Aprosoja MT
Aprosoja MT marca presença nas próximas feiras agropecuárias de MT

Participação reforça compromisso da entidade com o produtor rural, ampliando o diálogo e fortalecendo a representatividade do setor
Mais do que marcar presença nas principais feiras agropecuárias de Mato Grosso, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) reafirma seu compromisso de estar ao lado do produtor rural, ouvindo demandas, apresentando serviços e fortalecendo a representatividade do setor. Esses eventos aproximam a entidade da base e consolidam as feiras como espaços estratégicos de diálogo, inovação e fortalecimento institucional.
Neste mês, a entidade participa da Farm Show, em Primavera do Leste, de 8 a 13 de março, e da Show Safra, em Lucas do Rio Verde, de 23 a 27 de março. A Farm Show se consolidou como um dos maiores eventos do agronegócio no Brasil, reunindo produtores, empresários e pesquisadores, promovendo inovação, conhecimento e geração de negócios, além de impulsionar o desenvolvimento regional.
Para o delegado coordenador do núcleo de Primavera do Leste, Cristian Willy Braun, a presença de um estande da Aprosoja MT na feira amplia o diálogo e contribui para apresentar aos produtores os projetos e ações desenvolvidos pela entidade.
“A presença da entidade no parque e nas feiras, com um estande aberto, amplo, acolhedor e chamativo, cria um ambiente propício para o produtor rural que já está visitando o evento se aproximar da entidade. A qualquer momento, ele pode chegar ao estande, participar de um bate-papo até mesmo informal com outros produtores que estejam ali, trocar ideias, compartilhar informações e dialogar diretamente com a liderança da Aprosoja MT. É uma oportunidade de ouvir da própria entidade tudo o que vem sendo realizado nos últimos anos e, ao mesmo tempo, levar as demandas do campo”, afirma.
Segundo Cristian, a participação da Aprosoja MT nas feiras é fundamental para compreender as necessidades específicas de cada região. “Um dos maiores benefícios da presença da Aprosoja MT nas feiras é justamente a possibilidade de estar mais próxima da realidade de cada região. Mato Grosso é um estado de grande extensão territorial, e cada localidade possui demandas, desafios e particularidades próprias. Ao estar presente nessas feiras, a entidade consegue receber feedback direto dos produtores, compreender as especificidades de cada área e, a partir disso, desenvolver ações que realmente atendam às necessidades do setor”.
Cristian também destaca que o estande funciona como um ponto de orientação técnica e institucional aos produtores. “Ao chegar ao estande da Aprosoja MT, o produtor encontra diversos tipos de orientações e informações. Ele pode esclarecer dúvidas técnicas, inclusive aquelas relacionadas ao Centro Técnico (CTECNOs), tendo acesso a conteúdos e direcionamentos mesmo que não possa se deslocar até a sede. Também pode buscar informações sobre legislação ambiental, o que mudou, o que permanece vigente e sobre o Classificador Legal, entre outros programas desenvolvidos pela entidade. São várias iniciativas colocadas à disposição para que o produtor se mantenha informado sobre tudo o que a Aprosoja MT tem feito em sua defesa”, complementa Cristian.
Na região norte, a Show Safra, que será realizada de 23 a 27 de março, em Lucas do Rio Verde, consolidou-se como um dos maiores eventos do agronegócio brasileiro. Para a delegada coordenadora do núcleo, Taisa Botton, a presença da Aprosoja MT dentro das feiras, se torna um ponto de diálogo e escuta das demandas do campo.
“O estande da Aprosoja MT é um ponto de encontro do produtor rural. Não é apenas um espaço institucional, é um ambiente de diálogo é a nossa casa dentro da feira. Muitos produtores aproveitam esse momento para trazer preocupações relacionadas à logística, à questão ambiental, à segurança jurídica e aos desafios diários enfrentados nas propriedades. Essa escuta é fundamental. É a partir dela que conseguimos organizar as demandas de forma estruturada, possibilitando uma atuação técnica e política mais eficiente por parte da entidade”, pontuou Taisa.
