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6 de maio de 2026

Business

Imea eleva para 51,4 milhões de toneladas projeção para a soja em Mato Grosso

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Mato Grosso deve colher 51,412 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26. O volume é considerado o maior da história, superando em 1,02% o total registrado no ciclo 2024/25 de 50,893 milhões de toneladas. A projeção decorre do incremento na variação mensal de 1,77% na produtividade média esperada e do ganho de área em 1,67% frente ao ciclo passado.

Os números foram divulgados nesta segunda-feira (2) pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), que manteve em 13,008 milhões de hectares a área destinada ao grão nesta temporada.

Conforme a nova estimativa de safra, a produtividade da soja em Mato Grosso foi ajustada para 65,87 sacas por hectare em média. Apesar do aumento em relação às 64,73 sacas previstas em fevereiro, o montante ainda é inferior às 66,29 sacas registradas por hectare de média no ciclo 2024/25.

“O crescimento da produtividade está diretamente associado ao volume de chuvas durante o desenvolvimento das lavouras, o que favoreceu o potencial produtivo em grande parte das regiões do estado”, salienta o Instituto.

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Entre as regiões que tiveram ajustes na produtividade estão a Norte e Nordeste do estado, que apresentaram rendimentos acima do inicialmente projetado. Na região Norte a previsão de produtividade na variação mensal saltou de 63,74 sacas para 67,65 sacas, alta de 6,13%. Em relação ao ciclo passado 1,30%. Já na região Nordeste de 64,33 para 66,17 sacas por hectare de média, ampliação de 2,86% na variação mensal e de 3,89% na anual.

A região Sudeste, apesar de seguir com o menor rendimento médio estadual, também passou por revisão altista. O levantamento prevê 63,01 sacas de soja por hectare de média. Embora haja um aumento de 2,17% ante fevereiro, o número é 1,19% menor que o colhido na temporada passada.

Mesmo com tais resultados positivos na variação mensal, o Imea ressalta que “algumas áreas foram impactadas pelo excesso de chuvas, resultando em maior umidade e aumento da incidência de grãos avariados, podendo afetar parcialmente a qualidade da produção”.

Para o mês de março, de acordo com o relatório do Imea, “revisão indica manutenção de volumes de chuva, o que pode limitar o ritmo operacional da colheita. Contudo, não são esperados impactos significativos sobre o rendimento médio estadual, considerando que a maior parte das áreas já foi colhida sob condições climáticas favoráveis”.


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Noz-pecã ganha valor com alimentos e cosméticos

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A abertura da colheita da noz-pecã, marcada para a próxima sexta-feira (8) em Nova Pádua (RS), deve ir além da produção in natura. O foco deste ano está nos produtos derivados, que ganham espaço como alternativa de agregação de valor à cultura.

Entre os destaques da programação estão alimentos e cosméticos desenvolvidos a partir da noz-pecã. A proposta é mostrar, na prática, como a matéria-prima pode ser aproveitada em diferentes segmentos.

Salame com noz-pecã

Um dos exemplos vem da agroindústria local, com a produção de salame com noz-pecã. O produto foi desenvolvido após meses de testes pela Salumeria Smiderle, que já atua no segmento de embutidos.

Segundo o sócio-proprietário, Samoel Smiderle, a ideia surgiu da combinação entre a tradição da charcutaria e a presença da pecanicultura na região. A formulação buscou equilíbrio entre sabor e textura. “A gente teve a ideia de testar a noz-pecã no embutido e chegou a um resultado com boa aceitação”, afirma.

O salame leva temperos naturais e passa por processo de maturação. A noz-pecã entra como diferencial, trazendo crocância ao produto. De acordo com Smiderle, a proposta foi manter um perfil mais suave, sem uso de realçadores de sabor.

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A aceitação inicial já reflete na produção. “Quem prova costuma aprovar e até substituir o tradicional”, diz.

Cosméticos à base de pecã

Outro destaque vem do setor de cosméticos. A empresa Nozes Pitol, de Anta Gorda (RS), apresenta uma nova fase da marca, agora chamada Fiorenoz, com foco em produtos de skincare.

A linha utiliza óleo e casca da noz-pecã como base das formulações. Segundo a representante da empresa, Victoria Pitol, a proposta é conectar o uso da matéria-prima ao bem-estar. “São ativos que trazem naturalidade para a pele”, explica.

A reformulação também busca ampliar a percepção sobre o uso da noz-pecã. “A ideia é mostrar que ela vai além do consumo alimentar e pode estar presente também no cuidado pessoal”, afirma.

Programação do evento

Além da apresentação dos produtos, a programação inclui visitação a estandes, painel temático e colheita simbólica.

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O evento será realizado no Salão Comunitário da Capela Sagrado Coração de Jesus, na Comunidade Travessão Bonito, e em propriedade rural do município. A abertura da colheita é promovida pelo Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), com apoio de entidades do setor.

*Com informações da assessoria de imprensa

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Agro Mato Grosso

Algodão em pluma acumula quinta alta seguida e atinge maior nível em MT

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Avanço dos preços é impulsionado por exportações firmes, estoques reduzidos e influência do petróleo, aponta Cepea

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Maior oferta global e expectativa de boa safra provocam queda nos preços do café

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Foto: Pixabay

Os preços do café arábica e do robusta encerraram abril em queda nos mercados interno e externo, pressionados pelas expectativas de maior oferta global no ciclo 2026/27 e pelas projeções de uma boa safra brasileira. A avaliação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo os pesquisadores, o avanço da colheita no Brasil ao longo de maio também contribuiu para pressionar as cotações futuras na Bolsa de Nova York (ICE Futures). Apesar disso, as baixas foram limitadas pelo baixo nível dos estoques certificados da bolsa e pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, que seguem gerando incertezas sobre o fluxo global da commodity.

Arábica acumula queda de mais de 26% em um ano

O Indicador Cepea/Esalq do café arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, registrou média de R$ 1.811,87 por saca de 60 quilos em abril. O valor representa recuo de 5,3% em relação à média de março, quando a cotação ficou em R$ 1.913,89 por saca.

Na comparação anual, a queda é ainda mais intensa. Em relação a abril de 2025, quando o indicador teve média de R$ 2.476,40 por saca, o recuo chega a 26,8% em termos reais, considerando os valores corrigidos pelo IGP-DI de março de 2026.

Robusta cai mais de 40% frente ao ano passado

Para o café robusta, o Indicador Cepea/Esalq do tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, teve média de R$ 917,15 por saca em abril.

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O valor representa queda de 10,3% frente à média de março, de R$ 1.021,92 por saca. Já na comparação com abril do ano passado, quando a média foi de R$ 1.549,59, a baixa acumulada chega a 40,1% em termos reais.

Bolsa de Nova York também registra baixa

Na ICE Futures, o contrato julho/2026 do café arábica encerrou abril cotado a 285,55 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 525 pontos em relação ao fechamento de março.
Segundo o Cepea, as perspectivas de maior oferta global e o avanço da colheita brasileira foram os principais fatores de pressão sobre os contratos futuros ao longo do mês.

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