Business
Machadinho realiza Festa da Colheita da Erva-Mate nesta quinta-feira

O município de Machadinho, na região Nordeste do Rio Grande do Sul, realiza nesta quinta-feira (28) a Festa da Colheita da Erva-Mate. A programação inclui o Fórum da Erva-Mate, com palestras técnicas a partir das 9h, e o ato simbólico de abertura da colheita da safra 2026, previsto para as 11h. O evento ocorre no Salão da comunidade São Caetano e na propriedade da família Brandão e Baldiserra.
A agenda técnica começa pela manhã e reúne instituições ligadas à pesquisa, à extensão rural e à gestão pública do setor. Entre os destaques está a palestra “Uso de Trichoderma em cultivos de erva-mate: proteção radicular e estímulo vegetal”, marcada para as 9h30 com a pesquisadora Gerusa Steffen, do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi).
Segundo a programação divulgada pelos organizadores, o painel vai abordar produtividade, fertilidade biológica do solo e o uso de bioinsumos, com foco no fungo Trichoderma e em sua aplicação no desenvolvimento da erva-mate. O tema tem relação direta com manejo e sanidade vegetal, pontos técnicos que influenciam o desempenho dos ervais.
Receba no seu e-mail as notícias mais importantes do dia, análises de mercado e os principais fatos que movimentam o agronegócio: assine a newsletter do Canal Rural
Às 11h, está prevista a solenidade oficial da Festa da Colheita da Erva-Mate, com o ato simbólico de poda da ervateira, que marca a abertura da safra 2026. O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Márcio Madalena, deve participar das atividades.
A realização é do Instituto Brasileiro da Erva-Mate (Ibramate), da Seapi, da Prefeitura de Machadinho, da Emater/RS-Ascar e de entidades parceiras. Até o momento, a programação informada não traz estimativas de produção, área colhida ou dados de mercado para a safra 2026.
Para a cadeia da erva-mate, o evento concentra dois eixos práticos: a abertura formal da colheita e a atualização técnica sobre manejo e bioinsumos. Como não foram divulgados números de produção ou projeções de safra, a dimensão econômica da temporada 2026 ainda depende de informações complementares dos órgãos e entidades do setor.
Fonte: agricultura.rs.gov.br
O post Machadinho realiza Festa da Colheita da Erva-Mate nesta quinta-feira apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
O mundo mudou, mas e o agro?

Durante décadas, o Brasil aprendeu a medir a força do agronegócio por indicadores que continuam fundamentais: produtividade, área plantada, safras recordes e exportações. Foi assim que nos tornamos uma potência agrícola reconhecida no mundo inteiro.
Mas tenho a impressão de que uma nova mudança já começou.
A pergunta não é mais apenas quanto alimento o mundo será capaz de produzir. A questão passa a ser outra: quais alimentos o mundo vai querer consumir?
Basta observar o comportamento das pessoas. Nunca se falou tanto em qualidade de vida, longevidade e alimentação saudável. O consumo de proteína cresce em praticamente todos os mercados. Ao mesmo tempo, medicamentos como Mounjaro e Ozempic estão mudando a relação de milhões de pessoas com a comida. Quem utiliza essas terapias costuma comer menos, mas passa a escolher melhor o que coloca no prato.
Cada refeição precisa entregar mais valor.
É justamente nesse cenário que alimentos como Feijões, lentilhas, ervilhas, grão-de-bico, gergelim e outras proteínas vegetais ganham importância. Não apenas porque são nutritivos, mas porque reúnem características que o consumidor moderno procura: proteína, fibras, minerais, versatilidade e sustentabilidade.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
O Brasil está em uma posição privilegiada. Produzimos praticamente o ano inteiro, dominamos tecnologias para agricultura tropical e temos produtores altamente eficientes. Poucos países conseguem reunir tantas vantagens.
Mas existe um desafio que merece a mesma atenção que dedicamos às exportações.
Antes de convencer o mundo sobre o valor dos nossos alimentos, precisamos convencer os próprios brasileiros.
É curioso perceber que muitos jovens conhecem muito mais sobre alimentos ultraprocessados do que sobre a riqueza nutricional de um prato de Feijão. Falamos pouco sobre aquilo que produzimos de melhor. Talvez tenha chegado a hora de voltar a falar de comida. De explicar a importância das proteínas vegetais, de incentivar seu consumo e de mostrar que elas fazem parte de uma alimentação moderna, saudável e acessível.
É por isso que acredito que o próximo passo do agronegócio brasileiro seja o Agroalimento.
Não se trata de substituir um conceito pelo outro. O agronegócio continuará sendo a base da nossa força. O Agroalimento é uma evolução dessa visão. Significa integrar produção, ciência, nutrição, inovação, sustentabilidade e confiança. Significa entender que o verdadeiro valor não está apenas na quantidade produzida, mas também na capacidade de entregar saúde e qualidade de vida.
O Brasil já aprendeu a alimentar o mundo. Agora temos a oportunidade de mostrar que também sabemos alimentar melhor.
E essa transformação começa muito antes dos portos ou das grandes negociações internacionais. Ela começa no prato de cada brasileiro.

