Sustentabilidade
Colheita da soja chega a 50% da área cultivada no RS – MAIS SOJA

A colheita da soja avançou de forma descontínua e alcança 50% da área cultivada nesta safra 2025/2026, que é de 6.624.988 hectares. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (16/04), a recorrência de precipitações em volumes heterogêneos entre as regiões manteve elevada umidade no solo e nas plantas, restringindo a trafegabilidade e impondo interrupções às operações de colheita. Predominam lavouras em maturação (36%), e 14% ainda se encontram em enchimento de grãos e floração, refletindo a amplitude de épocas de semeadura.
As produtividades da soja apresentam elevada variabilidade, tanto entre regiões quanto dentro de um mesmo município, influenciadas pela irregularidade das chuvas ao longo do ciclo, especialmente durante o período crítico de enchimento de grãos. Em áreas com melhor distribuição hídrica e manejo mais tecnificado, os rendimentos estão adequados. Nas áreas afetadas, as perdas são expressivas, e há registros de produtividade abaixo do custo de produção em algumas lavouras. A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar é de 2.871 kg/ha.
Milho – A colheita de milho evoluiu de forma parcial e se aproxima do final, atingindo a média estadual de 86% da área cultivada, que é de 803.019 hectares. Restam lavouras implantadas no final ou fora da janela preferencial, onde as condições climáticas do período, como a reposição hídrica, têm favorecido a manutenção do potencial produtivo, mesmo que parte das lavouras tenha sido impactada anteriormente por déficit hídrico e temperaturas elevadas durante o período reprodutivo, o que provocou a redução no número de grãos por espiga e da massa de grãos.
De acordo com a Emater/RS-Ascar, a produtividade média estadual do milho nesta safra é de 7.424 kg/há, apesar da variabilidade produtiva observada, e grãos com boa qualidade. Há registros localizados de perdas associadas ao atraso na colheita e à elevada umidade. Em lavouras ainda em desenvolvimento, especialmente safrinha, persistem os riscos fitossanitários, como a ocorrência de pragas, e o potencial comprometimento da qualidade dos grãos em função de eventuais danos em espigas e maior suscetibilidade a patógenos em ambientes úmidos.
Milho silagem – A colheita de milho destinado à silagem alcança 83% de uma área de 345.299 hectares cultivados nesta safra. Houve avanço limitado em função da elevada umidade nas lavouras no período, a qual dificultou tanto a operação de corte quanto o adequado enchimento e compactação dos silos. Nas áreas remanescentes, predominam lavouras em enchimento de grãos, com vegetação adequada. Porém, o porte das plantas está inferior ao desejado devido ao déficit hídrico em fases anteriores. A reposição de umidade do solo tem beneficiado a manutenção da área foliar verde até a base das plantas no momento do corte, o que contribui para a qualidade da silagem e permite ajustes na altura de corte para compensar parcialmente a menor produção de biomassa. A estimativa da Emater/RS-Ascar indica produtividade média de 37.840 kg/ha.
Feijão 1ª safra – A colheita de feijão da 1ª safra está concluída no RS, incluindo a região dos Campos de Cima da Serra, responsável por cerca de 40% da área cultivada. Nessa região, o desempenho produtivo foi impactado por condições climáticas menos favoráveis nos meses de janeiro e fevereiro, período que coincidiu com a fase reprodutiva das lavouras, resultando em redução nos rendimentos. Em alguns municípios, observam-se quedas expressivas de produtividade, que chega em torno de 1.200 kg/ha, o que tende a influenciar negativamente o resultado estadual, atualmente estimado em 1.781 kg/ha pela Emater/RS-Ascar. Nas demais regiões, onde o plantio ocorreu de forma mais antecipada, as lavouras não sofreram impactos significativos e mantiveram o potencial produtivo esperado. A área cultivada com feijão 1ª safra está estimada em 23.029 hectares no Estado.
