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Incentivo à habitação rural garante sucessão familiar

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Programas estaduais estão incentivando a construção e a reforma de novas moradias no campo em Santa Catarina, um apoio para a sucessão rural e para garantir que a juventude permaneça nas propriedades com habitações de qualidade. O recurso, limitado a R$ 100 mil por família em financiamentos do PRONAF, é facilitado pelo governo catarinense, que subsidia parte dos juros para jovens produtores entre 18 e 29 anos por meio do PRONAMPE AGRO SC – Projeto Fortalecimento de Cadeias Produtivas.

A produtora rural Andrielli Caraffa, de Erval Velho, no Meio Oeste catarinense, é a terceira geração em sua propriedade de 50 hectares. A chegada da casa nova, construída conforme desejavam, concretizou um sonho antigo da família.

“É um sonho que a gente tem desde que o pai trabalhava na lavoura de arrendamento, sempre guardava aquele dinheiro e dizia: ‘vamos fazer nossa casa’. Fomos atrás de uma construtora e vimos que nosso dinheiro não dava. Então fomos fazer um financiamento,” relata Andrielli.

O jovem Nathan Del Re, que supervisiona a construção de seu novo imóvel, compartilha o mesmo anseio. Produtor de leite e suínos, ele busca conquistar a casa própria na propriedade da família para ter mais autonomia. “Começar a minha vida, minha vez de avançar na propriedade. Ter minhas próprias coisas, minhas granjas. Está na hora já, né?”, diz Nathan.

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A habitação de qualidade é um fator fundamental, especialmente considerando que quase um milhão de habitantes escolheram viver no campo em Santa Catarina, com a maior concentração populacional rural (quase 300 mil pessoas) no Oeste catarinense.

Incentivo direto para o jovem

O programa de subsídio do governo estadual tem o foco em tornar o crédito mais acessível para os jovens.

Carlos Chiodini, Secretário da Agricultura/SC, explica a visão do governo: “As pessoas vão trabalhar no meio rural e não têm onde morar. Então o governador Jorginho nos demandou essa pauta, tratar de habitação rural junto com sucessão familiar, melhorando a condição do homem no campo. Nós entendemos que isso só será vencido com a participação ativa do governo, com a união das esferas de poder, e vamos sim, dentro de vários outros desafios que nós temos, levar esse assunto a sério.”

A Epagri/SC atua na orientação aos produtores. “Eles buscam fornecedores ou empresas que constroem a casa, ou só material, ou ainda, material e mão de obra. Não interferimos nisso, no tipo de casa ou custo. Orientamos as melhores formas de crédito e a ter o melhor custo-benefício,” esclarece Túlio Dassi, gerente regional da Epagri/SC.

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Conforto motiva a permanência

O incentivo à moradia é um forte motivador para a permanência dos jovens na atividade. Na propriedade de Andrielli, a casa antiga, feita com materiais reaproveitados, está sendo desmontada para dar lugar a mais conforto.

“Questão de conforto nem se fala, né. Ver o nosso antes e o nosso depois nem se compara. Ficou do jeitinho que a gente imaginou e até melhor. Então não tem explicação,” comemora Andrielli.

Nathan, que está construindo sua casa e investindo na ampliação de sua granja, vê o programa como um grande auxílio. “Isso ajuda bastante, incentivo bom que ajuda todos os jovens. Juro a 3%, ajuda muito. Não é só ter uma granja boa, galpão, tem que ter uma casa boa também, um conforto. […] Não vejo a hora de me mudar para cá. Vai ser uma vida ótima.”

Assista esta reportagem da Série Santa Catarina e o Agro 5.0 aqui:

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Embrapa gera lucro social de R$ 125 bilhões em 2025, alta anual de 17%

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Foto: Divulgação

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) gerou um lucro social de R$ 124,76 bilhões no ano passado. O lucro social é o valor decorrente de benefícios econômicos que o setor produtivo recebe por adotar soluções tecnológicas produzidas pela empresa.

