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8 de junho de 2026

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Plano Safra deve ser mais robusto e ampliar recursos ao agro, diz ministro da Agricultura

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Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária

O ministro da Agricultura, André de Paula, afirmou que o governo federal trabalha para lançar um Plano Safra 2026/27 mais robusto, com aumento no volume de recursos e foco em atender as demandas do setor produtivo.

Em entrevista ao Canal Rural, durante a feira Brasil na Mesa, na sede da Embrapa Cerrado em Brasilía, ele destacou que a construção do plano envolve diferentes áreas do governo e deve considerar os desafios atuais, como crédito rural e impactos do cenário internacional.

“A determinação é avançar com um plano arrojado, que atenda as expectativas do setor e ajude a mitigar efeitos negativos, como os da guerra e das dificuldades de crédito”, afirmou.

Segundo o ministro, o acesso ao crédito continua sendo um dos principais gargalos para o produtor, especialmente para os pequenos.

Ele ressaltou que o desafio não está apenas no volume de recursos, mas também nas condições de financiamento.

“O ponto central é oferecer crédito com juros que viabilizem a participação do produtor. Esse equilíbrio é essencial”, disse.

Embrapa ganha reforço e amplia investimentos

O ministro também destacou o papel estratégico da Embrapa para o desenvolvimento do agro brasileiro.

Ele afirmou que a estatal foi decisiva para transformar o Brasil de importador de alimentos em protagonista global do setor.

Além disso, citou o aumento dos investimentos em pesquisa, que passaram de R$ 167 milhões para R$ 414 milhões, além da inclusão da empresa no PAC, com previsão de R$ 1 bilhão para manutenção da estrutura.

Outro destaque foi a retomada de concursos públicos após 14 anos, com a contratação de novos profissionais para reforçar a capacidade de pesquisa.

Abertura de mercados e cenário internacional

O ministro avaliou que, apesar do cenário global desafiador, o Brasil tem condições de seguir ampliando sua presença no mercado internacional.

Segundo ele, o governo trabalha para garantir competitividade e reduzir impactos de fatores externos, como conflitos geopolíticos, sobre o agronegócio.

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Vazio sanitário começa hoje em Mato Grosso; por que a medida é tão importante nas lavouras de soja?

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Foto: Divulgação Aiba

O período do vazio sanitário da soja começou nesta segunda-feira (8) em Mato Grosso e segue até 7 de setembro. Durante a vigência da medida, produtores rurais devem eliminar plantas vivas de soja em lavouras, margens de rodovias, áreas de armazenamento e outros locais onde possa ocorrer a germinação espontânea da cultura.

O Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) alerta para a proibição e reforça a necessidade de controle das chamadas plantas voluntárias, também conhecidas como tigueras ou guaxas. Essas plantas surgem após a colheita e podem servir de hospedeiras para o fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática da soja, doença capaz de provocar perdas de até 90% na produção.

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Por que o vazio sanitário é importante?

A ferrugem asiática está entre as doenças mais severas da cultura da soja e representa um dos principais desafios fitossanitários enfrentados pelos produtores. O vazio sanitário tem como objetivo interromper o ciclo de sobrevivência do fungo entre uma safra e outra, reduzindo a pressão da doença no campo e contribuindo para a sustentabilidade da produção agrícola em Mato Grosso.

Para garantir a eficácia da medida, os produtores devem monitorar constantemente suas áreas. A identificação de focos da doença ou de plantas voluntárias exige ação imediata. Segundo o analista técnico de Agricultura da Famato, Alex Rosa, as fiscalizações podem resultar em notificações quando forem encontradas irregularidades relacionadas ao descumprimento das normas.

As regras também se aplicam ao transporte de grãos e sementes de soja. As cargas devem ser acondicionadas adequadamente para evitar derramamentos em rodovias e vias públicas, o que pode favorecer o surgimento de plantas voluntárias.

“O não cumprimento das exigências estabelecidas pode acarretar medidas administrativas, como notificações, eliminação das áreas irregulares, aplicação de multas e outras sanções previstas pela legislação estadual de defesa sanitária vegetal”, explica Alex Rosa.

O calendário fitossanitário da soja em Mato Grosso para a safra 2026/2027 está previsto em Instrução Normativa Conjunta da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT). A norma também estabelece que o plantio da soja poderá ser realizado entre 7 de setembro de 2026 e 7 de janeiro de 2027.

