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17ª edição da Parecis SuperAgro começou nesta semana em Campo Novo do Parecis

A 17ª edição da Parecis SuperAgro começou nesta semana em Campo Novo do Parecis, no noroeste de Mato Grosso, reunindo 180 marcas e apresentando mais de 100 novidades voltadas ao produtor rural.
Considerada uma das principais vitrines de tecnologia agrícola da região, a feira destaca soluções que vão da lavoura ao mercado em um momento em que eficiência e gestão estratégica se tornam ainda mais essenciais dentro e fora da porteira.
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Realizado no Chapadão dos Parecis, uma das regiões mais produtivas do país, o evento reúne lançamentos nacionais em máquinas, insumos, serviços financeiros e ferramentas voltadas ao aumento da produtividade no campo.
Segundo o presidente do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis, Antônio Brólio, o objetivo da feira é levar ao produtor “o que há de melhor em tecnologia no mundo”, além de oferecer oportunidades de negócio e acesso a informações estratégicas para enfrentar os desafios do setor.
Em meio a um cenário de margens apertadas e incertezas no agronegócio, a programação da Parecis SuperAgro também aposta em palestras e debates para orientar os produtores. A proposta é apresentar alternativas para melhorar a rentabilidade e preparar o agricultor para a próxima safra, mesmo diante das dificuldades enfrentadas nos últimos anos.
“O que nós temos melhor em tecnologia do mundo está aqui para apresentar ao agricultor. O expositor vem preparado para tentar fazer negócios com o agricultor da região e com boas negociações, com prazos e aqui dentro mesmo a gente tem instituições financeiras que ajudam nesse caso”, destaca Brólio.
Apesar do momento delicado, o setor produtivo da região mantém o otimismo. Campo Novo do Parecis ocupa posição de destaque no agronegócio nacional, tendo o quarto maior Produto Interno Bruto (PIB) agrícola do país, além de se destacar na pecuária dentro de Mato Grosso.
Expectativa
A expectativa é que entre 8 mil e 10 mil pessoas passem pela feira ao longo da programação, que segue até sexta-feira (17) com intensa movimentação e oportunidades de negócios.
Além de fortalecer a economia regional, a Parecis SuperAgro reforça a importância da inovação e da troca de conhecimento para garantir competitividade ao produtor rural em um cenário cada vez mais exigente.
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Colheita de soja avança com dificuldades e qualidade é afetada no RS, aponta Emater

A colheita de soja no Rio Grande do Sul avançou de forma descontínua e já atinge 50% da área cultivada, conforme relatório semanal da Emater-RS divulgado nesta quinta-feira (16). O avanço ocorreu em curtas janelas de clima favorável, especialmente nos dias 6, 11 e 12 de abril, enquanto a recorrência de chuvas, com volumes irregulares entre regiões, manteve elevada a umidade do solo e das plantas, dificultando a trafegabilidade e interrompendo as operações.
Atualmente, predominam lavouras em maturação (36%), enquanto 14% ainda estão em enchimento de grãos e floração, reflexo da ampla janela de semeadura no estado. Em áreas mais representativas, a Emater aponta perda gradual da qualidade dos grãos, com retenção foliar, presença de grãos verdes e aumento de impurezas, problemas associados à alta umidade no momento da colheita.
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A produtividade apresenta grande variabilidade entre regiões e até dentro de um mesmo município, impactada pela irregularidade das chuvas ao longo do ciclo, especialmente no período crítico de enchimento de grãos. Em áreas com melhor distribuição hídrica e manejo mais tecnificado, os rendimentos seguem adequados, enquanto nas demais as perdas são expressivas, chegando a níveis abaixo do custo de produção em alguns casos.
No aspecto fitossanitário, principalmente nas lavouras tardias implantadas em janeiro, o excesso de umidade prejudicou aplicações de inseticidas e fungicidas, limitando a eficácia dos tratamentos. A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar é de 2.871 kg/ha, com área cultivada de 6.624.988 hectares.
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Agro Mato Grosso
Safra de algodão em Mato Grosso avança e preço sobe 4%

