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9 de setembro de 2026

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Mapa lança projeto para ampliar cacau agroflorestal na Bahia e no Pará

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), lançou nesta quarta-feira (27), em Belém (PA), o Projeto Cacau Brasil Agrofloresta. A iniciativa já havia sido apresentada na Bahia na última segunda-feira (25) e concentra ações nos dois principais estados produtores do país. Segundo o ministério, o programa terá investimentos de US$ 30,9 milhões ao longo de 48 meses.

De acordo com o Mapa, o projeto contará com US$ 23,1 milhões do Fundo Verde para o Clima e US$ 7,8 milhões em cofinanciamento. A proposta prevê a implantação de 12,5 mil hectares de sistemas agroflorestais com cacau nos biomas Amazônia e Mata Atlântica.

A estrutura da iniciativa combina produção agrícola, conservação ambiental e adaptação às mudanças climáticas. Entre os resultados projetados pelo ministério estão a redução de 5,18 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente e o atendimento direto de cerca de 69 mil beneficiários, além de impacto indireto sobre outras 397 mil pessoas.

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Durante o lançamento, o diretor da Ceplac, Thiago Guedes, informou que o Brasil tem atualmente cerca de 620 mil hectares de cacau, distribuídos em seis grandes estados produtores, com expansão da cultura para mais de 26 unidades da federação. Esse dado ajuda a dimensionar o peso da cadeia cacaueira na estratégia de ampliação de sistemas produtivos de menor impacto ambiental.

No campo regulatório, o Mapa também publicou a Portaria nº 909, que institui o Plano Inova Cacau 2030. Segundo o ministério, a medida estabelece mecanismos de governança, coordenação, monitoramento e transparência, com vigência até 31 de dezembro de 2030.

Para produtores, cooperativas e assistência técnica, o avanço do projeto tende a concentrar esforços em manejo, capacitação e organização territorial, já que o próprio ministério destacou a necessidade de plantas saudáveis e de práticas adequadas para sustentar produtividade em áreas cacaueiras.

A execução do projeto nos próximos quatro anos deve indicar a capacidade de expansão do cacau agroflorestal em escala comercial na Bahia e no Pará. Neste momento, o Mapa não detalhou, no material divulgado, o cronograma operacional por município nem os critérios completos de seleção dos beneficiários.

Fonte: gov.br

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Colheita avança em MT enquanto nova safra sustenta exportações brasileiras de algodão

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Mato Grosso chega à reta final da colheita de algodão no momento em que a produção da safra 2025/26 começa a ganhar espaço no comércio internacional. Até 4 de setembro, 97,30% da área plantada havia sido colhida, enquanto os primeiros embarques do novo ciclo comercial já mostravam a força do Estado nas exportações brasileiras.

Em agosto, o Brasil embarcou 106,35 mil toneladas de pluma, alta de 37,28% em relação ao mesmo mês de 2025. Mato Grosso respondeu por 58,32% desse volume, reforçando a importância da produção estadual para o desempenho do país no mercado externo.

No campo, o ritmo também chama atenção. A colheita está 2,06 pontos percentuais acima da média dos últimos cinco anos, de 95,24%, e supera em 5,07 pontos o percentual registrado na mesma época da safra passada, de 92,23%.

Somente entre 28 de agosto e 4 de setembro, o avanço foi de 8,64 pontos percentuais. A conclusão dos trabalhos em diversas propriedades acelerou a retirada do algodão e deixou a safra praticamente fora do campo, enquanto o produto beneficiado começa a alimentar o fluxo de exportações.

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Da lavoura para o mercado internacional

A relação entre os números da colheita e os embarques está no próprio calendário da cultura. O algodão retirado das lavouras a partir de junho passa pelo beneficiamento antes de se transformar em pluma disponível para exportação. Por isso, a produção da safra 2025/26 começa a aparecer nos embarques a partir de agosto, já dentro do ciclo comercial 2026/27.

É justamente nesse período que Mato Grosso amplia sua importância na oferta brasileira. A estimativa do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) é de que a produção da safra 2025/26 resulte em 2,09 milhões de toneladas destinadas às exportações estaduais ao longo do ciclo comercial que começou em agosto.

O volume projetado para Mato Grosso ocorre em um mercado no qual o Brasil já consolidou uma posição de liderança. Desde a safra 2022/23, quando ultrapassou os Estados Unidos, o país ocupa o primeiro lugar entre os exportadores mundiais de pluma.

A vantagem brasileira deve continuar no novo ciclo. Conforme projeção do USDA, os embarques do país em 2026/27 devem ficar 24,39% acima dos volumes dos Estados Unidos, mantendo o Brasil na liderança internacional.

Lavouras entram na etapa de pós-colheita

Com 97,30% da área já colhida, o trabalho nas propriedades entra em uma fase diferente. A Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) orienta os produtores a priorizarem o manejo de pós-colheita, começando pela retirada dos fardos que ainda permanecem nas lavouras.

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A eliminação das soqueiras também ganha importância nesse momento. A medida busca reduzir a presença do bicudo-do-algodoeiro nas áreas e diminuir a pressão da praga sobre o próximo ciclo.