O resultado avalia o impacto econômico de 166 soluções tecnológicas e da adoção de outras 209 tecnologias desenvolvidas pela instituição e efetivamente incorporadas pelo mercado produtivo.

O montante foi 17% superior ao lucro social proporcionado pela empresa em 2024 em termos reais. A receita operacional líquida da empresa foi de R$ 4,6 bilhões, ante R$ 4,228 bilhões reportados em 2024.

Para cada R$ 1 investido pela sociedade brasileira na estatal em 2025, foram gerados R$ 27, segundo a Embrapa, o chamado índice de retorno social. Ou seja, cada R$ 1 investido na Embrapa foi multiplicado em 27 vezes. O índice de retorno social, resultado da relação entre lucro social e receita operacional líquida, também aumentou em comparação com 2024, quando foram aferidos R$ 25,37 para cada R$ 1 investido na empresa.

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Expansão internacional

Os números foram apresentados na última quinta-feira (23) pela presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, na abertura da Feira Brasil na Mesa e comemoração de 53 anos da empresa. O evento foi realizado na Embrapa Cerrados, em Planaltina, região administrativa do Distrito Federal. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participou do evento.

“O orçamento público destinado à Embrapa alcançou R$4 bilhões em 2023 e vem sendo mantido acima desse patamar nos últimos três anos. Assegurar a constância da destinação desses recursos e ampliar o patamar desses valores é essencial para que os impactos econômicos e sociais sejam assegurados também pelas próximas décadas”, disse Massruhá. “Precisamos de mais investimentos em ciência e inovação. Trabalhamos com o BNDES para criar um fundo à Embrapa para menor dependência do orçamento público”, declarou.

A presidente da Embrapa destacou ainda a expansão internacional da estatal com projetos de escritórios na África, na Ásia e na América Central.

Do montante apresentado pela Embrapa, R$ 118,62 bilhões vieram diretamente dos impactos econômicos de 166 tecnologias e R$ 4,63 bilhões de 110 cultivares que a empresa coloca à disposição de produtores. Mais R$ 1,5 bilhão foi proveniente de indicadores sociais e laborais da estatal, conforme balanço social da empresa pública. Além disso, a Embrapa proporcionou 132.115 empregos diretos e indiretos no ano passado.

O levantamento do impacto social das tecnologias da Embrapa é realizado anualmente pelas 43 unidades descentralizadas da empresa pública. O valor é calculado a partir dos benefícios econômicos incorporados pelo setor produtivo com a adoção tecnologias desenvolvidas pela Embrapa. O lucro social é obtido pela soma do rendimento adicional gerado pelas soluções adotadas no campo.

Entre os benefícios econômicos, a Embrapa mensura benefícios por incremento de produtividade na atividade agropecuária – impacto de R$ 63,93 bilhões em 2025. No ano passado, das 166 tecnologias avaliadas pela Embrapa, 105 apresentaram ganhos por incremento de produtividade.

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Custo de produção

Outro benefício apurado é a redução do custo de produção. Em 2025, 47 tecnologias da Embrapa geraram redução de custo de produção, somando economia de R$ 45,79 bilhões. A agregação de valor é outro benefício apurado, que gerou aumento de renda aos produtores de R$ 8,72 bilhões em 2025 com 37 tecnologias. Outras 15 tecnologias proporcionaram maior produção na mesma área, com impacto de R$ 180 milhões.

Conforme balanço social da empresa pública, das 166 soluções tecnológicas avaliadas no balanço social, 37 apresentaram mais de um tipo de benefício econômico e geraram um impacto econômico de R$ 8,89 bilhões.

Com as tecnologias desenvolvidas, a Embrapa teve participação de 16% no Produto Interno Bruto (PIB) da Agropecuária em 2025, com R$ 123,25 bilhões dos benefícios econômicos gerado pelas tecnologias da Embrapa e de parceiros, dos R$ 775,3 bilhões do PIB agro, mostra o balanço social da empresa pública.