Confira o calendário por estado.

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IBGE agenda divulgação de pesquisas agrícolas e de estoques para esta quinta-feira

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta segunda-feira (8), às 9h, a agenda oficial com compromissos previstos entre os dias 8 e 12 de junho. Para o setor agropecuário, o principal destaque está marcado para esta quinta-feira (11), às 9h, quando o órgão informa que serão publicados o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, a Pesquisa de Estoques e a Pesquisa Mensal de Serviços.

Segundo o IBGE, a agenda semanal reúne reuniões internas e externas, eventos e atividades de diferentes áreas do instituto, incluindo Presidência, diretorias, assessorias, superintendências estaduais e a Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE). Desde 2024, esse calendário é publicado todas as segundas-feiras.

No recorte de interesse do agro, a Diretoria de Pesquisas (DPE) iniciou nesta segunda-feira (8) uma viagem de supervisão técnica das pesquisas agropecuárias a Goiás. De acordo com a programação oficial, a atividade deve se estender ao longo de toda a semana. A agenda divulgada não detalha quais levantamentos serão acompanhados no estado nem informa municípios incluídos na supervisão.

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A publicação prevista para quinta-feira (11) reúne dois indicadores acompanhados de perto pelo setor rural. O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola fornece estimativas sobre culturas agrícolas, área e produção. Já a Pesquisa de Estoques traz informações sobre volumes armazenados, dado relevante para acompanhamento da oferta e da logística. O documento da agenda não antecipa números, recortes regionais ou expectativas para os resultados.

Além das pesquisas ligadas ao campo, o IBGE programou para quarta-feira (10), às 9h, a divulgação da Pesquisa Industrial Mensal: Produção Física – Regional e, às 10h, a Pesquisa Anual da Indústria da Construção 2024. Na sexta-feira (12), às 9h, estão previstas as publicações do Índice Nacional de Preços ao Consumidor, do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo e do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil.

A agenda indica os compromissos oficiais do IBGE para a semana, mas não apresenta resultados antecipados das pesquisas. Para produtores, cooperativas e agentes de mercado, o conteúdo mais relevante será a divulgação dos dados agrícolas e de estoques nesta quinta-feira (11), quando haverá base estatística para avaliação técnica da produção e da disponibilidade de produtos.

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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Cerrado em foco: desafios de solo e estratégias para altas produtividades

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Produzir soja no Cerrado exige atenção crescente ao manejo desde os primeiros momentos da safra. Em um sistema intensivo, que em muitas regiões permite até três cultivos ao longo do ano, doenças de solo, pragas e nematóides representam desafios constantes para a manutenção da produtividade.

Nesse ambiente, o estabelecimento inicial da cultura se tornou uma das etapas mais importantes da produção. Problemas nas fases iniciais podem comprometer o desenvolvimento das plantas e limitar o potencial produtivo antes mesmo do fechamento da lavoura.

Por isso, estratégias adotadas ainda no planejamento da safra ganharam espaço entre os produtores. O tratamento de sementes passou a ser visto não apenas como uma ferramenta de proteção, mas também como um aliado para o desenvolvimento fisiológico das plantas.

De acordo com Felipe Gutheil, gerente de marketing de tratamento de sementes da Basf, a evolução genética das variedades elevou também a necessidade de tecnologias capazes de ajudá-las a expressar todo o potencial produtivo.

Arranque inicial exige proteção

As cultivares atuais carregam características que permitem maiores produtividades, mas exigem um ambiente mais protegido para responder ao investimento realizado pelo produtor.

“O tratamento de sementes ao longo dos anos vem ganhando maior relevância, porque hoje as variedades são mais produtivas, elas têm toda uma tecnologia embutida na semente, consequentemente, aumenta a exigência tecnológica para fazer essa variedade responder”, explica ao Canal Rural Mato Grosso.

Segundo Gutheil, o conceito de tratamento de sementes evoluiu nos últimos anos. Em vez da aplicação isolada de um produto, as recomendações passaram a combinar diferentes tecnologias em uma única receita, buscando proteção e estímulo ao desenvolvimento das plantas.

