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Cuiabá registra mais adoções que resgates de animais pela primeira vez na atual gestão

Ao todo, 35 cães foram adotados entre agosto e setembro, enquanto 15 animais chegaram ao canil municipal por meio de resgates no período
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Adjunta de Bem-Estar Animal, registrou um resultado histórico nas ações de adoção responsável. Entre agosto e setembro, 35 animais foram adotados, número que supera a quantidade de animais que chegaram ao canil por meio de resgates no mesmo período, que foi de 15.
O resultado marca, pela primeira vez desde o início da atual gestão do prefeito Abilio Brunini, um período em que o número de animais encaminhados para novos lares supera o de animais que chegaram ao canil por meio de resgates.
A marca é resultado do fortalecimento das ações de adoção responsável, da maior divulgação dos animais disponíveis e do envolvimento da população. O BEA vem trabalhando para aproximar os animais da comunidade e ampliar as oportunidades de eles encontrarem famílias responsáveis.
Para a secretária-adjunta de Bem-Estar Animal, Milena Cavalieri, o trabalho vai além de encontrar novos lares para os animais e representa uma oportunidade de transformação na vida dos cães e das famílias que os acolhem.
“Estamos empenhados em trabalhar cada vez mais na ressocialização dos cães, preparando-os para que possam encontrar novas famílias e viver uma nova história. Cada adoção representa muito mais do que a saída de um animal do canil: representa a oportunidade de um recomeço, de uma nova família feliz e de uma vida com mais cuidado, amor e dignidade”, afirmou.
Milena também destacou que o canil representa uma etapa de cuidado e preparação para que os animais possam seguir para uma nova vida.
“O canil não é o fim da história desses animais, é o começo de um recomeço. Por isso, seguimos trabalhando para que cada cão tenha a oportunidade de encontrar um lar responsável e transformar, também, a vida de quem decide adotá-lo”, completou.
No período, 15 animais chegaram ao canil por meio de resgates, enquanto 35 deixaram o espaço após serem adotados. O resultado reforça a importância da adoção responsável e da participação da população para garantir que mais animais tenham a oportunidade de viver em um ambiente familiar, com cuidado, proteção e afeto.
https://www.cuiaba.mt.gov.br/noticias/adocoes-superam-resgates-e-35-animais-encontram-um-novo-lar-no-canil-municipal
Agro Mato Grosso
Três onças e uma árvore: fotógrafo registra onça-pintada com filhotes no Pantanal de MT

Cena foi fotografada no fim da tarde, em Poconé (MT), e rendeu uma sequência de 419 imagens feitas por Marcello Cavalcanti; bióloga explica comportamento dos animais.
Um momento em família na fauna do Pantanal foi registrado pelo fotógrafo Marcello Cavalcanti: a onça-pintada conhecida como Medrosa aparece ao lado dos dois filhotes, Selva e Kairo, sobre um tronco no Parque Estadual Encontro das Águas, em Poconé, a 104 km de Cuiabá. A imagem foi feita no fim da tarde de 18 de setembro, durante uma expedição fotográfica no Pantanal de Mato Grosso.
Além das fotografias feitas por Marcello, a cena também foi registrada em vídeo por pessoas que acompanhavam a expedição. Entre elas estava Andréia Forno, uma das alunas do fotógrafo (assista abaixo).
A cena durou poucos minutos. Segundo Marcello, Medrosa estava escondida com os filhotes em uma espécie de toca formada por uma árvore caída e folhas quando, já no fim do dia, saiu do esconderijo, atravessou o rio e subiu no tronco. Os três permaneceram juntos por alguns minutos antes de mudarem de posição e deixarem a árvore.
“Foi uma atitude dela, que ela tomou por livre espontânea vontade de, no finalzinho do dia, como se ela estivesse saindo para dar um último adeus para a gente”, contou.
Marcello acompanha Medrosa desde 2021 e já havia fotografado outras ninhadas da onça. Segundo ele, encontrar a fêmea com os filhotes nessa fase não é incomum na região. O que chamou a atenção dessa vez foi a forma como os três se posicionaram sobre o tronco.
“Essa fotografia que eu fiz, que ela encaixada no tronco com os filhotes lado a lado, é que ficou uma coisa diferente do que a gente vê normalmente lá. Essa foto foi uma coisa meio bíblica, meio etérea, meio pintura”, explicou.
