Sustentabilidade
Saiba qual é a nova projeção do USDA para a safra 25/26 de soja do Brasil

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve a estimativa da produção de soja do Brasil em 180 milhões de toneladas para a safra 2025/26, segundo o relatório de março. O número repete a projeção divulgada em fevereiro e fica acima da expectativa do mercado, que era de 179,3 milhões de toneladas. Para a temporada 2024/25, a estimativa também foi mantida em 171,5 milhões de toneladas.
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No cenário global, o USDA projetou a produção mundial de soja em 427,18 milhões de toneladas para 2025/26, ligeiramente abaixo das 428,18 milhões previstas em fevereiro. Para 2024/25, a projeção permanece em 427,19 milhões de toneladas.
Os estoques finais globais para 2025/26 estão estimados em 125,31 milhões de toneladas, levemente acima da expectativa do mercado, de 125 milhões. Para 2024/25, os estoques são projetados em 123,84 milhões de toneladas.
Argentina
Na Argentina, a produção para 2025/26 foi estimada em 48 milhões de toneladas, abaixo das 48,5 milhões previstas no relatório anterior. Para 2024/25, a projeção foi mantida em 51,11 milhões de toneladas.
Importações pela China
Já as importações de soja pela China permanecem estimadas em 112 milhões de toneladas para 2025/26 e 108 milhões de toneladas para 2024/25, sem alterações em relação ao relatório de fevereiro.
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Sustentabilidade
MT: Preços futuros impulsionam vendas antecipadas do milho em Mato Grosso – MAIS SOJA

Em fev/26, a comercialização de milho da safra 24/25 atingiu 96,27% da produção, avanço de 3,91 p.p. ante ao levantamento anterior. Esse progresso está ligado à estabilidade nos preços do milho disponível no estado. No mesmo mês, o preço médio mensal da safra fechou em R$ 45,82/sc, valorização de 0,30% em comparação ao mês anterior. No que se refere às negociações da safra 25/26, em fev/26 a comercialização alcançou 35,41% da produção estimada, avanço de 3,41 p.p. frente ao mês anterior e ficou 2,96 p.p. acima do observado no mesmo período da safra passada.
O aumento nas vendas ocorreu, pois os preços futuros do milho estão mais valorizados, incentivando os produtores a fechar negociações de longo prazo. Assim o preço médio mensal da safra 25/26 fechou em R$ 45,46/sc, alta de 2,64% em relação ao mês anterior. Por fim, o Imea já identificou as vendas da safra de milho 26/27, e a comercialização fechou na média de 0,62%, com o preço médio em R$42,74/sc, em fev/26.
Confira os principais destaques do boletim:
- AVANÇO: na última semana, a semeadura do milho no estado avançou 11,75 p.p, e encerrou a semana com 93,68% de área semeada. O incremento se deve à melhora do clima no estado.
- CRESCIMENTO: o preço do milho na B3 apresentou alta na média da semana e finalizou o período em R$ 72,01/sc, valorização de 1,07%.
- VALORIZAÇÃO: a paridade de exportação para jul/26 subiu 4,61% no comparativo semanal, motivada pelo dólar valorizado.
Na última quinta-feira (05/03), a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou os dados de exportação de milho do Brasil em fev/26.
O país exportou 1,55 mi de t do cereal, volume 63,47% menor em comparação ao do mês anterior. Em MT, o total escoado também apresentou retração, totalizando 504,34 mil t, o que representa uma queda de 81,07% em relação a jan/26. Esse movimento é recorrente neste período do ano, uma vez que, entre fevereiro e junho, é esperado um menor volume
exportado de milho, em razão da entressafra do grão e do redirecionamento da logística para o escoamento da soja, que ganha ritmo de comercialização e exportação com o avanço da colheita.
Entre jul/25 e fev/26, o Irã, Egito e Vietnã se destacaram como os principais destinos do milho exportado por Brasil e Mato Grosso, refletindo a forte demanda desses mercados importadores, e principalmente para a produção de ração animal, além da menor disponibilidade da produção local para atender ao consumo interno.
Fonte: Imea
Sustentabilidade
MT: Comercialização da soja 25/26 em MT chega a 56% enquanto exportações batem recorde em fevereiro – MAIS SOJA

