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Mauro Osaki: ‘Tempos difíceis estão por vir para equacionar a próxima safra’

Custo de produção elevado, conflitos geopolíticos, risco climático, taxas de juros, risco de interrupção do fornecimento de suprimentos (insumos agrícolas), margem apertada, situação política no Brasil e dependência do mercado internacional pressionam a produção agrícola na próxima safra, segundo especialistas. Entretanto, em meio à tormenta oportunidades podem surgir à exemplo de culturas que exijam menos e até mesmo da biomassa, considerada uma poupança verde.
Os pontos de alerta para a próxima temporada no Brasil foram levantados durante o Fórum Técnico Mais Milho, realizado na manhã desta quinta-feira (28) em Água Boa, região leste de Mato Grosso. O evento integra a 10ª edição do projeto Mais Milho.
O Fórum em Água Boa debateu os impactos das tensões globais e dos custos de produção no mercado de grãos. O encontro reuniu analistas do Cepea/ESALQ e lideranças do setor no Sindicato Rural do município para avaliar como os conflitos internacionais e os gargalos logísticos afetam, principalmente, a rentabilidade do produtor de milho.
O debate trouxe uma análise estratégica sobre segurança alimentar, insumos e comércio exterior. E, de acordo com Mauro Osaki, pesquisador do Cepea/ESALQ, hoje três pilares estão desestabilizando todos os agentes econômicos do mundo e não apenas do agronegócio: custo e oferta, logística e fricção comercial, como as taxações impostas pelos Estados Unidos e o protecionismo da União Europeia.
“O que acontece no mercado internacional é transmitido aqui no nosso mercado doméstico”, disse Osaki. O especialista frisou ainda que “estamos em uma situação complicada em relação a um passado recente”, uma vez que hoje para comprar a mesma tonelada de MAP para a soja, por exemplo, o produtor precisa hoje de 55 sacas, enquanto em 2022 eram necessárias 45 sacas. No mesmo período, o milho saltou de 104 para 119 sacas.
Safra incerta, agonia do produtor
Na avaliação do especialista do Cepea/ESALQ, a safra 2026/27 não está diferente dos ciclos passados. Conforme ele, hoje são dois pólos com conflitos (Rússia e Ucrânia e o Irã), além do protecionismo mundial e as taxações. “Agonia do produtor: safra incerta”.
Osaki salientou que em relação ao Custo Operacional Efetivo (COE) por hectare para o milho se está “no limite” para pagar, o que reduz ainda mais a margem de rentabilidade. Em números apresentados, usando o município de Sorriso como exemplo, enquanto na safra 2025/26 o COE foi de 67,4 sacas, para o ciclo 2026/27 o desembolso do produtor será de 69,6 sacas apenas com insumos.
“A produtividade média prevista para a safra 2026/27 é de 117,4 sacas e o Custo Total está em 149 sacas”, frisou.
Ainda de acordo com Osaki, as aberturas de novas usinas de etanol de milho, em especial no estado de Mato Grosso, sinalizam uma demanda aquecida pelo cereal no mercado brasileiro. As projeções apontam que na safra 2030/31 a participação do etanol de milho deverá ser de 42% no mercado do biocombustível. Contudo, os desafios ainda existem e neste caso é em torno dos carros elétricos, que hoje ocupam 5% da frota de veículos no país, enquanto a de carros flex 71%. Percentual, inclusive, inferior aos 88% observados em 2016.
“Tempos difíceis. Conflitos geopolíticos e essas novas tendências de barreiras técnicas que nós estamos vivendo podem ser uma novidade e isso pode ser que comece a mudar um pouco o curso do mercado e nós temos que estar preparados para isso”, aconselha o pesquisador.
Dependência do mercado internacional
A dependência do mercado internacional foi outro ponto levantado durante o Fórum Técnico Mais Milho, principalmente quanto à liberação de biotecnologia.
Glauber Silveira, diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), afirmou que o “o momento é muito complicado”, pois não é apenas um “problema complicado interno”.
“A gente pensa que vai melhorar, vai diminuir e soltam mais uma bomba, mais complicação. Estamos com essas guerras aí, mas quais serão as próximas?”, questionou. Ele completou ainda que “querendo ou não você tem uma tensão mundial muito severa. Eu acho que o grande problema do Brasil hoje é depender do mercado internacional. Nós não temos fertilizantes. Não produzimos nada de fertilizantes”.
O diretor da Abramilho ainda alertou outro ponto que é pouco pensado pelo setor produtivo: a questão dos defensivos agrícolas. “O produtor ainda não se tocou da bucha que está vindo. A China está segurando moléculas e vamos ter mais um cenário”.
Ele salientou ainda que a entidade está sempre alerta e em contato com a bancada federal em busca de soluções para mitigar a atual situação da produção nacional. “A grande preocupação da Abramilho é que todos os dias estamos apagando incêndio. O cenário é muito complicado porque não depende só de Brasília, depende do internacional. O produtor brasileiro tem que tomar o modelo de gestão do produtor dos Estados Unidos que tem voz”.

