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O que são alimentos plant-based e por que eles estão ganhando espaço no Brasil?

Cada vez mais presentes nas gôndolas dos supermercados, os produtos chamados “plant-based” ainda geram dúvidas entre consumidores. Apesar do nome em inglês, a proposta é simples: alimentos de origem vegetal que simulam, em sabor, textura e aparência, produtos feitos com ingredientes de origem animal.
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Segundo a pesquisadora da Embrapa Agroindústria de Alimentos, Janice Lima, a categoria já faz parte da rotina dos brasileiros há muitos anos, mesmo que muitas pessoas não percebam.
“Quando a gente fala em plant-based, a gente está pensando em produtos que são vegetais, mas que simulam sensorialmente ou em termos de aparência aqueles produtos de origem animal que eles estão associados”, explica.
Entre os exemplos mais comuns estão o tofu, que pode ser comparado a um análogo de queijo; a margarina, alternativa vegetal à manteiga; extratos vegetais que substituem o leite; e a proteína texturizada de soja, amplamente utilizada como substituta da carne moída.
Novo perfil de consumidor
Historicamente, esses produtos eram voltados principalmente ao público vegetariano e vegano. No entanto, o crescimento do grupo dos chamados “flexitarianos” (pessoas que optam por reduzir, mas não eliminar, o consumo de proteína animal) ampliou o mercado.
Esse novo consumidor busca alternativas que entreguem experiência sensorial semelhante à carne, ao leite ou aos derivados, sem abrir mão de sabor, aroma e textura.
“Essas pessoas começaram a exigir do mercado produtos vegetais que simulassem os produtos animais, mas que tivessem uma questão sensorial muito mais próxima dos produtos de origem animal”, explica Janice Lima.
Desafios
Janice Lima explica que durante o desenvolvimento dos plant-based, o principal obstáculo está na textura, especialmente quando se trata de carne vegetal. Reproduzir as fibras e a suculência de um corte bovino ou de frango exige tecnologia e investimentos.
“O mais difícil em termos de projeto seria essa questão da extrusão, obter, por exemplo, cortes inteiros de um corte que simule um pedaço de frango ou um corte que simule um pedaço de carne. Tem algum algumas tecnologias, principalmente no exterior, que as pessoas estão conseguindo, mas aqui no Brasil eu acho que é um pouco incipiente ainda”, explica.
Soja ainda lidera, mas mercado busca diversificação
A soja segue como principal matéria-prima do setor no Brasil, por ser amplamente pesquisada, disponível e consolidada na indústria. A ervilha também ganhou espaço nos últimos anos, impulsionada pela produção e pesquisa no Canadá.
Na Embrapa, os estudos avançam para diversificar as fontes proteicas, com foco em leguminosas conhecidas como “pulses”, como lentilha, grão-de-bico, tremoço e feijão.
Segundo Janice Lima, a vantagem de você usar essas leguminosas no desenvolvimento desse tipo de produto é porque você parte de um teor um pouco mais alto de proteínas.
“Essas leguminosas têm normalmente em torno de 20% de proteína e para fazer a concentração já fica um pouco mais fácil”, destaca.
A técnica de extrusão é utilizada para transformar esses concentrados em proteínas com estrutura semelhante à carne, como ocorre com a proteína texturizada de soja.
Consumidor quer o pacote completo
O mercado plant-based segue em expansão no Brasil, impulsionado por mudanças no comportamento do consumidor e pelo avanço tecnológico. Ainda há desafios importantes, especialmente na reprodução de cortes inteiros de carne, mas a tendência é de crescimento e diversificação das matérias-primas nos próximos anos.
Para Janice Lima, o consumidor brasileiro está cada vez mais consciente e exigente. O desafio da indústria é entregar um “pacote completo”: sabor semelhante ao produto animal, perfil nutricional adequado e preço acessível.
“Todo mundo quer tudo. Quer que seja sensorialmente igual, quer que nutricionalmente seja legal e quer também um preço acessível”, completa.
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É nesta quinta! A Abertura Nacional do Plantio da Soja 26/27 vem aí; saiba como assistir ao vivo

