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25 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Aprosoja MT e Imea apresentam resultados da safra de soja 2025/26 em Mato Grosso durante coletiva de imprensa – MAIS SOJA

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O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), realizou nesta segunda-feira (06.04) uma coletiva de imprensa para apresentar os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo. O evento ocorreu no auditório do Edifício Cloves Vettorato, em Cuiabá, reunindo imprensa, técnicos e representantes do setor produtivo.

A coletiva marca o encerramento da etapa soja da safra 2025/26 e teve como objetivo apresentar os principais dados do levantamento técnico realizado nas lavouras em todas as regiões do estado, oferecendo um panorama detalhado da produção. Durante os trabalhos, a equipe técnica percorreu mais de 34 mil quilômetros, realizando 998 avaliações em campo ao longo de 71 dias, reunindo informações estratégicas que contribuem para análises mais precisas do cenário produtivo em Mato Grosso.

O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, destacou a importância da parceria entre as instituições e a relevância do projeto para garantir dados confiáveis ao produtor rural e ao mercado.

“Estamos aqui na sede da Aprosoja Mato Grosso junto com a Imea, que fez a apresentação do Imea em Campo, que mostra o trabalho dessa parceria, no qual os técnicos visitam as lavouras em todas as regiões do estado, fazendo levantamento de números mais precisos e apurados da nossa produção. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós produtores e ao mercado, trazendo mais seriedade, mais coerência nesse fornecimento de dados que também interferem diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

De acordo com os dados apresentados, a produtividade média da soja em Mato Grosso passou de 60,45 para 66,03 sacas por hectare, resultando em uma produção estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado na safra 2024/25. O desempenho reforça a capacidade produtiva do estado, mesmo diante de adversidades ao longo da safra. Para o analista do Imea, Henrique Eggers, a safra foi marcada por desafios climáticos que impactaram diretamente a qualidade dos grãos, apesar das boas condições de produção em grande parte do estado.

“Esse ano foi um ano muito desafiador. Nós tivemos bons volumes pluviométricos em relação ao clima, então nós tivemos condições muito boas de produção, tanto é que a nossa produção vai quase atingir o recorde produtivo. Só que nós tivemos alguns desafios em relação à questão dos grãos avariados. Essa chuva foi muito positiva por um lado, mas tivemos regiões em que a falta da chuva no início da safra foi negativa, e também depois na hora da colheita, nós tivemos um volume de chuva excessiva como as regiões, e que também proporcionou uma maior perda de peso de grãos e que consequentemente impossibilita de nós alcançarmos um novo recorde de produtividade”, salientou Henrique.

Durante o projeto, foram avaliados grãos por planta, peso de grãos e plantas por hectare, parâmetros que embasam novas estimativas de produtividade. A região Norte se destacou pelo aumento no número de grãos por planta e maior peso de grãos. A Centro-Sul teve aumento no número de grãos por planta, mas redução no peso. Já o Sudeste apresentou a maior queda no número de grãos por planta e peso abaixo da média estadual. O Nordeste teve aumento no número de plantas por hectare, porém com grãos por planta bem abaixo da média.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, destacou que, mesmo diante das adversidades, o principal ponto da safra foi a resiliência produtiva do estado. “Acho que o principal ponto dessa temporada que nós vimos foi a resiliência produtiva do Estado de Mato Grosso. Então, dados os desafios que nós passamos lá no começo da temporada, com a falta de chuva, desenvolvendo a extraditória, algumas regiões com veranico, ainda assim o Estado conseguiu alcançar altos índices produtivos, alcançando uma produtividade muito parecida com a temporada passada. Acho que o desafio que fica para essa temporada e também repercute ainda para a Safra 26/27 vai ser a rentabilidade. Então, dados os desafios que nós produzimos uma safra com um patamar de dólar muito superior ao que nós estamos comercializando nossa produção nesse momento, e as perspectivas dadas das discussões no Oriente Médio, os conflitos que estão acontecendo no Oriente Médio, trazem uma perspectiva ainda pior para essa composição de custos”, pontuou.

Segundo o superintendente, os números consolidados da safra também evidenciam o crescimento da produção no estado, ainda que em ritmo mais moderado. “Os principais números dessa temporada, acho que o principal número do estado de Mato Grosso deve ter alcançado os 3 milhões de hectares cultivados, então é o marco, o estado de Mato Grosso vem crescendo, acho que é importante também frisar que esse crescimento vem desacelerando nos últimos anos, com muito reflexo da rentabilidade que os produtores têm visto no campo e também a produtividade que alcançou índice muito parecido com a última temporada, então considerando e alcançando por dois anos consecutivos uma produção acima de 50 milhões de toneladas produzidas aqui no estado de Mato Grosso”, finalizou Cleiton Gauer.

Os dados apresentados pelo Imea reforçam o papel estratégico do estado como principal produtor de soja do Brasil e evidenciam a importância do acompanhamento técnico para garantir maior previsibilidade, apoio ao planejamento dos produtores e fortalecer a competitividade do agronegócio mato-grossense.