A imagem faz parte de uma sequência de 419 fotografias feitas durante o momento. Segundo o fotógrafo, os três chegaram a ficar deitados por cerca de três minutos antes de voltarem a se movimentar e brincar.
“Eu consideraria a foto mais perfeita porque estão os três totalmente alinhados, olhando, tranquilos, numa posição legal”, afirmou
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Um momento em família na fauna do Pantanal: a onça-pintada conhecida como Medrosa aparece ao lado dos dois filhotes, Selva e Kairo. — Foto: Marcello Cavalcanti
🐆 Mãe e filhotes
Segundo Marcello, os dois filhotes são machos e estão em uma fase de intensa interação com a mãe e entre si. Eles brincam, mordem e exploram o ambiente enquanto permanecem próximos de Medrosa.
A bióloga Julia Ghion explica que esse tipo de interação é compatível com o desenvolvimento comportamental de jovens onças-pintadas que ainda dependem da mãe. Brincadeiras e contatos físicos podem contribuir para a coordenação motora, o equilíbrio e o controle da força da mordida.
Ela ressalta, porém, que não é possível afirmar, a partir de uma única cena, que uma determinada brincadeira esteja ensinando uma técnica específica de caça.
O uso de árvores também é observado entre filhotes da espécie. Um estudo publicado em 2023 na revista científica Acta Ethologica, com observações feitas no Pantanal entre 2013 e 2020, registrou 252 eventos de onças subindo em árvores. Os pesquisadores identificaram que os filhotes apresentaram maior probabilidade de utilizar árvores do que os adultos e sugeriram que essas estruturas podem funcionar como locais de descanso e refúgio para fêmeas e filhotes.
Para Julia, a permanência nesse ambiente pode contribuir para que os filhotes desenvolvam equilíbrio, coordenação, capacidade de subir e descer, exploração do ambiente e avaliação de riscos. A bióloga pondera, contudo, que não é possível concluir que Medrosa estivesse necessariamente ensinando os filhotes a caçar ao levá-los para a árvore.
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Os filhotes brincam, mordem e exploram o ambiente enquanto permanecem próximos de Medrosa. — Foto: Marcello Cavalcanti
A permanência com a mãe também é importante para o desenvolvimento dos filhotes. Um estudo de longo prazo sobre a espécie no Pantanal, publicado no Journal of Mammalogy em 2023, estimou em 17,6 meses a idade média de independência. A pesquisa acompanhou 21 fêmeas e 38 ninhadas e identificou que todos os 27 machos jovens monitorados deixaram a área natal, enquanto 63,6% das fêmeas permaneceram nela.
“Esse período prolongado de dependência é fundamental para o desenvolvimento dos jovens”, explicou.
Nesse período, os filhotes desenvolvem gradualmente habilidades relacionadas ao deslocamento pelo ambiente, à exploração do território, à identificação de locais seguros, à caça, à manipulação de presas, à avaliação de riscos e à utilização de diferentes estruturas do habitat.
🐾 Uma família acompanhada há anos
O registro também faz parte de uma relação mais longa entre o fotógrafo e Medrosa. Marcello frequenta a região de Porto Jofre, onde está o Parque Estadual Encontro das Águas, desde 2021 e afirma já ter feito mais de 170 avistamentos de onças-pintadas na região.
Ele já havia fotografado Medrosa no mesmo tronco, inclusive em outra ocasião no fim da tarde. Também acompanhou filhotes de ninhadas anteriores e conta que já fotografou um deles, chamado Pantaneiro, depois de adulto, na mesma árvore em que havia registrado a mãe.
“Você vê que esses ensinamentos dela vão sendo passados. A gente vê isso fisicamente acontecendo no Pantanal. É muito legal voltar todo ano, porque a gente vai vendo isso acontecendo”, disse.
Segundo Julia, acompanhar individualmente uma mesma fêmea ao longo de diferentes períodos reprodutivos pode produzir informações importantes para a compreensão da espécie. Registros contínuos podem ajudar pesquisadores a observar o tamanho das ninhadas, o intervalo entre reproduções, a sobrevivência dos filhotes, a idade de independência, o uso do espaço e mudanças de comportamento ao longo do tempo.
