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17 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Soja/RS: Falta de chuva prejudicou as lavouras gaúchas – MAIS SOJA

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A cultura se encontra majoritariamente na fase de enchimento de grãos (60%), seguida por floração (28%), desenvolvimento vegetativo (8%) e maturação (4%). A colheita está incipiente; ocorre apenas em algumas lavouras de ciclo mais precoce ou mais afetadas por
restrição hídrica.

As precipitações ocorridas entre 16 e 19/02 apresentaram maior abrangência espacial no território estadual, apesar das variações nos volumes acumulados entre regiões e municípios. Esses eventos promoveram recomposição significativa da umidade no solo, atenuando o estresse hídrico e contribuindo para a redução da irregularidade no desenvolvimento das lavouras, sobretudo nos cultivos em estádios reprodutivos.

No entanto, a restrição hídrica registrada em janeiro e na primeira quinzena de fevereiro, associada a temperaturas elevadas, resultou em perdas irreversíveis nas lavouras semeadas precocemente, principalmente em solos rasos, compactados ou com menor capacidade de retenção de água. Nesses cultivos, houve abortamento de flores e vagens, redução do porte das plantas, desfolha e encurtamento do ciclo fenológico. A ocorrência de precipitações no período possibilitou a retomada do crescimento vegetativo e reprodutivo nas lavouras de semeadura intermediária e tardia, possibilitando a recuperação parcial do potencial produtivo e a diminuição da amplitude dos contrastes entre áreas.

Observa-se variabilidade no potencial produtivo, condicionada à distribuição das chuvas, à época de semeadura, ao ciclo das cultivares e às práticas de manejo. Apesar da recomposição hídrica no período, parte das perdas já se encontra consolidada, enquanto áreas beneficiadas por volumes mais regulares de precipitação mantêm potencial produtivo próximo ao inicialmente projetado.

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Devido à melhora das condições de umidade, intensificaram-se os manejos fitossanitários, e houve retomada das aplicações de fungicidas para o controle da ferrugemasiática e de inseticidas para tripes, ácaros, percevejos e lagartas, as quais apresentam baixa incidência. As lavouras apresentam, de modo geral, bom nível de controle de plantas daninhas e há algumas ocorrências pontuais de caruru.

Para a Safra 2025/2026 no Rio Grande do Sul, a Emater/RS-Ascar indica área cultivada de 6.742.236 hectares. Nova estimativa de produtividade está sendo realizada até o final de fevereiro e deverá ser divulgada no início de março Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, as lavouras semeadas precocemente apresentam perdas consolidadas, e há elevada variabilidade entre municípios e épocas de implantação. Em Manoel Viana e São Borja, a perda média pode superar 40%, sendo mais graves nas áreas superprecoces ou em solos arenosos.

As perdas estimadas em Rosário do Sul estão próximas a 30%, e em Maçambará a 20%. Na Campanha, nos municípios de Bagé, Candiota, Hulha Negra e Lavras do Sul, o retorno das precipitações favoreceu as lavouras em floração e em enchimento de grãos, reduzindo a intensidade do estresse hídrico. As perdas médias estão estimadas em 10% em relação ao potencial inicial, mas há desempenho superior em áreas de várzea, em função da maior capacidade de retenção hídrica, e sintomas persistentes de estresse em áreas de coxilhas. Em algumas localidades, registraram-se períodos de até 35 dias sem precipitações, o que resultou em perdas significativas de área foliar e de estruturas reprodutivas. Em contrapartida, outras áreas mantêm potencial produtivo satisfatório, estande adequado, porte vegetativo elevado e boa formação de vagens.

Na de Caxias do Sul, as lavouras apresentam elevada heterogeneidade no potencial produtivo. Parte dos cultivos recebeu volumes significativos de chuva e recuperou a turgidez das plantas, enquanto outros permaneceram sob déficit hídrico. Nessa última, as perdas se encontram consolidadas, especialmente em lavouras em fase de enchimento de grãos.