Fonte: Aprosoja/MT



 

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Sustentabilidade

Bioestimulantes auxiliam no estabelecimento da soja? – MAIS SOJA

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O número de plantas por área constitui um dos principais componentes da produtividade da soja. Nesse contexto, o estabelecimento adequado da lavoura, caracterizado por uma população de plantas compatível com o ambiente e distribuída de forma uniforme, é fundamental para o alcance de elevadas produtividades. Para isso, atributos fisiológicos das sementes, especialmente germinação e vigor, desempenham papel central, uma vez que determinam, em grande parte, a capacidade de estabe0lecimento do estande e a uniformidade inicial da cultura.

Considerando a importância desses atributos, a utilização de sementes com elevados índices de germinação e vigor representa uma das estratégias mais seguras para garantir o adequado estabelecimento da soja. Entretanto, em algumas situações, sementes salvas ou submetidas a períodos prolongados de armazenamento podem apresentar redução da qualidade fisiológica, comprometendo a germinação, a emergência e, consequentemente, a obtenção da população de plantas desejada no campo.

Além da qualidade das sementes, condições climáticas e ambientais adversas exercem forte influência sobre os processos de germinação e emergência das plântulas. Temperaturas inadequadas, excesso ou déficit hídrico, compactação do solo e outras condições desfavoráveis podem reduzir a velocidade e a uniformidade da emergência, resultando em estandes desuniformes e maior dificuldade para alcançar o potencial produtivo da lavoura.

Nesse contexto, o uso de bioinsumos com propriedades bioestimulantes tem ganhado espaço como uma estratégia complementar para favorecer o estabelecimento da cultura, especialmente em ambientes sujeitos a condições adversas. Esses produtos podem atuar sobre processos fisiológicos relacionados à germinação, emergência e desenvolvimento inicial das plantas, contribuindo para maior uniformidade e melhor estabelecimento do estande.

Tradicionalmente, os bioestimulantes são empregados principalmente via aplicação foliar, sobretudo após a ocorrência de estresses ambientais ou climáticos, com o objetivo de estimular a recuperação das plantas e reduzir os impactos negativos dessas condições. Entretanto, pesquisas recentes têm buscado ampliar sua utilização, avaliando a associação de determinados bioestimulantes ao tratamento de sementes e ao processo de estabelecimento inicial da soja. Essa abordagem busca explorar seus potenciais efeitos benéficos desde as primeiras etapas do desenvolvimento da cultura, período determinante para a formação de uma lavoura uniforme e produtiva.

Conforme observado por Elsenbach et al. (2017), o emprego de um bioestimulante composto por cinetina, ácido giberélico e ácido indolbutírico no tratamento de sementes, contribui para o incremento de comprimento da parte aérea de plântulas de soja tratadas com esse bioestimulante, além de contribuir para a melhoria de características fisiológicas das plântulas e sementes.

Resultados em sementes de baixo vigor

Os resultados do uso de substâncias bioestimulantes no tratamento de sementes são ainda superiores em lotes com menor qualidade. Ao avaliar a emergência e o crescimento inicial das plântulas de soja em resposta à aplicação de doses de um biopotencializador (Crop Evo®) a base de extrato de algas e aminoácidos constituído de carbono orgânico total (C), nitrogênio (N), enxofre (S), boro (B), cobalto (Co), ferro (Fe), cobre (Cu), manganês (Mn), molibdênio (Mo) e zinco (Zn), Machado et al. (2026) observaram que, em lotes com baixo vigor (abaixo de 75), a substancia adicionada no tratamento de sementes surtiu efeitos benéficos que contribuíram para um melhor estabelecimento das plantas. Já nos lotes de alto vigor (acima de 90%), esses efeitos não foram expressivos.

De acordo com Machado et al. (2026) a porcentagem de emergência e a velocidade de emergência das plântulas de soja oriundas de sementes de baixo vigor foi influenciada significativamente pelas doses de biopotencializador aplicadas no tratamento das sementes. No entanto, a aplicação de doses de biopotencializador não influenciou significativamente a porcentagem de emergência e a velocidade de emergência das plântulas de soja oriundas de sementes de alto vigor.

Para as sementes de baixo vigor, a máxima porcentagem de emergência (91,2%) e o maior índice de velocidade de emergência das plântulas de soja (14,3 plântulas dia–1) foram obtidos, respectivamente, com a utilização de 11,9 e 11,7 mL kg–1 de biopotencializador no tratamento das sementes (Figuras 1A e 1B). Para as sementes de alto vigor, a porcentagem média de emergência das plântulas de soja foi de 94,4%, ao passo que o valor médio do índice de velocidade de emergência foi de 14,7 plântulas dia–1 (Machado et al., 2026).