A comercialização da pluma para a safra 2024/25 atingiu 92,10% da produção do ciclo, avanço de 5,04 pontos percentuais ante fevereiro. O preço médio negociado, mês passado, foi de R$ 121,61/@, alta de 4,27% frente ao mês anterior. Para a safra 25/26 foi observado um avanço de 7,03 pontos percentuais, alcançando 65,60% da produção comercializada, a preço médio mensal de R$ 128,54/@, valorização mensal de 5,50%.
O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) também informou que o movimento nas safras foi sustentado pela alta dos contratos na bolsa de Nova Yorque e pelo cenário geopolítico, com o conflito no Oriente Médio elevando o petróleo e favorecendo a competitividade da pluma frente às fibras sintéticas.
Por fim, a dinâmica dos preços será crucial para definir o ritmo dos negócios nos próximos meses, considerando que o cotonicultor tem se planejado cada vez mais diante do estreitamento de suas margens de rentabilidade.
Business
VBP da agropecuária deve atingir R$ 1,385 trilhão este ano, prevê Mapa

O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária neste ano deve atingir R$ 1,385 trilhão, conforme previsão do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O número é superior ao R$ 1,351 trilhão estimados pela pasta no mês passado.
Em relação ao ano anterior, a previsão é de queda de 3,9%. Para 2025, o ministério também revisou sua projeção de R$ 1,410 trilhão para R$ 1,440 trilhão.
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A perspectiva de queda pode ser explicada pelo menor preço esperado para as commodities agrícolas neste ano e pela desaceleração da produtividade das lavouras. As projeções constam de boletim mensal da Secretaria de Política Agrícola do Ministério.
Os dados foram compilados pelo Broadcast Agro, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. O VBP é o faturamento bruto dos estabelecimentos rurais, considerando a produção agrícola e pecuária e a média de preços recebidos pelos produtores rurais de todo o país.
Do total previsto para 2026, R$ 890,03 bilhões devem vir das lavouras, equivalente a 64% do total e recuo estimado de 4,8% ante 2025.
Outros R$ 494,54 bilhões estão relacionados à produção pecuária, correspondente a 36% do total e queda de 2,1% em comparação com o ano passado. Para 2025, o ministério prevê alta de 10,6% no valor bruto da produção da agricultura, para R$ 935,156 bilhões, e alta de 17,6% no faturamento da pecuária, para R$ 505,176 bilhões.
Na agricultura, é esperado crescimento neste ano apenas para o VBP das lavouras de banana, feijão, mandioca e soja.
Entre as principais culturas com participação no VBP, as lavouras de soja devem apresentar faturamento bruto 0,5% maior, para R$ 332,442 bilhões, enquanto o VBP do milho é estimado em R$ 159,394 bilhões, recuo anual de 4,5%. A receita bruta obtida com a produção de trigo deve somar R$ 8,394 bilhões, queda anual de 19,7%.
Para as lavouras de café, a projeção é de VBP de R$ 111,55 bilhões, queda de 3,1% frente a 2025. O faturamento das lavouras de cana-de-açúcar, por sua vez, deve cair 7,2%, estima o ministério, para R$ 108,914 bilhões, enquanto o faturamento bruto das lavouras de laranja deve ceder 36,6%, para R$ 15,491 bilhões. O VBP das lavouras de algodão é estimado em R$ 30,191 bilhões, baixa anual de 15,6%. As previsões apontam ainda para recuo de 52% do VBP do cacau, para R$ 5,570 bilhões.
Já o VBP das lavouras de arroz deve diminuir 31,1%, para um faturamento bruto neste ano estimado em R$ 14,385 bilhões. A receita bruta do cultivo de feijão é projetada em R$ 13,467 bilhões, aumento de 14,2%.
Na pecuária, o maior crescimento deve ser observado na cadeia de bovinos, com aumento estimado de 7,4%, para um VBP projetado em R$ 237,478 bilhões. A produção bovina continua liderando o faturamento bruto da pecuária.
O valor bruto da cadeia de suínos deve recuar 12,8%, para R$ 56,081 bilhões, enquanto o faturamento bruto da produção de frangos é projetado 10% abaixo do ano anterior, para R$ 103,722 bilhões.
A receita bruta obtida com a produção de leite deve cair 5,8%, para R$ 70,501 bilhões. A produção de ovos deve apresentar VBP 9,8% menor, para R$ 26,764 bilhões.
O VBP é projetado mensalmente pelo ministério. O número é calculado pelo cruzamento das informações de produção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e dos preços coletados nas principais fontes oficiais. O estudo da pasta abrange 17 cadeias da agricultura e cinco atividades pecuárias.
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