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Colheita de soja avança com dificuldades e qualidade é afetada no RS, aponta Emater

A colheita de soja no Rio Grande do Sul avançou de forma descontínua e já atinge 50% da área cultivada, conforme relatório semanal da Emater-RS divulgado nesta quinta-feira (16). O avanço ocorreu em curtas janelas de clima favorável, especialmente nos dias 6, 11 e 12 de abril, enquanto a recorrência de chuvas, com volumes irregulares entre regiões, manteve elevada a umidade do solo e das plantas, dificultando a trafegabilidade e interrompendo as operações.
Atualmente, predominam lavouras em maturação (36%), enquanto 14% ainda estão em enchimento de grãos e floração, reflexo da ampla janela de semeadura no estado. Em áreas mais representativas, a Emater aponta perda gradual da qualidade dos grãos, com retenção foliar, presença de grãos verdes e aumento de impurezas, problemas associados à alta umidade no momento da colheita.
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A produtividade apresenta grande variabilidade entre regiões e até dentro de um mesmo município, impactada pela irregularidade das chuvas ao longo do ciclo, especialmente no período crítico de enchimento de grãos. Em áreas com melhor distribuição hídrica e manejo mais tecnificado, os rendimentos seguem adequados, enquanto nas demais as perdas são expressivas, chegando a níveis abaixo do custo de produção em alguns casos.
No aspecto fitossanitário, principalmente nas lavouras tardias implantadas em janeiro, o excesso de umidade prejudicou aplicações de inseticidas e fungicidas, limitando a eficácia dos tratamentos. A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar é de 2.871 kg/ha, com área cultivada de 6.624.988 hectares.
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Calor extremo no mar provoca perdas de até 90% na safra de ostras

O estado de Santa Catarina, responsável por cerca de 97% da produção nacional de moluscos, enfrenta uma crise na ostreicultura. Produtores relatam perdas de até 90% da safra de ostras após a temperatura da água do mar atingir níveis críticos durante o verão, comprometendo a produção, a renda das famílias e o futuro da atividade no estado.
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A produção catarinense de ostras está concentrada principalmente na região da Florianópolis, nas baías Norte e Sul da ilha, movimentando mais de R$ 8 milhões por ano e sustentando centenas de famílias. No entanto, o aumento acentuado da temperatura da água – que chegou a 34°C – provocou alta mortalidade dos animais, especialmente da espécie Crassostrea gigas, cultivada na região e mais adaptada a águas frias.
“Essa espécie não resiste a essa temperatura. Nós tivemos uma mortalidade de 90% das nossas ostras. Todos os produtores tivermos essa mortalidade, alguns um pouquinho mais, 92%, 93%, mas a gente estimou 90% de perda”, destaca o presidente da Federação das Empresas de Aquicultura de Santa Catarina (Feasc), Vinicius Marcus Ramos.
Redução na oferta
Onde antes eram comercializadas cerca de mil dúzias por dia, agora restam apenas pequenas quantidades, insuficientes para manter o ritmo das vendas.
“Estamos sem ostras para comercializar, apenas algumas poucas dúzias que sobreviveram. Então, a gente está trabalhando todos os dias para retirar uma ou outra ostra viva do meio daquela montanheira de conchas para que no final da semana a gente tenha 10 a 20 dúzias para vender, que o normal era ser vendida a 1000 dúzias por dia”, relata Ramos.
Impactos na produção
O engenheiro de aquicultura, Lincoln Venâncio, que trabalha com o pai em uma fazenda com cerca de 30 anos de produção de ostras e mexilhões, relata uma mudança drástica na atividade.
Nos últimos anos, a propriedade produzia cerca de 2 milhões de sementes de ostras, com média anual de até 70 mil dúzias. Agora, porém, a realidade é de forte retração, com perdas severas causadas pelo aumento da temperatura da água.
“Fica difícil conseguir o dinheiro para adquirir novas sementes para o plantio desse ano, para a safra 2026/2027, porque acaba não tendo rendimento. Praticamente, o que teve de venda foi para pagar só a semente do ano passado” relata Venâncio.
Antecipação de linhas de crédito
Para tentar amenizar os impactos, o governo do estado antecipou linhas de crédito para o setor, com condições facilitadas e prazo para pagamento, mas na prática os produtores têm evitado recorrer ao financiamento.
Apesar da antecipação de linhas de crédito pelo governo estadual, muitos produtores evitam assumir financiamentos diante da insegurança sobre a recuperação da atividade.
“As sementes que nós estamos botando agora para acolher na safra 2026/2027 já tão começando a morrer também. O número está chegando a 50% ou mais, alguns produtores já relatam que passou 50%. Não adianta a gente pegar um empréstimo sendo que não vai ter garantia que vai conseguir pagar”, conta Venâncio.
Medidas
Diante do cenário, o governo de Santa Catarina e instituições de pesquisa trabalham em medidas de médio e longo prazo, como a implantação de sistemas de monitoramento da temperatura e da qualidade da água nas áreas de cultivo.
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17ª edição da Parecis SuperAgro começou nesta semana em Campo Novo do Parecis

