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Machadinho sedia abertura da colheita da erva-mate no Rio Grande do Sul

Machadinho, no Nordeste do Rio Grande do Sul, vai sediar na próxima quarta-feira (28) a abertura oficial da colheita da erva-mate no estado e o Fórum da Erva-Mate. A programação será realizada na comunidade de São Caetano, no interior do município, e marca o início simbólico da safra 2026. O encontro também deve reunir representantes da cadeia produtiva, instituições públicas e produtores ligados ao setor ervateiro.
Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS-Ascar), o evento ocorre em um contexto de valorização da erva-mate da Região de Machadinho após a conquista da Indicação Geográfica (IG). De acordo com o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar e coordenador da Câmara Setorial da Erva-Mate, Ilvandro Barreto de Melo, a proposta é destacar a importância econômica, cultural, ambiental e turística da atividade no estado e na região.
A programação do fórum inclui uma palestra técnica sobre o uso de fungos do gênero Trichoderma. Conforme a pesquisadora citada na divulgação do evento, esses microrganismos atuam no controle biológico de doenças, na promoção de crescimento das plantas e na mitigação de estresses ambientais, como altas temperaturas e déficit hídrico. O tema insere a discussão sobre bioinsumos no manejo da cultura, com foco em fertilidade biológica do solo e produtividade.
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O encontro também prevê palestra sobre a trajetória da erva-mate da Região de Machadinho, da ancestralidade até a obtenção da IG, além do lançamento da erva-mate Cambona 4, já com registro da indicação regional. Segundo Ilvandro, este é o segundo produto com a IG Região de Machadinho. O primeiro foi a erva-mate Barbaquá, lançada em 2025 pelo método artesanal.
A solenidade oficial está marcada para as 11h, no salão da comunidade São Caetano. Às 12h, será realizada a poda da erveira, ato simbólico que marca o início da safra 2026 no estado. A abertura é promovida pelos cinco polos ervateiros gaúchos, Emater/RS-Ascar, Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Prefeitura de Machadinho, Associação dos Produtores de Erva-Mate de Machadinho (Apromate), Instituto Brasileiro da Erva-Mate (Ibramate) e Fundomate.
A programação reforça duas frentes da cadeia ervateira gaúcha: a abertura formal da safra e a ampliação do debate técnico sobre manejo, diferenciação de origem e agregação de valor. O material divulgado não informa estimativas de produção, área colhida ou expectativa de mercado para a safra 2026.
Fonte: agricultura.rs.gov.br
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Embrapa destaca cultivares, forrageiras e soluções digitais na AgroBrasília 2026

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) concentrou, nos primeiros dias da AgroBrasília 2026, uma agenda técnica com apresentação de cultivares, forrageiras, ferramentas digitais e cooperação internacional. A programação, iniciada na segunda-feira (19), no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, no PAD-DF, incluiu visita de pesquisadores da Etiópia, lançamento de livro sobre transferência de tecnologia e debates sobre pecuária e assistência técnica.
A missão do Ethiopian Institute of Agricultural Research (EIAR) percorreu a vitrine tecnológica da Embrapa com foco em intercâmbio científico e cooperação de longo prazo. A delegação conheceu materiais como a cebola BRS Belatriz, a mandioca de mesa BRS 429, cultivares de feijão, trigo tropical, soja, forrageiras e sistemas de Integração Lavoura-Pecuária.
Na quarta-feira (20), a Embrapa lançou o livro “Transferência de Tecnologia e Inovação da Embrapa: Situação atual, experiências de sucesso e perspectivas”, com casos dos 43 centros de pesquisa da empresa. Segundo os organizadores, a publicação recebeu 160 propostas e foi estruturada em 11 temas ligados à inovação, negócios e difusão tecnológica.