Feijão 2ª safra – Com uma área projetada pela Emater/RS-Ascar de 11.690 hectares, as lavouras apresentam bom desenvolvimento, sustentado por condições adequadas de umidade do solo, pela ocorrência de precipitações e pela manutenção de temperaturas relativamente elevadas para a época do ano. Esse cenário tem contribuído para a boa evolução fenológica, para elevada carga de vagens, para o ótimo enchimento de grãos e para manutenção do potencial produtivo.
A colheita avançou de forma gradual nas áreas mais adiantadas, enquanto a maior parte das lavouras ainda se concentra nas fases de florescimento e enchimento de grãos. Os resultados iniciais obtidos apontam perspectiva de desempenho satisfatório na safra. A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar é de 1.401 kg/ha.
Arroz – A colheita de arroz avançou, apesar da ocorrência de precipitações frequentes. Houve leve desaceleração das operações de campo em relação ao período anterior em razão da elevada umidade do solo e dos grãos, que reduziu a janela operacional e ocasionou interrupções pontuais na colheita. A área colhida totalizou 74% de uma área de área cultivada de 891.908 hectares, segundo o Instituto Riograndense do Arroz. De maneira geral, os rendimentos estão satisfatórios. Os grãos colhidos apresentam boa qualidade, evidenciada por elevados índices de rendimento de engenho. As lavouras remanescentes se encontram em fase de maturação e maduras para colheita, indicando proximidade do encerramento do ciclo produtivo. A produtividade está projetada pela Emater/RS-Ascar em 8.744 kg/ha.
PASTAGENS E CRIAÇÕES – O período se caracterizou por uma transição no sistema forrageiro, marcada pela perda gradual de qualidade das pastagens de verão e pelo avanço na implantação das espécies hibernais. Ainda que haja oferta de volumoso em diversas regiões, sua qualidade nutricional encontra-se em declínio. As chuvas das últimas semanas têm sido determinantes para a germinação e o estabelecimento inicial das pastagens de inverno, influenciando diretamente o planejamento alimentar dos rebanhos a curto prazo.
BOVINOCULTURA DE CORTE – O cenário da atividade é marcado por estabilidade nas condições corporais e no desempenho dos rebanhos. Ainda há oferta de forragem, embora já em transição. Estão ocorrendo ajustes na alimentação, como aumento do uso de volumosos conservados. O calor e a alta umidade têm imposto desafios ao manejo, e há potencial impacto sobre o desempenho reprodutivo e o bem-estar animal.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, os dias de calor excessivo geraram preocupação entre os pecuaristas quanto a possíveis perdas reprodutivas, especialmente reabsorção embrionária no início da gestação e eventuais abortos por estresse térmico. O estado corporal dos bovinos está adequado, uma vez que ainda não houve restrição alimentar. Na região de Passo Fundo, o estado nutricional e o escore corporal dos animais estão satisfatórios para suas fases. Em propriedades com Integração Lavoura Pecuária (ILP), os lotes têm sido mantidos em áreas de campo nativo. As condições sanitárias estão dentro do esperado.
BOVINOCULTURA DE LEITE – Em parte das regiões, houve redução de produção nos sistemas mais dependentes de pastagens, em função da transição entre ciclos forrageiros e da queda na qualidade do pasto. As condições meteorológicas, especialmente temperaturas elevadas associadas à irregularidade das chuvas, têm intensificado o estresse térmico e impactado o desempenho dos animais. Por essa razão, tem sido intensificado o uso de alimentos conservados e ajustes na dieta. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, em Manoel Viana, os produtores assentados estão investindo na atividade com recursos do Pronaf-A, com vistas à renovação e à melhoria genética do rebanho. Observa-se também elevada demanda por esse recurso em municípios com bacia leiteira desenvolvida e expressivo número de assentados, como Santana do Livramento, Hulha Negra e Candiota.
