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Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre

O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior. No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. As informações são da governo do estado do Paraná.
Crescimento em comparação a 2025
Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.
Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.
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Soja em grão
Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.
O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.
“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
Farelo de soja
Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional, o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.
Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.
No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas. Houve redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.
Exportação de milho
A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.
Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período deste ano, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.
Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento e 9% nas importações em relação a 2025.
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Conflito no Oriente Médio faz produtor mudar padrão de consumo de fertilizantes

O Brasil anda importando menos fertilizantes, mostra balanço da consultoria StoneX. Ao se considerar as principais matérias-primas adquiridas pelo país, o volume caiu 5% entre janeiro e maio em comparação ao mesmo período de 2025, totalizando 14,6 milhões de toneladas.
De acordo com o analista da empresa Tomás Pernías, essa tendência compradora enfraquecida não se restringe ao mercado brasileiro. “Desde que o conflito no Oriente Médio impulsionou as cotações dos fertilizantes, piorando as relações de troca dos agricultores, a demanda global perdeu tração, e o que se tem observado é um comportamento defensivo, cauteloso e seletivo por parte dos compradores”, observa.
Segundo ele, nem mesmo a desvalorização gradual observada nos preços da ureia tem sido suficiente para estimular o apetite comprador do produtor brasileiro. Desde o pico de preço desse produto, registrado em meados de abril, houve queda de 32% nas cotações do nitrogenado. “Contudo, essa retração, que ultrapassa US$ 250 por tonelada, ainda não destravou as compras no Brasil.”
Pernías destaca que, ao mesmo tempo, nos últimos meses o país importou maiores volumes de sulfato de amônio e de TSP (superfosfato triplo) em relação ao período de janeiro a maio de 2025. O analista pontua que esse movimento sugere que os importadores brasileiros têm buscado alternativas que, a depender das condições, podem oferecer um custo-benefício mais atrativo ou maior facilidade de aquisição.
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O balanço da StoneX mostra, também, que as importações de sulfato de amônio estão mais de 15% acima dos números observados no ano passado, enquanto as compras de TSP estão 47% maiores neste ano.
“De todo modo, a média histórica das importações de fertilizantes pelo Brasil aponta que as compras de nitrogenados costumam ganhar tração a partir de junho e que, com o passar do segundo semestre, as aquisições desse tipo de fertilizante tendem a crescer gradualmente, à medida que os importadores avançam na recomposição de estoques para a safrinha”, sintetiza Pernías.
Produção nacional
Balanço da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) mostra que no acumulado de janeiro a março de 2026, a produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou com redução de 16,2%, com um total de 1,41 milhão de toneladas.
No entanto, a entidade esclarece que, apesar dos reforços junto às empresas, em função de mudanças na estrutura societária ou da retomada de produção em ativos, nem toda produção nacional foi capturada no primeiro trimestre.
A respeito das importações, a Anda indica que o estado de Mato Grosso foi o líder nas compras no primeiro trimestre, com 2,45 milhões de toneladas, seguido por Goiás (1,10 milhão), São Paulo (1,08), Paraná (1,02), Minas Gerais (882 mil), Mato Grosso do Sul (543 mil) e Bahia (541 mil).
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Milho em alta ou baixa? Quatro fatores devem mexer com os preços no curto prazo