A produtora ressalta ainda que a participação nos eventos auxilia a entidade a compreender com mais profundidade os desafios enfrentados nas propriedades. “Embora a Aprosoja MT esteja em contato constante com os produtores por meio dos núcleos regionais, as feiras ampliam essa escuta. Produtores de diferentes municípios, regiões, realidades e portes passam pelo estande, trazendo uma diversidade de experiências e desafios. Isso permite à entidade identificar padrões de dificuldade em microrregiões, mapear demandas emergentes e até antecipar problemas que podem impactar o setor. Essa troca fortalece a atuação institucional, porque as pautas defendidas pela entidade nascem da realidade do campo. Mais do que participar de grandes eventos, a Aprosoja MT reafirma, nas feiras, seu compromisso de estar ao lado do produtor, ouvindo, orientando e representando com responsabilidade”, salienta.
Para a vice-presidente Sul da Aprosoja MT, Laura Battisti Nardes, as feiras regionais cumprem papel estratégico ao conectar a entidade ao trabalhador do campo. “Essas feiras regionais, ao divulgar propósitos, ações e conquistas da associação, tornam-se um elo entre o trabalhador do campo e a entidade, colhendo demandas para buscar soluções aos desafios, quer sejam da lavoura, da comercialização ou das questões judiciais em defesa da classe produtora”, destacou.
A vice-presidente Sul também reforça que a participação da entidade contribui para aproximar o produtor da base e da sociedade, ampliando o acesso à informação sobre o agronegócio. “No intuito de aproximar ainda mais a entidade ao produtor rural, a Aprosoja Mato Grosso contribui significativamente na realização de grandes feiras regionais, como a Farm Show e o Show Safra, através de um diálogo franco sobre conhecimento técnico e troca de experiências e novas tecnologias. Em ambas as feiras, os estandes da Aprosoja MT torna-se uma grande vitrine, oferecendo a toda a sociedade contato direto com produtos derivados de soja, apresentando degustação e informações sobre o complexo industrial da soja e do milho in natura”, exemplificou a vice-presidente Sul.
A participação da Aprosoja MT nas feiras agropecuárias segue no mês de abril, com presença confirmada na Parecis SuperAgro, em Campo Novo do Parecis, e na Norte Show, em Sinop. A atuação nos eventos amplia a presença institucional da entidade no estado, reforçando seu compromisso ao lado do produtor rural e fortalecendo a representatividade do setor.
Agro Mato Grosso
Produtora rural de Tapurah, Inez Catelan Lazarotto constrói uma história de superação no campo

A trajetória de Inez Catelan Lazarotto de 69 anos, é marcada por coragem, trabalho e resiliência. Agricultora do município de Tapurah, ela construiu no campo não apenas uma propriedade rural, mas um legado familiar que atravesse gerações.
A produtora rural chegou a Mato Grosso ainda jovem, na década de 1970, acompanhando o esposo. O casal veio inicialmente para Sorriso, onde ele, junto de um tio, já havia iniciado a formação da propriedade familiar. Casada havia poucos anos, Inês viu a vida tomar rumos inesperados quando, em 1981, o marido sofreu um infarto. Com isso, ela precisou retornar ao Rio Grande do Sul com os filhos ainda pequenos.
Anos mais tarde, quando o filho João Luiz completou 18 anos, a agricultora decidiu voltar a Mato Grosso para assumir parte da propriedade da família, fruto de uma sociedade familiar. O retorno definitivo aconteceu em 2002. Na época, a realidade era desafiadora: apenas 300 hectares abertos, nenhuma máquina, pouco recurso financeiro e uma infraestrutura praticamente inexistente.
“Nós não tínhamos maquinário, não tínhamos dinheiro, nem nome, tínhamos apenas a terra. Era tudo estrada de chão, não tinha asfalto e nem energia. O mercado era precário, mas como nós não tínhamos muito dinheiro, nos contentávamos com o que tinha. Economizávamos, criamos porco, galinha, tudo isso para ter o que comer”, conta Inez.
