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7 de setembro de 2026

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Projeto leva alunos de escola rural para visita técnica à cadeia de exportação de café em Varginha

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Alunos do 1º e do 3º anos do ensino médio da Escola Estadual da Fazenda Bela Vista, localizada na zona rural de Varginha (MG), participaram, nesta quarta-feira (16), de uma visita técnica à unidade Princesa da NKG Stockler. A atividade integra o projeto “Vivenciando a Prática: Café”, conduzido pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), pela NKG Stockler e pela associação De Olho no Material Escolar. O objetivo foi apresentar etapas da cadeia do café ligadas à exportação, além da produção no campo.

Durante a programação, os estudantes acompanharam apresentações sobre a atuação da NKG Stockler no Brasil e no exterior, incluindo operações e fazendas em países como México e Uganda. Também foram abordados temas como sustentabilidade, comercialização, rastreabilidade e certificações adotadas pela empresa.

A agenda incluiu conteúdos sobre o programa NKG Verified, voltado a boas práticas e rastreabilidade, e sobre a atuação técnica da empresa junto aos produtores. No setor de classificação, os alunos conheceram procedimentos de avaliação física e sensorial dos grãos. Em seguida, participaram de degustação de cafés com diferentes perfis de qualidade para observar a relação entre características do fruto e atributos da bebida.

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A iniciativa também apresentou áreas profissionais ligadas ao setor cafeeiro, como jurídico, logística, agronomia, mecânica e rastreabilidade. Segundo as instituições envolvidas, a escolha de uma escola da zona rural buscou ampliar a compreensão de estudantes já vinculados à cafeicultura sobre etapas da cadeia após a porteira. O número de alunos participantes não foi informado no material divulgado.

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Na próxima semana, está prevista uma nova visita à NKG Stockler, encerrando a primeira etapa do projeto. No segundo semestre, será realizado um concurso de redação com o tema “Porque eu quero trabalhar com o café”, com premiação para os três melhores textos e seus professores orientadores.

A proposta do projeto é aproximar estudantes do meio rural de processos técnicos e operacionais da cadeia exportadora do café, incluindo classificação, qualidade, sustentabilidade e rastreabilidade. A próxima fase prevista pelas entidades é a consolidação das atividades educacionais com a etapa de premiação no segundo semestre.

Fonte: cecafe.com.br

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Fertilizante caro cria novo risco para lavouras e crédito rural, diz especialista

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Foto: Pixabay

O preço do enxofre, matéria-prima essencial para a produção de fertilizantes fosfatados, saiu de cerca de US$ 80 por tonelada em 2024 para aproximadamente US$ 1,2 mil no auge da guerra no Irã, alta de quase 1.400%, conforme dados do Sindicato Nacional da Industria de Materias Primas para Fertilizantes (Sinprifert).

O especialista em inteligência geoespacial da plataforma DataSafra, Ricardo Huffel, ressalta que em cenários de crédito com juros altos, escassez ou preços astronômicos de insumos, surge uma “tentação operacional no campo”: a diluição da adubação.

“Na tentativa de cobrir toda a área planejada com um volume menor de fertilizante comprado, aplica-se menos quilos por hectare do que o recomendado. Isso traz um problema técnico e financeiro, visto que a subdosagem compromete diretamente o potencial produtivo da lavoura”, destaca.

Para instituições financeiras, tradings e revendas que financiam a safra, esse cenário se traduz em um aumento silencioso do risco de inadimplência e de quebra de contratos.

Neste sentido, Huffel considera que para proteger as operações sem inviabilizar o financiamento e o resultado, a análise de risco precisa evoluir da checagem financeira para a inteligência agronômica baseada em dados baseado em dois principais conceitos:

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  1. Assertividade na demanda via histórico: validar o tamanho real da propriedade junto ao seu histórico agrícola e climático permite entender a real capacidade e necessidade nutricional daquela área. Isso garante que o crédito concedido para fertilizantes seja dimensionado com precisão, evitando excessos ou escassez.
  2. Monitoramento contínuo da semeadura: o uso do sensoriamento remoto durante o monitoramento da safra torna-se um aliado para auditorias no campo. “Ele permite verificar se a área semeada e a cultura planejada correspondem exatamente ao pacote tecnológico financiado, identificando desvios de conduta, como a diluição de insumos em áreas maiores, antes que reflitam na colheita.”

