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Estiagem reduz estimativa da safra de verão no RS; soja é a mais afetada

A Emater atualizou, nesta terça-feira (10), os números da safra de verão 2025/2026 no Rio Grande do Sul. A nova estimativa indica queda na produção total de grãos no estado, com impacto da estiagem principalmente nas lavouras de soja. Os dados foram apresentados durante a Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS).
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Segundo o levantamento, a produção total das principais culturas de verão está estimada em 32,8 milhões de toneladas. O volume representa uma queda de 7,1% em relação à estimativa preliminar, quando eram projetadas cerca de 35,3 milhões de toneladas. Na prática, a redução corresponde a uma perda de aproximadamente 2,5 milhões de toneladas na safra gaúcha.
Cultura da soja
A soja, principal cultura do estado, foi a mais impactada pela falta de chuva. A produção está estimada em 19 milhões de toneladas, com recuo de 11,3% em relação à projeção inicial. De acordo com a Emater, a estiagem registrada em diversas regiões do Rio Grande do Sul comprometeu o desenvolvimento das lavouras e reduziu o potencial produtivo.
Milho
Já o milho, por outro lado, teve revisão positiva. A produção foi estimada em 5,96 milhões de toneladas, um aumento de cerca de 3% em relação ao levantamento preliminar.
Feijão e arroz
No caso do feijão, a primeira safra deve atingir 41 mil toneladas, com queda de 11,6%, enquanto a segunda safra está estimada em 11,6 mil toneladas, redução de 28,6%.
Já a produção de arroz está projetada em 7,8 milhões de toneladas, segundo dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), responsável pelo monitoramento da cultura no estado.
Total do RS
A área total cultivada com as principais culturas de verão no Rio Grande do Sul está estimada em 8,35 milhões de hectares, redução de 1,6% em relação à projeção inicial. De acordo com a Emater, a revisão dos números reflete principalmente os impactos da estiagem registrados em diferentes regiões do estado ao longo do ciclo da safra.
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Embrapa gera lucro social de R$ 125 bilhões em 2025, alta anual de 17%

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) gerou um lucro social de R$ 124,76 bilhões no ano passado. O lucro social é o valor decorrente de benefícios econômicos que o setor produtivo recebe por adotar soluções tecnológicas produzidas pela empresa.
O resultado avalia o impacto econômico de 166 soluções tecnológicas e da adoção de outras 209 tecnologias desenvolvidas pela instituição e efetivamente incorporadas pelo mercado produtivo.
O montante foi 17% superior ao lucro social proporcionado pela empresa em 2024 em termos reais. A receita operacional líquida da empresa foi de R$ 4,6 bilhões, ante R$ 4,228 bilhões reportados em 2024.
Para cada R$ 1 investido pela sociedade brasileira na estatal em 2025, foram gerados R$ 27, segundo a Embrapa, o chamado índice de retorno social. Ou seja, cada R$ 1 investido na Embrapa foi multiplicado em 27 vezes. O índice de retorno social, resultado da relação entre lucro social e receita operacional líquida, também aumentou em comparação com 2024, quando foram aferidos R$ 25,37 para cada R$ 1 investido na empresa.
Expansão internacional
Os números foram apresentados na última quinta-feira (23) pela presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, na abertura da Feira Brasil na Mesa e comemoração de 53 anos da empresa. O evento foi realizado na Embrapa Cerrados, em Planaltina, região administrativa do Distrito Federal. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participou do evento.
“O orçamento público destinado à Embrapa alcançou R$4 bilhões em 2023 e vem sendo mantido acima desse patamar nos últimos três anos. Assegurar a constância da destinação desses recursos e ampliar o patamar desses valores é essencial para que os impactos econômicos e sociais sejam assegurados também pelas próximas décadas”, disse Massruhá. “Precisamos de mais investimentos em ciência e inovação. Trabalhamos com o BNDES para criar um fundo à Embrapa para menor dependência do orçamento público”, declarou.
A presidente da Embrapa destacou ainda a expansão internacional da estatal com projetos de escritórios na África, na Ásia e na América Central.
Do montante apresentado pela Embrapa, R$ 118,62 bilhões vieram diretamente dos impactos econômicos de 166 tecnologias e R$ 4,63 bilhões de 110 cultivares que a empresa coloca à disposição de produtores. Mais R$ 1,5 bilhão foi proveniente de indicadores sociais e laborais da estatal, conforme balanço social da empresa pública. Além disso, a Embrapa proporcionou 132.115 empregos diretos e indiretos no ano passado.
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O levantamento do impacto social das tecnologias da Embrapa é realizado anualmente pelas 43 unidades descentralizadas da empresa pública. O valor é calculado a partir dos benefícios econômicos incorporados pelo setor produtivo com a adoção tecnologias desenvolvidas pela Embrapa. O lucro social é obtido pela soma do rendimento adicional gerado pelas soluções adotadas no campo.
