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6 de outubro de 2026

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Brasil produz 67 mil toneladas de mel, exporta 56% e tem EUA como principal destino

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Foto: Divulgação Sebrae/SP

A produção brasileira de mel alcançou 67 mil toneladas, em 2024. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), o Brasil ocupa a 7ª colocação no ranking mundial, representando 3% da produção mundial, praticamente empatado com a Argentina (69 mil toneladas).

Os países sul-americanos ficam atrás apenas dos asiáticos, que têm a China como maior produtora (445 mil toneladas). A saber, a produção mundial de mel gira anualmente na casa de 2.300 mil toneladas.

“Em valor, o mercado totalizou 1 bilhão de reais em 2024. O país conta com mais de 100.000 estabelecimentos apícolas e 2,16 milhões de colmeias”, destacou o secretário executivo da CropLife Brasil, Renato Gomides.

Produção mundial de mel, em 2024 (mil toneladas)

Produção mundial de mel, em 2024 (mil toneladas)
Produção mundial de mel, em 2024 (mil toneladas) Fonte: FAO. Elaboração: CropLife Brasil.

Do montante em 2024, o Brasil exportou 56% de sua produção de mel. Ao analisar os últimos 20 anos, observa-se que o mercado externo tem sido a principal demanda deste item. Os Estados Unidos são o maior destino das exportações brasileiras, atingindo 80% do total, segundo dados da Comex (MDIC).

O mercado norte-americano é deficitário do produto apícola, utilizado para indústria alimentícia e food service, tornando o país importador líquido deste produto. Os dados exibem a dinâmica da atividade produtiva apícola e seu mercado total, que totalizou R$ 1 bilhão em 2024.

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Exportação brasileira de mel por país de destino (mil toneladas)

Exportação brasileira de mel por país de destino (mil toneladas)
Exportação brasileira de mel por país de destino (mil toneladas)
Fonte: Comex. Elaboração: CropLife Brasil

Produção nacional

Metade da produção em território nacional está concentrada em quatro estados: Paraná (9,8 mil toneladas), Piauí (8,6 mil toneladas), Rio Grande do Sul (8,1 mil toneladas) e Minas Gerais (7,3 mil toneladas)

Com relação aos valores de mercado, a predominância ocorre nas regiões Sul (R$ 358 milhões) e Nordeste (R$ 342 milhões).

No Sul, a produção de mel é impulsionada pelas extensas áreas de reflorestamento com pinus e eucalipto, aliadas à profissionalização dos apicultores e à organização cooperativa. No Nordeste, a riqueza da flora da Caatinga, as condições favoráveis do semiárido e a expansão da agricultura familiar fortalecem a atividade.

O Brasil possui mais de 100 mil estabelecimentos com apicultura, segundo o último Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2017.

A região Sul concentra quase 70% dos estabelecimentos brasileiros, puxada pelo estado do Rio Grande do Sul com 37%. Em número de colmeias, o país soma 2,16 milhões, com cerca de 50% (1,04 milhões) estabelecidas na região Sul, sendo 23% só no Rio Grande do Sul.

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Os indicadores do atlas da apicultura brasileira integram o Painel de Polinizadores, nova
funcionalidade incorporada à plataforma CropData, que reunirá dados de estabelecimentos com apicultura no país, quantidade de colmeias, produção de mel e comércio do produto.

“Na agricultura moderna, preservar polinizadores deixou de ser apenas uma pauta ambiental: hoje é sinônimo de excelência produtiva, boas práticas agrícolas, segurança alimentar, rastreabilidade e acesso aos mercados globais”, ressalta Gomides.

Comércio exterior

No primeiro quadrimestre de 2026, a importação brasileira de produtos químicos totalizou US$ 3,26 bilhões, retração de US$ 243 milhões (-6,9%), comparado ao mesmo período de ano anterior.

A queda no valor importado foi observada nos três grupos de produtos monitorados pela CropLife Brasil: defensivos químicos formulados (US$ -168 milhões) e, também, em
composição técnica (US$ -49 milhões) e matéria-prima importada (US$ -26 milhões), estes dois últimos utilizados pela indústria de defensivos químicos para formulação local.

Importação indústria de defensivos químicos no 1º quadrimestre, por segmento (US$ milhões CIF)

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Importação indústria de defensivos químicos no 1º quadrimestre, por segmento (US$ milhões CIF)
Importação indústria de defensivos químicos no 1º quadrimestre, por segmento (US$ milhões CIF)
Fonte: Comexstat. Elaboração: CropLife Brasil

Em volume a retração da importação de defensivos químicos totalizou -7,2% no comparativo de janeiro a abril de 2026 versos 2025. No ano passado, o Brasil importou 420 mil toneladas de defensivos químicos e, neste ano, 390 mil toneladas.

