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Sustentabilidade

Resistência de plantas daninhas aos herbicidas: o que é, e quais as principais causas – MAIS SOJA

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A resistência de plantas daninhas aos herbicidas é um dos principais fatores que limitam a eficiência do controle químico, dificultando o manejo das culturas agrícolas e impactando significativamente a produtividade. Embora diversas estratégias de manejo possam ser adotadas para reduzir ou retardar a evolução da resistência, compreender como esse processo ocorre e como ele se diferencia da tolerância é fundamental para o planejamento de programas de manejo mais eficientes e sustentáveis.

Resistência x Tolerância

De acordo com o Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas (HRAC-BR), a resistência é um processo evolutivo decorrente da variabilidade genética natural presente nas populações de plantas daninhas. Isso significa que, dentro de uma mesma população, alguns indivíduos podem apresentar características que os tornam naturalmente menos suscetíveis a determinado herbicida. Já a tolerância refere-se à capacidade inerente de uma espécie sobreviver e se reproduzir após a aplicação de um herbicida na dose recomendada, sendo uma característica própria da espécie e não resultado da seleção causada pelo manejo (Up. Herb, 2023).

Nesse contexto, a evolução da resistência está diretamente associada ao processo de seleção de biótipos resistentes já presentes na população, que passam a se tornar predominantes ao longo do tempo. Esse processo ocorre principalmente quando as mesmas práticas de controle são repetidas de forma contínua, como no caso do uso frequente de herbicidas com o mesmo mecanismo de ação (Up. Herb, 2023).

Assim, a ausência de rotação de mecanismos de ação é considerada uma das principais causas do surgimento de novos casos de resistência. A pressão de seleção exercida pelo uso repetido de um mesmo herbicida favorece a sobrevivência e multiplicação de indivíduos portadores de genes de resistência, que passam a originar populações cada vez mais difíceis de controlar.

Figura 1. Seleção e multiplicação de plantas resistentes a um herbicida.
Adapatado: Silva & Trentin (2020)

Além disso, o uso de subdoses de herbicidas também pode intensificar esse processo de seleção, uma vez que aplicações abaixo da dose recomendada podem não eliminar completamente a população suscetível, permitindo a sobrevivência de indivíduos menos sensíveis. Dessa forma, para reduzir o risco de evolução da resistência, recomenda-se rotacionar herbicidas quanto ao mecanismo de ação e princípio ativo, além de utilizar as doses recomendadas para cada situação de manejo.


Veja mais: Com o avanço do caruru-gigante no Brasil, medidas de manejo devem ser intensificadas, incluindo a limpeza de máquina



Referências:

HRAC-BR. COMO SURGE A RESISTÊNICA EM PLANTAS DANINHAS? Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas, 2026. Disponível em: < https://www.hrac-br.org/post/como-surge-a-resist%C3%AAncia-em-plantas-daninhas >, acesso em: 13/03/2026.

SILVA,  A. A. A.; TRENTIN, F. RESISTÊNCIA DE PLANTAS DANINHAS: CUIDADOS E ESTRATÉGIAS. Mais Soja, 2020. Disponível em: < https://maissoja.com.br/resistencia-de-plantas-daninhas-cuidados-e-estrategias/ >, acesso em: 13/03/2026.

UP. HERB. RESISTÊNCIA DE PLANTAS DANINHAS AOS HERBICIDAS: TOLERÂNCIA E RESISTÊNCIA. Up. Herb: Academia das Plantas Daninhas, 2023. Disponível em: < https://www.upherb.com.br/int/resistencia-de-plantas-daninhas-aos-herbicidas >, acesso em: 13/03/2026.

 

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Análise climática e prognósticos para março, abril e maio/26 – MAIS SOJA

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ANÁLISE CLIMÁTICA DE FEVEREIRO

Em fevereiro de 2026, as chuvas foram acima de 150 mm em grande parte do país, exceto em áreas do Nordeste e Sul, bem como no extremo-norte da Região Norte, onde os volumes de chuva foram inferiores a 120 mm e os níveis de umidade do solo foram mais reduzidos.

Em grande parte da Região Norte, os volumes de chuva foram superiores a 150 mm e os maiores volumes concentraram-se no Amapá, leste do Amazonas, centro-norte do Tocantins, além das porções nordeste e sudoeste do Pará. Este cenário contribuiu para manutenção dos níveis de umidade do solo. Somente no norte de Roraima os totais de chuva foram inferiores a 40 mm, reduzindo o armazenamento hídrico do solo nessa área.

Na Região Nordeste, chuvas abaixo de 150 mm em áreas do Piauí, nordeste do Ceará, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e nordeste da Bahia pouco contribuíram para a recuperação da umidade do solo. No restante da região houve predomínio de chuvas, com volumes que ultrapassaram os 200 mm, em áreas do oeste da Paraíba, norte do Maranhão e noroeste da Bahia.

Esses acumulados garantiram boas condições para os cultivos de primeira e segunda safras, embora o excesso de chuva tenha dificultado pontualmente a colheita da soja em Tocantins, Maranhão e Piauí.

