Agro Mato Grosso
Ferrugem asiática triplica no Brasil e chega a quase 400 casos; saiba qual estado lidera ocorrências

A ferrugem asiática da soja apresentou um crescimento expressivo na safra 2025/26 em comparação ao ciclo anterior. De acordo com o Consórcio Antiferrugem, já foram registrados 379 casos da doença no país, número que representa aproximadamente o triplo das ocorrências contabilizadas na safra 2024/25.
O estado com maior número de registros é o Paraná, que soma 156 casos até o momento. Somente no município de Palotina foram identificados 10 focos da doença, reforçando a preocupação com a disseminação da ferrugem em regiões produtoras.
Especialistas alertam que decisões de manejo podem ter contribuído para o avanço da doença. Em períodos de clima mais seco, alguns produtores reduzem ou até suspendem aplicações preventivas de fungicidas, acreditando em menor risco de infecção. No entanto, bastam poucos dias de alta umidade para que o fungo se instale rapidamente nas lavouras.
As chuvas durante o inverno favorecem a sobrevivência dos esporos do fungo no ambiente. Além disso, a ampliação da janela de plantio aumenta as chances de ocorrência da doença ao longo da safra.
“A ferrugem asiática é causada por um fungo biotrófico, que depende de tecido vegetal vivo para sobreviver. Por isso, o vazio sanitário, que começa em junho, é uma das principais estratégias de controle. O período busca eliminar plantas vivas de soja no campo, reduzindo o inóculo e atrasando a ocorrência da doença na safra seguinte”, diz Cláudia Godoy, pesquisadora da Embrapa Soja.
Outro ponto de atenção para os produtores é o acompanhamento dos resultados da rede de ensaios de fungicidas, divulgados também no mês de junho. Como o fungo já apresenta resistência a alguns grupos químicos, a escolha correta dos produtos é considerada essencial para manter a eficiência do controle e reduzir perdas na próxima safra.
Agro Mato Grosso
Mato Grosso já vive apagão de biomassa sustentável

Usada em indústrias de diferentes setores, a biomassa é, ao lado da energia elétrica, um insumo vital para a economia de Mato Grosso. A demanda pelo insumo está em alta, fomentada principalmente por agroindústrias e usinas de etanol, cujas caldeiras consomem pequenos pedaços de eucalipto reflorestado. A preferência por essa madeira tem dois motivos: eficiência na queima e ciclo sustentável. Mas o mercado produtor está em alerta.
Hoje, a Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta) calcula que o estado já enfrenta um déficit de biomassa de madeira reflorestada. “Se considerarmos somente o volume de produção de etanol de milho projetado para 2026, teríamos que ter 198 mil hectares (ha) de eucalipto plantado no estado. Porém, a área atual é de 165 mil ha, ou seja: 30 mil ha a menos”, explica o presidente da entidade, Fausto Takizawa.
A previsão para 2030 preocupa mais. Na ponta do lápis, os reflorestadores projetam 436 mil ha somente para atender a demanda das biorrefinarias de milho. “O problema é que a primeira colheita do eucalipto que plantarmos hoje será feita daqui a seis ou sete anos. Esse é o alerta”, contextualiza Takizawa, engenheiro florestal de formação.
A entidade tem conversado com órgãos públicos e o setor produtivo sobre o “apagão” da biomassa de florestas plantadas. Além da busca por fornecedores fora de Mato Grosso, números oficiais mostram um aumento no consumo de biomassa de florestas nativas, resultantes de desmatamento autorizado. Essa prática, no entanto, é vedada pelo Código Florestal Brasileiro para grandes consumidores – caso de indústrias.
“Estamos construindo um ambiente de fomento ao reflorestamento junto à Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec-MT). Por outro lado, é fundamental que os grandes consumidores executem seus Planos de Suprimento Sustentável (PSS), conforme prevê a legislação federal. Somente assim será possível reduzir a dependência da madeira nativa de desmates”, afirmou o presidente da Arefloresta.
Em 2025, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) estimou que foram consumidos 14,16 milhões de metros cúbicos de biomassa no estado. Desse total, 47,5% vieram das florestas plantadas de eucalipto, e 52,5% tiveram outras origens (não identificadas). Em 2022, o eucalipto reflorestado respondeu por 59% da biomassa em Mato Grosso.
Proteção – As florestas plantadas de eucalipto em Mato Grosso exercem um papel ambiental estratégico na descarbonização da economia e na preservação dos ecossistemas. “Ao fornecer recursos de forma planejada, os plantios comerciais de árvores funcionam como um ‘escudo’ para a vegetação nativa. Se o mercado consumidor encontra biomassa de eucalipto, reduz-se a pressão por madeira nativa e, consequentemente, pelo desmatamento. Com isso, a biodiversidade local é protegida”, pontuou o pesquisador Maurel Behling, da Embrapa Agrossilvipastoril.
Arefloresta – Representando produtores que investem em plantios comerciais de árvores em Mato Grosso, a Arefloresta reúne cerca de 30 associados, que respondem por 74.334 hectares de florestas plantadas no estado.
Agro Mato Grosso
Grávida e outras duas pessoas morrem em batida entre carro e moto na MT-240

