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Brasil produz 67 mil toneladas de mel, exporta 56% e tem EUA como principal destino

A produção brasileira de mel alcançou 67 mil toneladas, em 2024. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), o Brasil ocupa a 7ª colocação no ranking mundial, representando 3% da produção mundial, praticamente empatado com a Argentina (69 mil toneladas).
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Os países sul-americanos ficam atrás apenas dos asiáticos, que têm a China como maior produtora (445 mil toneladas). A saber, a produção mundial de mel gira anualmente na casa de 2.300 mil toneladas.
“Em valor, o mercado totalizou 1 bilhão de reais em 2024. O país conta com mais de 100.000 estabelecimentos apícolas e 2,16 milhões de colmeias”, destacou o secretário executivo da CropLife Brasil, Renato Gomides.
Produção mundial de mel, em 2024 (mil toneladas)
Do montante em 2024, o Brasil exportou 56% de sua produção de mel. Ao analisar os últimos 20 anos, observa-se que o mercado externo tem sido a principal demanda deste item. Os Estados Unidos são o maior destino das exportações brasileiras, atingindo 80% do total, segundo dados da Comex (MDIC).
O mercado norte-americano é deficitário do produto apícola, utilizado para indústria alimentícia e food service, tornando o país importador líquido deste produto. Os dados exibem a dinâmica da atividade produtiva apícola e seu mercado total, que totalizou R$ 1 bilhão em 2024.
Exportação brasileira de mel por país de destino (mil toneladas)
Fonte: Comex. Elaboração: CropLife Brasil
Produção nacional
Metade da produção em território nacional está concentrada em quatro estados: Paraná (9,8 mil toneladas), Piauí (8,6 mil toneladas), Rio Grande do Sul (8,1 mil toneladas) e Minas Gerais (7,3 mil toneladas)
Com relação aos valores de mercado, a predominância ocorre nas regiões Sul (R$ 358 milhões) e Nordeste (R$ 342 milhões).
No Sul, a produção de mel é impulsionada pelas extensas áreas de reflorestamento com pinus e eucalipto, aliadas à profissionalização dos apicultores e à organização cooperativa. No Nordeste, a riqueza da flora da Caatinga, as condições favoráveis do semiárido e a expansão da agricultura familiar fortalecem a atividade.
O Brasil possui mais de 100 mil estabelecimentos com apicultura, segundo o último Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2017.
A região Sul concentra quase 70% dos estabelecimentos brasileiros, puxada pelo estado do Rio Grande do Sul com 37%. Em número de colmeias, o país soma 2,16 milhões, com cerca de 50% (1,04 milhões) estabelecidas na região Sul, sendo 23% só no Rio Grande do Sul.
Os indicadores do atlas da apicultura brasileira integram o Painel de Polinizadores, nova
funcionalidade incorporada à plataforma CropData, que reunirá dados de estabelecimentos com apicultura no país, quantidade de colmeias, produção de mel e comércio do produto.
“Na agricultura moderna, preservar polinizadores deixou de ser apenas uma pauta ambiental: hoje é sinônimo de excelência produtiva, boas práticas agrícolas, segurança alimentar, rastreabilidade e acesso aos mercados globais”, ressalta Gomides.
Comércio exterior
No primeiro quadrimestre de 2026, a importação brasileira de produtos químicos totalizou US$ 3,26 bilhões, retração de US$ 243 milhões (-6,9%), comparado ao mesmo período de ano anterior.
A queda no valor importado foi observada nos três grupos de produtos monitorados pela CropLife Brasil: defensivos químicos formulados (US$ -168 milhões) e, também, em
composição técnica (US$ -49 milhões) e matéria-prima importada (US$ -26 milhões), estes dois últimos utilizados pela indústria de defensivos químicos para formulação local.
Importação indústria de defensivos químicos no 1º quadrimestre, por segmento (US$ milhões CIF)

Fonte: Comexstat. Elaboração: CropLife Brasil
Em volume a retração da importação de defensivos químicos totalizou -7,2% no comparativo de janeiro a abril de 2026 versos 2025. No ano passado, o Brasil importou 420 mil toneladas de defensivos químicos e, neste ano, 390 mil toneladas.
A redução foi de 10 mil toneladas em cada um dos segmentos: matéria prima (-10 mil toneladas), produto técnico (-12 mil toneladas) e produto formulado (-8 mil toneladas).
A China é a principal origem das importações brasileiras de produto técnico e produto formulado. Apesar da retração no volume total importado pelo Brasil no 1º quadrimestre de 2026, houve crescimento da participação do país asiático em ambos os segmentos (+4pp nos produtos formulados e +6pp nos produtos técnicos), reforçando-o como importante parceiro comercial do Brasil.
Do lado das exportações, é observado o consistente crescimento da participação das sementes brasileiras no mercado internacional, desde o início do ano de 2026.
No 1º quadrimestre, houve manutenção do patamar elevado, com as exportações totalizando US$ 83,9 milhões (+US$ 13,6 milhões), avanço de 19,3% comparado ao mesmo período de 2025. O destaque fica para sementes de milho que cresceram US$ 15,7 milhões no período, sendo a Venezuela responsável por 60% desse incremento (+US$ 9,3 milhões).
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Embrapa destaca cultivares, forrageiras e soluções digitais na AgroBrasília 2026

