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Sustentabilidade

Colheita de soja supera 70% no Brasil, enquanto milho registra perdas no PR, aponta AgRural

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Foto: Agência Marca Studio Criativo

A colheita de soja 2025/26 alcançou 75% da área cultivada no Brasil até 26 de março, ante 68% na semana anterior, mas ainda abaixo dos 82% registrados no mesmo período do ano passado, segundo a AgRural.

Os trabalhos se concentram no Rio Grande do Sul e na região do Matopiba, onde as chuvas recentes dificultaram o avanço das máquinas. No território gaúcho, no entanto, a precipitação tem efeito positivo sobre as lavouras que ainda estão em fase de enchimento de grãos.

Estimativa de soja

A AgRural elevou levemente sua estimativa para a produção de soja no Brasil, de 178 milhões para 178,4 milhões de toneladas. O ajuste reflete ganhos de produtividade em Estados como Mato Grosso, que compensaram as perdas registradas no Rio Grande do Sul em razão da estiagem.

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Milho

No milho, a safrinha 2026 entra na fase final de plantio no Centro-Sul do Brasil, mesmo com a janela ideal já encerrada em todas as regiões. Segundo levantamento da consultoria, 99% da área havia sido semeada até 26 de março, com o Paraná sendo o único estado ainda com trabalhos em andamento.

No norte paranaense, parte das áreas que não puderam ser plantadas com milho foi destinada ao cultivo de trigo e outras coberturas de inverno. Já no oeste, onde o plantio foi concluído no início de março, cresce a preocupação com o desenvolvimento das lavouras.

De acordo com a AgRural, apesar das chuvas recentes, a umidade do solo segue baixa, e produtores já relatam perdas consolidadas, especialmente em áreas que entraram na fase reprodutiva sob condições de estiagem e calor intenso.

Nas demais regiões do Centro-Sul, o cenário é mais favorável, com lavouras apresentando bom desenvolvimento, sustentadas pela regularidade das chuvas.

Diante desse quadro, a consultoria revisou para baixo a estimativa da produção total de milho do Brasil na safra 2025/26, considerando as três safras. A projeção foi reduzida de 136,2 milhões para 135,7 milhões de toneladas, refletindo principalmente a menor área da safrinha em regiões impactadas pelo atraso no plantio.

Segundo a AgRural, os dados de produtividade ainda seguem baseados em tendências e começarão a ser substituídos por levantamentos de campo a partir de abril.

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Sustentabilidade

Semana será marcada por bons volumes de chuvas na Região Norte, Matopiba e parte do Nordeste – Rural Clima – MAIS SOJA

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De acordo com o alerta agroclimático da Rural Clima, a semana deverá ser marcada por bons volumes de chuvas na Região Norte, Matopiba e parte do Nordeste. O agrometeorologista Marco Antonio dos Santos salienta que essas chuvas elevam a preocupação dos produtores com relação à colheita da soja e a realização de tratos culturais nas lavouras.

Nesta segunda-feira (30), o alerta de chuvas fica voltado para o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Maranhão, Pará, Tocantins, extremo norte do Mato Grosso e o interior do Nordeste. “Nas demais regiões do país, o dia será marcado pelo tempo aberto”, alerta.

Santos acrescenta que, a partir de amanhã (31), chuvas devem atingir o Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.

O agrometeorologista informa que as chuvas devem se prolongar em boa parte do Brasil durante a primeira quinzena de abril, com uma diminuição mais para o período de virada para maio.

Santos volta a reiterar que o outono e o inverno deverão ser bastante úmidos e com temperaturas mais elevadas frente a 2025.

Paraguai

A agrometeorologista Ludmila Camparotto comenta que o Paraguai deverá ter uma semana de tempo aberto e de temperaturas elevadas. “Na região do Chaco, as temperaturas deverão variar entre 36 e 38 graus na semana”, argumenta.

As chuvas estão previstas para retornar ao Paraguai no início da próxima semana, com a chegada de um sistema vindo do norte da Argentina.

Camparotto enfatiza ainda que a segunda semana de abril poderá ser marcada por melhores volumes de chuvas no Paraguai.

Fonte: Safras News



 

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Sustentabilidade

Abril começa quente e chuvas ganham força pelo Brasil; veja como fica o tempo no mês

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Foto: Pixabay

O mês de abril deve manter temperaturas elevadas em grande parte das regiões produtoras de soja no Brasil. De acordo com a tendência climática, o calor será mais intenso no Sul, em São Paulo e em Mato Grosso do Sul, o que pode agravar o déficit hídrico em fase final de desenvolvimento, além de prejudicar o início do ciclo do milho segunda safra.

