Connect with us
14 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Massey Ferguson celebra 65 anos no Brasil com nova geração de máquinas e tecnologias – MAIS SOJA

Published

on


A Massey Ferguson celebra 65 anos de atuação no Brasil em 2026, consolidando uma trajetória marcada pela contribuição direta à transformação e modernização da agricultura nacional. Ao longo dessas mais de seis décadas, a marca acompanhou e impulsionou a evolução do campo, desde a chegada das primeiras tecnologias de mecanização até a atual era digital.

A história da Massey Ferguson no país está diretamente ligada a marcos importantes do agronegócio brasileiro. Ainda antes de instalar sua primeira fábrica no Brasil, em 1961, a marca participou da primeira colheita mecanizada do país, em 1939, abrindo caminho para a modernização das operações agrícolas. Na década de 1960, lançou o MF 50, um dos primeiros tratores produzidos no país, que se tornou símbolo da mecanização no campo.

A empresa esteve presente em momentos decisivos, como o avanço do sistema de plantio direto e a evolução da agricultura de precisão. Na década de 1970, alcançou recordes de produção e consolidou modelos que se tornaram referência entre os produtores. Mais recentemente, passou a integrar soluções digitais e conectadas às operações, ampliando o uso de dados na tomada de decisão no campo.

A Massey Ferguson acumulou mais de 175 anos de experiência global na produção para a indústria agrícola e celebra 65 anos de Brasil este ano. Em sua trajetória, construiu uma relação próxima com o agricultor brasileiro, oferecendo soluções práticas, confiáveis e adaptadas às diferentes realidades do campo. “Celebrar 65 anos no Brasil é enaltecer a evolução da agricultura e o papel do produtor nesse processo. Seguimos desenvolvendo soluções alinhadas às necessidades do campo, com foco em eficiência operacional, simplicidade e sustentabilidade e reforçamos nosso compromisso com o futuro da agricultura, por meio de tecnologias que ampliam a produtividade, reduzem custos e contribuem para um sistema produtivo mais sustentável”, afirma Breno Cavalcanti, diretor de Marketing da Massey Ferguson.

Advertisement

Com mais de 400 lojas distribuídas pela América Latina, das quais mais de 200 no Brasil, a marca conta com uma rede de concessionárias sólida e amplamente consolidada, além de ocupar posição de destaque como exportadora de máquinas agrícolas.

As fábricas na América Latina ficam localizadas no Brasil – em Canoas/RS (tratores), Santa Rosa/RS (colheitadeiras), Ibirubá/RS (plantadeiras e implementos), Mogi das Cruzes/SP (tratores, motores, pulverizadores e laboratório de controle de emissões), sendo em Jundiaí/SP o Centro de Excelência de Transmissões Reman, o AGCO Experience Center e a unidade da AGCO Academy. Na Argentina, General Rodriguez/BUE (tratores, colheitadeiras e motores) e em Haedo, onde está localizado o Centro de Distribuição de Peças. No México, a fábrica de tratores está localizada em Querétaro, na região central do país.

Futuro do agro 

Com foco na próxima etapa da agricultura, a Massey Ferguson apresenta, em 2026, um conjunto de 11 lançamentos que refletem a evolução das operações no campo, cada vez mais orientadas por dados, automação e eficiência no uso de recursos. As novidades reforçam a estratégia da marca de integrar máquinas, tecnologia e serviços em um ecossistema conectado.

Entre os destaques está o trator MF 9S, que representa uma nova geração de máquinas de alta potência no Brasil, com modelos de até 425 cv. Equipado com recursos de automação, como piloto automático e telemetria, o modelo amplia o controle das operações, reduz falhas e contribui para o melhor aproveitamento das janelas de trabalho.

No plantio, a plantadeira Momentum, nas versões de 30 e 40 linhas, integra esse pacote de inovações com tecnologias de distribuição inteligente de peso e controle de insumos, que garantem maior uniformidade na emergência e ganhos reais de produtividade. O equipamento também traz avanços logísticos, permitindo transporte sem desmontagem e reduzindo o tempo de deslocamento entre áreas.

