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Sem seguro, produtores da Zona da Mata mineira enfrentam perdas após chuvas

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Foto: Sistema Faemg/Senar

O Sistema Faemg/Senar segue monitorando os impactos das fortes chuvas na Zona da Mata mineira. Apuração com 376 produtores rurais mostra que 26% tiveram as propriedades afetadas entre os dias 28 de fevereiro e 2 de março.

Entre os prejudicados, 61% relataram perda de produção e 23% precisaram paralisar as atividades. Ao todo, mais de 63 mil hectares — o equivalente a 63% da área total declarada — foram impactados.

O levantamento também registrou a morte de 142 animais em 13 propriedades, distribuídas em 12 municípios.

Outro dado que preocupa é a falta de proteção financeira. Segundo a entidade, 95% dos entrevistados não utilizam ferramentas de gestão de risco, como o seguro rural.

Entre os produtores afetados, 21% têm financiamento ativo e, desse grupo, 12% possuem parcelas vencendo nos próximos 90 dias, o que pode comprometer o fluxo de caixa e a capacidade de recuperação.

Municípios mais atingidos

Em Ubá, onde choveu cerca de 91 milímetros em poucas horas, moradores da zona rural ficaram ilhados. A prefeitura informou que 31 pontes foram destruídas, o que dificulta o escoamento de produtos perecíveis, como frutas, verduras, legumes e leite — que precisa ser entregue em até 48 horas após a ordenha.

Com ruas cobertas de lama, as feiras livres foram suspensas, comprometendo a comercialização dos alimentos que chegam à cidade.

Produtores de Juiz de Fora e Matias Barbosa também relatam prejuízos nas lavouras. “As enxurradas expõem as raízes das culturas, e a alta umidade, aliada a temperaturas elevadas, formam condições propícias ao desenvolvimento de doenças nas plantações”, afirma Emerson Simão, gerente regional do Sistema Faemg/Senar.

Atraso na colheita e impacto na pecuária

O excesso de umidade também atrasa a colheita do milho, especialmente o destinado à silagem. O encharcamento do solo impede a entrada de máquinas nas áreas de cultivo.

A consequência pode ser redução na quantidade e na qualidade da matéria-prima usada na alimentação animal, o que pressiona os custos da pecuária nos próximos meses.

Mobilização e apoio

Nesta quarta-feira (4), equipes do Sistema Faemg/Senar visitaram produtores em Ubá para ouvir as demandas e planejar ações em conjunto com as gestões municipal e estadual.

A entidade informa que segue mobilizada para oferecer suporte técnico, orientações e apoio institucional, além de dialogar com órgãos públicos e lideranças locais para minimizar perdas e garantir a segurança das famílias rurais.

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Câmara analisa projeto para proibir importação de tilápia no Brasil

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Foto: Embrapa

Um projeto de lei em análise na Câmara dos Deputados pretende proibir a importação de tilápia no Brasil. A proposta busca reduzir riscos sanitários associados à entrada de doenças e patógenos no país, além de proteger a cadeia produtiva nacional do pescado.

O Projeto de Lei 6331/25 prevê a proibição da importação de tilápias em diferentes formas, incluindo peixes vivos, alevinos e produtos resfriados, congelados, filetados ou processados para consumo humano e animal.

Segundo o autor da proposta, deputado Dilceu Sperafico (PP-PR), a medida busca fortalecer uma cadeia produtiva considerada estratégica para o agronegócio brasileiro.

“A tilapicultura é hoje uma das cadeias mais organizadas, capazes e socialmente relevantes do agronegócio nacional”, afirmou o parlamentar.

Riscos sanitários

De acordo com o texto do projeto, a importação de tilápia pode representar riscos sanitários para a piscicultura brasileira, especialmente pela possibilidade de entrada de patógenos exógenos, como vírus, bactérias, fungos e parasitas.

A proposta argumenta que esses agentes podem comprometer a produção nacional e gerar impactos econômicos e ambientais no setor.

Além da questão sanitária, o projeto também pretende contribuir para a sustentabilidade econômica, social e ambiental da cadeia produtiva da tilápia no país.

Produção nacional cresce

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o valor da produção nacional de tilápia mais que dobrou entre 2020 e 2024.

Atualmente, o Paraná lidera a produção no Brasil, respondendo por cerca de 36% do volume total do pescado produzido no país.

Penalidades

O projeto estabelece a proibição do desembaraço aduaneiro, da circulação, da distribuição, do armazenamento e da comercialização de tilápia importada no território nacional.