O trabalho era intenso. Faltava mão de obra, maquinário era escasso e as tarefas exigiam esforço coletivo. “Maquinário também não tínhamos, eram poucos. Até o primeiro trator, foi meu irmão que comprou e nos deu. Nossa, que alegria quando recebemos aquele trator”, relembra a produtora rural.
Com o passar dos anos, a propriedade cresceu e a família também. De 300 hectares, a área foi sendo ampliada, sempre com muito sacrifício e dedicação. Em 2013, a chegada de mais apoio familiar fortaleceu ainda mais o trabalho, permitindo novos investimentos e expansão da atividade agrícola.
Hoje, Inez de diz realizada. Mãe, avó de sete netos, ela celebra a união da família no campo. “Eu já tenho sete netos, a mais nova está com meses. É muito gratificante ver os filhos todos aqui comigo, juntos, apoiando, ajudando em tudo, na dificuldade. Na hora de chorar, choramos juntos, na hora de brigar, brigamos juntos, mas no final, tudo dá certo”, diz Inez com emoção sobre sua família.
A produtora também destaca o papel da Aprosoja Mato Grosso na representatividade do produtor, para ela associação é fundamental na defesa dos produtores rurais e no fortalecimento da atividade agrícola em Mato Grosso. “A Aprosoja MT nos representa como produtor, nos ajuda, nos apoia, nos representa na bancada. Eles estão nos ajudando muito agora e acho que vão continuar nos ajudando também”, finaliza ela.
No final, Inez Catelan Lazarotto se orgulha da sua trajetória e de tudo que passou para chegar onde está hoje. “Eu tenho orgulho de ser produtora rural. Passei por muita coisa, sofri, chorei, mas hoje eu quero só alegria com meus filhos. Sou grata a Deus por tudo o que construímos”, conclui ela.
Agro Mato Grosso
Pesquisa no campo ajuda a enfrentar desafios da soja em Mato Grosso

A Aprosoja Mato Grosso realizou o 1º Giro de Pesquisa no Vale do Guaporé para auxiliar produtores diante dos desafios da cultura da soja na região
O Vale do Guaporé possui particularidades próprias de clima, solo e sistema produtivo, que fazem com que a cultura da soja enfrente desafios diferentes de outras regiões de Mato Grosso. Ao longo das safras, os produtores têm lidado com algumas situações como o quebramento das hastes e apodrecimento das vagens de soja.
Para auxiliar na compreensão desses problemas e oferecer suporte técnico mais próximo da realidade local, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) realizou, em parceria com o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), o 1º Giro de Pesquisa do Vale do Guaporé, aproximando produtores, técnicos e pesquisadores e fortalecendo a troca de informações diretamente no campo.
Realizado no dia 11 de fevereiro, o Giro de Pesquisa abordou temas de extrema importância para a realidade do Vale do Guaporé, com estações voltadas ao manejo da cultura, escolha de cultivares, adubação esanidade, visando estratégias para melhorar o desempenho da soja. A iniciativa ganha ainda mais relevância em uma região que, além dos desafios agronômicos enfrentados no campo, convive com dificuldades logísticas e de armazenagem, fatores que impactam diretamente a eficiência produtiva e a rentabilidade do produtor rural.
O vice-presidente Oeste, Luiz Otávio Tatim, destaca que no Vale, fatores como tipo de solo, clima, temperatura e altitude influenciam diretamente o manejo de diferentes produtos, como fungicidas e inseticidas, além da definição da população de plantas das cultivares utilizadas. “O Vale do Guaporé possui peculiaridades próprias, únicas dentro do estado de Mato Grosso. Por se tratar de uma nova fronteira agrícola, é fundamental que as estratégias adotadas na região resultem em maior eficiência produtiva, com custos mais adequados à realidade local”, explica ele.
Para o vice-presidente Oeste, o Vale do Guaporé apresenta uma alta produtividade em comparação a outras regiões do Estado, em razão da fertilidade do solo e das condições climáticas. Ele ressalta ainda que um dos principais gargalos que impactam a região é a logística de escoamento da produção de grãos.
