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5 de julho de 2026

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Brasil produz 67 mil toneladas de mel, exporta 56% e tem EUA como principal destino

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Foto: Divulgação Sebrae/SP

A produção brasileira de mel alcançou 67 mil toneladas, em 2024. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), o Brasil ocupa a 7ª colocação no ranking mundial, representando 3% da produção mundial, praticamente empatado com a Argentina (69 mil toneladas).

Os países sul-americanos ficam atrás apenas dos asiáticos, que têm a China como maior produtora (445 mil toneladas). A saber, a produção mundial de mel gira anualmente na casa de 2.300 mil toneladas.

“Em valor, o mercado totalizou 1 bilhão de reais em 2024. O país conta com mais de 100.000 estabelecimentos apícolas e 2,16 milhões de colmeias”, destacou o secretário executivo da CropLife Brasil, Renato Gomides.

Produção mundial de mel, em 2024 (mil toneladas)

Produção mundial de mel, em 2024 (mil toneladas)
Produção mundial de mel, em 2024 (mil toneladas) Fonte: FAO. Elaboração: CropLife Brasil.

Do montante em 2024, o Brasil exportou 56% de sua produção de mel. Ao analisar os últimos 20 anos, observa-se que o mercado externo tem sido a principal demanda deste item. Os Estados Unidos são o maior destino das exportações brasileiras, atingindo 80% do total, segundo dados da Comex (MDIC).

O mercado norte-americano é deficitário do produto apícola, utilizado para indústria alimentícia e food service, tornando o país importador líquido deste produto. Os dados exibem a dinâmica da atividade produtiva apícola e seu mercado total, que totalizou R$ 1 bilhão em 2024.

Exportação brasileira de mel por país de destino (mil toneladas)

Exportação brasileira de mel por país de destino (mil toneladas)
Exportação brasileira de mel por país de destino (mil toneladas)
Fonte: Comex. Elaboração: CropLife Brasil

Produção nacional

Metade da produção em território nacional está concentrada em quatro estados: Paraná (9,8 mil toneladas), Piauí (8,6 mil toneladas), Rio Grande do Sul (8,1 mil toneladas) e Minas Gerais (7,3 mil toneladas)

Com relação aos valores de mercado, a predominância ocorre nas regiões Sul (R$ 358 milhões) e Nordeste (R$ 342 milhões).

No Sul, a produção de mel é impulsionada pelas extensas áreas de reflorestamento com pinus e eucalipto, aliadas à profissionalização dos apicultores e à organização cooperativa. No Nordeste, a riqueza da flora da Caatinga, as condições favoráveis do semiárido e a expansão da agricultura familiar fortalecem a atividade.

O Brasil possui mais de 100 mil estabelecimentos com apicultura, segundo o último Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2017.

A região Sul concentra quase 70% dos estabelecimentos brasileiros, puxada pelo estado do Rio Grande do Sul com 37%. Em número de colmeias, o país soma 2,16 milhões, com cerca de 50% (1,04 milhões) estabelecidas na região Sul, sendo 23% só no Rio Grande do Sul.

Os indicadores do atlas da apicultura brasileira integram o Painel de Polinizadores, nova
funcionalidade incorporada à plataforma CropData, que reunirá dados de estabelecimentos com apicultura no país, quantidade de colmeias, produção de mel e comércio do produto.

“Na agricultura moderna, preservar polinizadores deixou de ser apenas uma pauta ambiental: hoje é sinônimo de excelência produtiva, boas práticas agrícolas, segurança alimentar, rastreabilidade e acesso aos mercados globais”, ressalta Gomides.

Comércio exterior

No primeiro quadrimestre de 2026, a importação brasileira de produtos químicos totalizou US$ 3,26 bilhões, retração de US$ 243 milhões (-6,9%), comparado ao mesmo período de ano anterior.

A queda no valor importado foi observada nos três grupos de produtos monitorados pela CropLife Brasil: defensivos químicos formulados (US$ -168 milhões) e, também, em
composição técnica (US$ -49 milhões) e matéria-prima importada (US$ -26 milhões), estes dois últimos utilizados pela indústria de defensivos químicos para formulação local.

