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26 de julho de 2026

Sustentabilidade

O papel da rotação de culturas na formação de raízes mais eficientes na soja – MAIS SOJA

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A produtividade da soja é condicionada por diversos fatores que podem atuar de forma isolada ou interagir entre si, influenciando direta ou indiretamente o desempenho da cultura no campo. Entre eles, destacam-se características fisiológicas relacionadas ao sistema radicular, que também contribuem para a resiliência das plantas sob condições de estresse.

Estudos indicam que a produtividade da soja está diretamente associada ao crescimento e à distribuição das raízes no solo, especialmente ao comprimento radicular. Conforme observado por Faé et al. (2020), quanto maior o volume radicular da planta, maior tende a ser sua produtividade. Esse efeito está relacionado ao maior volume de solo explorado, o que amplia o acesso a água e nutrientes e aumenta a tolerância ao déficit hídrico.

Nesse contexto, a compactação do solo figura entre os principais fatores limitantes da produtividade da soja, tornando necessária a adoção de estratégias que reduzam seus efeitos e promovam um ambiente mais favorável ao desenvolvimento das raízes. Embora a escarificação mecânica possa proporcionar resultados a curto prazo, além de demandar maior custo operacional e mão de obra, seus efeitos tendem a ser temporários.

Assim, estratégias de médio e longo prazo precisam ser incorporadas ao sistema de produção, sendo a rotação de culturas uma das alternativas mais eficientes e sustentáveis para manejar a compactação e melhorar a qualidade física do solo. Nesse sistema, além da produção de palhada para cobertura do solo, o posicionamento de espécies deve considerar as características do sistema radicular das plantas.

Ao contrário do que muitas vezes se imagina, a maior parte da matéria orgânica do solo resulta da decomposição das raízes das plantas, e não da sua parte aérea. O aumento gradual do teor de matéria orgânica, aliado à menor intensidade de revolvimento do solo, melhora significativamente sua estrutura. Isso favorece o desenvolvimento do sistema radicular das culturas e amplia o volume de solo explorado pelas raízes (Moraes et al., 2016). Além de melhorar a estrutura física do solo, a diversificação de espécies no sistema de produção também contribui para o aumento da ciclagem de nutrientes ao longo do perfil do solo, beneficiando a cultura sucessora.



Figura 1.  Raízes de culturas produtoras de grãos e de cobertura, da esquerda para a direita são raízes de milheto, sorgo, milho, braquiária, soja, centeio e trigo.
Fonte: Embrapa Trigo, citado por Tiecher (2016)

De modo geral, a diversificação de espécies na rotação de culturas, associando plantas com diferentes sistemas radiculares, contribui para a melhoria dos atributos físicos do solo. Essa prática favorece o aumento da macroporosidade e da taxa de infiltração de água, além de reduzir a compactação e melhorar a aeração do solo. Isso ocorre, em grande parte, pela formação de galerias no solo promovidas pelo crescimento e pela decomposição do sistema radicular das plantas. Estima-se que a contribuição das raízes ao aporte orgânico das culturas no solo é de 23% a 45% da matéria seca da parte aérea, conforme a cultura e o manejo utilizado  (Bordin et al., 2008).

Esse benefícios resultam em um ambiente mais favorável ao crescimento e desenvolvimento das raízes da soja, tornando-as mais eficientes. Corroborando a influência da rotação de culturas no desenvolvimento radicular da soja, Torres e Saraiva (1999) observaram maior comprimento e melhor distribuição de raízes no sistema plantio direto quando diferentes espécies foram incluídas na rotação.

Em sucessão de culturas, as raízes permaneceram mais superficiais, superando apenas o preparo com grade pesada. Já a inclusão de tremoço, aveia-preta e milho favoreceu uma distribuição mais profunda das raízes no perfil do solo, evidenciando a contribuição da rotação de culturas para o desenvolvimento da soja (Figura 2).

