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9 de junho de 2026

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Conflito entre EUA, Israel e Irã pode elevar preços de fertilizantes e combustíveis e pressionar agro

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A escalada do conflito no Oriente Médio, após os ataques coordenados de Estados Unidos e Israel contra o Irã neste sábado (28), acende um alerta para o agronegócio brasileiro. A instabilidade na região pode provocar alta nos preços do petróleo, dos fertilizantes e do frete internacional, pressionando ainda mais os custos de produção no campo.

Antes mesmo do agravamento das tensões militares, os preços dos fertilizantes já vinham subindo. Segundo relatório da StoneX, na última semana de janeiro a ureia nos portos brasileiros estava cerca de 10% mais cara do que no mesmo período de 2025. Já o superfosfato simples (SSP) e o cloreto de potássio (KCl) acumulavam alta próxima de 20% na comparação anual.

De acordo com o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías, o movimento não é exclusivo do Brasil. A valorização é observada em diferentes mercados, influenciada por fatores sazonais e geopolíticos.

“O Oriente Médio é uma região estratégica para os nitrogenados. Qualquer instabilidade tende a gerar volatilidade e reforçar o viés de alta”, destaca o analista.

Petróleo

O principal canal de impacto é o petróleo. O aumento da presença militar na região, incluindo movimentações no entorno do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% da energia mundial , eleva o chamado “prêmio de risco” no mercado internacional.

Se o petróleo sobe, os combustíveis encarecem. E isso tem efeito direto sobre:

  • custo do diesel nas propriedades rurais
  • frete marítimo e transporte interno
  • produção de fertilizantes nitrogenados, ligados ao gás natural

A ureia, por exemplo, tem seu custo fortemente atrelado ao gás natural. Um eventual conflito mais amplo no Golfo Pérsico pode elevar o preço da matéria-prima mesmo sem interrupção total das rotas comerciais, basta a insegurança para pressionar as cotações.

Brasil paga a conta mesmo fora do conflito

Para a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), a tensão no Oriente Médio tende a elevar os prêmios de risco geopolítico, afetando combustíveis e fretes marítimos.

O agro brasileiro, que depende fortemente de insumos importados, pode sofrer o rapidamente o impacto. Em um cenário de juros elevados, crédito mais restrito e margens apertadas, um novo choque nos fertilizantes aumenta o custo por hectare e pressiona a rentabilidade do produtor.

Além disso, outros fatores globais já vinham sustentando os preços:

  • retomada da demanda nos EUA para a safra de primavera;
  • possíveis restrições nas exportações chinesas de fertilizantes;
  • expectativa de novas compras por parte da Índia.

Com a tensão militar envolvendo EUA, Israel e Irã, o risco geopolítico se soma a esse cenário já apertado.

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Tecnofam reúne parceiros na 6ª edição voltada à agricultura familiar

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A Tecnofam abriu programação nesta segunda-feira (9) com a participação de ministérios, secretarias estaduais de Mato Grosso do Sul, parlamentares, associações de produtores e entidades do setor. Em sua 6ª edição, o evento é voltado à agricultura familiar e deve receber cerca de 5 mil visitantes ao longo de três dias, segundo as informações divulgadas pela organização.

A abertura do evento reuniu representantes de diferentes frentes ligadas ao desenvolvimento rural. Entre os participantes citados estão o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Sistema Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), além de ministérios, secretarias estaduais, deputados, vereadores e associações de produtores.

Com expectativa de 5 mil visitantes em três dias, a Tecnofam chega à 6ª edição como espaço de articulação entre produtores, entidades de assistência, organizações de representação e agentes públicos. O foco na agricultura familiar insere o evento em uma agenda relevante para o setor, especialmente em temas como difusão de tecnologia, qualificação da produção, acesso a políticas públicas e integração com cooperativas e instituições de apoio.

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A presença simultânea de órgãos públicos e entidades privadas indica um esforço de coordenação em torno de demandas típicas da agricultura familiar, como orientação técnica, gestão, comercialização e fortalecimento da produção. Esses pontos têm relação direta com a produtividade e com a permanência de pequenos e médios produtores nas cadeias agropecuárias.

As informações disponíveis não detalham, até o momento, a programação técnica, o local exato do evento nem as pautas prioritárias desta edição. Também não foram informados recortes por cadeia produtiva, volume de negócios esperado ou número de expositores presentes no primeiro dia.

A dimensão da Tecnofam em sua 6ª edição e a participação de instituições públicas e setoriais reforçam o papel da agricultura familiar na agenda rural de Mato Grosso do Sul. Sem detalhamento oficial adicional sobre programação e resultados esperados, a avaliação técnica dos desdobramentos do evento depende da divulgação de novos dados pela organização.

Fonte: embrapa.br

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Com custo da safra 26/27 no retrovisor do produtor, colheita de milho ganha ritmo em Sorriso

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

A colheita do milho segunda safra avança em Sorriso, maior produtor do cereal no Brasil. Favorecidas pelas chuvas registradas ao longo do ciclo, as lavouras apresentam bom desenvolvimento e sustentam a expectativa de resultados positivos para os produtores da região.

Os trabalhos começaram pelas áreas irrigadas e pelas lavouras semeadas mais cedo. Embora parte das áreas tenha sido implantada fora da janela considerada ideal, a avaliação predominante é de que a safra se mantém dentro das expectativas.

O cenário da produção atual, porém, divide espaço com as preocupações sobre a próxima temporada. O aumento dos custos de produção, especialmente dos fertilizantes, já influencia o planejamento da safra 2026/27.