Em fev/26, a comercialização de soja da safra 25/26 em MT atingiu 56,58% da produção prevista, avanço de 7,09 p.p. em relação a jan/26 e 1,61 p.p. acima do registrado no mesmo período da safra 24/25. Apesar do progresso, parte dos produtores seguem cautelosos, uma vez que, embora os preços em fev/26 tenham apresentado recuperação de 2,95% no comparativo mensal, fechando na média de R$ 107,19/sc, ainda permanecem abaixo das expectativas. Para a safra 26/27, as vendas da oleaginosa alcançaram 3,96% da produção estimada, progresso de 2,50 p.p. frente a jan/26. Esse cenário é 0,97 p.p. abaixo do observado no mesmo período da safra 25/26, e 6,58 p.p. abaixo da média dos últimos cinco anos.
Quanto ao preço médio da safra 26/27, para o período ficou na média de R$ 107,48/sc, incremento de 5,03% no comparativo mensal. Por fim, com o atraso na comercialização, alguns sojicultores optam por postergar as negociações das safras, à espera de melhores preços. No entanto, é importante manter atenção ao custo de carrego.
Confira os principais destaques do boletim:
- SUBIU: o preço da oleaginosa em Chicago registrou alta de 1,44% na semana, sustentada pela valorização do complexo de soja e pelas expectativas de demanda chinesa pela soja dos EUA.
- ELEVADO: com a valorização do dólar no comparativo semanal, as cotações de soja
brasileira exibiram aumento semanal de 1,96%, fechando na média de R$ 128,97/sc. - MAIOR: a moeda norte-americana apresentou acréscimo de 1,81% frente à semana passada, e fechou a semana na média de R$ 5,25/US$.
De acordo com a Secex, o estado de Mato Grosso registrou um novo recorde nas exportações de soja em grão para o mês de fev/26.
O volume escoado da oleaginosa mato-grossense somou 3,85 milhões de t em fev/26, montante 5,64 vezes superior ao registrado no mês anterior, consolidando o maior volume já exportado para o período em toda a série histórica. Esse desempenho está atrelado à
colheita da safra 25/26 no estado, que se aproxima da finalização, o que vem elevando a disponibilidade do grão para comercialização e escoamento.
A China se manteve como o principal destino da oleaginosa, somando 2,74 milhões de t no período, o que representou 71,30% do total enviado pelo estado. Vale destacar que o ritmo de compras do país asiático em fev/26 foi o mais intenso registrado para o período nos
últimos cinco anos. Por fim, considerando que a produção de soja para a safra 25/26 é estimada pelo Imea como a maior da história de MT, a expectativa é que a oferta aumente, impulsionando os embarques e mantendo o ritmo acelerado nos próximos meses.
Fonte: Imea
Sustentabilidade
Quando e como fazer a amostragem de nematoides em soja? – MAIS SOJA