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Agro deve fazer Brasil bater recorde no consumo de diesel B em 2026

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

De acordo com a consultoria, o avanço será sustentado pelo ritmo da colheita agrícola, maior movimentação logística e crescimento da atividade industrial. “A recuperação do consumo está diretamente ligada à dinâmica econômica do país, especialmente ao agro e à logística, que seguem puxando a demanda por combustíveis”, afirmou o especialista em Inteligência de Mercado da StoneX, Bruno Cordeiro.

Apesar de um início de ano mais fraco, com retração de 1,7% nas vendas no primeiro bimestre, o mercado deve ganhar força ao longo dos próximos meses. O resultado inicial foi influenciado pelo atraso na colheita da soja e pela antecipação de compras no fim de 2025 para evitar o aumento do ICMS em janeiro.

Outro indicativo de retomada veio do transporte rodoviário: o fluxo de veículos pesados em rodovias pedagiadas subiu 7,5% em março, reforçando a expectativa de recuperação no setor de cargas.

Regiões Sul e Sudeste puxam crescimento

No cenário regional, Sudeste e Sul devem liderar a expansão do consumo, favorecidos pelo desempenho industrial, recuperação da produção agrícola e maior fluxo logístico em direção aos portos.

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Já o Centro-Oeste deve registrar crescimento mais moderado, refletindo a perspectiva de menor safra de grãos, apesar do avanço do transporte de etanol de milho.

Produção interna cresce e importações recuam

A StoneX também aponta mudanças na oferta de combustíveis. A produção nacional de diesel A cresceu 4,5% no primeiro trimestre, com reforço das refinarias diante das incertezas globais.

Com isso, a expectativa é de queda nas importações em 2026, que devem somar 17,2 milhões de metros cúbicos, recuo de 0,6%, reduzindo a participação do produto externo no abastecimento nacional.

Biodiesel acelera com mistura maior

No segmento de biocombustíveis, a expansão tende a ser ainda mais forte. A demanda por biodiesel deve subir 7,2% em 2026, alcançando 10,4 milhões de metros cúbicos, impulsionada pela mistura obrigatória B15 e pelo aquecimento econômico.

“O crescimento do biodiesel reflete tanto o aumento da mistura quanto a maior demanda por diesel no país, além da busca por alternativas que reduzam a dependência externa”, destacou a analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Isabela Garcia.

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Segundo a consultoria, o óleo de soja seguirá como principal matéria-prima, ampliando sua participação para 84,7%, apoiado pela ampla oferta doméstica e pela previsão de esmagamento recorde no ano. Em um cenário com adoção do B16, a demanda por biodiesel pode chegar a 10,76 milhões de metros cúbicos.

Guerra no Oriente Médio segue no radar

Mesmo com as incertezas no cenário internacional, especialmente os reflexos da guerra no Oriente Médio sobre os preços de energia, a StoneX avalia que a demanda por diesel deve permanecer resiliente, por estar diretamente ligada à atividade econômica, ao transporte de cargas e à produção agroindustrial.

Por outro lado, a consultoria alerta que uma piora no ambiente econômico e inflacionário pode afetar setores agrícolas e industriais, trazendo impacto negativo ao consumo de diesel B.

A demanda por diesel no Brasil deve alcançar novo recorde em 2026, impulsionada pelo agronegócio, exportações e transporte rodoviário de cargas. Segundo projeção da StoneX, o consumo de diesel B está estimado em 70,8 milhões de metros cúbicos, alta de 1,9% em relação ao ano anterior.

De acordo com a consultoria, o avanço será sustentado pelo ritmo da colheita agrícola, maior movimentação logística e crescimento da atividade industrial. “A recuperação do consumo está diretamente ligada à dinâmica econômica do país, especialmente ao agro e à logística, que seguem puxando a demanda por combustíveis”, afirmou o especialista em Inteligência de Mercado da StoneX, Bruno Cordeiro.

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Apesar de um início de ano mais fraco, com retração de 1,7% nas vendas no primeiro bimestre, o mercado deve ganhar força ao longo dos próximos meses. O resultado inicial foi influenciado pelo atraso na colheita da soja e pela antecipação de compras no fim de 2025 para evitar o aumento do ICMS em janeiro.

