Sustentabilidade
O papel da rotação de culturas na formação de raízes mais eficientes na soja – MAIS SOJA

A produtividade da soja é condicionada por diversos fatores que podem atuar de forma isolada ou interagir entre si, influenciando direta ou indiretamente o desempenho da cultura no campo. Entre eles, destacam-se características fisiológicas relacionadas ao sistema radicular, que também contribuem para a resiliência das plantas sob condições de estresse.
Estudos indicam que a produtividade da soja está diretamente associada ao crescimento e à distribuição das raízes no solo, especialmente ao comprimento radicular. Conforme observado por Faé et al. (2020), quanto maior o volume radicular da planta, maior tende a ser sua produtividade. Esse efeito está relacionado ao maior volume de solo explorado, o que amplia o acesso a água e nutrientes e aumenta a tolerância ao déficit hídrico.
Nesse contexto, a compactação do solo figura entre os principais fatores limitantes da produtividade da soja, tornando necessária a adoção de estratégias que reduzam seus efeitos e promovam um ambiente mais favorável ao desenvolvimento das raízes. Embora a escarificação mecânica possa proporcionar resultados a curto prazo, além de demandar maior custo operacional e mão de obra, seus efeitos tendem a ser temporários.
Assim, estratégias de médio e longo prazo precisam ser incorporadas ao sistema de produção, sendo a rotação de culturas uma das alternativas mais eficientes e sustentáveis para manejar a compactação e melhorar a qualidade física do solo. Nesse sistema, além da produção de palhada para cobertura do solo, o posicionamento de espécies deve considerar as características do sistema radicular das plantas.
Ao contrário do que muitas vezes se imagina, a maior parte da matéria orgânica do solo resulta da decomposição das raízes das plantas, e não da sua parte aérea. O aumento gradual do teor de matéria orgânica, aliado à menor intensidade de revolvimento do solo, melhora significativamente sua estrutura. Isso favorece o desenvolvimento do sistema radicular das culturas e amplia o volume de solo explorado pelas raízes (Moraes et al., 2016). Além de melhorar a estrutura física do solo, a diversificação de espécies no sistema de produção também contribui para o aumento da ciclagem de nutrientes ao longo do perfil do solo, beneficiando a cultura sucessora.
Figura 1. Raízes de culturas produtoras de grãos e de cobertura, da esquerda para a direita são raízes de milheto, sorgo, milho, braquiária, soja, centeio e trigo.

De modo geral, a diversificação de espécies na rotação de culturas, associando plantas com diferentes sistemas radiculares, contribui para a melhoria dos atributos físicos do solo. Essa prática favorece o aumento da macroporosidade e da taxa de infiltração de água, além de reduzir a compactação e melhorar a aeração do solo. Isso ocorre, em grande parte, pela formação de galerias no solo promovidas pelo crescimento e pela decomposição do sistema radicular das plantas. Estima-se que a contribuição das raízes ao aporte orgânico das culturas no solo é de 23% a 45% da matéria seca da parte aérea, conforme a cultura e o manejo utilizado (Bordin et al., 2008).
Esse benefícios resultam em um ambiente mais favorável ao crescimento e desenvolvimento das raízes da soja, tornando-as mais eficientes. Corroborando a influência da rotação de culturas no desenvolvimento radicular da soja, Torres e Saraiva (1999) observaram maior comprimento e melhor distribuição de raízes no sistema plantio direto quando diferentes espécies foram incluídas na rotação.
Em sucessão de culturas, as raízes permaneceram mais superficiais, superando apenas o preparo com grade pesada. Já a inclusão de tremoço, aveia-preta e milho favoreceu uma distribuição mais profunda das raízes no perfil do solo, evidenciando a contribuição da rotação de culturas para o desenvolvimento da soja (Figura 2).
Figura 2. Comprimento radicular de soja em função de sistemas de rotação ou sucessão de culturas em Latossolo Vermelho Distroférrico. Rotação: tremoço/milho-aveia/sojatrigo/soja-trigo/soja. Sucessão: trigo/soja.

