Sustentabilidade
Milho/Ceema: mesmo com redução da área de milho nos EUA a cotação do milho, em Chicago, para o primeiro mês cotado, recuou nesta semana – MAIS SOJA

A cotação do milho, em Chicago, para o primeiro mês cotado, recuou nesta semana, mesmo com a redução na área a ser semeada nos EUA. O bushel do cereal fechou a quinta-feira (02/04) em US$ 4,52, contra US$ 4,67 uma semana antes. A média de março ficou em US$ 4,52, equivalendo a um aumento de 5,4% sobre a média de fevereiro. Em março do ano passado a média havia sido de US$ 4,54/bushel, o que reforça a estabilidade deste mercado durante os últimos 12 meses.
O relatório de intenção de plantio para os EUA, anunciado dia 31/03, confirmou uma redução na área semeada com o milho. A mesma ficou em recuo de 3%, percentual julgado abaixo das expectativas do mercado. Assim, a área a ser semeada alcançaria 38,6 milhões de hectares no país norte-americano. Já o relatório de estoques trimestrais, na posição 1º de março, indicou um aumento de 11% nos mesmos, na comparação com março do ano anterior. Assim, tais estoques estariam em 229,1 milhões de toneladas naquela data.
Já no Brasil, os preços do cereal cederam um pouco em algumas regiões. No Rio Grande do Sul, as principais praças se mantiveram em R$ 56,00/saco. Por sua vez, no restante do país os valores oscilaram entre R$ 52,00 e R$ 68,00/saco.
O avanço da colheita de verão e o bom andamento do plantio da safrinha pressionam os preços internos do cereal. Aliás, o plantio do restante da safrinha avança mesmo fora da janela ideal do mesmo. Hoje, tal plantio estaria praticamente concluído no Centro-Sul brasileiro. Em termos de todo o Brasil, este plantio atingia a 95,5% na virada do mês (cf. Conab).
Registre-se problemas climáticos importantes no Paraná, os quais estão levando a perdas na safra local do milho safrinha. Em tal contexto, nova estimativa de produção aponta uma safra total brasileira em 135,7 milhões de toneladas (cf. AgRural). Quanto à colheita da safra de verão em todo o país, segundo a Conab, a mesma atingia 45,7% na virada do mês, ficando dentro da média histórica.
Enfim, projeta-se uma exportação de 42 milhões de toneladas pelo Brasil neste ano comercial, número inferior ao esperado devido a forte demanda interna (cf. StoneX).
Fonte: Ceema
Autor: Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ
Professor Titular do PPGDR da UNIJUI, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (PPGDR/FIDENE/UNIJUI)
Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ
Site: CEEMA UNIJUÍ
Sustentabilidade
Vazio sanitário: a prevenção que fortalece a próxima safra – MAIS SOJA