Figura 1. Efeito das doses do biopotencializador Crop Evo® aplicadas no tratamento das sementes sobre a porcentagem de emergência (A) e índice de velocidade de emergência (B) das plântulas de soja oriundas de sementes de baixo e alto nível de vigor. DMS: diferença mínima significativa.
Crop Evo® = bioinsumo a base de extrato de algas e aminoácidos constituído de carbono orgânico total, nitrogênio, enxofre, boro, cobalto, ferro, cobre, manganês, molibdênio e zinco.
Fonte: Machado et al. (2026)

Estes resultados reforçam os efeitos benéficos e a aptidão dos bioinsumos bioestimulantes na tratamento de sementes da soja, principalmente sobre a emergência das plântulas de soja oriundas das sementes de baixo vigor, contribuindo para um melhor estabelecimento da soja. Vale destacar que para lotes de alta germinação e vigor, o estudo conduzido por Machado et al. (2026) não encontrou resultados significativos em função da adição de bioestimulantes no tratamento de sementes.

Confira o estudo completo de Machado e colaboradores (2026) clicando aqui!


Veja mais: Uso de Ascophyllum nodosum (L.) em soja



Referências:

ELSENBACH, H. et al. EFEITO DO BIOESTIMULANTE NO DESENVOLVIMENTO DE PLÂNTULAS DE SOJA. Anais do 9º SALÃO INTERNACIONAL DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO – SIEPE, Universidade Federal do Pampa, 2017. Disponível em: < https://guri.unipampa.edu.br/uploads/evt/arq_trabalhos/14414/seer_14414.pdf >, acesso em: 24/08/2026.

MACHADO, A. F. et al. CRESCIMENTO INICIAL DE PLANTAS DE SOJA COM A APLICAÇÃO DE BIOPOTENCIALIZADOR EM SEMENTES DE BAIXO E ALTO VIGOR. Trends in Agricultural and Environmental Sciences, 2026. Disponível em: < https://editorapantanal.com.br/journal/index.php/taes/pt_BR/article/view/40 >, acesso em: 24/08/2026.

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Sustentabilidade

Inspeções de soja para exportação nos EUA sobem 43% na semana, aponta USDA

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O volume de soja inspecionado para exportação nos portos dos Estados Unidos somou 420.895 toneladas na semana encerrada em 20 de agosto, alta de 43% ante a semana anterior. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (24) pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). No mesmo período, as inspeções de milho e trigo recuaram na comparação semanal.

Segundo o USDA, o milho alcançou 1,296 milhão de toneladas inspecionadas para exportação, queda de 33,3% em relação à semana anterior. No trigo, o volume foi de 425.668 toneladas, recuo de 17,2% no mesmo intervalo.

Na comparação com igual semana do ano passado, os embarques de soja avançaram 6,92%, saindo de 393.654 toneladas para 420.895 toneladas. O milho recuou 3,16%, de 1.338.532 toneladas para 1.296.271 toneladas. Já o trigo caiu 59,3%, de 1.047.092 toneladas para 425.668 toneladas.

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No acumulado do ano comercial, o milho registra 82.281.525 toneladas inspecionadas, volume 25,5% superior ao observado em igual período do ciclo anterior, de 65.559.108 toneladas. A soja soma 40.482.275 toneladas, 17,9% abaixo das 49.318.778 toneladas verificadas no ano-safra anterior.

Para o trigo, o acumulado chega a 4.336.899 toneladas, ante 5.866.384 toneladas no ciclo anterior, o que representa retração de 26,1%.

O relatório semanal de inspeção dos embarques considera os volumes de grãos inspecionados no ano-safra iniciado em 1º de junho de 2026 para o trigo e em 1º de setembro de 2025 para milho e soja.

Na semana encerrada em 20 de agosto, o relatório do USDA mostrou avanço nas inspeções de soja para exportação nos Estados Unidos e recuo nos volumes de milho e trigo, enquanto o acumulado do ano comercial segue acima do ciclo anterior para milho e abaixo para soja e trigo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Demanda firme leva Indicadores aos maiores patamares desde abril/23 – MAIS SOJA

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As cotações da soja registraram alta expressiva no mercado brasileiro nos últimos dias, impulsionadas pela maior procura, tanto doméstica quanto externa, e pela retração de vendedores. O movimento levou os Indicadores CEPEA/ESALQ – Paranaguá e CEPEA/ESALQ – Paraná aos maiores patamares nominais diários desde abril de 2023.

De acordo com o Centro de Pesquisas, a demanda externa segue aquecida, sobretudo da China. No mercado doméstico, indústrias brasileiras vêm intensificando as aquisições para recompor e garantir os estoques. Ao mesmo tempo, vendedores estão mais retraídos, o que limita a disponibilidade de lotes no mercado spot.

Pesquisadores do Cepea ressaltam que a cautela dos vendedores está relacionada às incertezas quanto à oferta global da safra 2026/27, especialmente diante dos possíveis impactos do El Niño.

Ainda de acordo com o Cepea, esse cenário também impulsionou os preços externos, reforçando as altas no mercado brasileiro.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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