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) concentrou, nos primeiros dias da AgroBrasília 2026, uma agenda técnica com apresentação de cultivares, forrageiras, ferramentas digitais e cooperação internacional. A programação, iniciada na segunda-feira (19), no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, no PAD-DF, incluiu visita de pesquisadores da Etiópia, lançamento de livro sobre transferência de tecnologia e debates sobre pecuária e assistência técnica.
A missão do Ethiopian Institute of Agricultural Research (EIAR) percorreu a vitrine tecnológica da Embrapa com foco em intercâmbio científico e cooperação de longo prazo. A delegação conheceu materiais como a cebola BRS Belatriz, a mandioca de mesa BRS 429, cultivares de feijão, trigo tropical, soja, forrageiras e sistemas de Integração Lavoura-Pecuária.
Na quarta-feira (20), a Embrapa lançou o livro “Transferência de Tecnologia e Inovação da Embrapa: Situação atual, experiências de sucesso e perspectivas”, com casos dos 43 centros de pesquisa da empresa. Segundo os organizadores, a publicação recebeu 160 propostas e foi estruturada em 11 temas ligados à inovação, negócios e difusão tecnológica.
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No debate sobre assistência técnica, a empresa informou a integração de soluções como e-Campo, Ater+Digital, Agritempo e Zarc Plantio Certo à plataforma Meu Imóvel Rural. De acordo com o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI), a ferramenta já avança na conexão com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), permitindo indicar janelas de plantio com base na localização da propriedade. A Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) informou ainda que a plataforma Minha Ater Digital oferece oito trilhas de capacitação, com meta de atender 10 mil extensionistas no Brasil e 1.500 em países africanos.
Na pecuária, a Embrapa Cerrados destacou que o Distrito Federal tem 110 mil hectares de pastagens e que 64 mil hectares apresentam algum nível de degradação. O dado embasou a apresentação de novas forrageiras e consórcios com leguminosas, com foco em elevar produtividade e melhorar o manejo do pasto.
A programação da Embrapa na feira prevê ainda, nesta quinta-feira (21), os lançamentos da cebola BRS Belatriz e da soja convencional BRS 7583. Os temas apresentados até agora indicam prioridade em difusão tecnológica, qualificação da assistência técnica e recuperação produtiva de sistemas agropecuários, embora o efeito dessas iniciativas dependa da adoção das soluções pelos produtores e pelas redes de extensão rural.
Fonte: embrapa.br
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Conab divulga nesta quinta-feira o 2º levantamento da safra de café 2026

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que divulgará nesta quinta-feira (21) o 2º Levantamento da Safra de Café 2026. A apresentação está marcada para 9h, com transmissão ao vivo pelo canal da companhia no YouTube. Segundo o aviso de pauta publicado nesta quarta-feira (20), o material reunirá informações sobre produção, produtividade e área plantada da cultura no país.
O levantamento da Conab é uma das referências oficiais para o acompanhamento da cafeicultura brasileira. Os dados costumam ser observados por produtores, cooperativas, exportadores, indústrias e agentes de mercado, já que ajudam a dimensionar o tamanho da oferta da safra e o comportamento da produção nas principais regiões cafeeiras.
Neste aviso de pauta, a companhia ainda não antecipou números do levantamento. Assim, até a publicação do boletim completo, não há detalhamento oficial sobre volume estimado de produção, rendimento por hectare ou variação da área plantada na safra 2026.
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De acordo com a Conab, o release e o boletim com os principais números serão disponibilizados no portal oficial da estatal após a apresentação. O material também será enviado à imprensa por e-mail. As emissoras de rádio receberão um podcast sobre a safra, que ficará disponível na página do ConabCast.
A divulgação é acompanhada pelo setor porque o café tem peso relevante no agronegócio brasileiro, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Atualizações sobre área, produtividade e produção servem de base para análises de oferta, planejamento comercial e monitoramento das condições da safra. No entanto, eventuais impactos sobre preços, exportações ou abastecimento só poderão ser avaliados com base nos números oficiais que serão apresentados nesta quinta-feira (21).
A transmissão do 2º Levantamento da Safra de Café 2026 está prevista para começar às 9h desta quinta-feira (21). As solicitações de entrevistas, segundo a Conab, poderão ser encaminhadas por e-mail à Gerência de Imprensa. Até a divulgação do boletim, não há base técnica suficiente para detalhar projeções da safra.
Fonte: gov.br
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Agro brasileiro pode ser peça-chave para alimentar população global nas próximas décadas