Entre os benefícios econômicos, a Embrapa mensura benefícios por incremento de produtividade na atividade agropecuária – impacto de R$ 63,93 bilhões em 2025. No ano passado, das 166 tecnologias avaliadas pela Embrapa, 105 apresentaram ganhos por incremento de produtividade.
Custo de produção
Outro benefício apurado é a redução do custo de produção. Em 2025, 47 tecnologias da Embrapa geraram redução de custo de produção, somando economia de R$ 45,79 bilhões. A agregação de valor é outro benefício apurado, que gerou aumento de renda aos produtores de R$ 8,72 bilhões em 2025 com 37 tecnologias. Outras 15 tecnologias proporcionaram maior produção na mesma área, com impacto de R$ 180 milhões.
Conforme balanço social da empresa pública, das 166 soluções tecnológicas avaliadas no balanço social, 37 apresentaram mais de um tipo de benefício econômico e geraram um impacto econômico de R$ 8,89 bilhões.
Com as tecnologias desenvolvidas, a Embrapa teve participação de 16% no Produto Interno Bruto (PIB) da Agropecuária em 2025, com R$ 123,25 bilhões dos benefícios econômicos gerado pelas tecnologias da Embrapa e de parceiros, dos R$ 775,3 bilhões do PIB agro, mostra o balanço social da empresa pública.
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Agro deve fazer Brasil bater recorde no consumo de diesel B em 2026

De acordo com a consultoria, o avanço será sustentado pelo ritmo da colheita agrícola, maior movimentação logística e crescimento da atividade industrial. “A recuperação do consumo está diretamente ligada à dinâmica econômica do país, especialmente ao agro e à logística, que seguem puxando a demanda por combustíveis”, afirmou o especialista em Inteligência de Mercado da StoneX, Bruno Cordeiro.
Apesar de um início de ano mais fraco, com retração de 1,7% nas vendas no primeiro bimestre, o mercado deve ganhar força ao longo dos próximos meses. O resultado inicial foi influenciado pelo atraso na colheita da soja e pela antecipação de compras no fim de 2025 para evitar o aumento do ICMS em janeiro.
Outro indicativo de retomada veio do transporte rodoviário: o fluxo de veículos pesados em rodovias pedagiadas subiu 7,5% em março, reforçando a expectativa de recuperação no setor de cargas.
Regiões Sul e Sudeste puxam crescimento
No cenário regional, Sudeste e Sul devem liderar a expansão do consumo, favorecidos pelo desempenho industrial, recuperação da produção agrícola e maior fluxo logístico em direção aos portos.
Já o Centro-Oeste deve registrar crescimento mais moderado, refletindo a perspectiva de menor safra de grãos, apesar do avanço do transporte de etanol de milho.
Produção interna cresce e importações recuam
A StoneX também aponta mudanças na oferta de combustíveis. A produção nacional de diesel A cresceu 4,5% no primeiro trimestre, com reforço das refinarias diante das incertezas globais.
Com isso, a expectativa é de queda nas importações em 2026, que devem somar 17,2 milhões de metros cúbicos, recuo de 0,6%, reduzindo a participação do produto externo no abastecimento nacional.
Biodiesel acelera com mistura maior
No segmento de biocombustíveis, a expansão tende a ser ainda mais forte. A demanda por biodiesel deve subir 7,2% em 2026, alcançando 10,4 milhões de metros cúbicos, impulsionada pela mistura obrigatória B15 e pelo aquecimento econômico.
“O crescimento do biodiesel reflete tanto o aumento da mistura quanto a maior demanda por diesel no país, além da busca por alternativas que reduzam a dependência externa”, destacou a analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Isabela Garcia.
Segundo a consultoria, o óleo de soja seguirá como principal matéria-prima, ampliando sua participação para 84,7%, apoiado pela ampla oferta doméstica e pela previsão de esmagamento recorde no ano. Em um cenário com adoção do B16, a demanda por biodiesel pode chegar a 10,76 milhões de metros cúbicos.
Guerra no Oriente Médio segue no radar
Mesmo com as incertezas no cenário internacional, especialmente os reflexos da guerra no Oriente Médio sobre os preços de energia, a StoneX avalia que a demanda por diesel deve permanecer resiliente, por estar diretamente ligada à atividade econômica, ao transporte de cargas e à produção agroindustrial.
Por outro lado, a consultoria alerta que uma piora no ambiente econômico e inflacionário pode afetar setores agrícolas e industriais, trazendo impacto negativo ao consumo de diesel B.
A demanda por diesel no Brasil deve alcançar novo recorde em 2026, impulsionada pelo agronegócio, exportações e transporte rodoviário de cargas. Segundo projeção da StoneX, o consumo de diesel B está estimado em 70,8 milhões de metros cúbicos, alta de 1,9% em relação ao ano anterior.