A 17ª edição da Parecis SuperAgro começou nesta semana em Campo Novo do Parecis, no noroeste de Mato Grosso, reunindo 180 marcas e apresentando mais de 100 novidades voltadas ao produtor rural.
Considerada uma das principais vitrines de tecnologia agrícola da região, a feira destaca soluções que vão da lavoura ao mercado em um momento em que eficiência e gestão estratégica se tornam ainda mais essenciais dentro e fora da porteira.
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Realizado no Chapadão dos Parecis, uma das regiões mais produtivas do país, o evento reúne lançamentos nacionais em máquinas, insumos, serviços financeiros e ferramentas voltadas ao aumento da produtividade no campo.
Segundo o presidente do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis, Antônio Brólio, o objetivo da feira é levar ao produtor “o que há de melhor em tecnologia no mundo”, além de oferecer oportunidades de negócio e acesso a informações estratégicas para enfrentar os desafios do setor.
Em meio a um cenário de margens apertadas e incertezas no agronegócio, a programação da Parecis SuperAgro também aposta em palestras e debates para orientar os produtores. A proposta é apresentar alternativas para melhorar a rentabilidade e preparar o agricultor para a próxima safra, mesmo diante das dificuldades enfrentadas nos últimos anos.
“O que nós temos melhor em tecnologia do mundo está aqui para apresentar ao agricultor. O expositor vem preparado para tentar fazer negócios com o agricultor da região e com boas negociações, com prazos e aqui dentro mesmo a gente tem instituições financeiras que ajudam nesse caso”, destaca Brólio.
Apesar do momento delicado, o setor produtivo da região mantém o otimismo. Campo Novo do Parecis ocupa posição de destaque no agronegócio nacional, tendo o quarto maior Produto Interno Bruto (PIB) agrícola do país, além de se destacar na pecuária dentro de Mato Grosso.
Expectativa
A expectativa é que entre 8 mil e 10 mil pessoas passem pela feira ao longo da programação, que segue até sexta-feira (17) com intensa movimentação e oportunidades de negócios.
Além de fortalecer a economia regional, a Parecis SuperAgro reforça a importância da inovação e da troca de conhecimento para garantir competitividade ao produtor rural em um cenário cada vez mais exigente.
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Agro Mato Grosso
Safra de algodão em Mato Grosso avança e preço sobe 4%

A comercialização da pluma para a safra 2024/25 atingiu 92,10% da produção do ciclo, avanço de 5,04 pontos percentuais ante fevereiro. O preço médio negociado, mês passado, foi de R$ 121,61/@, alta de 4,27% frente ao mês anterior. Para a safra 25/26 foi observado um avanço de 7,03 pontos percentuais, alcançando 65,60% da produção comercializada, a preço médio mensal de R$ 128,54/@, valorização mensal de 5,50%.
O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) também informou que o movimento nas safras foi sustentado pela alta dos contratos na bolsa de Nova Yorque e pelo cenário geopolítico, com o conflito no Oriente Médio elevando o petróleo e favorecendo a competitividade da pluma frente às fibras sintéticas.
Por fim, a dinâmica dos preços será crucial para definir o ritmo dos negócios nos próximos meses, considerando que o cotonicultor tem se planejado cada vez mais diante do estreitamento de suas margens de rentabilidade.
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