Está chegando a hora! É amanhã, 17 de setembro, que acontece a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27. A partir das 9h, pelo horário de Brasília, você poderá acompanhar ao vivo pelo Canal Rural e pelo YouTube tudo o que acontece na Fazenda Horizontina, em Ipiranga do Norte (MT).
Ao longo da programação, os participantes vão acompanhar debates sobre os principais assuntos que devem movimentar o setor durante o novo ciclo. Entre os destaques está a discussão sobre a verticalização da soja na produção de alimentos e energia.
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Além de marcar oficialmente a largada da safra 2026/27, a Abertura Nacional terá um significado especial neste ano. O evento também dará início às comemorações dos 15 anos do Projeto Soja Brasil, iniciativa que acompanha de perto as transformações, os desafios e os avanços da produção de soja no país.
Falta pouco! Amanhã, acompanhe a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 pelo Canal Rural e pelo YouTube.
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Leilão de compra de arroz da Conab adquire apenas 5% do ofertado

O primeiro leilão de compra de arroz para formação de estoques públicos realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quarta-feira (16) não obteve o sucesso esperado.
A expectativa do governo era adquirir até 127,3 mil toneladas do cereal a granel da safra 2025/26, classe longo-fino em casca, Tipo 1, a fim de mitigar os possíveis impactos associados ao fenômeno climático El Niño e, assim, assegurar o abastecimento no país.
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No entanto, o pregão eletrônico realizado pelo Sistema de Comercialização Eletrônica da entidade (Siscoe), resultou na compra de apenas 4,05 mil toneladas, ou 5,1% do total ofertado.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Evandro Oliveira, o leilão ocorreu em um momento inoportuno, sem qualquer pedido de ajuda por parte dos produtores, e ofereceu preços pouco atrativos, até mesmo abaixo das referências do mercado físico, dependendo da região.
De acordo com ele, já se esperava baixa adesão diante dos preços máximos oferecidos pelo leilão, entre R$ 80 a R$ 82 reais por saca, valores semelhantes aos praticados hoje no mercado físico. “Então, os preços não foram suficientemente atrativos para movimentar volumes significativos nesse leilão”, pontuou.
No Rio Grande do Sul, nas praças de produção e comercialização de Pelotas e ainda no litoral, o arroz está sendo negociado na faixa de R$ 80,00 a R$ 85,00 por saca, chegando a R$ 90 no porto.
“Logo, os valores oferecidos pelo leilão ficaram bem abaixo do necessário para atrair uma demanda significativa, o que explica o fracasso da operação”, salientou o analista.
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Conab fará leilões para comprar até 224 mil toneladas de milho

Duas operações de compra de milho em grãos preveem a aquisição de até 224 mil toneladas para formação de estoques públicos. Os leilões eletrônicos serão realizados na sexta-feira (18) e na segunda-feira (21), às 9h, com recebimento do produto em unidades armazenadoras de oito unidades da Federação. A medida também prevê oferta posterior por meio do Programa de Vendas em Balcão (ProVB).
Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o volume de até 224 mil toneladas corresponde ao total das duas operações. O segundo leilão ofertará apenas os lotes que não forem negociados no primeiro certame, sem que a compra total ultrapasse esse limite.
A operação da sexta-feira (18), referente ao Aviso nº 64/2026, será exclusiva para a agricultura familiar. Poderão participar produtores rurais familiares, cooperativas de produtores rurais familiares e associações da agricultura familiar com Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ou Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP) válida.
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Já o leilão da segunda-feira (21), Aviso nº 65/2026, será em ampla concorrência. O certame admite a participação de produtores rurais, cooperativas e comerciantes, desde que atendam às exigências de cadastramento, habilitação jurídica e regularidade fiscal previstas no aviso.
O milho será recebido em unidades armazenadoras localizadas na Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. As operações serão realizadas pela Conab no Sistema de Comercialização Eletrônica da Companhia (Siscoe), em Brasília.
Os participantes precisam estar cadastrados na bolsa por meio da qual apresentarão propostas e em situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf), no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) e no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican).
O produto deverá seguir os padrões de classificação estabelecidos nos avisos e vir acompanhado de certificado emitido por entidade credenciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O preço máximo de compra será divulgado com pelo menos dois dias úteis de antecedência. Os arrematantes deverão apresentar garantia de 5% do valor da operação e organizar o cronograma de entrega com a unidade regional responsável pelo recebimento.
Após a aprovação do milho entregue, o pagamento aos fornecedores deverá ocorrer em até dez dias úteis. Caso todo o volume seja negociado na operação exclusiva para a agricultura familiar, não haverá lotes remanescentes para a disputa em ampla concorrência.
Fonte: gov.br
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