A partir de 03/07, inicia-se o período de vazio sanitário da cultura de soja, que se estende até 30/09 no Rio Grande do Sul. Uma medida nacional que representa uma das principais estratégias de manejo da ferrugem-asiática-da-soja (Phakopsora pachyrhizi).
Durante esses 90 dias, a manutenção de plantas vivas de soja nas áreas agrícolas é proibida com o objetivo de interromper o ciclo da doença, reduzir a quantidade de inóculo disponível no ambiente e contribuir para maior eficácia das medidas de controle.
Neste ano, as condições climáticas favoreceram esse propósito. As sucessivas geadas, registradas em diversas regiões do Estado, eliminaram naturalmente grande parte das plantas voluntárias de soja que emergiram após a colheita, diminuindo significativamente a chamada “ponte verde”. Ainda assim, áreas onde persistem plantas vivas continuam representando risco para a manutenção do patógeno e merecem atenção dos produtores.
É justamente nesses focos remanescentes que se concentra a atenção durante o vazio sanitário. Mesmo em pequena quantidade, essas plantas podem servir de hospedeiras para o patógeno, favorecendo sua sobrevivência e antecipando o aparecimento da doença na safra seguinte. Por isso, o monitoramento e a eliminação das plantas voluntárias continuam sendo indispensáveis para complementar o efeito benéfico proporcionado pelas baixas temperaturas.
A importância dessa medida se torna ainda maior diante dos desafios enfrentados no controle da ferrugem-asiática. Nas últimas safras, tem sido observada menor sensibilidade do fungo a diferentes grupos de fungicidas, tornando o manejo integrado cada vez mais necessário.
Aliado ao uso de cultivares adaptadas, à semeadura dentro do calendário recomendado, ao monitoramento das lavouras e ao emprego de fungicidas com rotação de mecanismos de ação, o vazio sanitário contribui para preservar a eficácia das ferramentas disponíveis e reduzir a pressão de seleção das populações resistentes. Nenhuma tecnologia, isoladamente, é capaz de assegurar o controle da ferrugem-asiática. A combinação de práticas preventivas continua sendo o melhor caminho.
A Emater/RS-Ascar reforça a importância de os produtores aproveitarem este período para vistoriar suas áreas e eliminar eventuais plantas remanescentes. A prevenção realizada durante a entressafra é uma das ações mais eficientes e de menor custo para proteger o potencial produtivo da próxima safra.
Fonte: Emater/RS
Sustentabilidade
Trigo sobe forte em Chicago com preocupações sobre safra europeia e expectativa de estoques menores nos EUA – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (9) em forte alta. As cotações foram sustentadas pelas preocupações com os impactos do calor sobre a produção de trigo na Europa e pela expectativa de estoques menores nos Estados Unidos no relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para sexta-feira (10).
Segundo a Dow Jones, o clima excessivamente quente nas principais regiões produtoras da União Europeia sustentou o mercado. As temperaturas elevadas atingiram áreas de cultivo na França e em outros países do bloco, aumentando as preocupações com uma redução da safra europeia e dando suporte às cotações em Chicago.
O mercado também encontrou suporte nas expectativas de aperto na oferta norte-americana. Analistas consultados pela Reuters esperam que o USDA reduza sua projeção para os estoques finais de trigo dos Estados Unidos na temporada 2026/27, refletindo principalmente a estimativa de área plantada abaixo do esperado divulgada no fim de junho.
Os investidores também seguiram atentos ao relatório mensal do USDA. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal e pela Dow Jones projetam estoques finais de trigo dos Estados Unidos em 710 milhões de bushels na safra 2026/27, abaixo dos 744 milhões estimados em junho. No cenário global, a expectativa é de estoques finais de 273,2 milhões de toneladas, ante 275,4 milhões projetadas no mês anterior.
As perspectivas de ampla oferta entre os principais exportadores permaneceram no radar do mercado. A Bolsa de Comércio de Rosário elevou sua estimativa para a safra argentina de trigo 2026/27 para 20,5 milhões de toneladas, enquanto a expectativa de uma safra robusta na Rússia segue reforçando a disponibilidade global do cereal.
Além disso, operadores destacaram que a pressão sazonal da colheita de trigo nos Estados Unidos começa a perder força. Com a colheita do trigo de inverno já alcançando 59% da área, o mercado passa a concentrar maior atenção nos fundamentos de oferta e demanda, o que também contribuiu para sustentar as cotações do cereal.
As vendas líquidas norte-americanas de trigo da safra 2026/27 somaram 313,1 mil toneladas na semana encerrada em 2 de julho, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O principal destino foi a Coreia do Sul, com 101 mil toneladas. O volume ficou próximo ao piso das expectativas do mercado.
Os contratos com entrega em setembro fecharam cotados a US$ 6,19 3/4 por bushel, com alta de 12,00 centavos de dólar, ou 1,97%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em dezembro encerraram a US$ 6,34 por bushel, com avanço de 10,75 centavos de dólar, ou 1,72%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
‘Mais do que evitar multas, precisamos evitar a ferrugem nas lavouras’, diz presidente da Aprosoja GO

O vazio sanitário da soja está oficialmente em vigor em Goiás e segue até 24 de setembro. Durante esse período, é proibida a manutenção de plantas vivas de soja nas propriedades rurais. A medida tem como principal objetivo interromper o ciclo do fungo causador da ferrugem asiática, considerada uma das doenças mais severas da cultura.
Além de reduzir a sobrevivência do fungo entre uma safra e outra, o vazio sanitário contribui para retardar o aparecimento da doença nas lavouras da próxima temporada. Com isso, os produtores tendem a realizar menos aplicações de fungicidas, reduzindo os custos de produção e diminuindo o risco de o patógeno desenvolver resistência aos produtos utilizados no controle.
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Segundo o presidente da Aprosoja Goiás, Clodoaldo Calegari, a importância da medida vai muito além da fiscalização do cumprimento das normas. “O vazio sanitário é fundamental porque atrasa a entrada do fungo nas lavouras, reduz a pressão para o surgimento de resistência aos fungicidas e diminui o número de aplicações necessárias. O resultado é uma lavoura mais saudável e maior produtividade”, explica.
Calegari também faz um alerta para a safra 2025/2026. De acordo com ele, as chuvas registradas de forma atípica durante o mês de junho, em praticamente todo o estado de Goiás, criaram condições favoráveis para a sobrevivência do fungo, reforçando a necessidade de cumprimento rigoroso do vazio sanitário por todos os produtores.
“O que isso pode provocar? Essas áreas podem apresentar um novo fluxo de plantas voluntárias de soja, que servem de hospedeiras para o fungo. Por isso, é preciso redobrar a atenção. Mais do que evitar multas, precisamos evitar que a patologia cause prejuízos expressivos na próxima safra. Essa é uma ferramenta essencial para o manejo da ferrugem asiática e deve ser respeitado e aplicado por todos”, conclui.
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