Importação indústria de defensivos químicos no 1º quadrimestre, por segmento (US$ milhões CIF)

Importação indústria de defensivos químicos no 1º quadrimestre, por segmento (US$ milhões CIF)
Importação indústria de defensivos químicos no 1º quadrimestre, por segmento (US$ milhões CIF)
Fonte: Comexstat. Elaboração: CropLife Brasil

Em volume a retração da importação de defensivos químicos totalizou -7,2% no comparativo de janeiro a abril de 2026 versos 2025. No ano passado, o Brasil importou 420 mil toneladas de defensivos químicos e, neste ano, 390 mil toneladas.

A redução foi de 10 mil toneladas em cada um dos segmentos: matéria prima (-10 mil toneladas), produto técnico (-12 mil toneladas) e produto formulado (-8 mil toneladas).

A China é a principal origem das importações brasileiras de produto técnico e produto formulado. Apesar da retração no volume total importado pelo Brasil no 1º quadrimestre de 2026, houve crescimento da participação do país asiático em ambos os segmentos (+4pp nos produtos formulados e +6pp nos produtos técnicos), reforçando-o como importante parceiro comercial do Brasil.

Do lado das exportações, é observado o consistente crescimento da participação das sementes brasileiras no mercado internacional, desde o início do ano de 2026.

No 1º quadrimestre, houve manutenção do patamar elevado, com as exportações totalizando US$ 83,9 milhões (+US$ 13,6 milhões), avanço de 19,3% comparado ao mesmo período de 2025. O destaque fica para sementes de milho que cresceram US$ 15,7 milhões no período, sendo a Venezuela responsável por 60% desse incremento (+US$ 9,3 milhões).

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Abimaq lança guia gratuito sobre armazenagem diante de déficit no setor; confira

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Foto gerada por IA.

Com estimativa de produção de 353 milhões de toneladas de grãos por ciclo, o Brasil tem capacidade para armazenar 62% desse volume, o que deixa cerca de 135 milhões de toneladas sem estrutura de estocagem.

Diante desse cenário, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) lançou o Guia Prático de Armazenagem Eficiente, disponível gratuitamente.

O material reúne orientações para produtores rurais, gestores e profissionais do agronegócio sobre práticas de armazenagem, com o objetivo de reduzir perdas, melhorar a logística e apoiar o planejamento das operações.

Déficit afeta logística e comercialização

Segundo a Abimaq, o crescimento da produção agrícola tem ampliado o déficit de capacidade estática de armazenagem no país. A limitação da infraestrutura pode aumentar os custos logísticos, elevar as perdas e reduzir as alternativas de comercialização da produção, obrigando produtores a venderem a safra em períodos de maior oferta.

A iniciativa integra uma campanha da entidade voltada à conscientização sobre a importância dos investimentos em armazenagem para o agronegócio.

Tecnologia disponível

A associação informa que a indústria nacional dispõe de tecnologia para ampliar a infraestrutura de armazenagem. A Câmara Setorial de Equipamentos para Armazenagem de Grãos (CSEAG), vinculada à Abimaq, reúne empresas que desenvolvem sistemas e equipamentos destinados a diferentes perfis de produtores e operações agrícolas.

O Guia Prático de Armazenagem Eficiente pode ser acessado gratuitamente mediante o preenchimento de formulário disponível aqui.

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Plano Safra 2026/27: bastidores mostram o desafio de traduzir R$ 610 bilhões ao produtor

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Radar Rural recebe a gerente de conteúdo e produtos digitais do Canal Rural, Laila Muniz. Em discussão, a cobertura do Plano Safra

O anúncio do Plano Safra 2026/27 na última terça-feira (30) colocou mais uma vez o agronegócio no centro das atenções. Somando os recursos destinados à agricultura empresarial e à agricultura familiar, o governo federal anunciou R$ 610 bilhões em crédito para a nova temporada.

Mas, por trás do valor recorde, há um trabalho intenso para transformar uma avalanche de números, regras e mudanças em informações úteis para quem realmente precisa delas: o produtor rural.

Esse foi um dos temas do novo episódio do Radar Rural, que recebeu a gerente de conteúdo e produtos digitais do Canal Rural, Laila Muniz, para falar sobre os bastidores da cobertura do principal anúncio da política agrícola brasileira.