Na de Erechim, a cultura se encontra predominantemente nas fases R2 e R3 (florescimento pleno e formação de legumes). Em Getúlio Vargas e São Valentim, estimam-se perdas de até 30% da produção prevista. Em áreas com solos rasos, há indicativos de perdas potenciais, caso não ocorram precipitações adicionais. No entanto, a produtividade regional
deve se manter próxima à inicial, condicionada à ocorrência de precipitações nas próximas
semanas. O controle da ferrugem-asiática tem sido uma prioridade, com base no monitoramento por coletores de esporos.

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Na de Frederico Westphalen, 5% da área estão em desenvolvimento vegetativo (safrinha), 20% em floração, e 75% em enchimento de grãos. As precipitações recentes reduziram os sintomas de estresse hídrico, mas as perdas são irreversíveis, estimadas entre 20% e 30%. Intensificaram-se as aplicações de fungicidas.

Na de Ijuí, observou-se retomada do desenvolvimento da cultura. Há elevada variabilidade no potencial produtivo. Nas lavouras semeadas em outubro, as perdas estão consolidadas, sem possibilidade de recuperação. As semeaduras realizadas entre o final de novembro e dezembro, com cultivares de ciclo longo, apresentam redução moderada do potencial produtivo. Em localidades onde a estiagem foi mais severa, as perdas podem alcançar 50%. Nas lavouras de segundo cultivo, semeadas em janeiro, há emergência e estande adequados.

Na de Passo Fundo, as lavouras estão predominantemente em formação de vagens (90%), e 10% em floração. As precipitações do período interromperam a progressão das perdas, contribuindo para a estabilização do potencial produtivo remanescente. Na de Pelotas, 21% da área está em desenvolvimento vegetativo, 52% em floração, e 27% em enchimento de grãos. As condições de estresse hídrico e térmico (temperaturas superiores a 35 °C) e as precipitações esparsas e localizadas resultaram em heterogeneidade elevada nas lavouras.

Na de Santa Rosa, 15% dos cultivos estão em desenvolvimento vegetativo, 29% em floração, 55% em enchimento de grãos, e 1% em maturação. A insuficiência de chuvas prejudicou o desenvolvimento e causou abortamento de flores e queda de vagens, principalmente em solos compactados e pedregosos. As perdas podem superar 25%. Em áreas beneficiadas por precipitações expressivas, o potencial produtivo está próximo ao inicialmente projetado. Em Porto Lucena, iniciou a colheita de lavouras semeadas no início de outubro. Os rendimentos apresentam ampla variabilidade, entre 2.400 e 4.200 kg/ha.

Na de Soledade, as precipitações atendem momentaneamente à demanda hídrica da cultura. Estão 5% das lavouras em desenvolvimento vegetativo, 40% em floração, e 55% em enchimento de grãos. Não há registro de perdas significativas até o momento. As aplicações fitossanitárias para controle de ferrugem-asiática, tripes, ácaros, lagartas e percevejos seguem em execução, muitas vezes realizadas em horários noturnos ou em períodos mais amenos do dia devido às elevadas temperaturas diurnas.

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Comercialização

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,08 %, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 118,25 para R$ 118,15.

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Efeitos da compactação do solo vão além da redução do volume de raízes – MAIS SOJA

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A compactação do solo constitui um dos principais fatores limitantes ao crescimento das plantas e, consequentemente, à produtividade das culturas agrícolas. Na soja, além de desempenharem funções essenciais na absorção de água e nutrientes, as raízes estabelecem uma importante relação simbiótica com bactérias do gênero Bradyrhizobium, responsáveis pela fixação biológica de nitrogênio (FBN), que constitui a principal fonte de N para a cultura.

Nesse contexto, a compactação do solo pode provocar uma série de efeitos negativos sobre o desenvolvimento da soja, abrangendo desde a restrição ao crescimento e à distribuição do sistema radicular, limitando o acesso das raízes às camadas mais profundas do solo, até alterações na nodulação e na fixação biológica de nitrogênio. Além disso, condições de compactação podem favorecer ambientes com menor aeração e drenagem, alterando as condições físicas do solo e podendo contribuir para o desenvolvimento de determinados patógenos de solo, de origem fúngica e parasitária.