Advertisement

A digitalização do campo é representada pela plataforma digital FarmENGAGE, desenvolvida pela PTx, que permite a gestão integrada da operação agrícola em tempo real, reunindo dados de máquinas de diferentes marcas em um único ambiente. A solução amplia a capacidade de análise do produtor e contribui para decisões mais eficientes ao longo de todo o ciclo produtivo.

Para a colheita, a série MF 9005S traz melhorias voltadas à qualidade do grão e à conservação do solo, com sistemas que garantem melhor fragmentação e distribuição da palha, favorecendo o plantio direto e contribuindo para a manutenção da umidade e da estrutura do solo.

Outro avanço relevante é o motor a etanol, desenvolvido no Brasil, que integra a estratégia de sustentabilidade da marca ao oferecer uma alternativa para redução de custos operacionais e emissões de carbono, além de ampliar a autonomia energética do produtor.

O portfólio de lançamentos inclui ainda a ampliação das linhas de tratores MF 5M e MF 6M, com acesso a tecnologias de agricultura de precisão, e soluções versáteis como o MF 3700, voltado a diferentes perfis de produção. 

Sobre a Massey Ferguson

A Massey Ferguson, marca pertencente ao grupo AGCO, acumulou mais de 175 anos de experiência global na produção para a indústria agrícola. É a maior exportadora de máquinas agrícolas da América Latina e referência no mercado brasileiro há seis décadas. Os tratores, colheitadeiras, plantadeiras, implementos, pulverizadores, enfardadoras e produtos e serviços de agricultura de precisão Massey Ferguson são comercializados para mais de 80 países, principalmente África do Sul, Arábia Saudita, Argélia, Argentina, Bolívia, Chile e Paraguai. As fábricas na América do Sul ficam localizadas no Brasil – em Canoas/RS (tratores), Santa Rosa/RS (colheitadeiras), Ibirubá/RS (plantadeiras e implementos), Mogi das Cruzes/SP (tratores, motores, pulverizadores e laboratório de controle de emissões) e também na Argentina, General Rodriguez/BUE (tratores, colheitadeiras e motores). Possui uma extensa e estabelecida rede de concessionárias no Brasil, com mais de 200 lojas. Mais informações clicando aqui.

Advertisement
Sobre a AGCO

A AGCO (NYSE: AGCO) é líder global em máquinas agrícolas e tecnologias de agricultura de precisão. Guiada por uma estratégia que prioriza o agricultor, a AGCO entrega valor por meio de suas marcas líderes e diferenciadas, como Fendt™, Massey Ferguson™, PTx™ e Valtra™. Seus equipamentos de alto desempenho e soluções inteligentes para o campo — incluindo tecnologias de retrofit independentes de marca e ofertas autônomas — capacitam os produtores a aumentar a produtividade, enquanto alimentam o mundo de forma sustentável. Para mais informações, visite www.agcocorp.com.  

Fonte: Assessoria de imprensa


Continue Reading
Advertisement

Sustentabilidade

Plantio da safra de verão 2026/27 de milho no Centro-Sul do Brasil atinge 19,3% – Safras – MAIS SOJA

Published

on


O plantio de milho da safra de verão 2026/27 no Centro-Sul do Brasil atingia 19,3% da área estimada de 3,561 milhões de hectares até sexta-feira (11), segundo levantamento de Safras & Mercado.

O cultivo de milho chegou a 55,4% da área prevista de 940 mil hectares no Rio Grande do Sul, a 25,2% da área estimada de 597 mil hectares em Santa Catarina e a 29,2% da área prevista de 537 mil hectares no Paraná. Nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás/Distrito Federal, Minas Gerais e Mato Grosso o plantio ainda não teve início.

No mesmo período do ano passado, o plantio estava concluído em 21,6% da área estimada de 3,608 milhões de hectares. Já a média de plantio dos últimos cinco anos é de 12,4% no período.