Cobertura começa muito antes do anúncio

Segundo Laila, acompanhar o Plano Safra não significa apenas esperar a divulgação oficial dos números.

A preparação envolve revisitar os dados da safra anterior, analisar o comportamento da contratação de crédito e entender o cenário econômico que antecede o anúncio.

“O cenário econômico baliza as decisões do governo. A gente precisa olhar como foi o desembolso ao longo do ano, como o produtor se comportou, se tomou todo o crédito disponível e quais fatores influenciaram esse movimento.”

Na avaliação dela, juros elevados, aumento do endividamento e preços mais baixos das commodities já indicavam que esta edição teria características diferentes das anteriores.

Além disso, parte do trabalho consiste em traduzir um conteúdo altamente técnico para uma linguagem acessível.

“O produtor acompanha esses temas, mas nosso papel é transformar o economês em informação prática e responder às dúvidas que surgem imediatamente.”

Números chamam atenção

O Plano Safra destinou R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial, com taxas de juros entre 8% e 12,5% ao ano.

Já a agricultura familiar contará com R$ 97,3 bilhões, por meio do Pronaf e de outras linhas de financiamento, com juros variando entre 1% e 7,5% ao ano.

Apesar do volume recorde de recursos, um ponto chamou atenção durante a análise da equipe do Canal Rural: a redução dos valores destinados ao custeio e à comercialização, enquanto as linhas de investimento receberam reforço.

Segundo Laila, esse movimento parece destoar do momento vivido pelo setor.

“O produtor pode adiar a compra de uma máquina, mas não pode deixar de comprar sementes ou insumos. Em um cenário de aperto financeiro, o custeio acaba sendo prioridade.”

Ela explica que a mudança também chamou a atenção de especialistas e de representantes do setor, levando a equipe a aprofundar a análise das novas linhas de investimento incorporadas ao programa.

Cobertura integrada entre TV e digital

Outra mudança destacada foi a integração cada vez maior entre televisão, site e redes sociais.

Além da tradicional transmissão ao vivo do anúncio, a cobertura passou a incluir bastidores, vídeos curtos, respostas rápidas às dúvidas dos produtores e maior interação nas redes sociais.

Segundo Laila, o objetivo é ampliar o alcance do conteúdo sem abrir mão da credibilidade.

“O formato digital exige objetividade. São poucos segundos para prender a atenção das pessoas, mas isso não significa perder qualidade na informação.”

Ela destaca que a missão do Canal Rural é entregar conteúdo rápido, consistente e confiável em um ambiente cada vez mais disputado.

Além dos números

Durante a conversa, a equipe também destacou que o trabalho não termina no dia do anúncio.

A cobertura continua nas semanas seguintes, com análises sobre os impactos das medidas, interpretação das regras e esclarecimento das principais dúvidas dos produtores.

Entre os temas que ainda devem ganhar espaço estão a distribuição dos recursos entre custeio e investimento, o acesso ao crédito por produtores endividados e os desafios enfrentados por mulheres no campo.

Um levantamento citado durante o programa mostra que mulheres administram cerca de 30 milhões de hectares no Brasil, mas ainda encontram mais dificuldades para acessar financiamentos, principalmente por questões relacionadas à titulação das propriedades.

Plano Safra precisa olhar o longo prazo

Outro ponto debatido foi a necessidade de pensar a política agrícola de forma mais estruturada.

Na avaliação dos participantes do Radar Rural, tanto o Plano Safra quanto temas como seguro rural e regularização fundiária exigem planejamento de longo prazo.

“O agro é estratégico para a segurança alimentar. São políticas que deveriam ser tratadas como políticas de Estado, e não apenas como ações anuais.”

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Agro Mato Grosso

Mato Grosso sobe para a 10ª maior economia do Brasil com PIB de R$ 273 bilhões

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Mato Grosso consolidou sua posição entre as maiores economias do país ao alcançar um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 273 bilhões em 2023, último dado consolidado disponível. O resultado representa um salto em relação aos R$ 142,12 bilhões registrados em 2019 e levou o Estado da 13ª para a 10ª colocação no ranking nacional, elevando sua participação na economia brasileira de 1,9% para 2,5%.