O que esperar do mercado do milho nos próximos dias após a Bolsa de Chicago ter fechado em baixa de 6,49% no período? A plataforma de inteligência de mercado da Grão Direto, Grainsights, aponta quatro fatos que devem mexer com os preços. Acompanhe:
- Relatório USDA: novamente, a semana será decisiva para consolidar o tamanho da safrinha brasileira com a divulgação do relatório Wasde, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), na quinta-feira (11). O mercado aguarda revisões na estimativa de produção. “É provável uma semana de grande volatilidade para os contratos futuros negociados na B3 e na CBOT”, destaca.
- Acompanhamento de safra: o avanço da colheita pelo Centro-Sul do Brasil é o principal fundamento baixista no curto prazo. Mato Grosso lidera os trabalhos, enquanto o Paraná começa a acelerar à medida que a umidade do grão permite o trabalho das máquinas. “A entrada progressiva desse novo volume físico no mercado tende a manter os compradores domésticos confortáveis, permitindo que as indústrias operem com compras escalonadas e sem pressa. É esperado que a pressão sazonal de oferta mantenha os preços físicos do cereal testando patamares de suporte entre junho e julho.”
- Condições climáticas: o clima continuará no radar, com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevendo temperaturas acima da média histórica e chuvas irregulares na região central do Brasil ao longo de junho. Enquanto regiões como o norte do Mato Grosso do Sul e o Paraná contam com lavouras em boas condições, estados como Minas Gerais, Goiás e o norte paulista calculam perdas consolidadas decorrentes da estiagem que atingiu o enchimento de grãos. “O estresse térmico em lavouras tardias e a possibilidade de geadas nas áreas mais altas do Sul servem como contrapeso que impede quedas mais fortes na B3”, pontua o Grainsights.
- Macroeconomia e oportunidades: a semana marca a abertura da Copa do Mundo 2026. Enquanto isso, o cenário macroeconômico é pautado pela forte valorização do dólar comercial, impulsionado pelos fortes dados do mercado de trabalho estadunidense (payroll). “Esse avanço cambial amplia a competitividade nominal das exportações de grãos brasileiros, mas ocorre em um ambiente de elevação nas expectativas de juros internos, com o Boletim Focus desta segunda-feira elevando a estimativa da Selic de 2026 para 13,50% ao ano”, mostra a plataforma.
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Vazio sanitário começa hoje em Mato Grosso; por que a medida é tão importante nas lavouras de soja?

O período do vazio sanitário da soja começou nesta segunda-feira (8) em Mato Grosso e segue até 7 de setembro. Durante a vigência da medida, produtores rurais devem eliminar plantas vivas de soja em lavouras, margens de rodovias, áreas de armazenamento e outros locais onde possa ocorrer a germinação espontânea da cultura.
O Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) alerta para a proibição e reforça a necessidade de controle das chamadas plantas voluntárias, também conhecidas como tigueras ou guaxas. Essas plantas surgem após a colheita e podem servir de hospedeiras para o fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática da soja, doença capaz de provocar perdas de até 90% na produção.
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Por que o vazio sanitário é importante?
A ferrugem asiática está entre as doenças mais severas da cultura da soja e representa um dos principais desafios fitossanitários enfrentados pelos produtores. O vazio sanitário tem como objetivo interromper o ciclo de sobrevivência do fungo entre uma safra e outra, reduzindo a pressão da doença no campo e contribuindo para a sustentabilidade da produção agrícola em Mato Grosso.
Para garantir a eficácia da medida, os produtores devem monitorar constantemente suas áreas. A identificação de focos da doença ou de plantas voluntárias exige ação imediata. Segundo o analista técnico de Agricultura da Famato, Alex Rosa, as fiscalizações podem resultar em notificações quando forem encontradas irregularidades relacionadas ao descumprimento das normas.
As regras também se aplicam ao transporte de grãos e sementes de soja. As cargas devem ser acondicionadas adequadamente para evitar derramamentos em rodovias e vias públicas, o que pode favorecer o surgimento de plantas voluntárias.
“O não cumprimento das exigências estabelecidas pode acarretar medidas administrativas, como notificações, eliminação das áreas irregulares, aplicação de multas e outras sanções previstas pela legislação estadual de defesa sanitária vegetal”, explica Alex Rosa.
O calendário fitossanitário da soja em Mato Grosso para a safra 2026/2027 está previsto em Instrução Normativa Conjunta da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT). A norma também estabelece que o plantio da soja poderá ser realizado entre 7 de setembro de 2026 e 7 de janeiro de 2027.
Confira o calendário por estado.
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