“Esse tipo de acompanhamento longitudinal é extremamente valioso para a ecologia de uma espécie de difícil observação”, afirmou.
No caso dos dois filhotes de Medrosa, o acompanhamento ao longo dos próximos anos poderá mostrar como ocorre a transição até a independência. Conforme Julia, o fato de ambos serem machos também chama atenção porque, no estudo de longo prazo citado, os machos jovens acompanhados deixaram a área natal.
Durante a expedição, Marcello estava acompanhado de cerca de dez pessoas. Entre elas estava Adelma Montagna, que também registrou em vídeo parte da cena.
Segundo o fotógrafo, quando Medrosa saiu da toca, havia poucos barcos no Corixo Negro porque a luz do dia já estava acabando. Depois de alguns minutos sobre o tronco, os animais deixaram a posição e a noite chegou.
“Quando a gente fotografa filhotes no Pantanal, de qualquer espécie, pra mim é uma alegria muito grande porque é a continuidade da vida. É a prova de que aqueles animais estão ali, residentes, estão sobrevivendo, estão se reproduzindo”, afirmou.
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Segundo o fotógrafo, quando Medrosa saiu da toca, havia poucos barcos no Corixo Negro porque a luz do dia já estava acabando. — Foto: Marcello Cavalcanti
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Polícia Civil prende suspeitas de furto e receptação em Várzea Grande

Denúncia da vítima e ação rápida da Polícia Civil possibilitou a prisão e recuperação do bem
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesse sábado (26.9), duas mulheres, de 20 e 25 anos, pelo furto e receptação de um tablet, em Várzea Grande, e recuperou o aparelho.
A vítima, de 55 anos, procurou a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Várzea Grande na manhã desse sábado (26.9) após seu tablet ser furtado de dentro de sua casa, no bairro Nossa Senhora da Guia, enquanto carregava na cozinha.
Ela relatou aos policiais que, na sexta-feira (25.9), uma pessoa havia entrado na residência sem arrombar e pegado o aparelho. Uma câmera de segurança flagrou o crime.
A mulher havia conseguido rastrear o aparelho e, com isso, informou a localização aos policiais, que se deslocaram até o local com a vítima, no bairro Vila Arthur, em Várzea Grande.
Na residência, a equipe da Derf-VG encontrou uma mulher, de 20 anos, que estava com um tablet, cujo a vítima reconheceu como o seu. A suspeita foi questionada sobre a procedência do aparelho e disse que havia adquirido de um vizinho por R$ 100.
Diante disso, a suspeita foi presa em flagrante por receptação.
Em seguida, os policiais foram até a casa do vizinho, mas ele não estava presente. Porém, uma jovem de 25 anos estava no local, e foi reconhecida, pelos policiais e pela vítima, como a pessoa que aparece nas imagens da câmera de segurança do local do crime furtando o tablet.
Questionada, ela confessou o crime e disse que, após o furto, repassou o tablet para seu cunhado vender. As duas mulheres foram encaminhadas para a delegacia e ficaram à disposição da Justiça.
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Ana Karolina Zamar chega ao Miss Brasil Golden com voz, história e propósito

Professora de canto e cantoterapeuta, cuiabana representa o Estado na competição nacional e pretende ampliar a visibilidade de seu trabalho com a voz e de projeto voltado a mulheres vítimas de violência
A cuiabana Ana Karolina Zamar representa Mato Grosso no Miss Golden Brasil, competição nacional do segmento de concursos de beleza que reúne candidatas de diferentes partes do país. Além da disputa pela coroa, o concurso também proporciona às participantes a oportunidade de apresentar suas histórias, trajetórias profissionais e projetos.
Ana Karolina chega à competição com uma trajetória construída principalmente na música, na comunicação e no desenvolvimento humano. Professora de canto e cantoterapeuta, ela trabalha com a voz e desenvolve atividades voltadas à expressão, comunicação e desenvolvimento pessoal.
A participação no Miss Golden Brasil ocorre em um momento de expansão de sua carreira. Para a cuiabana, o concurso representa uma oportunidade de levar seu trabalho para além do público que já acompanha sua atuação profissional.
“Minha trajetória começou quando decidi abraçar oportunidades que me permitissem amplificar minha voz e minhas causas. Entrar nesse universo não é apenas sobre estética, mas sobre encontrar uma grande vitrine para dar visibilidade a pautas que realmente transformam vidas”, afirma Ana Karolina.