Esses efeitos podem comprometer a formação dos componentes de produtividade e, consequentemente, o rendimento final da cultura. Entre as principais alterações físicas decorrentes da compactação estão o aumento da densidade e da resistência mecânica do solo e a redução do volume total de poros, especialmente dos macroporos (Debiasi; Santos; Gonçalves, 2021).

Conforme observado por Rosa et al. (2019), o aumento da resistência do solo à penetração decorrente da compactação pode refletir negativamente em diferentes características de crescimento e componentes de produtividade da soja. Os autores observaram alterações em variáveis como altura de plantas, diâmetro do caule, número de legumes e número de folhas, com impactos negativos sobre o desempenho produtivo da cultura.

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Resultados semelhantes foram observados por Savioli et al. (2021). Ao avaliar a influência da compactação do solo sobre os componentes de produtividade da soja, os autores verificaram que o número de legumes (vagens) por planta, o número de grãos por planta e a massa de grãos estiveram entre os componentes mais afetados. Os resultados indicaram influência negativa significativa da compactação sobre esses componentes a partir da densidade do solo de 1,3 g cm⁻³ (Mg m⁻³).

Figura 1. Massa seca de grãos de soja em função de diferentes densidade de solo. (1,1; 1,2; 1,3; 1,4 e 1,5 g cm-3).
Fonte: Savioli et al. (2021)

Esses resultados reforçam a importância das condições físicas do solo para o adequado desenvolvimento da soja e evidenciam os impactos que a compactação pode exercer sobre a formação dos componentes de produtividade e o rendimento final da cultura. Dessa forma, o diagnóstico e o manejo da compactação do solo devem integrar as estratégias de manejo da lavoura, buscando favorecer o crescimento radicular, a exploração do perfil do solo e o aproveitamento de água e nutrientes.

Além dos efeitos diretos sobre o crescimento e a produtividade, a compactação do solo também pode influenciar a capacidade das plantas de tolerar períodos de restrição hídrica. A redução do crescimento radicular e do acesso das raízes às camadas mais profundas pode limitar a exploração de água armazenada no perfil, especialmente durante períodos de déficit hídrico. Assim, o manejo adequado da estrutura do solo constitui uma importante estratégia para melhorar as condições de desenvolvimento da soja e contribuir para maior resiliência da cultura diante de condições de estresse hídrico.



Referências:

DEBIASI, H.; SANTOS, J. C. F.; GONÇALVES, S. L. COMPACTAÇÃO DO SOLO. Embrapa, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/web/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/soja/producao/manejo-do-solo/compactacao-do-solo >, acesso em: 16/09/2026.

ROSA, H. A. et al. INFLUÊNCIA DA COMPACTAÇÃO DO SOLO EM PARÂMETROS PRODUTIVIDOS DA CULTURA DA SOJA. Revista Técnico-Científica do CREA-PR, 2019. Disponível em: < https://revistatecie.crea-pr.org.br/index.php/revista/article/view/548/333 >, acesso em: 16/09/2026.

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SAVIOLI, M. R. et al. Componentes de produção da soja sob níveis de compactação do solo. Acta Iguazu, Cascavel, v.10, n.2, p. 1-12, 2021. Disponível em: < https://e-revista.unioeste.br/index.php/actaiguazu/article/view/26312 >, acesso em: 16/09/2026.

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Exportações e expectativas de compras públicas sustentam preços – MAIS SOJA

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A concorrência entre os mercados interno e externo, somada à expectativa de compras governamentais, mantém os preços do arroz em casca firmes no Rio Grande do Sul.