Fonte: Agência Safras

Advertisement


 

FONTE

Autor:Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

Advertisement
Continue Reading

Sustentabilidade

Tratamento de sementes é ferramenta no manejo da cigarrinha-do-milho – MAIS SOJA

Published

on


A cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) é o principal vetor da transmissão dos enfezamentos para o milho, e, portanto, o controle dessa praga é de suma importância para a manutenção do potencial produtivo da cultura. Sabe-se que dependendo da suscetibilidade do híbrido e período de desenvolvimento do milho em que ocorre a infecção dos enfezamentos, perdas de produtividade de até 70% podem ser observadas (Cota et al., 2021).

A capacidade de transmissão dos enfezamentos está relacionada a quantidade de cigarrinhas infectadas, e não a necessariamente a densidade populacional da praga, o que dificulta a definição de um nível de ação, dada a dificuldade de identificar indivíduos infectados. Nesse contexto, a presença da cigarrinha durante a fase crítica do desenvolvimento do milho justifica o controle da praga, principalmente em áreas com histórico de ocorrência dos enfezamentos, e/ou áreas próximas a outras lavouras de milho mais adiantadas.

O período crítico para o controle da praga varia de VE a V5, podendo se estender a V8 para híbridos mais suscetíveis. Sobretudo, as recomendações de manejo, sugerem que o controle da cigarrinha-do-milho deve ocorrer até os 40 dias após a emergência. Após esse período, não são observadas vantagens em função do controle do vetor (Cota et al., 2021).

Figura 1. Período Crítico de controle da cigarrinha-do-milho.

Considerando a importância do controle da cigarrinha-do-milho nos estádios iniciais de desenvolvimento da cultura, o tratamento de sementes com inseticidas é uma das estratégias que podem integrar o manejo da praga. Essa prática proporciona proteção inicial às plantas, contribuindo para o estabelecimento da lavoura e para a redução dos danos associados à transmissão dos enfezamentos. Além disso, o tratamento de sementes pode ampliar a janela de proteção inicial da cultura, favorecendo o planejamento e o posicionamento das aplicações foliares subsequentes.

Advertisement

O tratamento de sementes deve ser realizado com inseticidas registrados e específicos para essa finalidade. De ação sistêmica, esses produtos são liberados no solo após a semeadura, sendo absorvidos pelas raízes durante o desenvolvimento inicial da planta e posteriormente translocados pelo sistema vascular para diferentes tecidos, incluindo raízes, colmo e folhas, proporcionando proteção inicial contra insetos.

Conforme destacado por Maneira (2021), o tratamento de sementes de milho com inseticidas, especialmente aqueles pertencentes ao grupo dos neonicotinoides, pode contribuir para a proteção inicial da cultura contra a cigarrinha-do-milho, com destaque para a eficiência e o efeito residual do imidacloprido. Entre os principais grupos químicos com produtos registrados no MAPA para o controle de Dalbulus maidis na cultura do milho estão carbamatos, piretróides e neonicotinóides, devendo-se observar, para cada produto, a indicação de cultura, alvo biológico e modalidade de aplicação constante no registro.

Além da escolha de um inseticida eficiente para o tratamento de sementes do milho, é importante considerar que o período de proteção proporcionado por essa modalidade de aplicação é limitado e pode variar conforme o produto, as condições ambientais e a pressão da praga. De modo geral, para fins de manejo, considera-se que o efeito residual dos inseticidas aplicados via tratamento de sementes se estende, em média, por 10 a 15 dias após a emergência da cultura. A partir desse período, aplicações de inseticidas em pós-emergência podem ser necessárias para manter a proteção das plantas, especialmente sob elevada pressão da cigarrinha-do-milho.

Em situações de alta infestação, a rápida capacidade de multiplicação e o curto ciclo de desenvolvimento da cigarrinha-do-milho exigem maior atenção ao monitoramento e ao intervalo entre aplicações. Nesses casos, as pulverizações podem ser realizadas em intervalos de 5 a 7 dias, conforme a ocorrência da praga, a eficiência e o residual do inseticida utilizado e as condições da lavoura. Embora apresente período de proteção limitado, o tratamento de sementes constitui uma importante ferramenta para o manejo inicial da cigarrinha-do-milho, contribuindo para a proteção das plantas nos primeiros estádios de desenvolvimento e para a redução dos riscos associados à transmissão dos enfezamentos.