“O Vale, historicamente, possui uma fertilidade muito boa, o que faz com que as médias de produtividade da soja na região sejam bastante elevadas. Costumo dizer que, muitas vezes, o que agricultores de fora do Vale levam 40 ou 50 anos para alcançar, o produtor do Vale consegue em um, dois ou três anos. Isso se deve à fertilidade do solo e também às condições climáticas. Hoje, vejo que o grande gargalo da região é a logística. Por isso, é importante trabalharmos nessa questão, junto aos produtores rurais e à classe política”, finaliza ele.
O delegado coordenador do Núcleo Vale do Guaporé e produtor rural da região, Yuri Nunes Cervo, pontua que, nesta fase final da colheita, tem sido possível identificar diversos problemas na cultura da soja, que vão além das anomalias e do quebramento de hastes, incluindo também a ocorrência de antracnose.
“Agora, no final da colheita, estamos conseguindo identificar que os problemas na lavoura não se resumem apenas às anomalias. Além delas, que já vêm sendo observadas desde o início da safra, também aparecem o quebramento de plantas e a antracnose, que favorece a entrada de umidade. Esses são hoje os três principais pontos de atenção na região”, explica o delegado coordenador.
Yuri salienta ainda que, apesar de a região ser extensa e apresentar particularidades específicas, muitos produtores enfrentam desafios em comum. Para ele, esse foi um dos principais pontos do encontro realizado durante o Giro de Pesquisa. “O Giro foi extremamente proveitoso, pois possibilitou essa troca de informações e deixou o produtor mais atento ao que está acontecendo na lavoura”, conta ele.
Com a realização do Giro de Pesquisa, a Aprosoja Mato Grosso reforça a importância de investir em estudos regionais e na aproximação entre pesquisa e produtor rural, especialmente em áreas com características tão específicas como o Vale do Guaporé. A iniciativa contribui para ampliar o acesso a informações técnicas, orientar decisões de manejo e fortalecer a capacidade dos produtores de enfrentar os desafios da cultura da soja, promovendo maior eficiência produtiva, redução de riscos e desenvolvimento sustentável da agricultura na região.
Agro Mato Grosso
Déficit de armazenagem pressiona produtores e reduz rentabilidade em MT

Os gargalos estruturais enfrentados pelo estado líder na produção de grãos encarecem a logística, enfraquece o poder de negociação, compromete a renda e a segurança alimentar
O crescimento contínuo da produção agrícola de Mato Grosso consolidou o estado como o principal produtor de grãos do país, mas o ritmo de investimentos em infraestrutura de armazenagem não acompanhou a expansão das lavouras. O resultado foi o descompasso estrutural que afeta diretamente a infraestrutura estratégica para a segurança alimentar, a rentabilidade do produtor rural, a comercialização e amplia custos operacionais.
Para a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), mesmo diante de avanços tecnológicos e ganhos de produtividade, a insuficiência de capacidade estática para estocar a produção mantém parte significativa dos produtores refém do calendário da colheita e das condições impostas pelo mercado no momento de maior oferta.
“Nos últimos anos, o déficit de armazenagem tem se acentuado no estado. Atualmente, aproximadamente 50% da produção consegue ser armazenada, o restante precisa ser escoado rapidamente durante o período de safra, por falta de estrutura adequada. Além disso, os juros elevados têm dificultado o acesso ao crédito por parte dos produtores, o que limita a construção de novas estruturas para reduzir esse déficit. Os mercados importadores conhecem esse gargalo logístico no Brasil, especialmente em Mato Grosso, e acabam se aproveitando dessa situação. A necessidade de escoamento rápido pressiona os produtores a venderem em um curto espaço de tempo, o que favorece a redução dos preços e impacta diretamente a renda no campo”, ressaltou o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber.
Representantes do setor produtivo apontam que o estado não consegue armazenar sequer metade do que colhe, o que evidencia a dimensão do gargalo. Segundo o vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier, o problema se intensifica nas regiões de expansão agrícola mais recente, especialmente no Vale do Araguaia, onde a estrutura de silos e armazéns não acompanhou o avanço da produção.