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No debate sobre assistência técnica, a empresa informou a integração de soluções como e-Campo, Ater+Digital, Agritempo e Zarc Plantio Certo à plataforma Meu Imóvel Rural. De acordo com o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI), a ferramenta já avança na conexão com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), permitindo indicar janelas de plantio com base na localização da propriedade. A Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) informou ainda que a plataforma Minha Ater Digital oferece oito trilhas de capacitação, com meta de atender 10 mil extensionistas no Brasil e 1.500 em países africanos.
Na pecuária, a Embrapa Cerrados destacou que o Distrito Federal tem 110 mil hectares de pastagens e que 64 mil hectares apresentam algum nível de degradação. O dado embasou a apresentação de novas forrageiras e consórcios com leguminosas, com foco em elevar produtividade e melhorar o manejo do pasto.
A programação da Embrapa na feira prevê ainda, nesta quinta-feira (21), os lançamentos da cebola BRS Belatriz e da soja convencional BRS 7583. Os temas apresentados até agora indicam prioridade em difusão tecnológica, qualificação da assistência técnica e recuperação produtiva de sistemas agropecuários, embora o efeito dessas iniciativas dependa da adoção das soluções pelos produtores e pelas redes de extensão rural.
Fonte: embrapa.br
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Conab divulga nesta quinta-feira o 2º levantamento da safra de café 2026

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que divulgará nesta quinta-feira (21) o 2º Levantamento da Safra de Café 2026. A apresentação está marcada para 9h, com transmissão ao vivo pelo canal da companhia no YouTube. Segundo o aviso de pauta publicado nesta quarta-feira (20), o material reunirá informações sobre produção, produtividade e área plantada da cultura no país.
O levantamento da Conab é uma das referências oficiais para o acompanhamento da cafeicultura brasileira. Os dados costumam ser observados por produtores, cooperativas, exportadores, indústrias e agentes de mercado, já que ajudam a dimensionar o tamanho da oferta da safra e o comportamento da produção nas principais regiões cafeeiras.
Neste aviso de pauta, a companhia ainda não antecipou números do levantamento. Assim, até a publicação do boletim completo, não há detalhamento oficial sobre volume estimado de produção, rendimento por hectare ou variação da área plantada na safra 2026.
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De acordo com a Conab, o release e o boletim com os principais números serão disponibilizados no portal oficial da estatal após a apresentação. O material também será enviado à imprensa por e-mail. As emissoras de rádio receberão um podcast sobre a safra, que ficará disponível na página do ConabCast.
A divulgação é acompanhada pelo setor porque o café tem peso relevante no agronegócio brasileiro, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Atualizações sobre área, produtividade e produção servem de base para análises de oferta, planejamento comercial e monitoramento das condições da safra. No entanto, eventuais impactos sobre preços, exportações ou abastecimento só poderão ser avaliados com base nos números oficiais que serão apresentados nesta quinta-feira (21).
A transmissão do 2º Levantamento da Safra de Café 2026 está prevista para começar às 9h desta quinta-feira (21). As solicitações de entrevistas, segundo a Conab, poderão ser encaminhadas por e-mail à Gerência de Imprensa. Até a divulgação do boletim, não há base técnica suficiente para detalhar projeções da safra.
Fonte: gov.br
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Agro brasileiro pode ser peça-chave para alimentar população global nas próximas décadas

Com a população mundial projetada para ultrapassar 9 bilhões de pessoas nas próximas décadas, especialistas apontam que o planeta enfrenta um dos maiores desafios da atualidade: garantir alimentos suficientes, acessíveis e produzidos de forma sustentável.
Atualmente, o mundo abriga cerca de 8,2 bilhões de habitantes. Diante do crescimento populacional e do aumento da demanda por alimentos de qualidade, o agronegócio brasileiro surge como peça estratégica para o abastecimento global.
O professor de agronegócio, José Luiz Tejon destaca que o Brasil reúne condições únicas para expandir a produção sem necessidade de novos desmatamentos. O potencial está principalmente na recuperação de áreas degradadas e na adoção de sistemas sustentáveis, como integração lavoura-pecuária-floresta e agricultura regenerativa.