Veja mais: Redução da produtividade da soja causada pelo milho tiguera



Referências:

COTA, L. V. et al. MANEJO DA CIGARRINHA E ENFEZAMENTOS NA CULTURA DO MKILHO. Embrapa milho e Sorgo, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1130346/manejo-da-cigarrinha-e-enfezamentos-na-cultura-do-milho >, acesso em: 14/09/2026.

Advertisement

MANEIRA, R. FERRAMENTAS PARA O CONTROLE DA CIGARRINHA-DO-MILHO. Informativo Técnico Nortox, 2021. Disponível em :< https://portal-api.nortox.com.br:3000/technical-information/file/25516c6b-edba-47ce-ba1f-4d3d3dcea4e3.pdf >, acesso em: 14/09/2026.

Continue Reading

Sustentabilidade

Desafio CESB: Alta produtividade está associada à alta rentabilidade – MAIS SOJA

Published

on


Por Décio Luiz Gazzoni, membro fundador do CESB e do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e membro fundador do CESB e João Vitor Ganem coordenador técnico do CESB

Desde a safra 2008/09, o CESB já conduziu 18 edições do Desafio de Máxima Produtividade de Soja. Ao longo desse período, diversas informações sobre o sistema de produção utilizado pelos participantes do Desafio foram consolidadas no Banco de Dados do CESB. Entre elas, duas serão analisadas conjuntamente neste artigo: produtividade e rentabilidade.

Inicialmente, é fundamental ressaltar três aspectos:

  1. Todos os registros citados a seguir foram obtidos através de auditorias independentes, com comprovação tanto da produtividade quanto dos custos do sistema de produção. Para todos os cálculos, o valor de venda da saca de soja foi padronizado em R$120,00, para evitar enviesamentos devidos à flutuação da cotação da soja;
  2.  O retorno sobre o investimento (ROI) é calculado abatendo-se da renda bruta o valor investido pelo produtor, sendo o resultado dividido pelo custo (ROI = renda líquida / custo).
  3. Não necessariamente todo o aumento de produtividade assegura um concomitante aumento de rentabilidade. Os casos aqui apresentados são de produtores que observam criteriosamente recomendações técnicas e investem no aprimoramento do seu sistema de produção continuamente. Assim, o ganho de rentabilidade com o aumento da produtividade é consequência de anos de aprendizado, e de aprimoramento do sistema de produção, com foco na tríade produtividade, rentabilidade e sustentabilidade.

Rentabilidade

Examinando a produtividade do campeão nacional de cada edição do Desafio, entre as safras de 2008/09 e 2025/26 – sendo que, nesta última, foi estabelecido o novo recorde nacional de produtividade de soja, de 156,13 sc/ha – houve um crescimento de 87,6%, significando um ganho geométrico anual de 1,04, um excelente índice. Vale destacar que, na safra 2025/26, o campeão nacional produziu 152% acima da média brasileira estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

No mesmo período, os 10 melhores produtores do Desafio apresentaram um crescimento da produtividade de 77,3%, com média geométrica anual de 1,035 na sua produtividade, também um índice excelente. Na última safra, a média desses 10 produtores foi de 138,7 sc/ha, patamar 124% acima da média brasileira (Conab).

Advertisement

Para a análise a seguir, serão usados unicamente os valores obtidos entre as safras de 2021/22 e 2025/26, por serem as mais recentes.

Retorno sobre o investimento (ROI) do produtor, em porcentagem
Classe (sc/ha)< 6061-7576-9091-105106-120> 120
ROI %-1,459,793,7120,1149,7186,1

Observa-se que o único valor de retorno negativo (-1,4%) ocorreu em produtividades inferiores a 60 sc/ha. No período, a produtividade média do Brasil (Conab) foi de 58,5 sc/ha, variando entre 52 e 62 sc/ha entre as safras. Em valores monetários, a maior margem líquida do período foi atingida pelos produtores participantes do Desafio que obtiveram produtividade acima de 120 sc/ha, no valor médio de R$ 9.906,88/ha.