Bons volumes de chuva foram observados na maior parte da Região CentroOeste, com valores superiores a 200 mm, exceto no sul de Mato Grosso do Sul e nordeste de Goiás, onde os acumulados foram menores. Dessa forma, os níveis de umidade do solo encontram-se satisfatórios, beneficiando o desenvolvimento dos cultivos de primeira e segunda safras. Porém, o excesso de umidade afetou a colheita da soja e o plantio do milho segunda safra em algumas áreas.

Na Região Sudeste, as chuvas foram superiores a 200 mm em grande parte da região. No sudoeste de Minas Gerais e centro-sul do Rio de Janeiro, os volumes foram muito significativos e acima de 400 mm, desencadeando enchentes e deslizamentos de terra. Com exceção desta área, onde houve excesso de água no solo, grande parte da Região Sudeste manteve os níveis de umidade do solo suficientes para o desenvolvimento das lavouras de grãos.

Na Região Sul, volumes superiores a 150 mm em grande parte de Santa Catarina e do Paraná garantiram boa umidade do solo, favorecendo a maioria das lavouras de primeira e segunda safras. Já na Campanha Gaúcha, os acumulados inferiores a 90 mm reduziram a umidade do solo, causando restrição hídrica à soja em floração e enchimento de grãos.

Em fevereiro, as temperaturas máximas foram acima de 28 °C nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Os maiores valores foram observados no centro-norte da Região Nordeste, extremo-sul de Mato Grosso, além de áreas do oeste de Mato Grosso do Sul e Paraná. Em áreas da costa da Região Sudeste e da Região Sul, os valores permaneceram entre 24 °C e 28 °C. Quanto às temperaturas mínimas, os valores superaram os 22 °C na maior parte da Região Norte, centro-norte da Região Nordeste, assim como na porção central e oeste da Região Centro-Oeste. No sul de Minas Gerais e centro-leste da Região Sul, as temperaturas variaram entre 16 °C e 18 °C.

CONDIÇÕES OCEÂNICAS RECENTES E TENDÊNCIA

Na figura a seguir, observa-se a anomalia da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) entre os dias 15 e 28 de fevereiro de 2026. Nesse período, registraram-se valores entre 0 °C e -1 °C ao longo da faixa longitudinal compreendida entre 180°W e 100°W, indicando um leve resfriamento das águas nas partes central e oeste do Pacífico Equatorial. Destaca-se, também, o surgimento de águas mais quentes na costa oeste da América do Sul, na faixa entre 80°W e 110°W, com valores variando entre 0,5 °C e 2 °C.

Ao analisar especificamente as anomalias médias diárias de TSM na região do Niño 3.4 (delimitada entre 170°W e 120°W), verificaram-se valores variando entre -1 °C e -0,4 °C, durante fevereiro. Esse comportamento ainda indica um resfriamento da região, porém mais fraco em relação ao mês anterior.

A análise do modelo de previsão do El Niño – Oscilação Sul (ENOS) , realizada pelo Instituto Internacional de Pesquisa em Clima (IRI), indica para a transição das condições de La Niña para a Neutralidade durante o trimestre março, abril e maio de 2026, com probabilidade de 90%.

PROGNÓSTICO CLIMÁTICO PARA O BRASIL – PERIODO DE MARÇO, ABRIL E MAIO DE 2026

As previsões climáticas para os próximos três meses, de acordo com o modelo do Inmet, são apresentadas na figura abaixo. O modelo indica a ocorrência de chuvas acima da média na maior parte da Região Nordeste, norte da Região Centro-Oeste e sul da Região Norte. Chuvas abaixo da média são previstas para o sul das Regiões Centro-Oeste e Sudeste, além da Região Sul.

Analisando separadamente cada região do país, a previsão indica chuvas acima da média na porção central do Amazonas, centro-sul do Pará, Amapá e Tocantins, elevando os níveis de umidade do solo. Nas demais áreas, são previstas chuvas próximas e abaixo da média, não havendo previsão de baixos níveis de umidade no solo devido às chuvas ocorridas nos últimos meses.

Na Região Nordeste, a previsão indica chuvas próximas e acima da média. Este cenário ainda não será suficiente para recuperar os níveis de umidade do solo no centro-leste da região. Porém, em áreas do Maranhão, oeste e sul da Bahia, bem como no Piauí, as chuvas devem manter os níveis de umidade do solo satisfatórios.

Em grande parte das Regiões Centro-Oeste e Sudeste, são previstas chuvas próximas e abaixo da média. Em Mato Grosso, noroeste de Goiás e nordeste de Mato Grosso do Sul, podem ocorrer volumes acima da média, mantendo o armazenamento do solo elevado. Vale destacar que, à medida que se aproxima do inverno, existe uma tendência natural de redução das chuvas, portanto, em abril e maio, os níveis de umidade de solo poderão ser mais baixos.