De acordo com o Cepea, negócios voltados ao fechamento de navios aconteceram a valores próximos de R$ 90/sc de 50 kg, no Porto do Rio Grande (RS), nos últimos dias, levando produtores a ampliar a oferta, especialmente nas regiões próximas ao terminal. Ao mesmo tempo, parte das indústrias domésticas reduziu a atuação diante da dificuldade em acompanhar os valores da exportação.

Segundo o Centro de Pesquisas, a disputa ocorre em um contexto de maior demanda das indústrias por matéria-prima. Em agosto, o beneficiamento de arroz no estado avançou, e os preços ao consumidor também registraram alta.

Fonte: Cepea

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FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Depois de meses de alta, inadimplência dá primeiro sinal de trégua em MT e Cuiabá – MAIS SOJA

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Mato Grosso encerrou agosto de 2026 com uma leve queda na inadimplência dos consumidores no estado, 2,23% na comparação entre julho e agosto. Os números apurados pelo SPC Brasil para a Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá) mostram que o mês trouxe o primeiro sinal de redução no ano entre quase 1,5 milhão de consumidores mato-grossenses em idade adulta que estão com restrição de crédito.

O mesmo recuo apareceu na quantidade de dívidas em atraso, que caiu 2,38% no mês, mesmo acumulando alta de 8,90% em 12 meses.

Entre os mato-grossenses inadimplentes, o perfil é majoritariamente masculino (53,42% ante 46,56% de mulheres) e concentrado na faixa entre 30 e 49 anos.

O valor médio das dívidas no estado é de R$ 6.119,63, somando-se todos os débitos por consumidor, com tempo médio de atraso de 29,5 meses. Em torno de 35,70% das dívidas estão em aberto entre um e três anos e outras 40,13% ultrapassam os três anos.

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Os bancos concentram a maior fatia dos débitos, com 54,81%, seguidos por comércio, com 21,94%, outros segmentos (10,91%), água e luz (8,17%) e comunicação (4,17%).

Cuiabá

Na capital, aproximadamente 258 mil consumidores adultos apresentaram restrição de crédito em agosto. Na comparação mês a mês, o SPC Brasil apontou queda de 2,52% no total de inadimplentes cuiabanos. Em relação à quantidade de dívidas em atraso, a redução foi de 2,95% no mês.

O perfil dos inadimplentes cuiabanos também é predominantemente masculino (52,10% ante 47,90% de mulheres), com idade média de 45,4 anos — ligeiramente acima da média estadual — e concentração também entre 30 e 49 anos.

Em Cuiabá, o valor médio das dívidas é de R$ 6.631,99, acima da média estadual, com tempo médio de atraso de 30,2 meses. Mais da metade das dívidas da capital, 58,28%, está em aberto há mais de um ano, distribuídas entre as faixas de um a três anos (34,93%), três a quatro anos (17,48%) e quatro a cinco anos (24,35%).

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Os bancos também lideram entre os credores na capital, com 61,09% das dívidas registradas, seguidos por comércio, 14,85%, água e luz (8,76%), outros segmentos (12,33%) e comunicação (2,97%).

“Os números mostram que a inadimplência ainda é uma realidade que pesa no bolso do consumidor cuiabano e mato-grossense, mas o recuo mensal é um indício importante de que as famílias estão conseguindo se reorganizar. Do lado do comércio, isso significa reforçar o diálogo com o cliente, oferecer condições de negociação viáveis e ajudar quem quer voltar a comprar e a pagar em dia. A CDL Cuiabá segue acompanhando esses indicadores para orientar o lojista sobre a melhor forma de negociar com o consumidor”, observou o presidente da CDL Cuiabá, Júnior Macagnam.

CDL Cuiabá – Com 53 anos de história e cerca de 10 mil empresas associadas, a CDL Cuiabá tem como missão transformar a Capital em um dos melhores lugares para empreender e morar. Com origem no comércio varejista, hoje a entidade representa empresários e empresárias de diferentes setores, oferecendo facilidades como economia operacional, certificação digital, inteligência para concessão de crédito, telefonia móvel, redução de custos com energia e proteção de crédito em parceria com o SPC Brasil.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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Agro MT