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26 de agosto de 2026

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Operação do Gaeco prende Deolane Bezerra por lavar dinheiro de transportadora do PCC

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Investigação aponta que influenciadora agia como “caixa” da facção; Justiça bloqueou R$ 327 milhões do bando

Bilhetes que continham ordens internas dos integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) apreendidos em 2019 em um presídio em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, levaram a polícia a abrir a investigação que culminou na Operação Vérnix, deflagrada nesta quinta-feira (21) pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil.

Segundo as informações da Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo (SSP-SP), os bilhetes não mencionavam o nome da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa hoje na operação, mas foram o pontapé inicial para as investigações mostrarem que ela recebia valores provenientes de uma transportadora criada pelo PCC, com sede em Presidente Venceslau.

O dinheiro era repassado para outras contas para dificultar o rastreio. Duas dessas contas estão em nome de Deolane, que, segundo as investigações, fazia a lavagem do dinheiro.

Também foram alvo da operação Marco Herbas Camacho, o Marcola, chefe do PCC, que está preso na Penitenciária Federal de Brasília; Alejandro Camacho, irmão de Marcola, também preso em Brasília e notificado sobre a nova ordem de prisão; Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola e apontada como intermediária nos negócios da família, foragida na Espanha; e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho de Marcola e apontado como o destinatário do dinheiro lavado da família, que estaria na Bolívia.

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Interpol

A Polícia Federal e o Ministério Público auxiliam nas buscas internacionais e os investigados entraram na Lista Vermelha da Interpol. Foram expedidos seis mandados de prisões preventivas, além do bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões e apreensão de 17 veículos de luxo e quatro imóveis.

De acordo com o Promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e membro do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Lincoln Gakiya, as investigações terem chegado até Marcola e seu irmão Alejandro é importante porque mostram que, apesar de presos, ambos deixaram ordens pendentes e comunicações fora da cadeia.

Gokiya ressalta que as cartas encontradas na penitenciária em 2019 levaram as investigações até a transportadora.

“A empresa pertencia de fato à família Camacho, onde foi lavado esse dinheiro. O Marcola tem mais de 300 anos de pena para cumprir e ele certamente responderá a um novo processo, provavelmente sofrendo condenação nesse caso”, disse.

O promotor ressaltou que certamente haverá desdobramentos da Operação Vérnix, com o envolvimento de Deolane com outras pessoas e também com empresas ligadas a apostas – as bets.

“Nesse período de sete anos, mas principalmente de 2022 em diante, ela teve um aumento muito grande em seu faturamento. Inclusive sem correlação com o trabalho prestado. Então, isso vai gerar sonegação fiscal, vai gerar outras lavagens”, explicou.

Segundo o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, com a abertura dos sigilos bancário e fiscal, a investigação descobriu que Deolane mantém relacionamento com outras vertentes do crime organizado. As investigações revelaram que a influenciadora funciona como uma espécie de caixa do crime organizado.

Costa explica que, pelo poder econômico que a advogada adquiriu ao longo do tempo e influência, o crime organizado deposita esses valores nessa figura pública, e esse dinheiro acaba se misturando com o dinheiro de outras atividades.

“Quando é necessário, esses recursos retornam para o crime organizado. A prisão de uma influencer como essa, com mais de 20 milhões de seguidores, tem caráter pedagógico. Esperamos que cause um efeito de inibição”, afirmou o procurador.

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Bombeiros socorrem aluna de 12 anos com fortes dores no peito e falta de ar em escola de MT

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Suspeita é de crise de ansiedade. Equipe foi acionada às pressas na manhã desta segunda (24) no bairro Junco, em Cáceres. Adolescente passa bem

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) socorreu, na manhã desta segunda-feira (24.8), uma adolescente de 12 anos com queixa de falta de ar e dor torácica, em uma escola, em Cáceres (a 217 km de Cuiabá).

A equipe da 2ª Companhia Independente Bombeiro Militar (2ª CIBM) foi acionada, por volta de 08h36, para a ocorrência em uma escola no bairro Junco.

Ao chegar ao endereço, os bombeiros realizaram o atendimento pré-hospitalar. A menor estava consciente e com sinais vitais estáveis. De acordo com informações dos familiares, a adolescente já apresentou a mesma queixa em situações anteriores, com possível relação a ansiedade.

Após o atendimento dos bombeiros, os responsáveis receberam orientações sobre a necessidade de acionar novamente o serviço de emergência em caso do surgimento de novos sintomas.

A adolescente ficou sob responsabilidade dos familiares, que informaram que a encaminharia para o atendimento em uma unidade de saúde.