Na Região Sul, são previstas chuvas abaixo da média. Áreas pontuais do Rio Grande do Sul, como a Região das Missões e Depressão Central, podem ficar próximas e ligeiramente acima da média nos próximos meses. Quanto aos níveis de umidade do solo, esses devem permanecer satisfatórios, exceto no sul do Rio Grande do Sul durante março e abril, quando o armazenamento pode sofrer redução.

Quanto às temperaturas, essas devem permanecer próximas e acima da média histórica em grande parte do país. São previstas temperaturas acima de 25 °C nas Regiões Norte, Nordeste e em parte da Região Centro-Oeste. As temperaturas mais amenas e abaixo de 22 °C podem ocorrer na Região Sul, centro-leste da Região Sudeste e extremo-sul de Mato Grosso do Sul.Em áreas mais elevadas das Regiões Sul e Sudeste, as temperaturas podem
variar entre 15 °C e 17 °C.

Mais detalhes sobre prognóstico e monitoramento climático podem ser vistos, clicando aqui.

Fonte: Conab

FONTE

Autor:Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos, Brasília | v. 13 – safra 2025/26, n° 6 – sexto levantamento, março 2026.

Site: Conab

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Cotações do algodão avançam em NY e mercado brasileiro tem movimentação moderada – MAIS SOJA

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O algodão apresentou uma valorização nos referenciais internacionais ao longo desta semana. Mesmo com o mercado brasileiro andando descolado da Bolsa de Nova York, esse movimento acabou se refletindo também um pouco nas cotações domésticas.

Segundo Safras & Mercado, a demanda esteve mais cautelosa diante das incertezas externas. Com isso, a comercialização da fibra de algodão foi moderada.

A indústria local trabalhou com ideia para o algodão colocado no CIF paulista em torno de R$ 3,52 por libra-peso, mesmo valor de uma semana atrás. Enquanto a pluma paga ao produtor em Rondonópolis, no Mato Grosso, girou na casa de R$ 109,59 por arroba, equivalente a R$ 3,31 por libra-peso. No mesmo período da semana passada, o valor da pluma era R$ 109,33 por arroba e apresentou um avanço tímido de R$ 0,26/@.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgou na terça-feira, dia 10, seu relatório de oferta e demanda de março. O relatório manteve a estimativa de produção de algodão dos Estados Unidos na temporada 2025/26 em 13,92 milhões de fardos, mesmo volume projetado em fevereiro. A safra 2024/25 ficou em 14,41 milhões de fardos. As exportações deverão ficar em 12 milhões de fardos em 2025/26, mesmo número apontado em fevereiro. O consumo interno foi previsto em 1,6 milhão de fardos para 2025/26, também sem alterações.

Baseado nas estimativas de produção, exportação e consumo, os estoques finais norte-americanos foram previstos em 4,4 milhões de fardos para a temporada 2025/26, estimativa inalterada. Na temporada 2024/25, foram 4 milhões de fardos.

O USDA estimou a produção global de algodão em 120,99 milhões de fardos, ante 119,86 milhões de fardos projetados em fevereiro. Em 2024/25 ficou em 118,54 milhões de fardos. As exportações mundiais de algodão foram estimadas em 43,91 milhões de fardos para 2025/26, contra 43,71 milhões de fardos no mês de fevereiro. A estimativa para o consumo é de 118,58 milhões de fardos, ante 118,72 milhões em janeiro. Os estoques finais foram projetados em 76,39 milhões de fardos em 2025/26, contra 75,11 milhões de fardos em fevereiro. Na safra 2024/25, eram esperados 73,76 milhões de fardos.

A expectativa é que a China colha 35,5 milhões de fardos na temporada 2025/26, ante 35,0 milhões de fardos projetados em fevereiro. A produção do Paquistão para 2025/26 foi prevista em 5 milhões de fardos, mesmo valor projetado no mês de fevereiro. O Brasil tem a safra 2025/26 estimada em 19,50 milhões de fardos, acima dos 18,75 milhões estimados em fevereiro.

Já produção indiana de algodão deve chegar a 23,5 milhões de fardos em 2025/26, mesmo número estimado em fevereiro.

Fonte: Agência Safras



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Imea aponta colheita da soja em 96,4% em MT; semeadura do milho se aproxima da conclusão

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Fotos: Pixabay

A colheita da safra 2025/26 de soja em Mato Grosso avançou e já alcança 96,42% da área cultivada no estado. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (13) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Na semana anterior, em 6 de março, os trabalhos estavam em 89,15%, o que indica um avanço expressivo no ritmo das operações no campo. Apesar disso, o índice ainda permanece ligeiramente abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando a colheita já havia atingido 97,33% da área.

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Com o avanço da retirada da oleaginosa das lavouras, os produtores também aceleram o plantio da segunda safra de milho. Segundo o Imea, a semeadura do cereal chegou a 99,20% da área prevista para a safra 2025/26.

Na semana anterior, o plantio estava em 93,68%. Em comparação com o mesmo período do ciclo passado, no entanto, o ritmo atual também aparece um pouco abaixo, já que naquele momento a semeadura alcançava 99,48% da área cultivada.

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