Vale destacar que, além de melhorar as condições do solo e favorecer o crescimento e desenvolvimento radicular da cultura sucessora, as plantas de cobertura acumulam nutrientes ao longo do ciclo, tanto na parte aérea quanto no sistema radicular. Após a decomposição e mineralização dos resíduos culturais, esses nutrientes tornam-se disponíveis para a cultura seguinte. Além disso, em sistemas de produção de grãos que integram a rotação de culturas, os benefícios do uso de plantas de cobertura tendem a ser mais duradouros, contribuindo para a melhoria do ambiente produtivo como um todo.
Referências:
BORDIN, I. et al. MATÉRIA SECA, CARBONO E NITROGÊNIO DE RAÍZES DE SOJA E MILHO EM PLANTIO DIRETO E CONVENCIONAL. Pesq. agropec. bras., Brasília, v.43, n.12, p.1785-1792, dez. 2008. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/pab/a/jSkKdJ4Vp6DFXx8BXpnr6zz/?lang=pt >, acesso em: 09/03/2026.
FAÉ, G. S.; KEMANIAN, A. R.; ROTH, G. W.; WHITE, C.; WATSON, J. E. SOYBEAN YIELD IN RELATION TO ENVIRONMENTAL AND SOIL PROPERTIES. European Journal of Agronomy, v. 118, 2020. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1161030120300770#:~:text=Saturated%20hydraulic%20conductivity%20(ksat,exceeding%207%20Mg%20ha%2D1. >, acesso em: 09/03/2026.
MORAES, M. T. et al. BENEFÍCIOS DAS PLANTAS DE COBERTURA SOBRE AS PROPRIEDADES FÍSICAS DO SOLO. UFRGS. Manejo e conservação do solo e da água em pequenas propriedades rurais no sul do Brasil: práticas alternativas de manejo visando a conservação do solo e da água, cap. II, 2016. Disponível em: < https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/149123/001005239.pdf?sequence=1&isAllowed=y >, acesso em: 09/03/2026.
TORRES, E.; SARAIVA, O. F. CAMADAS DE IMPEDIMENTO MECÂNICO DO SOLO EM SISTEMAS AGRÍCOLAS COM A SOJA. Embrapa, 1999. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/CNPSO/17473/1/circTec23.pdf >, acesso em: 09/03/2026.

Sustentabilidade
Colheita do milho se encaminha para o final no RS – MAIS SOJA

A cultura do milho está em fase final de safra e a área colhida alcança 90% dos 803.019 hectares cultivados nesta Safra 2025/2026. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (23/04), houve avanço limitado das operações no período, em função da ocorrência de precipitações, sobretudo na Metade Sul, onde a umidade dos grãos se manteve elevada, e houve restrição do tráfego de máquinas. Restam por colher lavouras de milho implantadas em períodos intermediários e tardios, que se encontram em estádios reprodutivos ou em final de enchimento de grãos, beneficiadas pelas recorrentes chuvas desde meados de março, consolidando os componentes de rendimento médio estimado para o Estado em 7.424 kg/ha. A expectativa de produção total se mantém em 5.961.639 toneladas de milho nesta safra no RS.
A qualidade dos grãos, de modo geral, é considerada satisfatória nas áreas de milho colhidas sob condições adequadas, embora a elevada umidade em períodos chuvosos tenha imposto restrições operacionais e maior cuidado no momento da colheita.
Milho silagem – As lavouras de milho destinadas à silagem se encontram, em sua maioria, colhidas. As áreas remanescentes (safrinha) seguem em fase reprodutiva, com bom acúmulo de biomassa, favorecido pela umidade adequada do solo. A área colhida alcança cerca de 87%, porém o avanço ocorreu de forma limitada no período, devido à elevada umidade das plantas e do solo, associada às chuvas frequentes. Essa condição tem dificultado o corte e a eficiência de enchimento e compactação dos silos, e pode haver impactos à qualidade da fermentação do material ensilado. A estimativa da Emater/RS-Ascar indica área de 345.299 hectares, e produtividade média de 37.840 kg/ha.