Figura 2. Comprimento radicular de soja em função de sistemas de rotação ou sucessão de culturas em Latossolo Vermelho Distroférrico. Rotação: tremoço/milho-aveia/sojatrigo/soja-trigo/soja. Sucessão: trigo/soja.
Adaptado de Torres e Saraiva (1999), apud. Moraes et al. (2016)

Vale destacar que, além de melhorar as condições do solo e favorecer o crescimento e desenvolvimento radicular da cultura sucessora, as plantas de cobertura acumulam nutrientes ao longo do ciclo, tanto na parte aérea quanto no sistema radicular. Após a decomposição e mineralização dos resíduos culturais, esses nutrientes tornam-se disponíveis para a cultura seguinte. Além disso, em sistemas de produção de grãos que integram a rotação de culturas, os benefícios do uso de plantas de cobertura tendem a ser mais duradouros, contribuindo para a melhoria do ambiente produtivo como um todo.



Referências:

BORDIN, I. et al. MATÉRIA SECA, CARBONO E NITROGÊNIO DE RAÍZES DE SOJA E MILHO EM PLANTIO DIRETO E CONVENCIONAL. Pesq. agropec. bras., Brasília, v.43, n.12, p.1785-1792, dez. 2008. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/pab/a/jSkKdJ4Vp6DFXx8BXpnr6zz/?lang=pt >, acesso em: 09/03/2026.

FAÉ, G. S.; KEMANIAN, A. R.; ROTH, G. W.; WHITE, C.; WATSON, J. E. SOYBEAN YIELD IN RELATION TO ENVIRONMENTAL AND SOIL PROPERTIES. European Journal of Agronomy, v. 118, 2020. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1161030120300770#:~:text=Saturated%20hydraulic%20conductivity%20(ksat,exceeding%207%20Mg%20ha%2D1. >, acesso em: 09/03/2026.

MORAES, M. T. et al. BENEFÍCIOS DAS PLANTAS DE COBERTURA SOBRE AS PROPRIEDADES FÍSICAS DO SOLO. UFRGS. Manejo e conservação do solo e da água em pequenas propriedades rurais no sul do Brasil: práticas alternativas de manejo visando a conservação do solo e da água, cap. II, 2016. Disponível em: < https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/149123/001005239.pdf?sequence=1&isAllowed=y >, acesso em: 09/03/2026.

TORRES, E.; SARAIVA, O. F. CAMADAS DE IMPEDIMENTO MECÂNICO DO SOLO EM SISTEMAS AGRÍCOLAS COM A SOJA. Embrapa, 1999. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/CNPSO/17473/1/circTec23.pdf >, acesso em: 09/03/2026.

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Agro Mato Grosso

FMC lança fungicida Onsuva® para citros na Coopercitrus Expo 2026

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Empresa leva soluções para cana-de-açúcar e cereais à maior feira da cooperativa e apresenta oficialmente o Onsuva®, novo fungicida para o manejo de doenças dos citros

A FMC, empresa global de ciências para agricultura, participa da Coopercitrus Expo 2026, realizada entre 27 e 31 de julho, em Bebedouro (SP), reforçando uma parceria construída ao longo de muitos anos com a Coopercitrus e apresentando tecnologias para a cana-de-açúcar, citros e cereais. Entre os destaques da participação está o lançamento do fungicida Onsuva® para citricultura, novidade que amplia o portfólio da companhia com mais tecnologia e inovação.