“Hoje, quando se oferta uma solução em tratamento de sementes, não se oferta um único produto, se oferta uma composição de produtos que formam a receita para proteger como um todo aquela semente. E, também, tratamentos que confiram um efeito fisiológico superior às plantas”.

O especialista frisa que as inovações no segmento têm permitido a construção de receitas mais completas, capazes de atender desafios específicos encontrados nas áreas de produção, especialmente no manejo de doenças e nematóides.

soja tratamento de sementes foto pedro silvestre canal rural mato grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Receitas para reforço no manejo de doenças

Entre as alternativas voltadas para áreas com necessidade de reforço no controle de doenças, Gutheil destaca a receita formada por Standak® Prime Sistiva®. Conforme ele, a solução reúne o Standak® Top, o Votivo® Prime e o Sistiva®, formando uma combinação destinada à proteção das plantas logo no início do ciclo.

“O tratamento de semente vem inovando em receitas que trazem alta performance, seja para o manejo de doenças, seja para o manejo de nematoides”, pontua.

Ao explicar a composição da tecnologia, o gerente ressalta a integração entre diferentes ferramentas de proteção.

“Por exemplo, onde se há necessidade de se fazer um reforço para doenças no tratamento de sementes, a Basf trouxe a receita do Standak® Prime Sistiva®, ou seja, Standak® Prime é a combinação de dois produtos, o Standak® Top com o Votivo® Prime, um nematicida, associado também ao Sistiva®, que você tem toda uma combinação muito potente para proteger contra pragas, o reforço para proteger contra doenças, podridões, associado a um biológico nessa receita”.

Ainda de acordo com o especialista da Basf, a associação entre produtos químicos e biológicos contribui para melhorar o desenvolvimento radicular das plantas, favorecendo a absorção de água e nutrientes.

“Você cria uma sinergia entre químicos e biológicos, trazendo aquele resultado de maior enraizamento, raízes mais sadias, raízes com maior eficácia na absorção de água, nutrientes, consequentemente plantas mais protegidas e mais resilientes, consequentemente plantas mais produtivas”, diz à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.

Estratégias para áreas com alta pressão de nematóides

O manejo de nematoides também exige atenção especial no Cerrado, principalmente em áreas onde a pressão da praga já está consolidada e afeta o desempenho das lavouras.

Nessas situações, Gutheil explica que a Basf desenvolveu uma segunda receita voltada especificamente para ampliar o controle desses organismos. A recomendação reúne o Standak® Prime, formado pela associação entre Standak® Top e Votivo® Prime, com o acréscimo de Ilevo®.

“E aí, se há necessidade de reforçar para o manejo controle de nematoides em área onde há alta pressão de nematóides, a Basf lançou uma segunda receita que é o Standak® Prime, como já mencionado, associação do Standak® Top com o Votivo® Prime, com o acréscimo de Ilevo®, uma carboxamida, um nematicida químico para uso em áreas de alta pressão de nematoide”.

Segundo o gerente, a evolução do tratamento de sementes passa justamente pela capacidade de desenvolver recomendações específicas para diferentes realidades encontradas no campo.

Manejo mais direcionado

A personalização das recomendações é apontada como uma das principais evoluções do tratamento de sementes. Em vez de uma única estratégia para toda a propriedade, as soluções podem ser ajustadas conforme os desafios presentes em cada área de produção.

“Então aqui tem duas receitas customizadas, aplicadas no Cerrado, seja para o reforço de doença, seja para o reforço de nematoide. Então, a importância também de se criar receitas customizadas que atendam a demanda do agricultor”.

Conforme Gutheil, essa adaptação pode ocorrer tanto em nível de fazenda quanto em talhões específicos, permitindo respostas mais alinhadas às necessidades de cada ambiente produtivo. “Isso pode ser para uma fazenda, isso pode ser para um talhão dentro de uma fazenda”.

Para o especialista, a evolução das tecnologias disponíveis tem contribuído para tornar o manejo mais eficiente e previsível ao longo da safra.

“Então o tratamento de sementes ele evolui muito trazendo soluções, ofertas que atendam a necessidade do agricultor, que atendam a demanda daquela variedade escolhida e que mitiguem problemas que possam acontecer. E isso deixa as coisas um pouco menos complexas durante o manejo da cultura como um todo”.


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