Cautela e desafios podem virar oportunidades
“Crises sempre terão e é claro que essa é mais uma de uma forma bastante dura”, disse o presidente do Sindicato Rural de Água Boa, Geraldo Delai. Para ele o momento é de se fazer cálculos e ter as contas em mãos para poder fazer uma opção mais assertiva no momento de plantar o ciclo 2026/27 e “não se arriscar como normalmente se faz”.
“Acredito que se você diminui o risco, você começa a melhorar a sua oportunidade. Então acho que é por aí que devemos fazer. É um momento de contermos os nossos ânimos. É claro que para a nossa região isso é muito ruim, pois quando você diminui o seu investimento, você diminui toda a área comercial da cidade. Então esse é o grande desafio para o produtor rural nesse momento”.
Presidente da comissão de cereais, fibras e oleaginosas da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) e produtor rural em Nova Xavantina, Endrigo Dalcin, também lembrou entre os desafios atuais a questão do crédito e as questões climáticas, em meio a um El Niño.
Assim como o presidente do Sindicato Rural de Água Boa, Dalcin reforçou a necessidade da cautela entre os produtores. “É um momento em que não devemos fazer investimentos e sobreviver a esse ano político que está na porta”.
De acordo com Mauro Osaki, apesar dos problemas vividos hoje há muitas oportunidades para o produtor rural. “O momento traz agora uma realidade que a gente não deveria ter perdido. A euforia trouxe para nós algumas decisões equivocadas. O produtor tem sempre que estar com o pé no chão para tomar decisões. As oportunidades estão aparecendo e temos que olhar para elas”.
Entre as oportunidades citadas pelos participantes do Fórum Técnico Mais Milho está a produção de sorgo na segunda safra, em especial na região leste de Mato Grosso pela sua característica climática.
Outro ponto de oportunidade é a produção de biomassa, considerada uma poupança verde, onde se poderia usar as áreas marginais das propriedades para extrair uma fonte de renda extra de longo prazo.
“São oportunidades de você mitigar o risco. Então, dadas essas oportunidades, a gente só precisa sair dessa zona de conforto de soja e milho. As oportunidades estão aparecendo. É sentar, ter cautela e ver aquilo que vai usar menos recursos”, concluiu Mauro Osaki.
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Mapas mostram concentração de cervejarias no Sul e no Sudeste

Mapas elaborados pela Embrapa Territorial para o Anuário da Cerveja 2026 mostram que as cervejarias brasileiras estão concentradas principalmente nas regiões Sul e Sudeste. Segundo o material publicado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o país tinha mais de 44 mil cervejarias registradas em 2025, distribuídas em 794 municípios. O levantamento também aponta a relação entre a localização das indústrias e áreas produtoras de cereais de inverno, como a cevada.
De acordo com o analista Rafael Mingoti, da Embrapa Territorial, o mapa de calor indica elevada concentração de cervejarias no entorno das capitais do Sul e do Sudeste. Em Minas Gerais, porém, a maior presença de estabelecimentos aparece no Sul do estado, e não na região metropolitana de Belo Horizonte. O levantamento também destaca o Noroeste do Rio Grande do Sul e o Oeste de Santa Catarina, áreas ligadas ao cultivo de cereais de inverno.
O anuário informa que São Paulo liderava o número de estabelecimentos registrados em 2025, com 452 unidades. Na sequência aparecem Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e Paraná. A capital paulista concentrava 61 cervejarias, o maior total entre os municípios. O documento também registra 25 cidades com dez ou mais cervejarias e densidade média nacional de uma cervejaria para cada 108.794 habitantes. Santa Catarina lidera esse indicador, com uma unidade para cada 32.625 habitantes.
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Para o agro, o dado central está na matéria-prima. Segundo o pesquisador Aloisio Vilarinho, da Embrapa Trigo, o Brasil ainda não é autossuficiente em cevada cervejeira e precisaria ampliar a produção em quatro vezes para atender a demanda de 2,3 milhões de toneladas. Pela legislação brasileira, a cerveja deve ter ao menos 55% de malte de cevada na formulação.
A Embrapa informa que trabalha há 50 anos no desenvolvimento de cultivares de cevada cervejeira. No Sul, o excesso de chuvas antes da colheita tem comprometido a qualidade do grão. Por isso, as pesquisas avançam tanto em materiais mais tolerantes a doenças e à germinação pré-colheita quanto em cultivares irrigadas adaptadas ao Cerrado.
Os mapas reforçam a concentração industrial da cadeia cervejeira e indicam, do lado agrícola, espaço para expansão da produção de cevada no país. A viabilidade desse avanço depende de adaptação varietal, manejo e redução do risco climático, segundo as informações técnicas apresentadas pela Embrapa.
Fonte: embrapa.br
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Milho perde rentabilidade e soja pode sentir impacto na produtividade