*Marcelo Lüders é presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), e atua na promoção do feijão brasileiro no mercado interno e internacional
O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.
O post O mundo mudou, mas e o agro? apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Conflito no Oriente Médio segue impactando na produção de MT e custeio da soja 2026/27 dispara mais de 3%

O custeio da safra 2026/27 de soja deverá ser 3,35% mais pesado do que o ciclo passado no bolso do produtor mato-grossense. Isso porquê fertilizantes e corretivos tiveram um incremento de 5,74% e operações mecanizadas de 22,74% em relação à safra 2025/26. Com isso, o custeio da temporada que começa a ser cultivada em setembro ficou cotado em média a R$ 4.321,32 por hectare.
A projeção consta no projeto Custo de Produção Agropecuário em Mato Grosso (CPA-MT), realizado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT), divulgado nesta semana.
“A elevação desses componentes foi influenciada diretamente pelo conflito no Oriente Médio, que tem pressionado a logística e o preço desses insumos (óleo diesel, para o caso de operações mecanizadas)”, explica o Imea.
De acordo com o Instituto, não é descartada a possibilidade de os produtores em Mato Grosso, diante dos custos elevados em tais insumos, reverem o pacote de fertilizantes a ser utilizado na safra 2026/27, “uma vez que a redução no consumo de óleo diesel é mais restrita”.
Outro ponto de destaque que pode impactar nos custos é o risco climático, com a previsão de do fenômeno El Niño para este ano. Fato que não só eleva a preocupação do produtor de soja no estado quanto a produtividade, como também à margem de rentabilidade.
Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.
O post Conflito no Oriente Médio segue impactando na produção de MT e custeio da soja 2026/27 dispara mais de 3% apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.
Business
Arroz atinge maior preço desde setembro de 2025, diz Cepea

O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul manteve a recuperação dos preços nos últimos dias, levando o Indicador Cepea/Irga-RS ao maior patamar desde setembro de 2025. Segundo o Cepea, a oferta restrita dos produtores, a necessidade de recomposição dos estoques pelas indústrias e o aquecimento do mercado externo sustentam as cotações.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Pesquisadores do Cepea afirmam que os vendedores seguem seletivos, à espera de novas altas, enquanto parte das indústrias elevou pontualmente as ofertas. Outras, porém, limitam as compras diante da dificuldade de repassar ao mercado de beneficiados o aumento dos custos da matéria-prima. Com isso, a liquidez permanece moderada.
No fechamento de terça-feira (21), o Indicador Cepea/Irga-RS do arroz em casca foi de R$ 65,59 por saca de 50 kg, com alta de 2,07% no dia. No acumulado do mês, o indicador registra avanço de 8,90%.
O post Arroz atinge maior preço desde setembro de 2025, diz Cepea apareceu primeiro em Canal Rural.
Featured19 horas agoExportações de soja do Brasil devem alcançar 13,8 milhões de t em julho, projeta Anec
Featured23 horas agoInscreva-se para a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27; saiba como participar
Business19 horas agoBrasil em rota de colisão com a maior dependência de importações de trigo da história
Sustentabilidade24 horas agoO seu aliado mais forte no controle da cigarrinha-do-milho – MAIS SOJA
Featured20 horas agoBrasil envia 690 mil doses de vacinas para vítimas de terremotos na Venezuela
Business18 horas agoEtanol de milho amplia demanda pelo cereal e muda dinâmica do mercado no Brasil
Sustentabilidade17 horas agoSojicultores ainda esperam por preços melhores; negócios não andam e dia é fraco para a soja
Business17 horas agoTarifaço dos EUA: setor de máquinas pede saída diplomática ao governo
