A redução foi de 10 mil toneladas em cada um dos segmentos: matéria prima (-10 mil toneladas), produto técnico (-12 mil toneladas) e produto formulado (-8 mil toneladas).

A China é a principal origem das importações brasileiras de produto técnico e produto formulado. Apesar da retração no volume total importado pelo Brasil no 1º quadrimestre de 2026, houve crescimento da participação do país asiático em ambos os segmentos (+4pp nos produtos formulados e +6pp nos produtos técnicos), reforçando-o como importante parceiro comercial do Brasil.

Do lado das exportações, é observado o consistente crescimento da participação das sementes brasileiras no mercado internacional, desde o início do ano de 2026.

No 1º quadrimestre, houve manutenção do patamar elevado, com as exportações totalizando US$ 83,9 milhões (+US$ 13,6 milhões), avanço de 19,3% comparado ao mesmo período de 2025. O destaque fica para sementes de milho que cresceram US$ 15,7 milhões no período, sendo a Venezuela responsável por 60% desse incremento (+US$ 9,3 milhões).

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Controle biológico ajuda a reduzir pulgão-do-sorgo em lavouras de MG

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A presença de moscas-sirfídeo contribuiu para reduzir a população do pulgão-do-sorgo (Melanaphis sorghi) em lavouras de sorgo forrageiro de Minas Gerais. O resultado foi observado em áreas sem aplicação de inseticidas, onde a preservação de insetos predadores favoreceu o controle biológico da praga.

O estudo foi conduzido pela Embrapa Milho e Sorgo (MG), em parceria com pesquisadores da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), durante duas safras. Os pesquisadores compararam áreas com e sem aplicação de inseticidas e fizeram o acompanhamento semanal das populações de pragas e de insetos presentes nas lavouras.

Os resultados apontaram que o uso de defensivos, as condições climáticas e a presença de inimigos naturais interferem na população dos pulgões. O trabalho reforça a aplicação do Manejo Integrado de Pragas (MIP) no cultivo de sorgo.

Moscas-sirfídeo atuam sobre o pulgão

O pulgão-do-sorgo foi a praga com maior ocorrência nas áreas avaliadas. A população atingiu o pico durante o estágio vegetativo das plantas e apresentou relação com a presença de predadores da família Syrphidae, que reúne as moscas-sirfídeo, também chamadas de moscas-das-flores.

As larvas desses insetos atuam como predadoras de pulgões. Joaninhas, da família Coccinellidae, também participaram do controle das populações observadas no estudo.

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A pesquisa identificou que a ausência de aplicação de produtos químicos favoreceu a presença desses inimigos naturais. Com isso, a relação entre predadores e pragas contribuiu para manter a população dos pulgões sob controle.

A pesquisadora da Embrapa Milho e Sorgo Simone Mendes destaca a necessidade de considerar as relações entre ambiente, pragas e organismos que atuam no controle biológico.

“Compreender essa dinâmica fornece subsídios à adoção de práticas agrícolas sustentáveis, uma vez que permite gerar informações valiosas destinadas ao desenvolvimento de estratégias de manejo de pragas”, afirma.

Chuva reduz população de pulgões

As condições climáticas também influenciaram a ocorrência dos insetos. Durante os períodos de chuva, os pesquisadores observaram redução na população de pulgões no campo.

Segundo Simone Mendes, a temperatura, a umidade relativa e a precipitação interferem na dinâmica populacional da praga.

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“A dinâmica populacional de pulgões é influenciada por parâmetros climáticos tais como a temperatura, a umidade relativa e principalmente a precipitação ou quantidade de chuvas. A precipitação, no caso, é o fator mais importante porque contribui para a mortalidade natural dos pulgões no campo”, explica.

A pesquisa também registrou a presença do pulgão-do-milho (Rhophalosiphum maidis). A população dessa espécie aumentou na segunda safra avaliada, período que teve maior volume de precipitação.

Pulgão prejudica a fotossíntese

O Melanaphis sorghi permanece na parte inferior das folhas e nas folhas mais baixas das plantas. A localização dificulta o monitoramento das lavouras e pode atrasar a identificação da infestação.

“Daí a dificuldade para o monitoramento. Porque, muitas vezes, quando o produtor percebe a infestação, ela já é grande. Nas infestações intensas, as colônias de pulgão produzem um tipo de melada, um líquido açucarado, sobre a qual cresce um fungo chamado fumagina que reduz a fotossíntese e, consequentemente, compromete a qualidade da silagem”, observa Simone Mendes.

A fumagina se desenvolve sobre a substância açucarada produzida pelos pulgões. A presença do fungo interfere na fotossíntese das plantas e pode afetar a qualidade da silagem.