O especialista destaca que a alta dos insumos é um fator macroeconômico fora do controle do produtor e das instituições, mas a eficiência na concessão de crédito e no acompanhamento do campo é uma escolha estratégica.

“Às vezes, a solução não é liberar mais crédito ou comprar mais insumos por impulso, mas sim garantir que a real necessidade da planta por hectare seja atendida com base em dados precisos do campo”, conclui.

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Fim do vazio sanitário libera plantio de soja em Mato Grosso

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O vazio sanitário da soja terminou neste domingo (6) em Mato Grosso, segundo a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja Mato Grosso). Com o encerramento do período de 90 dias em que é proibido manter plantas vivas de soja no solo, o plantio da safra 2026/27 está liberado no estado.

A medida sanitária é adotada para prevenção da ferrugem asiática. Durante esse intervalo, os produtores ficam impedidos de manter plantas vivas de soja no campo.

Segundo a Aprosoja Mato Grosso, o fim do vazio sanitário permite o início da nova temporada de plantio no estado. A entidade informou, porém, que as decisões neste começo de semeadura dependerão de fatores como a umidade no solo, a qualidade das sementes e a revisão das máquinas.

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Ainda de acordo com a associação, o período de vazio sanitário também é usado pelos produtores para preparar o solo para o cultivo da nova safra. Com essa etapa concluída, a atenção se volta agora para as condições climáticas no momento de entrada das lavouras.

A Aprosoja Mato Grosso destacou que o clima segue no centro do planejamento para o início do plantio, mesmo após o encerramento da restrição sanitária.

Com o término do vazio sanitário em Mato Grosso, a semeadura da soja 2026/27 está autorizada, em um cenário em que clima, umidade do solo, sementes e condições das máquinas seguem como fatores centrais para o início dos trabalhos no campo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Levedura desenvolvida pela Unicamp pode aumentar produção de etanol de milho

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Foto: Leandro Balbino/Canal Rural Mato Grosso

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveram uma levedura geneticamente modificada que pode aumentar a eficiência da produção de etanol de milho. A tecnologia permite aproveitar parte do amido que normalmente não é convertido durante o processo de fermentação, abrindo a possibilidade de produzir mais biocombustível utilizando a mesma quantidade de matéria-prima.

A nova linhagem também pode reduzir a necessidade de adicionar enzimas comerciais durante o processo, diminuindo custos para a indústria. Os resultados foram obtidos em testes de bancada e agora a tecnologia passa por uma etapa de validação em escalas maiores.

O trabalho foi desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Genômica e bioEnergia do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp, sob coordenação do professor Gonçalo Amarante Guimarães Pereira.

A tecnologia foi protegida e licenciada para a Bionfood, empresa-filha da universidade, por meio de estratégia da Agência de Inovação da Unicamp (Inova Unicamp), com interveniência da Fundação de Desenvolvimento da Unicamp (Funcamp).

O desenvolvimento busca solucionar um dos gargalos da produção de etanol a partir do milho. Diferentemente da cana-de-açúcar, o milho tem como principal componente o amido, formado por longas cadeias de moléculas de glicose. A levedura utilizada tradicionalmente na produção de etanol não consegue processar diretamente esse material.

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Por isso, antes da fermentação, o amido precisa ser quebrado em moléculas menores. O processo depende da atuação de duas enzimas: alfa-amilase e glucoamilase.

A alfa-amilase tradicional atua em temperaturas elevadas, geralmente superiores a 90°C, fragmentando o amido em cadeias menores. Já a glucoamilase atua durante a fermentação e completa o processo, transformando essas cadeias em glicose, que posteriormente é fermentada pela levedura.