Além disso, o governo federal ficaria impedido de conceder licenças ou autorizações para a importação desse tipo de produto.

Caso a medida seja descumprida, os infratores poderão sofrer penalidades como apreensão da carga, destruição do produto ou devolução ao país de origem, com os custos arcados pelo importador.

O texto também prevê aplicação de multas proporcionais ao volume e ao valor das mercadorias, além da possibilidade de suspensão ou cassação de licenças sanitárias, ambientais e de comércio exterior das empresas envolvidas.

Tramitação no Congresso

O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Desenvolvimento Econômico; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para se tornar lei, a proposta ainda precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

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Preço do arroz reage em fevereiro, mas valores ainda seguem baixos, diz Cepea

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Foto: Freepik

O mês de fevereiro ficou marcado no mercado do arroz pela baixa liquidez. Os valores menores que o comum pesaram na decisão dos principais produtores do Rio Grande do Sul, que seguraram a venda de grandes volumes nas últimas semanas. Essa ação influenciou diretamente no aumento dos preços do produto. Entenda:

Com os produtores segurando vendas de alta quantidade, a indústria que costuma comprar com recorrência, teve que pagar valores maiores que no mês anterior. Comparado com janeiro, o valor de mercado do arroz subiu 2,78%, saindo de R$ 53,38/sc para R$ 54,80/sc. Apesar disso, pesquisadores do Cepea informam que preços atuais seguem em patamares historicamente baixos.

Compradores do grão utilizaram de fevereiro apenas para ajustar o estoque atual de suas empresas, a ideia foi apenas se manter sem prejuízo. A projeção para produtores e indústria é que a nova safra viabilize a compra de maiores quantidades para os próximos meses.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Agro Mato Grosso

MT abre 2026 com saldo de 18,7 mil novos empregos com carteira assinada; agro lidera

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Mato Grosso iniciou 2026 com saldo positivo na geração de empregos formais. De acordo com dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados nesta terça-feira (3.3), o Estado registrou a criação de 18.731 novos postos de trabalho com carteira assinada no mês de janeiro.

No período, foram contabilizadas 69.821 admissões e 51.090 desligamentos, elevando para 994.293 o número total de vínculos formais ativos em Mato Grosso.

O desempenho foi impulsionado principalmente pelo setor da agropecuária, responsável pela geração de 10.074 empregos, seguido pelos serviços, com saldo de 5.074 vagas. Também apresentaram resultados positivos os setores da construção (+1.637), indústria (+1.102) e comércio (+844).

Entre os municípios, Cuiabá liderou a geração de empregos no Estado, com saldo de 2.401 vagas, seguida por Sorriso (+1.377), Sinop (+1.220), Lucas do Rio Verde (+859) e Rondonópolis (+773).

No cenário nacional, Mato Grosso apresentou o segundo maior saldo absoluto de empregos formais em janeiro, ficando atrás apenas de Santa Catarina (+19.000) e à frente do Rio Grande do Sul (+18.421). Em termos percentuais, o Estado registrou o maior crescimento do país, com expansão de 1,9% no estoque de empregos, superando Santa Catarina e Goiás, ambos com alta de 0,7%.

Os resultados do Caged dialogam com indicadores recentes do mercado de trabalho divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), Mato Grosso encerrou 2025 com taxa média anual de desocupação de 2,2%, a menor desde o início da série histórica, em 2012.

O índice coloca o Estado na liderança nacional, com a menor taxa de desemprego entre todas as unidades da Federação. Na sequência aparecem Santa Catarina, com 2,3%, e Mato Grosso do Sul, com 3,0%, evidenciando a manutenção de um mercado de trabalho aquecido e a continuidade da expansão do emprego formal em Mato Grosso.

Ao avaliar os dados do Caged, o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico em exercício, Anderson Lombardi, afirmou que o desempenho na geração de empregos confirma o momento positivo da economia mato-grossense e acompanha outros indicadores que apontam o fortalecimento do mercado de trabalho no Estado.

“Quando observamos a criação de empregos formais em Mato Grosso, vemos que esse resultado não acontece de forma isolada. Ele está diretamente ligado ao crescimento que o Estado vem registrando em diversos setores produtivos, ao aumento da renda e à confiança de quem investe e produz aqui. É um cenário que demonstra uma economia forte, dinâmica e capaz de continuar gerando oportunidades para a população”, destacou.



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