A queda no preço do milho e a disparada dos custos de produção começam a mudar o planejamento de produtores rurais em Mato Grosso. Em Jaciara, agricultores relatam dificuldade para fechar as contas mesmo diante de lavouras com boa produtividade e já projetam redução de investimentos para a próxima safra.
Nesta temporada, o agricultor Murilo Degaspari Fritsch cultivou 1,5 mil hectares de milho verão e outros 2,8 mil hectares de milho segunda safra. Segundo ele, as condições climáticas favoreceram o desenvolvimento das lavouras desde o início do ciclo e o resultado deve ficar próximo ao registrado no ano passado.
O frio registrado nos últimos dias atrasou parte da colheita do milho verão, mas sem comprometer o potencial produtivo. Conforme Murilo, “o clima ajudou bastante desde o começo, bastante chuva, a lavoura se desenvolveu bem. Está bonito, está um resultado satisfatório a lavoura, o mesmo padrão do ano passado onde tivemos uma excelente produção”.
Apesar do bom desempenho no campo, a rentabilidade ficou comprometida. O produtor explica ao Patrulheiro Agro que o milho verão foi plantado com expectativa semelhante à de 2025, quando a saca chegou perto de R$ 80 na região de Jaciara.

Preço baixo desanima produtor
Neste ano, porém, o cenário mudou. Murilo frisa que a saca gira entre R$ 42 e R$ 43, sem reação do mercado e com dificuldade de comercialização. “Tivemos essa surpresa. É um valor ruim e não tem comprador”.
Ele destaca que o custo do milho verão ficou elevado, próximo de R$ 5 mil por hectare, o que reduziu drasticamente a margem do produtor. “Milho há R$ 40 não paga a conta. Então para a próxima safra já desmotiva plantar o milho verão”, afirma ao Canal Rural Mato Grosso.
Dados do projeto CPA-MT, realizado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e o Senar Mato Grosso, apontam que o custo do milho subiu 2,32% em abril e chegou a R$ 3.772 por hectare para a safra 2026/27.
Além da baixa rentabilidade, o aumento no preço dos fertilizantes amplia a preocupação para a próxima safra. O produtor relata que o fósforo praticamente dobrou de preço, enquanto o potássio e os nitrogenados seguem em forte alta.
Diante do cenário, ele afirma que a estratégia será economizar na soja e aproveitar a fertilidade já existente no solo. “Pensando na próxima safra de soja, devemos usar a reserva poupança que temos no solo e economizar, e torcer para o clima ser favorável também”.
Custos elevados pressionam manejo
O produtor rural Everton Jorge Schinoca afirma que a principal dificuldade hoje é encontrar alternativas para manter a atividade viável economicamente. Segundo ele, o produtor segue trabalhando, mas enfrenta dificuldades para fechar as contas.
Schinoca destaca que as usinas de etanol de milho ajudam a sustentar o mercado em Mato Grosso. “Se não fosse essas indústrias de etanol de milho o milho hoje valia R$ 12 reais”, comenta à reportagem.
Mesmo assim, o produtor avalia que o cenário para a próxima safra preocupa, principalmente pelo alto custo da adubação nitrogenada. Conforme Schinoca, retirar tecnologia do milho significa comprometer diretamente a produtividade. “A estratégia de manejo está difícil de encontrar para o milho, porque se você tira o nitrogenado dele você não produz”, enfatiza.
Ele calcula que hoje são necessárias entre 85 e 95 sacas por hectare apenas para cobrir os custos da próxima safra. Diante disso, acredita em redução significativa da área cultivada na propriedade. “O milho vai perder espaço dentro da nossa propriedade e não é pouco não na próxima safra”, diz.
A família Schinoca está prestes a iniciar a colheita de 1,4 mil hectares de milho segunda safra em Jaciara. O produtor pontua que as chuvas registradas recentemente evitaram perdas ainda maiores nas lavouras.
Ele estima redução de cerca de 10% na produtividade esperada após o período de estiagem. “Esse tempo de seca que deu estava no limite, prejudica a produtividade”, relata.