Analisando a rentabilidade de acordo com a produtividade dos campeões nacionais e de grupos de produtores, no mesmo período referido acima (5 safras), temos que:

  • A produtividade média dos campeões nacionais foi de 138,4 sc/ha, com taxa de retorno de 144,5%;
  • A produtividade média dos campeões regionais (incluindo os nacionais) foi de 125,6 sc/ha, com taxa de retorno de 157,1%.

Ao ampliar a análise, incluindo tanto as áreas de sequeiro quanto as irrigadas, observa-se que:

  • Os dez participantes mais bem colocados em cada safra (50 no total) atingiram produtividade média de 126,3 sc/ha, com taxa de retorno de 187,6%;
  • Os 100 participantes com mais alta produtividade em cada safra (total de 500) obtiveram produtividade média de 113 sc/ha, com taxa de retorno de 152,6%;
  • Em relação às demais áreas auditadas (em número de 4.064), a média de produtividade alcançou 87,2 sc/ha, com taxa de retorno de 100%.

Em resumo, como regra geral observa-se que, conforme aumenta a produtividade média dos participantes do Desafio, as taxas de retorno tendem a ser desproporcionalmente mais elevadas, resguardadas algumas exceções pontuais, previsíveis quando se trabalha com muitos participantes.

Destaques regionais

A região Sul, com 1.581 áreas auditadas entre 2021/22 e 2025/26, obteve a maior taxa de retorno (123,5 %), com produtividade média de 91,3 sc/ha. A menor taxa de retorno (78,3 %) foi registrada na região Sudeste, para uma produtividade média de 90 sc/ha.

O agrupamento com maior taxa de retorno (230,5 %) foi verificado entre os dez participantes da região Sul, com mais alta produtividade, alcançando 135,7 sc/ha. A menor taxa entre todos os agrupamentos regionais foi verificada entre os 10% de participantes com mais alta produtividade da região Sudeste (média de 112,7 sc/ha), com taxa de retorno de 112 % sobre o custo de produção.

Advertisement
Relação do total de participantes, dos 10 participantes e dos 10% dos participantes de mais alta produtividade (sc/ha) nos cinco estados mais bem colocados no Desafio (considerando a taxa de retorno do total de participantes), e respectivas taxas de retorno (%) sobre o custo de produção.
 PISCRSMTBA
Participantes (total)69290527407352
Produtividade média participantes (sc/ha)93,997,387,2388,796,3
Taxa de retorno (%)173,3126,8119,0118,5118,0
Produtividade 10 % superior (sc/ha)117,0122,4112,0110,1120,5
Taxa de retorno (%)240,6170,3193,6174,6159,5

Em termos estaduais, os melhores índices de retorno foram obtidos pelos participantes do Piauí, com um ROI médio de 173,3% para os 69 participantes do Desafio, com produtividade média de 93,9 sc/ha. Particularmente, os 10% de participantes (7) desse estado, com mais alta produtividade (117 sc/ha), obtiveram taxa de retorno de 240,6 %.

Por fim, é possível comparar a taxa de retorno do total de produtores auditados pelo CESB nas safras 2021/22 a 2025/26 (produtividade média de 90 sc/ha e retorno de 105,9%) com a média brasileira. Destacam-se aqueles que produziram acima de 105 sc/ha, alcançando taxa de retorno de 159,2%. Em contraste, a média brasileira de produtividade (Conab) foi de 58,5 sc/ha, com taxa de retorno de apenas 36,3%, considerando o custo médio de produção calculado pela CNA.

Contraste área do Desafio x talhão

De acordo com as normas do CESB, a área participante do Desafio deve ter entre 2,5 e 10ha, inserida em um talhão maior, dentro da propriedade. Nesta área do Desafio – como o próprio nome diz! – o produtor e o consultor devem desafiar sua experiência, seus conhecimentos, observar as recomendações técnicas, os exemplos bem-sucedidos, sua intuição e outros critérios, para compor um sistema de produção objetivando aumento de produtividade, com ganho de rentabilidade e mantendo a sustentabilidade do sistema.