Leonardo Brusantin, gerente da cultura de cana-de-açúcar da FMC

“A Coopercitrus Expo é um momento importante para reforçarmos uma parceria sólida, construída ao longo de muitos anos, e estarmos próximos dos cooperados. Levaremos um portfólio robusto para diferentes culturas e apresentaremos, em primeira mão na feira, o Onsuva® para citros, ampliando nossas soluções para o manejo de doenças nessa cultura tão importante para a cooperativa e seus produtores”, destaca Leonardo Brusantin, gerente da cultura de cana-de-açúcar da FMC.
Com formulação exclusiva à base da molécula fluindapir, o fungicida já é referência no manejo das principais doenças da soja, milho e algodão e agora passa a integrar o portfólio destinado à citricultura. O produto oferece controle eficiente do complexo de manchas dos citros, incluindo pinta preta (Phyllosticta citricarpa), Alternaria spp.Cercospora spp. e antracnose, protegendo folhas e frutos e contribuindo para ganhos de produtividade e qualidade.
“O Onsuva® chega para compor o nosso portfólio que já é muito completo e robusto para citricultura. Esse novo fungicida tem como a proposta agregar ao manejo de doenças e elevar ainda mais o padrão de proteção dos pomares, oferecendo mais eficiência para o controle das principais doenças dos citros e contribuindo para a produtividade e a qualidade da produção”, ressalta Brusantin.
A FMC ainda apresenta um portfólio completo para a cana-de-açúcar, uma das principais culturas de investimento da companhia. Entre os destaques está o Boral® Full, herbicida que combina duas moléculas em uma única formulação para ampliar o controle de plantas daninhas de folhas largas e estreitas, oferecendo maior seletividade, flexibilidade de aplicação e segurança no manejo da cana-de-açúcar.
Outro destaque é o Reator®, herbicida pré-emergente seletivo e desenvolvido com tecnologia exclusiva de microencapsulação. O produto proporciona liberação gradual do ingrediente ativo conforme a disponibilidade de umidade no solo, mantendo elevado desempenho no manejo de plantas daninhas como capim-pé-de-galinha (Eleusine indica) e picão-preto (Bidens pilosa), tanto em períodos úmidos quanto em condições mais secas.
A companhia também evidencia o Verimark®, inseticida à base de diamidas antranílicas indicado para o controle de importantes pragas, como Sphenophorus levis, cigarrinha-das-raízes (Mahanarva fimbriolata) e broca-da-cana (Diatraea saccharalis). Sua alta sistemicidade garante proteção prolongada das plantas, enquanto sua seletividade contribui para a preservação dos inimigos naturais e para o equilíbrio do sistema produtivo.
A participação na Coopercitrus Expo inclui ainda o Premio® Star, com amplo espectro de controle e atuação simultânea sobre diferentes pragas, e o Malathion®, que oferece efeito de choque e rápida ação, sendo fundamental em estratégias de manejo integrado para melhoria da qualidade da colheita.
No portfólio de biológicos, o destaque é o Sofero™ Fall, tecnologia baseada em feromônio que atua na interrupção do ciclo reprodutivo da Spodoptera frugiperda, reduzindo a formação de novas gerações da praga de forma altamente seletiva e compatível com programas de manejo integrado de pragas. Sua formulação microencapsulada favorece a estabilidade e amplia a permanência no campo, aumentando a eficiência do manejo em momentos críticos das culturas.

 

Campanha exclusiva com o programa Bônus Mais

Durante a Coopercitrus Expo, a FMC também promove uma campanha em parceria com a Coopercitrus por meio do programa Bônus Mais.
Os produtores que adquiriremBoral®, Boral® Full e Stone® durante a feira terão acesso a condições comerciais diferenciadas dentro do programa, reforçando a estratégia conjunta de oferecer tecnologias inovadoras e, também, vantagens exclusivas aos cooperados.
Além disso, a companhia lança uma campanha promocional voltada aos produtores rurais. Na compra dos inseticidas Benevia®, Dimexion® e Verimark®, os clientes poderão ser premiados conforme o volume adquirido.
Os produtores que atingirem os volumes mínimos de 200 litros de Benevia®, 500 litros de Dimexion® ou 80 litros de Verimark® serão contemplados com uma Mini Starlink, ampliando a conectividade no campo. Já aqueles que alcançarem 2.000 litros de Benevia®, 5.000 litros de Dimexion® ou 800 litros de Verimark® receberão um iPhone 17 Pro.
“Nossa parceria com a Coopercitrus vai muito além da participação na feira. Trabalhamos juntos para levar inovação, tecnologia e benefícios concretos aos cooperados, contribuindo para uma agricultura cada vez mais produtiva e sustentável”, conclui o gerente.