O desempenho reflete o crescimento da atividade econômica impulsionado pela expansão do agronegócio, pelo fortalecimento da indústria, pela atração de investimentos e por políticas públicas voltadas à melhoria da infraestrutura, ao incentivo à produção e à geração de empregos.

Em 2023, enquanto o PIB brasileiro cresceu 3,2%, Mato Grosso registrou expansão real de 12,9%, desempenho quase quatro vezes superior à média nacional. O avanço também se refletiu na renda da população, com o Estado passando da sétima para a terceira posição no ranking nacional de PIB per capita.

Segundo o governador Otaviano Pivetta, o resultado é consequência de investimentos voltados à competitividade e ao fortalecimento do ambiente de negócios.

“Os números mostram que Mato Grosso está no caminho certo. Quando o Estado investe em infraestrutura e cria condições para quem quer produzir, a economia responde. Hoje somos a 10ª maior economia do país e seguimos crescendo acima da média nacional. Esse é o resultado de um governo que trabalha para criar oportunidades, e não para atrapalhar quem quer produzir”, afirmou.

Além do crescimento econômico, os programas estaduais de incentivo fiscal também apresentaram resultados positivos. Dados da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) apontam que, em 2025, para cada R$ 1 em renúncia fiscal concedida pelo Estado foram gerados R$ 4,66 em investimentos privados. Ao todo, a renúncia somou R$ 6,4 bilhões, enquanto os investimentos alcançaram R$ 29,8 bilhões.

Os programas Prodeic, Proder e Proalmat foram responsáveis por estimular novos empreendimentos, fortalecer cadeias produtivas e ampliar a geração de empregos. Entre 2024 e 2025, as empresas beneficiadas aumentaram em 10% o número de trabalhadores, passando de 119.540 para 131.375 empregos. Em comparação com 2020, quando empregavam 73.237 pessoas, o crescimento chega a 79%.

De acordo com o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, a reformulação dos incentivos fiscais contribuiu para tornar Mato Grosso mais competitivo.

“Em 2020, os programas de incentivo fiscal foram reformulados para torná-los mais eficientes e alinhados às necessidades do setor produtivo. Essa modernização foi fundamental para criar um ambiente de negócios mais competitivo, atraindo investimentos e gerando um ciclo sustentável de crescimento econômico com emprego e renda em todas as regiões do Estado”, destacou.

O agronegócio segue como principal motor da economia mato-grossense. A produção de soja cresceu de 32,9 milhões para 51,6 milhões de toneladas entre as safras 2018/19 e 2025/26. No mesmo período, a produção de milho avançou de 31,3 milhões para 54,6 milhões de toneladas, enquanto o algodão em pluma passou de 1,8 milhão para 2,7 milhões de toneladas.

A pecuária também mantém posição de destaque, com Mato Grosso liderando o maior rebanho bovino do Brasil desde 2004 e registrando produção anual próxima de 2 milhões de toneladas de carne bovina.

Além das culturas tradicionais, o Estado ampliou a produção de gergelim, que cresceu 465% entre as safras 2018/19 e 2025/26, com aumento de 588% na área plantada. Atualmente, Mato Grosso responde por 73% da produção nacional da cultura, enquanto as exportações do produto aumentaram cerca de 600% entre 2020 e 2025, impulsionadas pela demanda de mercados como China e Índia.

O processo de industrialização também ganhou força nos últimos anos. Mato Grosso se consolidou como o maior produtor brasileiro de etanol de milho, respondendo por 62% da produção nacional. Atualmente, o Estado possui 12 usinas em operação e outras 13 em construção ou anunciadas. A expectativa é de que a produção salte de 6,18 milhões para 15,02 milhões de metros cúbicos até a safra 2033/34.

Para acompanhar essa expansão, o Governo de Mato Grosso investe na ampliação da infraestrutura energética por meio do programa MT Trifásico, que prevê R$ 1,4 bilhão em investimentos até 2030 para implantação de aproximadamente 5 mil quilômetros de novas redes elétricas, fortalecendo o atendimento às indústrias, agroindústrias e empreendimentos produtivos em diversas regiões do Estado.

Fonte: Secom MT

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