A relação com os concursos de beleza não surgiu como um projeto isolado. A decisão de participar foi motivada também pela possibilidade de unir a experiência profissional acumulada ao longo dos anos a uma plataforma de alcance nacional.
Segundo Ana Karolina, um dos fatores que despertaram seu interesse foi a possibilidade de mulheres com diferentes profissões, histórias e projetos ocuparem esse espaço.
“O momento de virada foi perceber que o mundo miss moderno dá espaço a mulheres reais, que têm uma profissão sólida, uma história de impacto e uma missão social clara”, explica.
Mais do que um sonho de infância, a participação em uma competição nacional tornou-se, segundo ela, um objetivo construído na fase adulta. Ana Karolina passou a enxergar a possibilidade de unir sua experiência profissional ao alcance de um concurso de projeção nacional.
“Quando compreendi o poder de influência que um título nacional carrega, entendi que essa era a oportunidade perfeita para expandir o meu trabalho e inspirar outras pessoas a encontrarem sua própria voz”, diz.
Representar Mato Grosso acrescenta um significado especial à experiência. Nascida em Cuiabá, Ana Karolina vê a participação como uma forma de levar ao restante do país parte da identidade do Estado onde nasceu e construiu sua trajetória.
“É um orgulho imenso. Mato Grosso é um estado rico em cultura, força e belezas marcantes. Levar o nome do meu Estado para o cenário nacional é honrar as minhas origens e mostrar a garra do nosso povo”, afirma.
A preparação para o Miss Golden Brasil tem sido multidisciplinar. Além dos cuidados relacionados à estética e à passarela, Ana Karolina mantém uma rotina de preparação física, trabalha a oratória, investe em autoconhecimento e dedica atenção especial à comunicação.
Para quem trabalha profissionalmente com a voz, esse último aspecto ganha ainda mais importância.
“Além do preparo físico e visual, invisto muito no autoconhecimento e na comunicação. Para quem trabalha com a voz e a terapia, saber se expressar com clareza e emoção diante dos jurados e do público é o treino mais valioso”, conta.
O desafio está também em conciliar a preparação com uma rotina profissional já estabelecida. Entre atendimentos, aulas, gestão do espaço de desenvolvimento vocal, academia e compromissos relacionados ao concurso, a organização do tempo passou a fazer parte da preparação.
“O maior desafio é o gerenciamento de tempo. É preciso conciliar a rotina intensa de atendimento aos alunos, a gestão do meu espaço de desenvolvimento vocal, os cuidados com a preparação física e a estratégia para o concurso. É preciso muita disciplina, mas cada etapa fortalece a nossa resiliência”, explica.
Na vida pessoal, Ana Karolina encontra motivação na família e nas pessoas que acompanham seu trabalho. Um dos principais apoiadores dessa caminhada é Wesley, seu melhor amigo e assessor, que participa da organização da preparação.
As filhas também ocupam um lugar especial nessa história e são apontadas pela candidata como uma das principais fontes de inspiração.
“Minhas filhas são a minha maior inspiração. Quero deixar para elas um legado vivo de superação, coragem e dedicação aos próprios sonhos”, afirma.
As alunas também fazem parte desse processo. Para Ana Karolina, a relação construída ao longo dos anos com quem acompanha seu trabalho é uma fonte de inspiração e reforça a responsabilidade de continuar avançando.
A experiência profissional também moldou sua maneira de enxergar a competição. Em vez de buscar reproduzir padrões, ela acredita que a autenticidade pode ser um dos elementos mais importantes diante de um ambiente competitivo.
“A autenticidade é a nossa maior arma. Em um ambiente de competição, a tendência é buscar padrões, mas o que realmente marca e conecta com as pessoas é a nossa essência, a nossa verdade e o porquê estamos ali”, destaca.
É justamente na própria trajetória que Ana Karolina identifica o que considera seu principal diferencial. Enquanto a faixa e a coroa fazem parte da competição, ela pretende apresentar ao público um trabalho desenvolvido fora das passarelas, especialmente por meio da cantoterapia.