Com a população mundial projetada para ultrapassar 9 bilhões de pessoas nas próximas décadas, especialistas apontam que o planeta enfrenta um dos maiores desafios da atualidade: garantir alimentos suficientes, acessíveis e produzidos de forma sustentável.
Atualmente, o mundo abriga cerca de 8,2 bilhões de habitantes. Diante do crescimento populacional e do aumento da demanda por alimentos de qualidade, o agronegócio brasileiro surge como peça estratégica para o abastecimento global.
O professor de agronegócio, José Luiz Tejon destaca que o Brasil reúne condições únicas para expandir a produção sem necessidade de novos desmatamentos. O potencial está principalmente na recuperação de áreas degradadas e na adoção de sistemas sustentáveis, como integração lavoura-pecuária-floresta e agricultura regenerativa.
“O Brasil, a médio prazo, é o único país que pode crescer no tamanho, não apenas na área, com os modelos agroambientais, como por exemplo, integração lavoura-pecuária, integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF)”, afirma Tejon.
Segundo ele, o país já ocupa posição de destaque entre as maiores agriculturas do planeta e deve ampliar ainda mais sua relevância nos próximos anos. Diferentemente de outros grandes produtores, como Estados Unidos e China, o Brasil ainda possui áreas aptas à expansão agrícola sustentável.
“A China é a maior agricultura do mundo, ela pode aperfeiçoar, mas não consegue crescer. Os Estados Unidos é a segunda maior agricultura do mundo, pode aperfeiçoar, mas não tem áreas de expansão. Então, as estimativas apontam para que em 2032, o Brasil tenha uma área agrícola superior a dos Estados Unidos”, afirma Tejon.
Qualidade dos alimentos
Além do aumento de volume, outro desafio está relacionado à qualidade dos alimentos. A produção moderna exige atenção à saúde do solo, uso racional da água, bem-estar animal, manejo sustentável e tecnologias de gestão no campo.”Não basta ter volume de alimento, esse alimento tem que ser saudável”, destaca Tejon.
Nesse cenário, a ciência e a inovação aparecem como principais ferramentas para equilibrar produção e preservação ambiental. O avanço tecnológico tem permitido ao agro brasileiro produzir mais por área cultivada, integrar cadeias produtivas e aumentar a eficiência no uso dos recursos naturais.
Entre os diferenciais brasileiros estão práticas como plantio direto na palha, rotação de culturas e sistemas integrados de produção, favorecidos pelas condições climáticas tropicais. Ao contrário de países do Hemisfério Norte, onde o inverno limita a produção agrícola, o Brasil consegue manter cultivos praticamente durante todo o ano.
Por outro lado, o clima tropical também amplia desafios relacionados ao controle de pragas, doenças e plantas daninhas, exigindo constante desenvolvimento tecnológico.
Insegurança alimentar
Outro papel estratégico do agro brasileiro está ligado à exportação de tecnologia tropical. Tejon destaca que o conhecimento desenvolvido no país pode contribuir diretamente para o combate à fome, à pobreza e à insegurança alimentar, principalmente em regiões tropicais do planeta onde a população continua crescendo.
Segundo pesquisadores, a faixa tropical e subtropical do mundo concentra grande parte dos desafios sociais relacionados ao acesso aos alimentos. Por isso, essas regiões precisarão desenvolver modelos de agronegócio sustentáveis e eficientes para atender à demanda crescente por comida.
Desperdício de alimentos
Outro ponto considerado fundamental no combate à fome global é a redução do desperdício de alimentos. De acordo com o professor na Harven Agribusiness School, Vinícius Cabaúva perdas ocorrem em toda a cadeia produtiva, desde a colheita até o consumo final, mas a maior parcela está concentrada no comportamento do consumidor.
Segundo Cabaúva, muitos alimentos acabam descartados apenas por questões estéticas, mesmo mantendo qualidade nutricional e segurança para consumo.
“Eu me lembro das minhas aulas aqui na graduação em que claramente nós avaliávamos as características do produto que às vezes tinha uma parte danificada e que eram exatamente as mesmas características de todos os outros produtos. O nosso consumidor acaba por não comprar, um vegetal, uma hortaliça, enfim, outros tipos de alimentos por conta dessas características”.
A cadeia produtiva também busca alternativas para reaproveitamento de produtos. Algumas redes varejistas já adotam estratégias de reaproveitamento de frutas, legumes e verduras, transformando itens maduros em produtos processados, como alimentos cortados, sucos e bebidas.
Além de reduzir perdas, essas iniciativas ampliam a rentabilidade das empresas e criam novas opções de consumo
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