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Em contrapartida, áreas de Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás e parte do Matopiba devem registrar temperaturas mais amenas, influenciadas pela maior frequência de chuvas. A previsão indica um mês tipicamente chuvoso, sem interrupção precoce das precipitações, inclusive com o retorno das chuvas ao Sul dentro da média histórica.

O que esperar para os próximos dias?

No Matopiba, os volumes tendem a ficar acima da média, beneficiando principalmente as lavouras da segunda safra. Já nos próximos dias, a chuva volta a ganhar força no Paraná, em São Paulo e em Santa Catarina, com acumulados que podem atingir cerca de 50 milímetros em cinco dias.

Diante desse cenário, produtores do Sudeste, Centro-Oeste e também da Bahia devem aproveitar janelas de tempo mais firme para avançar com os trabalhos no campo. A tendência para os próximos dez dias é de chuvas mais regulares e distribuídas, sem volumes excessivos.

Na segunda quinzena, porém, a expectativa é de intensificação das precipitações. Regiões do Sudeste, Sul, Centro-Oeste, Matopiba e também o Pará podem registrar os maiores acumulados do mês, com volumes que podem superar 150 milímetros nos últimos 15 dias de abril.

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Sustentabilidade

Você sabe os benefícios da rotação em áreas de arroz? – MAIS SOJA

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Com foco na sustentabilidade e na rentabilidade do produtor, torna-se crucial explorar novas estratégias que visam integrar, diversificar e otimizar a sinergia dentro do sistema produtivo. A cultura do arroz (Oryza sativa L.), historicamente criticada pelo uso extensivo do monocultivo, encontra hoje na rotação com culturas como a soja (Glycine max L. Merril) uma alternativa para a intensificação do sistema, promovendo maior sustentabilidade e rentabilidade ao produtor. Essa prática já é adotada há anos no Rio Grande do Sul (RS), assim como em outros países da América Latina, como Uruguai, Paraguai, Argentina, Colômbia e Venezuela.

Em geral, a introdução de uma cultura de sequeiro em solos de terras baixas apresenta desafios significativos, principalmente devido à dificuldade de drenagem imposta pela camada compactada do solo, resultando em baixa percolação e risco de deficiência hídrica, dada a profundidade limitada de exploração radicular. No entanto, os benefícios que a rotação de culturas incorpora ao sistema produtivo são notáveis. Estudos realizados em 324 lavouras do RS, revelaram um aumento de 20% na produtividade com a adoção do sistema arroz-soja em relação ao monocultivo contínuo de arroz (Ribas et al., 2021; Meus et al., 2020).

Resultados semelhantes foram observados por Martinez et al. (2024) na Venezuela, onde a introdução da soja em áreas de monocultivo de arroz proporcionou um ganho de produtividade de 26%. Esse incremento é atribuído principalmente ao controle mais eficaz de plantas daninhas, possibilitado pela alternância de herbicidas com diferentes mecanismos de ação. Essa estratégia não só promove um manejo mais eficiente das plantas invasoras, como também contribui para a redução dos custos associados nos ciclos subsequentes de arroz. Adicionalmente, a rotação de culturas oferece vantagens como a ciclagem de nutrientes e a melhoria da estrutura do solo.

Outra técnica empregada por produtores para o controle de plantas daninhas é o pousio. Essa prática tem como objetivo reduzir o banco de sementes no solo e impedir a produção de novas sementes pelas plantas invasoras. Embora o pousio possa apresentar um aumento na produtividade, seu impacto não é tão expressivo quanto o da rotação com soja (Figura 1).

Figura 1. Produtividade de arroz irrigado em áreas de arroz com diferentes sistemas de cultivo no Rio Grande do Sul, Brasil, nos anos agrícolas 2015 – 2019 em 324 campos avaliados.
Fonte: Equipe FieldCrops, UFSM, UFPel, IRGA e UNIPAMPA.
Referências Bibliográficas.

Martinez, W. I. C. et al. AGRONOMÍA DIGITAL: INTENSIFICACIÓN DEL SISTEMA PRODUCTIVO DE ARROZ Y SOYA EN VENEZUELA. ed. 1, Santa Maria, 2024. 248p.

Meus, L. D. et al. ECOFISIOLOGIA DO ARROZ VISANDO ALTAS PRODUTIVIDADES. ed. 1, Santa Maria, 2021.

Ribas, G. G. et al. ASSESSING YIELD AND ECONOMIC IMPACT OF INTRODUCING SOYBEAN TO THE LOWLAND RICE SYSTEM IN SOUTHERN BRAZIL. Agricultural Systems, 188, 1-36. Disponible: < https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0308521X20308970 >, Acceso: 28/04/2025



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