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Empresária de Cuiabá é alvo de operação da PF contra tráfico internacional

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Thatiana Rabelo é sócia de empresa responsável pelo Tatu Bola Bar; ação investiga transporte aéreo de drogas e armas

A empresária Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro foi alvo da Operação Bóreas, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (25). A ação investiga uma organização criminosa suspeita de atuar no transporte aéreo internacional de drogas e armas de fogo.

Thatiana é sócia e administradora da TRMT Restaurante Ltda., responsável pelo Tatu Bola Bar, estabelecimento localizado na região da Praça Popular, em Cuiabá.

Conforme informações apuradas pela reportagem, a empresária foi levada à sede da Polícia Federal na Capital. Até o momento, não há confirmação se contra ela foi cumprido mandado de prisão ou de busca e apreensão.

A operação teve cumprimento de ordens judiciais em Cuiabá e Palmas (TO). No total, foram expedidos três mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão. A Justiça Federal também determinou medidas para apreensão de aeronaves, além do bloqueio e sequestro de bens e valores.

As decisões foram expedidas pelo Juízo da 4ª Vara Federal de Palmas. A Polícia Federal ainda pediu que dez investigados sejam incluídos nos mecanismos de Difusão Vermelha da Interpol.

Segundo as investigações, o grupo seria responsável pela preparação de voos e pelo uso de aeronaves e pistas clandestinas para viabilizar o transporte de grandes quantidades de cocaína e armas de fogo. As cargas teriam origem na Bolívia e no Peru e seriam levadas para o Brasil.

A investigação teve origem em apurações relacionadas a recentes apreensões de drogas realizadas no Tocantins.

Os investigados poderão responder por tráfico internacional de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro, além de outros crimes que eventualmente sejam identificados no decorrer das investigações.

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Polícia Civil invade cativeiro, interrompe ‘salve’ de facção e resgata seis pessoas em Primavera do Leste

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Quatro mulheres e dois homens estavam prestes a ser torturados na tarde desta segunda (24). Criminosos destruíram celulares ao notarem a chegada dos agentes

A Polícia Civil interrompeu um sequestro com cárcere privado, no fim da tarde dessa segunda-feira (24.8), e impediu que seis pessoas fossem submetidas a agressões e tortura, em Primavera do Leste. A ação também resultou na localização de drogas, balanças de precisão e materiais utilizados para a comercialização de entorpecentes.

A intervenção ocorreu durante uma diligência da Delegacia de Homicídios e Delitos Gerais de Primavera do Leste destinada a apurar o desaparecimento de um homem, de 42 anos, ocorrido em abril deste ano.

No curso das investigações, a equipe identificou um veículo que teria sido utilizado no sequestro e desaparecimento do homem, identificado como J.C.J.S., que também estaria sendo empregado por pessoas identificadas como envolvidas no crime.

Após buscas, os policiais localizaram o veículo e o acompanharam até uma residência em Primavera do Leste, que passou a ser monitorada. Durante o acompanhamento, a equipe recebeu informações de que integrantes de uma facção criminosa haviam sequestrado pessoas e conduzido as vítimas até o imóvel, onde seriam submetidas a um “salve”, punição violenta determinada pela facção.

Diante da possibilidade de haver pessoas privadas de liberdade e em risco no interior da casa, investigadores e um escrivão da Polícia Civil realizaram a intervenção.

No interior da residência, os policiais encontraram cinco suspeitos, dois menores e três maiores de idade, todos homens, e as seis pessoas que haviam sido conduzidas ao local, quatro mulheres e dois homens, todos maiores de idade.

Parte das vítimas estava em um quarto fechado. Uma delas foi localizada sentada em uma cadeira, diante de um dos investigados.

No momento da entrada policial, um dos suspeitos arremessou seu telefone celular para a rua, embaixo de um caminhão, em aparente tentativa de inutilizá-lo. Simultaneamente, os policiais ouviram, dentro do quarto, barulhos compatíveis com aparelhos celulares sendo jogados contra o chão e quebrados.

As vítimas confirmaram que haviam sido conduzidas à residência e que seus aparelhos celulares haviam sido retirados. A investigação apontou que os integrantes da facção criminosa foram orientados a destruir os dispositivos em caso de abordagem policial, com a finalidade de dificultar a obtenção de provas.

Durante as buscas, foram apreendidos diversos aparelhos celulares, alguns sem identificação imediata dos proprietários e outros já danificados. Também foram encontradas várias porções de maconha, previamente acondicionadas em embalagens do tipo ziplock, além de embalagens vazias e duas balanças, elementos indicativos da preparação e comercialização de entorpecentes.

Os envolvidos foram encaminhados à unidade policial, e os materiais encontrados foram apreendidos para análise. As investigações prosseguem para individualizar as condutas, esclarecer o desaparecimento do homem de 42 anos, que ainda está sendo investigado, e identificar outros integrantes da facção criminosa.

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