De acordo com a consultoria, o avanço será sustentado pelo ritmo da colheita agrícola, maior movimentação logística e crescimento da atividade industrial. “A recuperação do consumo está diretamente ligada à dinâmica econômica do país, especialmente ao agro e à logística, que seguem puxando a demanda por combustíveis”, afirmou o especialista em Inteligência de Mercado da StoneX, Bruno Cordeiro.
Apesar de um início de ano mais fraco, com retração de 1,7% nas vendas no primeiro bimestre, o mercado deve ganhar força ao longo dos próximos meses. O resultado inicial foi influenciado pelo atraso na colheita da soja e pela antecipação de compras no fim de 2025 para evitar o aumento do ICMS em janeiro.
Outro indicativo de retomada veio do transporte rodoviário: o fluxo de veículos pesados em rodovias pedagiadas subiu 7,5% em março, reforçando a expectativa de recuperação no setor de cargas.
Sul e Sudeste puxam crescimento
No cenário regional, Sudeste e Sul devem liderar a expansão do consumo, favorecidos pelo desempenho industrial, recuperação da produção agrícola e maior fluxo logístico em direção aos portos.
Já o Centro-Oeste deve registrar crescimento mais moderado, refletindo a perspectiva de menor safra de grãos, apesar do avanço do transporte de etanol de milho.
A StoneX também aponta mudanças na oferta de combustíveis. A produção nacional de diesel A cresceu 4,5% no primeiro trimestre, com reforço das refinarias diante das incertezas globais.
Com isso, a expectativa é de queda nas importações em 2026, que devem somar 17,2 milhões de metros cúbicos, recuo de 0,6%, reduzindo a participação do produto externo no abastecimento nacional.
Biodiesel acelera com mistura maior
No segmento de biocombustíveis, a expansão tende a ser ainda mais forte. A demanda por biodiesel deve subir 7,2% em 2026, alcançando 10,4 milhões de metros cúbicos, impulsionada pela mistura obrigatória B15 e pelo aquecimento econômico.
“O crescimento do biodiesel reflete tanto o aumento da mistura quanto a maior demanda por diesel no país, além da busca por alternativas que reduzam a dependência externa”, destacou a analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Isabela Garcia.
Segundo a consultoria, o óleo de soja seguirá como principal matéria-prima, ampliando sua participação para 84,7%, apoiado pela ampla oferta doméstica e pela previsão de esmagamento recorde no ano. Em um cenário com adoção do B16, a demanda por biodiesel pode chegar a 10,76 milhões de metros cúbicos.
Guerra no Oriente Médio segue no radar
Mesmo com as incertezas no cenário internacional, especialmente os reflexos da guerra no Oriente Médio sobre os preços de energia, a StoneX avalia que a demanda por diesel deve permanecer resiliente, por estar diretamente ligada à atividade econômica, ao transporte de cargas e à produção agroindustrial.
Por outro lado, a consultoria alerta que uma piora no ambiente econômico e inflacionário pode afetar setores agrícolas e industriais, trazendo impacto negativo ao consumo de diesel B.
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Agro Mato Grosso
Algodão se aproxima de R$ 4 por libra-peso e MT

As cotações do algodão em pluma no mercado interno seguem em leve trajetória de alta na segunda quinzena de abril e já se aproximam do patamar de R$ 4,00 por libra-peso. O movimento, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, tem sido sustentado principalmente pela postura firme dos vendedores, que resistem a negociar em níveis mais baixos.
Parte dos cotonicultores acompanha de perto a valorização da pluma no mercado internacional, fator que reforça a estratégia de retenção de oferta no mercado doméstico. Além disso, o bom desenvolvimento das lavouras da safra 2025/26 contribui para um ambiente de maior confiança entre os produtores.
Nesse contexto, enquanto alguns agentes seguem focados no cumprimento de contratos a termo já firmados, outros demonstram interesse em abrir novas negociações — ainda que de forma seletiva.
Dificuldade de acordo reduz liquidez
Apesar da sustentação nos preços, o mercado enfrenta entraves na concretização de negócios. A dificuldade de alinhamento entre compradores e vendedores tem limitado a liquidez, resultando em negociações mais pontuais.
Do lado da demanda, as indústrias adotam postura cautelosa, monitorando o ritmo de vendas e a capacidade de repasse dos custos ao longo da cadeia de manufaturados. Já os comerciantes buscam estratégias como negócios “casados” e aquisição de lotes específicos para atender compromissos previamente estabelecidos.
Mercado segue em compasso de espera
O cenário atual reflete um mercado ainda em ajuste, com agentes avaliando tanto o comportamento da safra quanto as condições externas. A tendência, no curto prazo, é de manutenção desse equilíbrio delicado, com preços firmes, mas com volume de negócios ainda restrito.
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