Soja também entra no radar
O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Lucas Costa Beber, afirma que muitos produtores plantaram milho fora da janela ideal por não terem outra alternativa após a compra antecipada de sementes e fertilizantes.
Ele frisa que a redução das chuvas em várias regiões aumenta ainda mais a preocupação com a rentabilidade do cereal, justamente em um momento em que o milho vinha sustentando parte das margens do produtor rural.
Beber também destaca os reflexos dos conflitos internacionais sobre o mercado de fertilizantes, principalmente envolvendo Rússia, Ucrânia e Irã, importantes fornecedores globais de insumos.
Diante do aumento nos custos, a tendência, segundo ele, é de redução no uso de tecnologia nas lavouras. “A tendência é o produtor o ano que vem, devido a esses altos custos, diminuir mesmo os adubos nitrogenados no milho e talvez trabalhar com menor tecnologia visando reduzir os custos para que ele consiga ter ainda uma rentabilidade razoável”, afirma ao Canal Rural Mato Grosso.
Para a soja, o custeio projetado da safra 2026/27 chega a R$ 4.286 por hectare, alta de 1,88% em relação ao mês anterior. O avanço foi puxado principalmente pelos fertilizantes e defensivos agrícolas, impactados pelas tensões no Oriente Médio e pelos reflexos no mercado internacional.
O levantamento aponta ainda que a soja precisará ser vendida a R$ 68,65 a saca para cobrir os custos da próxima safra, valor 8,42% acima do ponto de equilíbrio registrado no ciclo anterior.
Conforme Lucas Costa Beber, produtores já falam até em zerar parte do uso de fertilizantes diante da renda apertada dos últimos anos. “O produtor já por estar com a renda estrangulada já nos últimos anos ele tende a diminuir o máximo de tecnologia já que ele não vê perspectiva positiva no cenário atual”, finaliza.
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Extensão Rural completa 70 anos de atuação no Paraná

Os 70 anos da Extensão Rural no Paraná foram celebrados nesta quarta-feira (27), na sede do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), em Curitiba. A solenidade reuniu servidores e autoridades para marcar a trajetória do serviço de assistência técnica no estado, associado ao fortalecimento da agricultura, à organização das propriedades e à chegada de políticas públicas aos municípios. Atualmente, a estrutura é composta por 1.570 servidores.
Durante o evento, o diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza, afirmou que a extensão rural participou de etapas centrais do desenvolvimento agropecuário paranaense ao longo de sete décadas. Segundo ele, o trabalho esteve ligado à conservação de solos, ao apoio às famílias rurais, ao incentivo ao cooperativismo e à orientação técnica nas propriedades.
Souza também citou desafios atuais para o setor, como a necessidade de sistemas de produção mais resilientes a eventos climáticos extremos, a inclusão de pequenos produtores na agricultura digital e o avanço da conectividade e da inteligência artificial no campo. De acordo com o dirigente, a assistência técnica segue vinculada a temas como sucessão familiar, agroindústria, diversificação de renda, pecuária moderna e segurança hídrica.
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A cerimônia relembrou ainda o início da atividade no estado. Rubens de Moura Rezende foi citado como o primeiro extensionista contratado no Paraná, em 1956. O ex-servidor Hans Henning Gunther recordou que, nos primeiros anos, cerca de 85% dos agricultores paranaenses eram pequenos produtores, com baixa incorporação tecnológica e produção voltada à subsistência.
O presidente-executivo do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, destacou a contribuição da extensão rural para a organização dos agricultores e para o cooperativismo. Também foram mencionadas parcerias institucionais com órgãos estaduais e entidades do setor, como a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Paraná (Fetaep) e o Sistema Ocepar.
A celebração reforçou o papel da assistência técnica como instrumento de difusão de tecnologia, organização produtiva e conexão entre políticas públicas e produtores rurais. O conteúdo apresentado no evento não trouxe balanço consolidado de resultados econômicos ou produtivos da série histórica, mas indicou que temas como clima, digitalização e permanência dos jovens no campo tendem a concentrar parte das ações futuras da extensão rural no estado.
Fonte: agricultura.pr.gov.br
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