Entre os fatores que mais chamam a atenção dos produtores estão a alta da ureia e a necessidade de garantir rentabilidade suficiente para cobrir os custos da atividade nos próximos ciclos.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Desenvolvimento favorecido pelo clima

Segundo o presidente do Sindicato Rural de Sorriso, Diogo Damiani, a colheita começou no início de maio pelas áreas de pivô e avançou para as lavouras de sequeiro a partir da segunda quinzena do mês.

O bom volume de chuvas registrado entre janeiro e o início de maio contribuiu para o desenvolvimento das plantas e garantiu condições favoráveis para a cultura durante praticamente todo o ciclo.

“Tivemos um bom desenvolvimento na cultura do milho. O nosso clima foi favorável, choveu bem desde janeiro, fevereiro, março até final de abril e início de maio, o que propiciou a gente ter um bom desenvolvimento da cultura aqui da região”, relata Damiani ao projeto Mais Milho.

Apesar do cenário positivo, uma parcela das lavouras foi implantada após o período considerado ideal para o plantio. Conforme Damiani, entre 20% e 25% das áreas estão fora da janela recomendada para a região, estimada até 15 de fevereiro.

“Então pode ocasionar uma redução de produtividade aqui na região por conta desse milho, mas no geral está dentro das expectativas do produtor”, frisa.

Custos elevam preocupação para a próxima temporada

Enquanto as colheitadeiras avançam pelas lavouras, os produtores já acompanham os movimentos do mercado para planejar a safra 2026/27. De acordo com Damiani, a manutenção de bons índices de produtividade será essencial para garantir rentabilidade diante dos elevados custos de produção registrados na região.

“A gente espera que as médias se mantenham como foi o ano passado. Precisamos de uma boa produtividade para conseguir cobrir os nossos custos de produção que também são altos. O nosso custo aqui na região está entre 108 e 110 sacas. É um custo bastante alto”, pontua à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.

Além dos custos já elevados, a valorização da ureia tem pressionado o preço dos fertilizantes utilizados na cultura do milho, aumentando a preocupação dos produtores no momento de planejar as compras para a próxima safra.

“Isso preocupa. [Vamos] aguardar os próximos momentos para ver se tem alguma sinalização de baixa para que o produtor comece já a travar esses custos e a compra dos fertilizantes para o milho da safra 2026/27”.

Colheita ganha ritmo no estado

O avanço da colheita em Sorriso acompanha o movimento observado em outras regiões produtoras de Mato Grosso, onde os trabalhos de campo também ganham ritmo.

Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que, até 5 de junho, 5,85% dos 7,4 milhões de hectares previstos para a cultura já haviam sido colhidos no Estado. O percentual supera o registrado no mesmo período do ano passado, embora ainda esteja ligeiramente abaixo da média das últimas cinco safras.

O ritmo mais acelerado é observado no Médio-Norte mato-grossense, com 9,1% das áreas colhidas. Na sequência aparecem as regiões Noroeste, com 8%, e Norte, com 5,3%.

Com a retirada dos grãos avançando em diferentes regiões e as condições climáticas favorecendo o desenvolvimento das lavouras ao longo do ciclo, a expectativa é de uma safra histórica em Mato Grosso. A produção estadual de milho está estimada em 53,3 milhões de toneladas, reforçando o protagonismo do estado na produção nacional do cereal.

MAIS MILHO - SITE MARCAS

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Feira da agricultura familiar em Teresina terá mais de 300 expositores em julho

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A III Feira da Agricultura Familiar, Povos Tradicionais e Economia Solidária do Piauí será realizada de quarta-feira (1º) a sábado (4), no Espaço Rosa dos Ventos da Universidade Federal do Piauí (UFPI), em Teresina. O lançamento ocorreu nesta segunda-feira (8), na Casa dos Movimentos Sociais, na zona Norte da capital. Segundo a organização, o evento reunirá mais de 300 expositores de diversas regiões do estado.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), por meio da Superintendência Regional do Piauí (SUREG/PI), informou que participará da feira com estande voltado à apresentação de programas de apoio à agricultura familiar. Entre os temas previstos estão orientações sobre acesso a projetos destinados a agricultores familiares, povos originários, comunidades tradicionais e empreendimentos da economia solidária.

Durante o lançamento, o superintendente regional da Conab no Piauí, Danillo Viana, afirmou que a estatal registra mais de R$ 22 milhões executados no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) no estado. Ele também citou resultados do Programa Venda em Balcão (ProVB), ligado à comercialização de milho. A Conab informou que técnicos estarão no local para esclarecer dúvidas sobre comercialização, abastecimento e participação de organizações produtivas nas políticas públicas operadas pela companhia.

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Promovida pela Secretaria da Agricultura Familiar (SAF) do Piauí, a feira terá funcionamento diário das 9h às 23h. A programação prevê comercialização de alimentos in natura, produtos agroindustrializados, artesanato e itens da sociobiodiversidade. Também estão previstas palestras, oficinas, rodas de conversa e atividades culturais.

As inscrições para expositores seguem abertas até quarta-feira (25), por formulário eletrônico disponibilizado pela SAF. Podem participar agricultores familiares, empreendimentos da economia solidária e povos e comunidades tradicionais que atendam aos critérios definidos pela organização. Após esse prazo, a secretaria fará a análise das propostas e comunicará os selecionados.

Para o setor, a feira funciona como espaço de comercialização e de aproximação com políticas públicas de compra e abastecimento. A organização informou data, local e prazo de inscrição, mas não detalhou, até o momento, a estimativa de volume de negócios previsto para os quatro dias de programação.

Fonte: gov.br

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