Um dos problemas é que a alfa-amilase convencional não funciona adequadamente na temperatura da fermentação, que fica próxima dos 30°C. Por isso, precisa ser utilizada anteriormente, em uma etapa separada.

Além do custo adicional, os pesquisadores estimam que aproximadamente 10% do amido não seja completamente quebrado pelo processo convencional e acabe descartado durante a fermentação, reduzindo o rendimento potencial do milho.

Bioinformática ajuda pesquisadores a encontrar nova enzima

Para tentar superar essa limitação, os pesquisadores recorreram à bioinformática e à análise computacional de grandes bancos de dados genômicos.

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A equipe buscou uma alfa-amilase capaz de atuar em temperaturas próximas às encontradas durante a fermentação. Segundo Marcelo Falsarella Carazzolle, um dos pesquisadores responsáveis pela tecnologia, encontrar uma enzima com essa característica foi um dos principais desafios do projeto.

“Foi um esforço grande de procurar, nos milhões de dados públicos de proteínas que existem, de todos os organismos sequenciados, uma alfa-amilase que atua em baixa temperatura. 99,9% das alfa-amilases só funcionam a 80 graus”, explica.

Depois de identificar enzimas consideradas promissoras, os cientistas inseriram os genes correspondentes em uma levedura industrial.

Com a modificação, foi criada uma linhagem capaz de produzir tanto a nova alfa-amilase quanto uma nova glucoamilase.

Nova levedura pode aproveitar amido que hoje é perdido

Nos testes de bancada, os pesquisadores compararam a nova levedura com uma linhagem convencional. Os resultados indicaram que a cepa modificada dispensa completamente a adição externa de glucoamilase.

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A levedura também conseguiu quebrar parte do amido residual que normalmente não é aproveitado no processo tradicional.

Na prática, caso o desempenho seja confirmado em escala industrial, a tecnologia poderá aumentar a quantidade de etanol obtida a partir do mesmo volume de milho e, ao mesmo tempo, reduzir gastos com a compra de enzimas comerciais.

A equipe levou pouco mais de dois anos para realizar o trabalho de identificação das enzimas e desenvolvimento da tecnologia.

Tecnologia entra em fase de validação em maior escala

Apesar dos resultados obtidos em laboratório, o desempenho da nova levedura ainda precisa ser confirmado em condições mais próximas das encontradas nas usinas.

A invenção foi licenciada para a Bionfood, que trabalha na validação da tecnologia em escalas maiores. A parceria também permite aos pesquisadores realizar testes com amido hidrolisado proveniente de processos industriais reais.

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O objetivo é verificar se os ganhos observados nos experimentos de bancada, principalmente a redução da quantidade de amido não aproveitado, se mantêm em escala industrial.

“Essa é uma tecnologia de altíssimo nível científico. É nosso papel transformá-la em um produto comercial relevante, com todo o rigor de validação que a escala industrial exige”, afirma Gleidson Teixeira, cofundador e diretor científico e comercial da BIOINFOOD.

Etanol de milho ganha espaço no Brasil

A tecnologia surge em um momento de expansão da produção brasileira de etanol de milho. Segundo as informações divulgadas pela Unicamp, o combustível produzido a partir do cereal já responde por cerca de 30% da produção nacional de etanol.

Uma das vantagens do milho está na possibilidade de armazenamento. Enquanto a cana-de-açúcar precisa ser processada em até 48 horas depois do corte, o grão pode permanecer armazenado em silos por meses sem perda de qualidade.

A produção também permite o aproveitamento de outros produtos resultantes do processamento do milho, como óleo e ingredientes destinados à alimentação animal.

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“O custo do etanol de milho é muito inferior ao custo do etanol de cana, e muito menos complexo de fazer, porque eles não têm a parte agrícola. Após ser colhido, o milho pode ser armazenado, coisa que não é possível com a cana”, afirma Pereira.

Caso os resultados obtidos em laboratório sejam confirmados nas próximas etapas de validação, a nova levedura poderá se tornar uma alternativa para elevar o aproveitamento da matéria-prima e a eficiência das usinas de etanol de milho.

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