“Todo estado do Mato Grosso, de maneira geral, é afetado com a falta de armazenagem. O produtor sofre com filas, com a dificuldade de entregar o seu produto. E sofre principalmente quando o clima é mais chuvoso, como esse ano. Existem algumas linhas de crédito, como o FCO Armazenagem, também como o PCA, que estão disponíveis para o produtor. Porém, constantemente a gente vê falta de recursos nessas linhas”, destaca.
O impacto econômico desse déficit não se limita à logística. Sem capacidade própria de armazenagem, o produtor perde autonomia sobre o momento de comercialização e frequentemente é forçado a vender durante a colheita, período em que os preços tendem a estar mais pressionados pela oferta elevada. A ausência de estrutura adequada também reduz o poder de barganha diante de compradores e prestadores de serviço, além de ampliar a dependência de armazéns terceirizados e tradings.
Outro ponto de atenção é a falta de energia de qualidade para abastecer os armazéns. “Um armazém precisa funcionar com um gerador de energia e nós temos um problema de custo com o óleo diesel. A energia gerada pelo gerador, acaba sendo uma energia mais cara, que muitas vezes dificulta a viabilidade do armazém. A energia elétrica do Mato Grosso é precária, vários e vários municípios têm energia de má qualidade, e outros municípios sequer têm energia suficiente para ampliação de novos armazéns”, pontua Bier.
Na prática, os efeitos desse cenário aparecem diretamente na qualidade do produto e na margem de lucro. O produtor do núcleo de Água Boa, Vinicius Baldo, relata que a limitação de espaço para estocar a produção compromete a separação adequada dos grãos e reduz as oportunidades de venda em condições mais favoráveis.
“A falta de armazenamento impacta bastante, principalmente com a questão de grão avariado, ardido. A gente tem armazém, mas não é suficiente e a gente já precisou vender antes do momento. Se tivéssemos a capacidade adequada de armazenamento, esse cenário mudaria bastante, pois poderíamos programar melhor as vendas, retirar com mais tempo a soja. As principais dificuldades para investir em infraestrutura são a limitação de crédito e juros altos”, comenta o agricultor.
O produtor do núcleo de Gaúcha do Norte, Josenei Zemolin, passa por uma situação semelhante, destacando que a falta de estrutura influencia decisões ainda durante a colheita. Sem um armazém próprio, a colheita precisa seguir parâmetros rígidos de umidade para evitar descontos aplicados por compradores, o que limita a flexibilidade operacional e pode resultar em perdas adicionais.
“Em um ano chuvoso como esse, quem tem esse armazém pode entrar colhendo com umidade bem alta, bem mais cedo, colher bem mais úmido. O custo que você vai ter para secar essa soja é só lenha e energia. Então isso impacta bastante porque a gente perde muito colhendo úmido e entregando para as trades, porque elas descontam mais do que o normal. Se houvesse uma capacidade de armazenagem suficiente, a gente poderia se programar melhor, por exemplo, para fazer a venda futura para pagar os custos e o que sobraria você conseguiria entregar num caminhão próprio”, aponta Josenei.
O desafio para expandir a armazenagem envolve uma combinação de fatores estruturais e econômicos. Linhas de crédito voltadas ao financiamento de silos e armazéns existem, mas os recursos disponíveis são insuficientes diante da demanda, além de apresentarem juros pouco atrativos e exigências de garantias que restringem o acesso.
Para a Aprosoja MT, o déficit de armazenagem representa um entrave estratégico ao desenvolvimento do agronegócio estadual e nacional. A entidade defende a ampliação de políticas públicas e instrumentos financeiros que estimulem investimentos em infraestrutura nas propriedades, argumentando que a capacidade de armazenar a produção fortalece a posição do produtor no mercado, melhora a eficiência logística e contribui para a estabilidade do abastecimento.
Sem essa estrutura, parte significativa da safra continua sendo movimentada sob pressão de tempo e custo, com impactos que se estendem da propriedade rural ao sistema de transporte e comercialização. Em um estado que lidera a produção nacional, a capacidade de guardar a própria safra tornou-se, cada vez mais, uma condição para preservar renda, reduzir perdas e sustentar o avanço do agronegócio.
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