“O Brasil, a médio prazo, é o único país que pode crescer no tamanho, não apenas na área, com os modelos agroambientais, como por exemplo, integração lavoura-pecuária, integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF)”, afirma Tejon.
Segundo ele, o país já ocupa posição de destaque entre as maiores agriculturas do planeta e deve ampliar ainda mais sua relevância nos próximos anos. Diferentemente de outros grandes produtores, como Estados Unidos e China, o Brasil ainda possui áreas aptas à expansão agrícola sustentável.
“A China é a maior agricultura do mundo, ela pode aperfeiçoar, mas não consegue crescer. Os Estados Unidos é a segunda maior agricultura do mundo, pode aperfeiçoar, mas não tem áreas de expansão. Então, as estimativas apontam para que em 2032, o Brasil tenha uma área agrícola superior a dos Estados Unidos”, afirma Tejon.
Qualidade dos alimentos
Além do aumento de volume, outro desafio está relacionado à qualidade dos alimentos. A produção moderna exige atenção à saúde do solo, uso racional da água, bem-estar animal, manejo sustentável e tecnologias de gestão no campo.”Não basta ter volume de alimento, esse alimento tem que ser saudável”, destaca Tejon.
Nesse cenário, a ciência e a inovação aparecem como principais ferramentas para equilibrar produção e preservação ambiental. O avanço tecnológico tem permitido ao agro brasileiro produzir mais por área cultivada, integrar cadeias produtivas e aumentar a eficiência no uso dos recursos naturais.
Entre os diferenciais brasileiros estão práticas como plantio direto na palha, rotação de culturas e sistemas integrados de produção, favorecidos pelas condições climáticas tropicais. Ao contrário de países do Hemisfério Norte, onde o inverno limita a produção agrícola, o Brasil consegue manter cultivos praticamente durante todo o ano.
Por outro lado, o clima tropical também amplia desafios relacionados ao controle de pragas, doenças e plantas daninhas, exigindo constante desenvolvimento tecnológico.
Insegurança alimentar
Outro papel estratégico do agro brasileiro está ligado à exportação de tecnologia tropical. Tejon destaca que o conhecimento desenvolvido no país pode contribuir diretamente para o combate à fome, à pobreza e à insegurança alimentar, principalmente em regiões tropicais do planeta onde a população continua crescendo.
Segundo pesquisadores, a faixa tropical e subtropical do mundo concentra grande parte dos desafios sociais relacionados ao acesso aos alimentos. Por isso, essas regiões precisarão desenvolver modelos de agronegócio sustentáveis e eficientes para atender à demanda crescente por comida.
Desperdício de alimentos
Outro ponto considerado fundamental no combate à fome global é a redução do desperdício de alimentos. De acordo com o professor na Harven Agribusiness School, Vinícius Cabaúva perdas ocorrem em toda a cadeia produtiva, desde a colheita até o consumo final, mas a maior parcela está concentrada no comportamento do consumidor.
Segundo Cabaúva, muitos alimentos acabam descartados apenas por questões estéticas, mesmo mantendo qualidade nutricional e segurança para consumo.
“Eu me lembro das minhas aulas aqui na graduação em que claramente nós avaliávamos as características do produto que às vezes tinha uma parte danificada e que eram exatamente as mesmas características de todos os outros produtos. O nosso consumidor acaba por não comprar, um vegetal, uma hortaliça, enfim, outros tipos de alimentos por conta dessas características”.
A cadeia produtiva também busca alternativas para reaproveitamento de produtos. Algumas redes varejistas já adotam estratégias de reaproveitamento de frutas, legumes e verduras, transformando itens maduros em produtos processados, como alimentos cortados, sucos e bebidas.
Além de reduzir perdas, essas iniciativas ampliam a rentabilidade das empresas e criam novas opções de consumo
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