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Sustentabilidade

Mercado de soja tem preços firmes, mas retenção dos produtores limita os negócios

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O mercado brasileiro de soja voltou a registrar cotações firmes, impulsionadas pela alta da Bolsa de Chicago e pelos prêmios, que seguem em patamares elevados. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os portos chegaram a testar a faixa de R$ 150,00 por saca no mercado spot, enquanto as ofertas para outubro ficaram entre R$ 155,00 e R$ 157,00, com prazos de pagamento mais longos.

Silveira destaca que o mercado interno também segue indicando cotações elevadas, sustentadas pelo basis positivo e pela demanda compradora. Segundo ele, as ofertas continuam escassas, com menor volume disponível de soja e algumas regiões mais pressionadas.

O analista acrescenta que os produtores seguem retendo a soja, o que limitou o volume de negócios ao longo da sessão. Apesar disso, ele ressalta que a semana foi marcada por preços significativamente altos e que, mesmo com negociações moderadas, as cotações representam excelentes oportunidades neste momento.

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Confira como ficaram as cotações de soja no Brasil:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 142,00 para R$ 144,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 143,00 para R$ 145,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 136,00 para R$ 138,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 130,00 para R$ 132,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 128,50 para R$ 130,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 131,00 para R$ 133,00
  • Paranaguá (PR): avançou de R$ 147,00 para R$ 149,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 148,00 para R$ 150,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), ampliando os ganhos acumulados na semana. Após um movimento de realização de lucros durante a manhã, os fundamentos voltaram a prevalecer e levaram os preços aos melhores patamares em cerca de três anos. A posição novembro acumulou valorização de 4,2% na semana.

Os agentes seguem atentos às condições climáticas nos Estados Unidos. As previsões indicam temperaturas elevadas e pouca chuva, cenário que pode comprometer o potencial produtivo da safra norte-americana.

Outro fator de sustentação para a oleaginosa é a demanda aquecida nos Estados Unidos. O mercado continua repercutindo os acordos firmados entre Pequim e Washington, que impulsionaram as compras por parte dos asiáticos e deram suporte adicional às cotações.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de 10,50 centavos de dólar, ou 0,84%, a US$ 12,48 por bushel. A posição novembro encerrou cotada a US$ 12,53 1/2 por bushel, com valorização de 9,75 centavos de dólar, ou 0,78%.

Nos subprodutos, o farelo para setembro subiu US$ 2,00, ou 0,60%, para US$ 330,80 por tonelada. Já o óleo de soja, com vencimento em setembro, fechou a 73,47 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 1,22 centavo, ou 1,63%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,03%, cotado a R$ 5,0803 para venda e R$ 5,0783 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0498 e a máxima de R$ 5,0903. Na semana, a divisa acumulou queda de 0,58%.

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Sustentabilidade

Publicada portaria que regulamenta a equalização de juros das operações do Plano Safra 2026/2027 – MAIS SOJA

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Foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (23) a portaria que estabelece os critérios, limites, normas operacionais e procedimentos para o pagamento da equalização das taxas de juros pelo Tesouro Nacional às instituições financeiras que operam financiamentos rurais no âmbito do Plano Safra 2026/2027.

A norma aplica-se aos financiamentos rurais concedidos no ano agrícola compreendido entre 1º de julho de 2026 e 30 de junho de 2027, bem como às operações de capital de giro contratadas até 30 de dezembro de 2026 destinadas a cooperativas agropecuárias no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro).

Os recursos contemplam diversas linhas de crédito rural, entre elas Custeio Empresarial, Custeio Pronamp, Inovagro, Moderfrota, PCA, Prodecoop, Proirriga, RenovAgro, Procap-Agro e linhas voltadas à produção sustentável.

Ao todo, 26 instituições financeiras, entre bancos, cooperativas de crédito e agências de fomento, estão autorizadas a operacionalizar as linhas de crédito com equalização de juros.

Os recursos estão divididos entre R$ 97,5 bilhões destinados aos médios e grandes produtores e R$ 44,3 bilhões destinados à agricultura familiar.

Fonte: MAPA



 

FONTE

Autor:MAPA

Site: MAPA

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