Enquanto o milho vem sido colhido de forma escalonada, de 3 a 5% na semana, a soja tem a colheita concentrada e avança para o terço final, condicionada a janelas de tempo firme. A chuva atrapalhou um pouco, mas os produtores gaúchos aceleraram a colheita nos períodos de tempo seco e atinge 68% da área cultivada no RS, que é de 6.624.988 hectares.
Soja – A colheita da soja apresenta avanço significativo, mesmo condicionada às precipitações mais concentradas na Metade Sul, e irregulares no restante do Estado. As chuvas, mesmo desiguais, impuseram um ritmo mais lento na operação, e foram necessárias readequações para viabilizar a atividade, especialmente no aumento de número de máquinas colhedoras e ampliação de jornadas nas janelas de tempo firme. De modo geral, observa-se elevada variabilidade produtiva, como reflexo da distribuição irregular das precipitações ao longo do ciclo, principalmente durante o enchimento de grãos, quando episódios de déficit hídrico, associados a temperaturas elevadas, comprometeram o potencial produtivo. A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar está em 2.871 kg/ha.
Feijão 1ª safra – A colheita está encerrando, com rendimentos próximos das expectativas iniciais na maior parte das regiões produtoras. Na Região dos Campos de Cima da Serra, onde se concentra a maior produção estadual, a colheita está praticamente concluída, restando apenas áreas pontuais com cultivares tardias. Na região, a produtividade média não deve superar 1.200 kg/ha, ficando aquém do esperado. Há expressiva diferença de desempenho entre sistemas de cultivo: áreas irrigadas alcançaram até 2.800 kg/ha; lavouras de sequeiro variaram entre 900 e 1.200 kg/ha, demonstrando o impacto das condições hídricas sobre o resultado final da safra. Essa redução deve influenciar negativamente o resultado estadual, estimado em 1.781 kg/ha pela Emater/RS-Ascar. A área cultivada com feijão 1ª safra está estimada em 23.029 hectares no Estado.
Feijão 2ª safra – As lavouras da segunda safra se encontram em fase reprodutiva avançada de enchimento de grãos e início de maturação, e há pequena proporção colhida. O desenvolvimento da cultura tem sido favorecido pela boa disponibilidade hídrica e pelas temperaturas amenas. As plantas apresentam desenvolvimento vegetativo e reprodutivo satisfatórios, além de formação de vagens e enchimento de grãos ideais, mantendo o bom potencial produtivo. A Emater/RS-Ascar projeta área de 11.690 hectares, e produtividade média de 1.401 kg/ha.
Arroz – A colheita das lavouras de arroz irrigado no RS supera 88%, embora o avanço das operações tenha sido condicionado pelas precipitações recorrentes no período. As chuvas, mesmo em volumes moderados, associadas a períodos de elevada umidade relativa e de garoa, mantiveram o teor de umidade dos grãos elevado, restringindo o ritmo de colheita e exigindo maior seletividade nas janelas operacionais. As áreas remanescentes estão em estádios finais do ciclo (maduras e prontas para colheita).
De modo geral, o desempenho produtivo das lavouras de arroz está satisfatório, sustentado por condições climáticas favoráveis ao longo do ciclo, apesar das variações localizadas decorrentes de fatores operacionais e de problemas pontuais de manejo. A qualidade dos grãos está adequada, com bom rendimento industrial. A área cultivada nesta safra, segundo o Instituto Riograndense do Arroz (Irga), é de 891.908 hectares e a produtividade projetada pela Emater/RS-Ascar é de 8.744 kg/ha.
Fonte: Emater/RS
Sustentabilidade
Soja/RS: Colheita avança com desafios climáticos e alta variabilidade produtiva – MAIS SOJA

A colheita da soja apresenta avanço significativo, mesmo condicionada no período pelas precipitações mais concentradas na Metade Sul, e irregulares no restante do Estado. As chuvas, mesmo desiguais, impuseram um ritmo mais lento na operação, e foram necessárias readequações para viabilizar a atividade, especialmente aumento de número de máquinas colhedoras e ampliação de jornadas nas janelas de tempo firme. A área colhida alcançou 68%.