Por serem pragas de solo de difícil detecção e manejo, os fitonematoides estão atualmente entre os principais problemas fitossanitários da cultura da soja. Os danos causados variam de acordo com a cultura e a espécie do fitonematoide presente na área, enquanto a severidade depende da suscetibilidade da cultivar e da densidade populacional da praga no solo. De modo geral, o sistema radicular é o principal órgão afetado, comprometendo a absorção de água e nutrientes e, consequentemente, o desenvolvimento e a produtividade das plantas.
Quadro 1. Suscetibilidade de algumas plantas componentes dos sistemas de produção de culturas anuais às principais espécies de fitonematoides.
Dentre as principais espécies de expressão econômica na soja, destacam-se o nematoide de cistos (NCS), Heterodera glycines, os nematoides de galhas, Meloidogyne spp., o nematoide das lesões radiculares, Pratylenchus brachyurus, o nematoide-reniforme, Rotylenchulyus reniformis e o nematoide da haste verde, Aphelenchoides besseyi (Castro; Meyer; Seixas, 2024).
Com o aumento populacional dos fitonematoides, tem-se a redução da produtividade das culturas agrícolas, fato intensificado pelo monocultivo de espécies agrícolas. Em números gerais, populações do nematoide Pratylenchus brachyurus podem reduzir em média de 12% a 19% da produtividade da soja, dependendo do sistema de cultivo utilizado (Ferreira et al., 2015).
Vale destacar que o potencial destrutivo dos fitonematoides pode variar de acordo com a espécie da praga, suscetibilidade da cultivar e densidade populacional como supracitado. Nesse contexto, identificar as principais espécies infestantes de fitonematoides é essencial para embasar estratégias de manejo, sendo fundamental para tanto, realizar a amostragem dos nematoides.
Quando e como realizar a coleta de amostras?
A amostragem de nematoides ocorre mediante coleta de amostras de solo em ambientes infestados. Contudo, para melhor assertividade e detectação da praga, a amostragem deve ocorrer em período adequado, seguindo algumas orientações técnicas. Na cultura da soja, recomenda-se que a amostragem seja realizada quando a cultura atingir o estádio R1 (uma flor aberta em qualquer nó na haste principal).
Deve-se então coletar amostras de solo e raízes com umidade natural, evitando condições de encharcamento ou ressecamento excessivo. Além disso, não se deve hidratar o solo para coleta e nem adicionar água a amostra. As amostras de solo e raízes devem ser coletadas de 0 a 30 cm de profundidade, na rizosfera, onde há maior concentração de nematoides. Recomenda-se abrir o solo em forma de V para retirar a subamostra e, no caso das raízes, coletar preferencialmente radicelas, ou seja, raízes secundárias e terciárias (abcLab, 2025).
Figura 1. Representação esquemática do procedimento de coleta de amostras para análise de nematoides em áreas agrícolas.

De acordo com as recomendações técnicas da Fundação ABC, a coleta de amostras deve ser realizada de forma representativa nas áreas com sintomas de fitonematoides, evitando plantas ou raízes fortemente deterioradas. Em áreas com reboleiras, recomenda-se amostrar preferencialmente nas bordas, sobretudo quando os sintomas no interior forem muito severos.
As subamostras devem ser misturadas em um balde para formar uma amostra composta representativa, da qual se deve separar 500 g de solo e cerca de 100 g de raízes para envio ao laboratório. Após a coleta, as amostras devem ser acondicionadas em caixa de isopor e mantidas à sombra, evitando a incidência direta de raios solares, que podem aquecer o material e comprometer a sobrevivência dos nematoides. Caso seja necessário armazená-las em geladeira, não devem ser colocadas no congelador (abcLab, 2025).
Vale destacar que a amostragem de nematoides é determinante para o posicionamento de estratégias de controle, que incluem inclusive o controle químico e a diversificação de culturas no campo, sendo, portanto, uma ferramenta essencial no manejo dos fitonematoides.
Confira o guia completo de amostragem de nematoides clicando aqui!
Referências:
ABCLAB. AMOSTRAGEM DE NETAOIDES. Fundação ABC, 2025. Disponível em: < https://abclaboratorios.com.br/wp-content/uploads/2025/03/nematoides.pdf >, acesso em: 10/03/2026.
ASMUS, G. L. MANEJO DE FITONEMATOIDES: ALÉM DA REDUÇÃO DOS NÍVEIS POPULACIONAIS. Informações Agronômicas Proteção De Plantas, N. 10, 2025. Disponível em: < https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/1178084/1/37778.pdf >, acesso em: 10/03/2026.
CASTRO, J. M. C.; MEYER, M. C.; SEIXAS, C. D. S. PRINCIPAIS NEMATOIDES EM ÁREAS PRODUTORAS DE SOJA NO BRASIL. Embrapa Soja, Circular Técnica, n. 202, 2024. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1164703/1/Circ-Tec-202.pdf >, acesso em: 10/03/2026.
FERRARI, E. et. al. POPULAÇÃO DE Pratylenchus brachyurus NO CULTIVO DE SOJA SOBRE SOJA E SUA INFLUÊNCIA NA PRODUTIVIDADE DE GRÃOS. Resumos da IV Jornada Científica da Embrapa Agrossilvipastoril, 2015. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/142828/1/pages11-15.pdf >, acesso em: 10/03/2026.
Foto de capa: Cristiano Bellé.

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