Na região de Santa Rosa, as chuvas ao longo do período resultaram na formação de barro nas áreas próximas às instalações, exigindo maior cuidado no manejo e na higiene. Além disso, as temperaturas elevadas em alguns períodos do dia geraram desconforto térmico nos animais, que passaram a buscar sombra com maior frequência, reduzindo o tempo de pastejo, o que impactou seu desempenho. Foram realizados ajustes nas dietas, como aumento da oferta de silagem e melhoria na qualidade das rações. Esse cenário tem sido favorecido pela excelente qualidade nutricional da silagem de milho desta safra, que está superior à dos anos anteriores, o que tem permitido reduzir a dependência de concentrados na alimentação dos animais.
Fonte: Emater/RS
Sustentabilidade
‘O desafio desta safra não é apenas colher bem, mas, também, fechar as contas’, aponta vice-presidente da Aprosoja MT

A colheita de soja já chegou a 100% em Mato Grosso, enquanto no Brasil atinge cerca de 85,7% da área, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar do avanço, o cenário da segunda safra acende um alerta, especialmente para o milho, que enfrenta desafios produtivos e financeiros.
O vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier, conversou com o time do Soja Brasil e destacou que houve aumento na área destinada ao milho neste ciclo. “O produtor aumentou a área, hoje são 7,39 milhões de hectares, maior do que no ano passado. Porém, a produção total estimada deve ser menor”, afirmou. A estimativa atual é de 52 milhões de toneladas, abaixo das 55,4 milhões da safra anterior.
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Segundo ele, o atraso no plantio da soja teve impacto direto no desempenho do milho. “Temos um milho no estado em vários estágios fenológicos, com áreas prontas para colher e outras ainda em desenvolvimento. Esse atraso teve um impacto significativo”, explicou. A produtividade média esperada é de 116 sacas por hectare, contra 127 sacas por hectare no ano passado.
O cenário também exige cautela por parte do produtor. “O milho sempre foi uma esperança de rentabilidade a mais, mas esse ano a conta deve apertar”, disse Bier. Entre os principais fatores está o aumento no custo do diesel, que impacta tanto a colheita quanto o transporte. “Tivemos uma elevação significativa do óleo diesel, o que impacta na colheita e também na formação de preços, principalmente no frete, que deve estar mais alto”, completou.
Diante desse contexto, o dirigente reforça que o foco da safra mudou. “O objetivo desta safra não é só colher bem, mas também fechar as contas”, afirmou. Segundo ele, a tendência é de margens reduzidas. “A do milho deve ter margem baixa ou até negativa”, concluiu.
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Sustentabilidade
2 mitos sobre insumos em períodos turbulentos: custos e fertilizantes menos concentrados – MAIS SOJA

A alta nos preços dos insumos agrícolas faz o produtor buscar alternativas. Porém, a revisão dos custos ameaça gerar mitos. Quando adotados como “verdades” e colocados em prática, esses mitos trazem prejuízos ao produtor rural.
Vamos citar 2 mitos nessa postagem. Um deles coloca insumos como culpados da alta dos custos. O outro envolve a troca dos tipos de fertilizantes, sem suporte técnico.
Entenda.
1 – Insumo é o grande vilão dos custos? Mito.
Esta tese ganhou força nos últimos meses, após o conflito na Europa e a crise no Oriente Médio.
A realidade é que os insumos são estratégicos porque impactam positivamente a produtividade na mesma área plantada. No caso específico do calcário, ele corrige a acidez do solo, potencializando a ação dos fertilizantes – que são mais caros.
Reforçando: antes de usar fertilizante, aplique o calcário, porque assim os efeitos nutricionais da adubação serão melhor aproveitados pelo solo. Outro benefício: o calcário melhora o aproveitamento de água no solo, combatendo o estresse hídrico.
Uma dica: ao revisar a planilha de custos da lavoura, avalie itens como o frete, mão-de-obra e óleo diesel usado no maquinário. Porém, não tome decisões sem falar com seu agrônomo.
2 – Outro mito: economia com a simples troca do fertilizante.