Portanto, a primeira comparação que pode ser efetuada é entre a área destinada ao Desafio e o talhão ao qual pertence.

Produtividade e ROI do talhão e da área do Desafio, e ganhos na área do Desafio (2025/26)
CampeãoProdutividade talhão*ROI talhão (%)Produtividade área campeã*ROI área campeã (%)Acréscimo ROI (%)
Nacional117,7173%156,1229%32
Irrigado101,7200%139,0273%37
Sudeste86,4144%122,7204%42
Centro-Oeste86,8184%118,4251%36
Norte103,1196%136,7260%33
Nordeste108,3221%143,8290%31

* Produtividade expressa em sc/ha

Advertisement

Observa-se que, para todos os campeões, tanto a produtividade quanto a rentabilidade foram maiores na área destinada ao Desafio, quando comparadas ao talhão. O acréscimo médio de produtividade foi de 35%, exatamente igual ao ganho médio de rentabilidade (ROI), o qual variou entre 31 e 42%. Comprova-se, uma vez mais, que, para os produtores participantes do Desafio, os ganhos de rentabilidade estão diretamente associados ao incremento da produtividade.

Conclusões

Os participantes do Desafio de Máxima Produtividade de Soja do CESB constituem um grupo de elite, representando, a cada safra, entre 10-15% da área de soja do Brasil, considerando-se a área total de soja cultivada pelos produtores participantes. Sua produtividade média no período 2021/22 a 2025/26 (90 sc/ha) é 53,8 % superior à média brasileira (58,5 sc/ha), estimada pela Conab.

Os resultados expostos no presente artigo mostram com clareza que, conforme aumenta a produtividade do participante, aumenta a sua rentabilidade, inclusive quando a área do Desafio é contrastada com o talhão ao qual pertence, resguardadas algumas exceções pontuais.

Mais do que isso: o acréscimo de custo é inferior ao aumento da margem do produtor e, em decorrência, em altas produtividades, a taxa de retorno é, proporcionalmente, muito maior. Corroborando o exposto, o único retorno negativo foi verificado entre os participantes com produtividade inferior a 60 sc/ha.

Advertisement

Portanto, obter acréscimos de produtividade, de forma sustentável, significa aumentar a própria rentabilidade do agricultor, ao tempo em que confere maior sustentabilidade para o cultivo de soja no Brasil. Que o exemplo dos participantes do Desafio do CESB se propague para os demais produtores de soja do Brasil.

Sobre o CCAS

O Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) é uma organização da Sociedade Civil, criada em 15 de abril de 2011, com domicilio, sede e foro no município de São Paulo (SP), com o objetivo precípuo de discutir temas relacionados à sustentabilidade da agricultura e se posicionar, de maneira clara, sobre o assunto.

O CCAS é uma entidade privada, de natureza associativa, sem fins econômicos, pautando suas ações na imparcialidade, ética e transparência, sempre valorizando o conhecimento científico.

Os associados do CCAS são profissionais de diferentes formações e áreas de atuação, tanto na área pública quanto privada, que comungam o objetivo comum de pugnar pela sustentabilidade da agricultura brasileira. São profissionais que se destacam por suas atividades técnico-científicas e que se dispõem a apresentar fatos, lastreados em verdades científicas, para comprovar a sustentabilidade das atividades agrícolas.

Advertisement

A agricultura, por sua importância fundamental para o país e para cada cidadão, tem sua reputação e imagem em construção, alternando percepções positivas e negativas. É preciso que professores, pesquisadores e especialistas no tema apresentem e discutam suas teses, estudos e opiniões, para melhor informação da sociedade. Não podemos deixar de lembrar que a evolução da civilização só foi possível devido à agricultura. É importante que todo o conhecimento acumulado nas Universidades e Instituições de Pesquisa, assim como a larga experiência dos agricultores, seja colocado à disposição da população, para que a realidade da agricultura, em especial seu caráter de sustentabilidade, transpareça. Mais informações no website: Clique aqui. Acompanhe também o CCAS nas redes sociais: Facebook,: Instagram, LinkedIn.

Fonte: Assessoria de imprensa



 



Advertisement
Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT