras anuais — e, em algumas regiões, três — aumenta a pressão de pragas e doenças e permite testar e aperfeiçoar tecnologias em condições reais de campo. Ao mesmo tempo, problemas como nematoides, lagartas e resistência a fungicidas criaram oportunidades para alternativas biológicas.

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Pereira também ressaltou o peso da regulação na velocidade de inovação. Segundo as estimativas apresentadas por ele, o registro de soluções de biocontrole pode levar de um a dois anos no Brasil, enquanto, na Europa, o processo pode chegar a dez anos.

Entretanto, a experiência brasileira não se resume às condições agrícolas. Universidades, Embrapa, institutos de pesquisa e empresas contribuíram para transformar conhecimento científico em tecnologias comercialmente viáveis. Para Pereira, o desafio agora é converter o crescimento acelerado em rentabilidade sustentável, em um mercado com mais concorrentes, produtos e pressão por diferenciação.

A presença brasileira na Abim 2026 também foi reforçada pelo estande do Renera (Brazilian Bioinputs Hub), iniciativa da CropLife Brasil em parceria com a ApexBrasil. O projeto busca ampliar a visibilidade internacional da indústria nacional, promover conexões estratégicas e abrir oportunidades de negócios e cooperação científica e tecnológica.

Para Renata Meliga, gestora do hub, a participação representa um avanço no posicionamento global do setor. “Essa participação amplia oportunidades de negócios, fortalece conexões estratégicas e consolida o Brasil como referência mundial em bioinsumos”, afirmou.

O estande contou também com a participação de Amália Borsari, diretora da CropLife Brasil, e Julia Pupe, gerente regulatória e institucional em bioinsumos da entidade. A iniciativa procurou destacar a capacidade científica e industrial brasileira, a biodiversidade como fonte de inovação e a competitividade das empresas nacionais nos mercados internacionais.

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Indústria brasileira mira 30 países até 2030

Entre as empresas brasileiras presentes, o Ecossistema Cogny destacou-se pela agenda de expansão internacional e pelos investimentos em pesquisa, desenvolvimento e capacidade industrial.

Felipe Fiorese, gerente de negócios internacionais da empresa, afirmou que a participação na Abim 2026 foi marcada por reuniões com potenciais distribuidores e parceiros, especialmente na União Europeia e no Norte da África. A estratégia do grupo é alcançar presença comercial em 30 países até 2030. Atualmente, a empresa exporta direta ou indiretamente para 15 mercados, por meio de marcas próprias e fornecimento B2B.

Tulio Silva, também gerente de negócios internacionais, ressaltou a competitividade tecnológica da indústria brasileira diante do avanço de fabricantes asiáticos. Segundo ele, os contatos realizados durante o evento reforçaram a percepção de que o Ecossistema Cogny acompanha os principais movimentos globais de inovação.

“Em nenhum aspecto o Ecossistema Cogny está atrás de nenhuma empresa do mundo de biológicos nesse momento”, declarou Silva, citando tecnologia, capacidade industrial e qualificação profissional.

A estratégia de crescimento também se apoia na presença técnica junto aos produtores. Derik Chamberlain, diretor comercial executivo da Bioma, destacou que o ecossistema conta com mais de 300 técnicos em campo e pretende ampliar essa equipe em aproximadamente 30%, chegando a cerca de 400 profissionais em 2027.

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Para ele, a combinação entre pessoas capacitadas, pioneirismo tecnológico e demonstração prática dos benefícios das soluções é fundamental para sustentar a expansão.

A participação na Abim 2026 evidenciou, assim, uma nova etapa para o setor brasileiro: além de ampliar a adoção doméstica, a indústria busca transformar sua experiência agrícola, capacidade de inovação e escala produtiva em competitividade internacional.

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