O suporte técnico também é importante quando o agricultor resolve trocar a formulação do fertilizante. Esse alerta a gente faz porque o consumo de fertilizantes cresceu em 2025 no Brasil, puxado pelas formulações de menor concentração de nutrientes. Os produtos de alta concentração ficaram mais caros no mercado global.
Porém, a troca sem análise técnica pode gerar deficiência nutricional ou recuo na produtividade, alerta Jairo Hanasiro, engenheiro agrônomo e especialista em fertilidade do solo. Há ainda riscos de maiores gastos com frete, mão de obra e maquinário.
O lado positivo é uma oportunidade de revisão nos custos da adubação e no balanço nutricional.
Agora, a revisão não deve excluir a calagem. “Os corretivos de acidez, como o calcário, melhoram o aproveitamento e a eficiência dos adubos minerais, reduzindo perdas e aumentando a sua disponibilidade para as plantas”, fala Hanasiro.
Fonte: Abracal
Sustentabilidade
Emater/RS: Colheita de arroz evolui com boa produtividade, mesmo com restrições climáticas – MAIS SOJA

A colheita de arroz avançou, apesar da ocorrência de precipitações frequentes. Houve leve desaceleração das operações de campo em relação ao período anterior em razão da elevada umidade do solo e dos grãos, que reduziu a janela operacional e ocasionou interrupções pontuais na colheita. A área colhida totalizou 74% no Estado.
De maneira geral, os rendimentos estão satisfatórios, beneficiados pelas condições predominantemente favoráveis ao longo do ciclo, como a adequada disponibilidade hídrica, embora tenham ocorrido pontualmente amplas variações térmicas nas fases reprodutivas. Os grãos colhidos apresentam boa qualidade, evidenciada por elevados índices de rendimento de engenho. As lavouras remanescentes se encontram predominantemente em fase de maturação e maduras para colheita.
No período, registrou-se, em algumas áreas, ocorrência de acamamento em decorrência de precipitações intensas com ventos, mas sem afetar significativamente a produtividade média. Observa-se tendência de redução de rendimento nas lavouras de implantação mais tardia devido à menor disponibilidade de radiação solar durante o período reprodutivo, o que pode impactar negativamente a formação e o enchimento dos grãos.
A área cultivada é de 891.908 hectares (IRGA). A produtividade está projetada em 8.744
kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a colheita alcança 72% da área cultivada. Em Itaqui, 67% dos 54.226 hectares foram colhidos, com produtividade média de 8.512 kg/ha. Em São Borja, a colheita atinge 60% dos 28.910 hectares, com produtividade de até 9.500 kg/ha, mas há expectativa de redução nas áreas a serem colhidas mais tardiamente.
Em São Gabriel, foram observados casos pontuais de acamamento após as chuvas intensas acompanhadas de vento. Na de Pelotas, a colheita alcançou cerca de 80%, mantendo ritmo intenso, mesmo com a ocorrência de precipitações. Nas áreas remanescentes (20%), as lavouras se encontram maduras e prontas para colheita.
Na de Santa Maria, a colheita alcança 70%. Em São João do Polêsine, cerca de 40% foi colhido, com produtividades consideradas muito satisfatórias. Em Cacequi, a colheita está em fase final, também com bom desempenho produtivo. Foram registrados episódios pontuais de acamamento em função das chuvas do período, mas sem impacto expressivo nos rendimentos.
Na de Santa Rosa, a maior parte da safra já foi colhida, e está em fase de comercialização. A cultura apresentou desempenho satisfatório, e há indicativos de expansão de área no próximo ano em virtude da maior resiliência do arroz diante das recorrentes instabilidades climáticas da região.
Na de Soledade, a colheita atinge cerca de 65% tendo sido temporariamente interrompida no início do período devido às chuvas. As lavouras apresentam bom padrão produtivo e elevada qualidade de grãos. As lavouras remanescentes estão em enchimento de grãos (7%), em maturação (13%), e maduras por colher (15%).
Comercialização (saca de 50 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,27%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 60,21 para
R$ 60,05
Fonte: Emater/RS
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