De modo geral, observa-se elevada variabilidade produtiva como reflexo da distribuição irregular das precipitações ao longo do ciclo, principalmente durante o enchimento de grãos, quando episódios de déficit hídrico, associados a temperaturas elevadas, comprometeram o potencial produtivo, especialmente na Metade Oeste.
A maturação desuniforme tem sido recorrente, resultando em necessidade de dessecação em parte das áreas, além de impactar a qualidade final dos grãos, que apresentam registros de elevada umidade, presença de grãos imaturos e redução da massa específica.
Em algumas situações, perdas qualitativas têm aumentado devido ao retardamento da colheita, decorrente das condições inadequadas de tráfego nas lavouras. Em relação ao aspecto fitossanitário, as intervenções foram concluídas na maior parte das áreas, restando aplicações pontuais em cultivos tardios, em safrinha, com destaque para o manejo de ferrugem-asiática e percevejos.
A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar está em 2.871 kg/ha, e a área cultivada em 6.624.988 hectares. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a colheita apresenta evolução distinta entre a Fronteira Oeste e a Campanha, estando mais avançada na primeira e ainda incipiente na segunda, onde não ultrapassa 10% da área em muitos municípios, com exceção de Caçapava do Sul (25%). As operações foram frequentemente interrompidas por chuvas, concentrando-se em curtos períodos. Em Manoel Viana, as produtividades estão em torno de 1.620 kg/ha, representando redução de aproximadamente 40% em relação ao potencial inicial. Em São Borja, 40% da área de 105.000 hectares foi colhida, com forte variabilidade produtiva.
Em São Gabriel, 20% dos 125.000 hectares foram colhidos, com média de 1.800 kg/ha e registros pontuais de até 3.000 kg/ha. Na Campanha, em Hulha Negra, as produtividades variam entre 2.100 e 2.400 kg/ha, mas há descontos devido à umidade (16% a 20%) e à elevada presença de grãos chochos e imaturos, superando 8% em algumas cargas.
Observa-se atraso na dessecação em função das condições de campo. As lavouras implantadas em dezembro e início de janeiro apresentam melhor desempenho relativo. Na de Caxias do Sul, o predomínio de tempo seco favoreceu o avanço da colheita, que ocorre de forma mais contínua em relação a outras regiões. Ainda assim, as produtividades continuam abaixo do esperado em função da restrição hídrica e das altas temperaturas, registradas principalmente entre a segunda quinzena de janeiro e o mês de fevereiro, as quais afetaram as fases críticas da cultura.
Na de Ijuí, a colheita alcança cerca de 75%, mas em ritmo mais lento devido à elevada umidade dos grãos. Pequenas propriedades estão próximas da finalização, enquanto áreas maiores ainda concentram lavouras em maturação (20%) e granação (5%), especialmente em Jóia, Cruz Alta e Salto do Jacuí. A produtividade média regional está próxima de 3.000 kg/ha.
Na de Passo Fundo, a colheita atinge aproximadamente 75% da área; ainda há 25% entre maturação fisiológica e ponto de colheita. As produtividades médias chegam a 3.500 kg/ha, mas há variações entre cultivos como resultado das diferenças de manejo e distribuição de chuvas.
Na de Pelotas, há ampla distribuição fenológica. Predominam lavouras em maturação (43%) e enchimento de grãos (31%); 25% foram colhidos. A colheita foi interrompida por chuvas generalizadas, que limitaram o avanço das operações. Pequena parcela (1%) ainda se encontra em floração.
Na de Santa Maria, a colheita está heterogênea, alcançando cerca de 45% em Santa Maria, e aproximadamente 60% em São João do Polêsine. As precipitações, embora irregulares, foram suficientes para interromper temporariamente as operações. Na de Santa Rosa, a colheita atinge aproximadamente 65% da área; 23% estão em maturação fisiológica; 11% em enchimento de grãos; e 1% em floração. Em Garruchos, a elevada umidade do solo e dos grãos, além das precipitações em 16 e 17/04, limitou as operações. Observa-se menor densidade da massa colhida e redução de rendimento por carga.