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Monitoramento integra o manejo

O acompanhamento das lavouras é uma das medidas indicadas pelos pesquisadores para identificar a presença da praga antes do aumento da população. “Monitorar as lavouras é parte fundamental do manejo dessa praga”, afirma Mendes.

O controle químico também deve considerar a preservação dos inimigos naturais. Segundo a pesquisadora, a escolha de produtos seletivos pode contribuir para manter joaninhas e moscas-sirfídeo nas áreas de cultivo.

“No caso do pulgão-do-sorgo, a aplicação correta de inseticidas com seletividade às joaninhas e moscas sirfídeo, inimigos naturais, pode contribuir muito, uma vez que, como observado nesse estudo, esses insetos ocorrem naturalmente na lavoura e são fundamentais para o controle.”

Ela acrescenta que a manutenção desses organismos ajuda a manter a população de insetos-praga abaixo de níveis que causem perdas econômicas à cultura.

Sorgo tem uso na produção de silagem

O estudo também avaliou a ocorrência de outros insetos-praga, como a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) e a broca-da-cana. A pesquisa buscou informações para orientar estratégias de manejo em lavouras destinadas à produção de sorgo forrageiro.

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O sorgo é utilizado na produção de silagem por apresentar produção de massa verde e concentração de energia. A cultura também apresenta tolerância a condições de seca e calor em comparação com o milho.

“Essa cultura tem grande produção de massa verde e alto valor energético, características valorizadas na produção de silagem. Além disso, o sorgo é resiliente ao estresse abiótico, que se refere a condições ambientais desfavoráveis ao crescimento das plantas, tais como a seca e o calor extremo, sobretudo quando comparado ao milho”, explica Guilherme Avellar, doutorando da UFSJ.

Sorgo selvagem entra no monitoramento

Outra frente apontada pelos pesquisadores envolve plantas que podem servir de hospedeiras para o pulgão na entressafra.

Estudo recente citado pelos pesquisadores indicou que milho e milheto não têm papel relevante como hospedeiros do Melanaphis sorghi. O capim-massambará, também conhecido como sorgo selvagem, deve ser avaliado como possível reservatório da praga.

“Contudo, o capim massambará (ou sorgo selvagem) deve ser avaliado, pois sua presença no campo pode servir como importante reservatório de pulgões do sorgo, principalmente na entressafra”, afirma Douglas Santos, doutorando da UFSJ.

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Os resultados reforçam a necessidade de combinar monitoramento, avaliação das condições climáticas, preservação de inimigos naturais e uso criterioso de inseticidas no manejo do pulgão-do-sorgo.

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Entregas de fertilizantes caem 22,3% em julho, diz Anda

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As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 3,96 milhões de toneladas em julho de 2026, queda de 22,3% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram registradas 5,09 milhões de toneladas. De janeiro a julho, o volume entregue chegou a 22,98 milhões de toneladas, recuo de 8,8% ante as 25,21 milhões de toneladas de igual período do ano passado, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda).

A Anda informou que o primeiro trimestre teve apoio da boa safrinha de milho, com compras em ritmo normal no início do ano. Depois do início da guerra no Irã, houve arrefecimento de novos negócios, movimento que passou a aparecer a partir de maio, com entregas menores.

Na avaliação da entidade, esse quadro chega ao período crítico de compras de insumos com importações mais lentas, entregas domésticas em queda e menor poder de compra do produtor. A associação destacou que setembro é um mês importante para o acompanhamento dos estoques disponíveis para os próximos ciclos de aplicação.

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Mato Grosso liderou as entregas no acumulado até julho, com 5,83 milhões de toneladas, o equivalente a 25,4% do total. Na sequência aparecem Paraná, com 2,60 milhões de toneladas, Goiás, com 2,45 milhões, São Paulo, com 2,36 milhões, Rio Grande do Sul, com 1,70 milhão, Bahia, com 1,65 milhão, e Minas Gerais, com 1,64 milhão.

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Entre os nutrientes, os nitrogenados concentram atenção. Segundo a Anda, as importações de nitrogênio contido em ureia, sulfato de amônio e nitrato de amônio ficaram cerca de 20% abaixo do registrado nos oito primeiros meses de 2025. A entidade afirmou que a segunda metade do ano costuma concentrar aceleração das compras desse grupo, principalmente para o planejamento das próximas safras e para aplicações no milho.

A produção nacional de fertilizantes intermediários somou 517 mil toneladas em julho, queda de 19,9% na comparação anual. No acumulado de janeiro a julho, foram 3,34 milhões de toneladas, recuo de 19,7% ante 2025. As importações de fertilizantes intermediários também caíram: 3,54 milhões de toneladas em julho, baixa de 21,4%, e 21,23 milhões de toneladas no acumulado do ano, retração de 7,6%.