Após a batida, a moto foi arremessada para fora da pista e ficou presa em uma cerca de arame às margens da rodovia. Já o carro capotou e ficou danificado sobre a pista.
Três pessoas morreram após uma batida entre um carro e uma moto na rodovia MT-240, próximo à entrada do município de Nortelândia, nesse sábado (6). As vítimas foram identificadas como: Ana Caroline Santana de Oliveira, de 28 anos, Maylson dos Santos, de 36 anos e Alan Cristyan Duarte da Silva, de 37 anos.
Segundo a Polícia Militar, Ana Caroline estava grávida. As informações preliminares apontam que o carro atingiu a traseira da motocicleta. Os dois veículos seguiam no sentido Diamantino–Nortelândia.
A moto foi arremessada para fora da pista e ficou presa em uma cerca de arame às margens da rodovia.
Após a batida, o motorista do carro perdeu o controle da direção e o veículo capotou. Durante o capotamento, o condutor foi arremessado para fora do automóvel e também morreu. O carro ficou danificado sobre a pista após o acidente.
As circunstâncias da batida serão investigadas pela Polícia Civil.
Agro Mato Grosso
Acidente entre três veículos deixa 06 mortos e dois feridos na MT-358

Acidente entre três veículos deixa 06 vítimas fatais foi registrado na noite de sexta-feira (5), na rodovia MT-343, entre os municípios de Nova Olímpia e Barra do Bugres. As duas últimas mortes confirmadas foram de Jucineide Maluf e Valentina Ribeiro, 6, que chegaram a ser socorridas, mas não resistiram.
Conforme divulgado, a colisão envolveu 3 veículos, sendo eles, uma caminhonete Chevrolet S10, um Hyundai HB20S e um Volkswagen Gol. O acidente ocorreu por volta das 19h40 e mobilizou equipes de resgate, Polícia Militar, Polícia Civil e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e Corpo de Bombeiros. (video abaixo)
De acordo com informações repassadas pelo motorista da caminhonete, ele seguia no sentido Nova Olímpia–Barra do Bugres quando um Hyundai HB20, que trafegava no sentido contrário, tentou realizar uma ultrapassagem em meio a carretas que seguiam pela rodovia. Durante a manobra, o condutor do HB20 teria percebido a aproximação da caminhonete e tentado retornar à sua faixa, mas acabou atingindo lateralmente a S10.

Após a colisão, o motorista do HB20 perdeu o controle da direção e invadiu a pista contrária, colidindo frontalmente contra um Volkswagen Gol que vinha logo atrás da caminhonete.
Com a violência do impacto, morreram o condutor do HB20, identificado como Vitérico Jabu Maluf, professor da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), e sua esposa, Jucineide Maluf.

Também perderam a vida os ocupantes do Gol, o motorista Sebastião Ribeiro de Oliveira, sua esposa Dayane Ribeiro e os filhos do casal, Emmanuel Pietro, de apenas 4 anos e Valentina Ribeiro, 6.
A outra filha do casal, de 17 anos, foi socorrida e está hospitalizada. Equipes de resgate precisaram realizar a retirada das vítimas que ficaram presas às ferragens. O local foi isolado para os trabalhos da perícia.

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