Em áreas de resteva de milho, as plantas apresentam porte limitado, e há inserção baixa de legumes, o que eleva as perdas na colheita. Ainda são efetuadas aplicações fitossanitárias em áreas específicas, especialmente para ferrugem-asiática e percevejos. A produtividade aquém do esperado tem gerado impactos econômicos relevantes, afetando a capacidade financeira dos produtores e o sistema de arrendamento.
Na de Soledade, a colheita foi desacelerada pelas chuvas fracas, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram o tráfego de máquinas. O avanço está mais expressivo no Alto da Serra do Botucaraí e Centro-Serra (85%) em comparação ao Baixo Vale do Rio Pardo (65%). A produtividade média regional está estimada em 2.880 kg/ha, com ampla variabilidade. As lavouras tardias ainda recebem tratamentos fitossanitários para doenças de final de ciclo e para controle de percevejos. A área colhida corresponde a 75%; estão em maturação 23%; e pequenas parcelas ainda em enchimento de grãos (2%).
A cotação média da soja passou de R$ 119,78 para R$ 117,22, reduzindo 2,14% em relação à semana anterior, conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar.
Fonte: Emater/RS
Sustentabilidade
Frete sobe em MT e acende alerta para custos no campo – MAIS SOJA

O recente boletim divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) aponta um movimento importante na logística do agro em Mato Grosso, o aumento no valor dos fretes rodoviários de grãos na maioria das rotas do estado. A elevação ocorre mesmo diante de uma oferta equilibrada de carga para transporte, evidenciando que o fator determinante foi a redução na disponibilidade de caminhões.
De acordo com o levantamento semanal, parte da frota deixou o estado em busca de melhores oportunidades em outras regiões do país. Esse deslocamento reduziu a oferta local de veículos, dando mais poder de negociação às transportadoras que permaneceram em Mato Grosso e impulsionando os preços dos fretes.
Os destaques para as principais rotas monitoradas, foram Diamantino a Rondonópolis uma média de R$ 155,00/t (+3,20%) e Querência a Uberlândia (MG) média de R$ 333,70/t (+3,28%). Os números reforçam uma tendência de valorização do frete em um momento estratégico para o escoamento da produção agrícola.
“Cabe destacar que, para o período atual, seria esperado um movimento de desvalorização nos preços de frete, à medida que a demanda por transporte tende a se equilibrar com a finalização da colheita da soja da safra 2025/26. Ainda assim, as cotações permaneceram em patamares superiores aos observados no mesmo período do ano anterior, sustentadas, sobretudo, pelas variações nos preços do diesel, que mantiveram os custos de transporte elevados na comparação anual”, disse o coordenador de inteligência de mercado agropecuário no Imea, Rodrigo Silva.
O custo do transporte é um dos principais componentes do custo total da produção agropecuária em Mato Grosso, estado com grande dependência da malha rodoviária para levar grãos até os centros consumidores e portos. Com o frete mais caro, o produtor rural sente diretamente no bolso, já que há redução nas margens de lucro.
Esse cenário impacta também a competitividade do agro mato-grossense no mercado nacional e internacional, especialmente quando comparado a regiões com melhor infraestrutura logística ou maior proximidade dos portos.
“A eficiência no escoamento da produção é decisiva para manter a sustentabilidade econômica das propriedades rurais e garantir a competitividade do estado como um dos principais produtores de grãos do país”, explicou Rodrigo Silva.
Os dados divulgados fazem parte do projeto de Custo de Produção Agropecuário (CPA), desenvolvido em parceria entre o Imea e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar MT). A iniciativa acompanha de perto os principais indicadores que influenciam a atividade rural, oferecendo subsídios técnicos para a tomada de decisão no campo.
As informações são da Famato.
Revisão: Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência Safras News
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