No porto de Paranaguá, principal porta de entrada de adubos, ingressaram 5,40 milhões de toneladas entre janeiro e julho, volume 10,0% menor que em 2025. O terminal respondeu por 25,4% do total importado pelos portos do País.

Os dados da Anda mostram recuo nas entregas ao mercado, na produção nacional e nas importações de fertilizantes em 2026, com destaque para o comportamento dos nitrogenados no segundo semestre.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Produtor rural espera crescimento e juros menores no próximo governo

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Juros, impostos e capacidade de ampliar a produção estão entre as principais preocupações dos produtores rurais de Mato Grosso para o próximo governo federal. Com a eleição estadual definida, o setor volta a atenção para o segundo turno presidencial e espera mudanças na condução da economia.

Mato Grosso reelegeu Otaviano Pivetta, do Republicanos, para o governo do estado, enquanto Mauro Mendes, do União Brasil, e José Medeiros, do PL, conquistaram as duas vagas ao Senado. Para os produtores, as decisões tomadas em Brasília têm impacto direto sobre as condições de produção.

O resultado também definiu a nova composição da bancada mato-grossense na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa. A partir de 2027, o estado terá oito deputados federais. Na Assembleia, o Podemos ficou com seis cadeiras, enquanto PL e Republicanos elegeram quatro deputados cada.

Para o setor produtivo, a expectativa agora se concentra nas medidas econômicas que serão adotadas pelo próximo governo federal. Entre as principais preocupações estão os juros, impostos, geração de empregos e condições para ampliar a produção.

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Reeleito para comandar Mato Grosso por mais quatro anos, Otaviano Pivetta agradeceu a confiança recebida nas urnas e reforçou a responsabilidade para o próximo mandato. “Eu estou sentindo a confiança da população”, afirmou. Segundo ele, o resultado também aumenta o compromisso com o estado: “Aumenta o meu compromisso, aumenta a minha responsabilidade porque o povo de Mato Grosso confiou em mim”.

Já entre os produtores rurais, a preocupação está nas condições para manter a atividade produtiva e movimentar a economia. Adalberto Grando chama atenção para os reflexos das decisões econômicas sobre quem produz e sobre a geração de renda.

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Juros pesam sobre atividade produtiva

Grando também chama atenção para os reflexos da economia nas cidades. Na avaliação dele, o enfraquecimento da atividade aparece no comércio e no mercado imobiliário, com pequenos estabelecimentos fechando e imóveis disponíveis para venda ou locação, o que tem levado a geração de desemprego. Para ele, esses sinais estão relacionados às dificuldades enfrentadas pela economia.

Para o produtor, a economia brasileira precisa voltar a crescer e ter responsabilidade com o déficit e com a trajetória dos juros. Ele considera que o custo do dinheiro interfere diretamente na capacidade de investimento de setores que dependem de crédito.

O produtor também considera que os juros atuais dificultam a atividade de setores que dependem do campo. “Uma economia que nem a nossa, que depende do setor primário, ter juro de 14%, 15% ao ano não se sustenta”, resume Grando ao Canal Rural Mato Grosso.

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Perfil técnico é expectativa

A expectativa também envolve a formação da equipe responsável pela condução da economia. O agricultor Dayan Della Justina Vieira defende que os próximos responsáveis pelas áreas econômicas tenham perfil técnico e credibilidade.

Dayan considera que o período eleitoral foi marcado por promessas e que, a partir de agora, o setor produtivo precisa conhecer quem estará à frente das decisões econômicas. Para ele, a escolha dos integrantes da equipe será um dos pontos importantes para mudar o cenário atual.

“A gente vinha vindo com promessas até o momento, então precisamos realmente que a equipe econômica seja conceituada e tenha credibilidade para a gente mudar o cenário atual”, afirma à reportagem.

O agricultor também diferencia uma equipe técnica de uma condução voltada exclusivamente para interesses políticos. A expectativa é por profissionais especializados nas áreas que irão assumir.

“Precisa realmente de uma equipe técnica, especializada, voltada à pasta que ela vai assumir, para melhorar esse cenário econômico”, acrescenta.

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Com o governo de Mato Grosso e as duas vagas ao Senado já definidas no primeiro turno, a disputa presidencial segue para a segunda etapa. Entre as preocupações apresentadas pelos produtores estão os juros, a condução da economia e a formação da equipe responsável pelas decisões no próximo governo. Grando resume a expectativa em condições para ampliar a atividade e gerar renda: “A gente tem que colocar um governo lá que dê a oportunidade para a gente produzir mais, ganhar mais, gerar mais emprego”.


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