O preparo do solo completa as operações previstas para o encerramento da safra. A organização dessas atividades permite que as propriedades avancem para a próxima temporada depois de uma colheita que chegou à reta final em ritmo superior ao histórico.

Enquanto essas operações são concluídas no campo, a pluma da safra 2025/26 já começa a percorrer o caminho do mercado externo. Com mais da metade dos embarques brasileiros de agosto originados em Mato Grosso e uma projeção de 2,09 milhões de toneladas para o ciclo comercial, o desempenho estadual segue diretamente ligado à manutenção da liderança brasileira nas exportações de algodão.


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Colheita de milho nos EUA avança para 5%, informa USDA

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou nesta terça-feira (8) que a colheita da safra de milho 2026/27 no país alcançou 5% até o último domingo. O ritmo supera os 4% registrados no mesmo período do ano passado e os 3% da média dos últimos cinco anos. O relatório também atualizou as condições das lavouras de soja, trigo e algodão.

Segundo o USDA, 56% da safra de milho apresentava condição boa ou excelente, com recuo de 1 ponto porcentual em relação à semana anterior. Um ano antes, esse índice era de 68%.

O relatório mostrou ainda que 96% das lavouras de milho estavam na fase de formação de grãos, ante 94% no ano passado e na média de cinco anos. A parcela com formação de dentes chegou a 76%, acima dos 72% observados tanto um ano antes quanto na média quinquenal. Já as áreas maduras somavam 25%, contra 24% no ano passado e 23% na média.

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Na soja, 58% da safra estava em condição boa ou excelente, sem variação na comparação semanal. No mesmo período do ano passado, o índice era de 64%. O USDA informou também que 26% das lavouras apresentavam queda de folhas, acima dos 20% registrados há um ano e na média de cinco anos.

Para o trigo de primavera, a colheita atingiu 86%, ante 83% no ano passado e o mesmo percentual da média quinquenal. No trigo de inverno, o plantio chegou a 2%, abaixo dos 4% observados no mesmo período do ano passado e dos 5% da média de cinco anos.

No algodão, 34% da safra estava em condição boa ou excelente, queda de 5 pontos porcentuais na semana. Um ano antes, essa parcela era de 54%. O USDA apontou ainda que 96% das lavouras tinham formado maçãs, em linha com o ano passado e a média de cinco anos. A abertura de maçãs alcançou 40%, ante 38% no ano passado e na média, enquanto a colheita chegou a 7%, igual ao registrado há um ano e acima dos 6% da média quinquenal.

Os números do USDA indicam avanço da colheita do milho e do trigo de primavera nos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que mostram mudança nas condições das lavouras de milho e algodão e estabilidade na soja.

Fonte: Estadão Conteúdo

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CNA defende critérios alinhados ao Brasil em conferência global da soja

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) levou à Conferência da Round Table on Responsible Soy (RTRS) 2026 a defesa de que os critérios internacionais de sustentabilidade para a soja considerem os instrumentos previstos na legislação brasileira. O tema foi discutido nos dias 3 e 4 de setembro, em Amsterdã, na Holanda, durante encontro que reuniu representantes de diferentes elos da cadeia global da oleaginosa.

O presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Endrigo Dalcin, participou do painel “Datas de Corte em um panorama de sustentabilidade em evolução”. A discussão abordou critérios adotados por legislações, padrões de sustentabilidade e compromissos voluntários.

Segundo Dalcin, o aumento no número de exigências eleva a complexidade para produtores e empresas inseridos nas cadeias internacionais de fornecimento. “Mais uma data de corte é ruim para o setor”, afirmou.

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Na avaliação apresentada no debate, a discussão sobre sustentabilidade precisa considerar o conjunto de instrumentos existentes no Brasil. Dalcin citou o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Programa de Regularização Ambiental (PRA) como mecanismos relevantes para a adequação ambiental das propriedades rurais.

Ele também destacou avanços na análise dos cadastros, com a incorporação de inteligência artificial por meio do CAR 2.0. Para o representante da CNA, os critérios internacionais devem dialogar com os instrumentos previstos na legislação brasileira e com os mecanismos de regularização das propriedades.

Durante o painel, Dalcin mencionou práticas adotadas por produtores brasileiros, como o uso crescente de insumos biológicos, a adoção de tecnologias no manejo e a busca por maior produtividade. “A produção brasileira deve ser apresentada no cenário internacional considerando o conjunto dessas práticas. Temos que mostrar para o mundo que produzimos uma soja muito sustentável”, disse.

A Conferência RTRS 2026 também discutiu novas exigências do comércio internacional e mecanismos para ampliar a rastreabilidade da soja ao longo da cadeia. A programação incluiu ainda temas como carbono, agricultura regenerativa, inteligência artificial e novas tecnologias aplicadas às cadeias de suprimentos.

A participação da CNA na conferência concentrou-se na defesa de critérios de sustentabilidade e rastreabilidade que considerem os instrumentos legais e tecnológicos já adotados no Brasil para a produção de soja.

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Fonte: cnabrasil.org.br

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