“Meu grande diferencial é a minha essência profissional e o meu projeto de cantoterapia. Não estou na passarela apenas exibindo uma faixa; estou levando uma ferramenta real de reabilitação emocional para mulheres silenciadas”, afirma.
Entre as causas que pretende levar para a plataforma está o trabalho voltado a mulheres vítimas de violência doméstica. A proposta de Ana Karolina é utilizar a música e o trabalho vocal como instrumentos de expressão e reconstrução emocional, especialmente para mulheres que passaram por experiências que deixaram marcas profundas.
“Quero representar a coragem de se reerguer. Quero representar a mulher que decide retomar o controle da própria história e da própria voz, independentemente das marcas que o passado tenha deixado”, afirma.
A escolha desse tema ganha relevância diante do cenário de violência contra a mulher registrado em Mato Grosso. Dados recentes mostram que o Estado enfrenta números preocupantes relacionados aos feminicídios, reforçando a necessidade de ampliar o debate sobre prevenção, proteção e enfrentamento à violência.
É nesse contexto que Ana Karolina pretende usar a visibilidade do concurso para chamar atenção para uma questão que considera urgente.
“Infelizmente, o nosso Estado enfrenta uma realidade muito dura em relação ao feminicídio e nós precisamos fazer algo urgente para ajudar e salvar essas mulheres da violência e da morte. Torcer por mim é dar palanque a essa luta, é fortalecer uma causa que transforma dor em voz e busca salvar vidas de verdade”, declara.
Para ela, a beleza não pode ser separada de história, personalidade e capacidade de transformação. A participação no Miss Golden Brasil também exigiu que Ana Karolina enfrentasse suas próprias inseguranças e ressignificasse a relação com os padrões estéticos presentes no universo dos concursos.
“O desafio de me expor em um padrão competitivo exigiu que eu ressignificasse o autocuidado, entendendo que a minha força reside na minha totalidade profissional e na solidez da minha trajetória, e não em uma perfeição inatingível”, relata.
Ao falar sobre a mulher que pretende representar, ela escolhe três palavras: autêntica, resiliente e transformadora. Características que, segundo ela, foram fortalecidas também pela convivência diária com pessoas que enfrentam seus próprios processos de superação.
A experiência no universo dos concursos já provocou mudanças em sua vida. Ana Karolina conta que passou a ocupar espaços públicos de maior visibilidade e encontrou novas possibilidades para apresentar seu trabalho.
Agora, a expectativa é que o Miss Golden Brasil amplie ainda mais esse alcance.
“Espero conexões verdadeiras com outras profissionais inspiradoras, aprendizado mútuo e, acima de tudo, a oportunidade de ecoar a minha mensagem para um público muito maior”, afirma.
Caso conquiste a coroa, Ana Karolina pretende enxergá-la como uma ferramenta para ampliar sua atuação.
“Será a validação de uma missão. A coroa nas mãos será um megafone ainda mais potente para dar voz às causas em que acredito e expandir o alcance da cantoterapia”, afirma.
Mas o resultado final não é tratado por ela como o único objetivo da experiência. A preparação, os encontros e a possibilidade de representar Mato Grosso já são considerados parte importante da trajetória.
“Tudo o que construí até aqui já é uma vitória. Levarei aprendizados valiosos, conexões humanas inesquecíveis e a certeza de que plantei sementes importantes para o meu Estado e para o meu projeto social”, afirma.
Com a participação no Miss Golden Brasil, Ana Karolina Zamar pretende mostrar ao público nacional uma mulher que reúne diferentes dimensões em uma mesma trajetória: a artista, a professora, a profissional da voz, a mãe, a mulher que busca novos desafios e a defensora de um trabalho voltado à reconstrução emocional.
Para definir o momento que vive, ela escolhe uma frase que reúne os elementos que pretende levar para a competição: “O momento em que a arte, a voz e o propósito se alinham para transformar destinos”.
É com essa proposta que Ana Karolina Zamar chega ao Miss Golden Brasil. Mais do que disputar uma coroa, ela pretende aproveitar o espaço nacional para apresentar sua trajetória, representar Mato Grosso e ampliar a visibilidade de um trabalho que, segundo ela, tem na voz sua principal ferramenta de transformação.
“Não estou representando apenas a mim mesma, mas a força e a garra de todas as mulheres mato-grossenses. Vamos juntos nessa!”, finaliza.
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