Outro indicativo de retomada veio do transporte rodoviário: o fluxo de veículos pesados em rodovias pedagiadas subiu 7,5% em março, reforçando a expectativa de recuperação no setor de cargas.

Sul e Sudeste puxam crescimento

No cenário regional, Sudeste e Sul devem liderar a expansão do consumo, favorecidos pelo desempenho industrial, recuperação da produção agrícola e maior fluxo logístico em direção aos portos.

Já o Centro-Oeste deve registrar crescimento mais moderado, refletindo a perspectiva de menor safra de grãos, apesar do avanço do transporte de etanol de milho.

A StoneX também aponta mudanças na oferta de combustíveis. A produção nacional de diesel A cresceu 4,5% no primeiro trimestre, com reforço das refinarias diante das incertezas globais.

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Com isso, a expectativa é de queda nas importações em 2026, que devem somar 17,2 milhões de metros cúbicos, recuo de 0,6%, reduzindo a participação do produto externo no abastecimento nacional.

Biodiesel acelera com mistura maior

No segmento de biocombustíveis, a expansão tende a ser ainda mais forte. A demanda por biodiesel deve subir 7,2% em 2026, alcançando 10,4 milhões de metros cúbicos, impulsionada pela mistura obrigatória B15 e pelo aquecimento econômico.

“O crescimento do biodiesel reflete tanto o aumento da mistura quanto a maior demanda por diesel no país, além da busca por alternativas que reduzam a dependência externa”, destacou a analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Isabela Garcia.

Segundo a consultoria, o óleo de soja seguirá como principal matéria-prima, ampliando sua participação para 84,7%, apoiado pela ampla oferta doméstica e pela previsão de esmagamento recorde no ano. Em um cenário com adoção do B16, a demanda por biodiesel pode chegar a 10,76 milhões de metros cúbicos.

Guerra no Oriente Médio segue no radar

Mesmo com as incertezas no cenário internacional, especialmente os reflexos da guerra no Oriente Médio sobre os preços de energia, a StoneX avalia que a demanda por diesel deve permanecer resiliente, por estar diretamente ligada à atividade econômica, ao transporte de cargas e à produção agroindustrial.

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Por outro lado, a consultoria alerta que uma piora no ambiente econômico e inflacionário pode afetar setores agrícolas e industriais, trazendo impacto negativo ao consumo de diesel B.

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Agro Mato Grosso

Algodão se aproxima de R$ 4 por libra-peso e MT

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As cotações do algodão em pluma no mercado interno seguem em leve trajetória de alta na segunda quinzena de abril e já se aproximam do patamar de R$ 4,00 por libra-peso. O movimento, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, tem sido sustentado principalmente pela postura firme dos vendedores, que resistem a negociar em níveis mais baixos.

Parte dos cotonicultores acompanha de perto a valorização da pluma no mercado internacional, fator que reforça a estratégia de retenção de oferta no mercado doméstico. Além disso, o bom desenvolvimento das lavouras da safra 2025/26 contribui para um ambiente de maior confiança entre os produtores.

Nesse contexto, enquanto alguns agentes seguem focados no cumprimento de contratos a termo já firmados, outros demonstram interesse em abrir novas negociações — ainda que de forma seletiva.

Dificuldade de acordo reduz liquidez

Apesar da sustentação nos preços, o mercado enfrenta entraves na concretização de negócios. A dificuldade de alinhamento entre compradores e vendedores tem limitado a liquidez, resultando em negociações mais pontuais.

Do lado da demanda, as indústrias adotam postura cautelosa, monitorando o ritmo de vendas e a capacidade de repasse dos custos ao longo da cadeia de manufaturados. Já os comerciantes buscam estratégias como negócios “casados” e aquisição de lotes específicos para atender compromissos previamente estabelecidos.

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Mercado segue em compasso de espera

O cenário atual reflete um mercado ainda em ajuste, com agentes avaliando tanto o comportamento da safra quanto as condições externas. A tendência, no curto prazo, é de manutenção desse equilíbrio delicado, com preços firmes, mas com volume de negócios ainda restrito.

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Agro MT