Connect with us

Sustentabilidade

Porto de Miritituba registra filas de caminhões de até 30 km no pico da colheita de soja

Published

on


Reprodução Canal Rural

Pátios lotados, filas quilométricas de caminhões carregados de soja e disputa por espaço na única via de acesso aos terminais portuários. Esse é o cenário enfrentado por motoristas que tentam chegar a Miritituba, distrito de Itaituba, no Pará, uma das principais rotas de escoamento da produção do Norte do país, justamente no pico da colheita.

Há relatos de espera de até dois dias para descarregar. Motoristas reclamam de multas, falta de estrutura básica e até dificuldade para a passagem de ambulâncias. A demora compromete a renda. “Você não ganha dinheiro parado dentro do caminhão”, resume um condutor.

Segundo a Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), o problema não está dentro dos terminais, mas no acesso ao distrito. O gargalo estaria nas condições precárias da estrada, com trechos de chão e partes sucateadas que pioram com a chuva.

  • Fique por dentro das notícias mais recentes sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

De acordo com o coordenador técnico da entidade, Paulo Roberto Almeida, é necessária manutenção constante. “Quando chove, os caminhões não conseguem passar. Isso trava o descarregamento, gera congestionamento e precisamos encontrar o melhor escoamento”, afirma.

Atualmente, entre 2.500 e 3.000 carretas descarregam por dia nos portos de Miritituba, que contam com vários terminais. Operadores afirmam que as metas diárias são cumpridas e que, em alguns momentos, os pátios ficam vazios porque os caminhões não conseguem chegar. Mesmo com sistema de agendamento, a capacidade da rodovia não comporta o volume atual.

O impacto recai diretamente sobre Mato Grosso, principal origem dos grãos que descem pela rota Norte. No ano passado, o estado enviou cerca de 17 milhões de toneladas pela região. Produtores avaliam que parte do valor da soja se perde na estrada. “O caminhão virou o silo da região. Quem paga essa conta é o produtor, que recebe menos pela saca”, afirma uma liderança do setor.

Em Marcelândia, no norte mato-grossense, o presidente do sindicato rural, Marcelo Cordeiro, relata as dificuldades enfrentadas por produtores, transportadoras e motoristas na BR-163, trecho concedido à Via Brasil BR-163.

Produtores criticam o valor do pedágio, que chega a R$ 676,80 para caminhões de nove eixos, enquanto buracos e acidentes seguem frequentes. “É injusto com o produtor e com o motorista. É desumano”, afirma o representante sindical.

Além dos entraves logísticos e das chuvas, o setor também questiona a carga tributária. “Temos o Fetdo estado de Mato Grosso, que é recolhido. Temos os demais impostos que pagamos e todas as dificuldades que o produtor enfrenta. Precisamos de logística melhor e mais respeito ao produtor”, declara.

Ele também cita o FETHAB 2, que tinha caráter provisório e voltou a ser cobrado. Questionado sobre a indignação do setor, responde: “Com certeza. Estamos solicitando ao governo estadual e à Assembleia Legislativa que melhore a atenção ao produtor rural e faça a suspensão da cobrança do FETHAB 2. Diversas associações e federações ligadas ao agro estão buscando essa sensibilização junto ao governo”.

O post Porto de Miritituba registra filas de caminhões de até 30 km no pico da colheita de soja apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Sustentabilidade

ZCAS avança no Brasil e chuvas podem chegar a 150 mm na primeira quinzena de março; saiba onde

Published

on


Foto: Pixabay

O clima segue marcado por extremos nas principais regiões produtoras de soja do país. O mapa de umidade do solo aponta excesso hídrico em Minas Gerais, Tocantins, Mato Grosso e Goiás, condição que tem prejudicado o avanço das operações em campo, especialmente em áreas onde a colheita depende de janelas de tempo firme.

Em contrapartida, a restrição hídrica ainda persiste em áreas do interior de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, mantendo um cenário de preocupação para parte dos produtores.

  • Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

Zona de Convergência do Atlântico Sul

Nos próximos cinco dias, a atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul deve direcionar volumes expressivos para o Matopiba, com acumulados entre 100 e 150 milímetros no período. A tendência é de manutenção do solo encharcado nessas áreas.

Para o sul de Goiás e o centro-sul de Mato Grosso, o momento é de atenção. A atual janela de tempo mais firme deve ser aproveitada, já que a partir da próxima semana a chuva volta a ganhar força, com previsão de cerca de 50 milímetros em cinco dias.

As precipitações também retornam gradualmente ao Sul e ao interior de São Paulo e de Mato Grosso do Sul. Conforme o país avança para o fim da primeira quinzena de março, a tendência é de que a chuva se espalhe de forma mais abrangente, com volumes entre 50 e 80 milímetros em cinco dias em áreas do interior de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e em todo o estado de Mato Grosso.

O post ZCAS avança no Brasil e chuvas podem chegar a 150 mm na primeira quinzena de março; saiba onde apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Sustentabilidade

Oferta restrita e demanda cautelosa mantém mercado de trigo lento em fevereiro – MAIS SOJA

Published

on


O mercado brasileiro de trigo durante fevereiro foi caracterizado por uma postura defensiva e baixa fluidez nas negociações, operando em compasso de espera. Segundo o analista e consultor de Safras & Mercado, Elcio Bento, o período foi marcado por um equilíbrio delicado entre oferta restrita e demanda cautelosa, resultando em um ambiente de ajuste gradual onde a formação de preços seguiu condicionada pelo nível de estoques da indústria e pela ausência de urgência compradora.

Ao longo do mês, os moinhos mantiveram-se relativamente bem abastecidos, aproveitando apenas negócios de oportunidade quando produtores precisavam liberar espaço em armazéns para a entrada da safra de verão de milho e soja. Essa lentidão foi reforçada pela dificuldade da indústria em repassar custos à farinha em um ambiente de consumo enfraquecido, o que impôs cautela adicional nas compras.

Regionalmente, o Paraná apresentou um comportamento seletivo, com maior dinamismo no Norte devido à oferta local restrita, enquanto no Rio Grande do Sul o excedente de oferta foi sendo gradualmente absorvido pelas exportações, que permaneceram elevadas na primeira metade do mês.

“O mercado operou com lentidão e desalinhamento, com produtores segurando o cereal na expectativa de preços melhores na entressafra e compradores mantendo uma postura defensiva”, destacou Bento.

Anec

O Brasil deve exportar 371,676 mil toneladas de trigo em fevereiro. Segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC), em fevereiro do ano passado, as exportações ficaram em 559,704 mil toneladas. Em janeiro, foram 279,699 mil toneladas.

Na semana encerrada em 21 de fevereiro, foram previstas 146,225 mil toneladas. Para a semana encerrada em 28 de fevereiro, estão previstos embarques de 145 mil toneladas.

Fonte: Agência Safras



 

Continue Reading

Sustentabilidade

Colheita de soja no Brasil atinge 38,2%, aponta consultoria

Published

on


Colheita de soja. Foto: Agência Marca Studio Criativo

A colheita da safra de soja 2025/26 do Brasil está em 38,2% da área total esperada, até o dia 27 de fevereiro. A estimativa parte de levantamento da consultoria Safras & Mercado. Na semana passada, o índice era de 31%.

  • Fique por dentro das notícias mais recentes sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil!

Comparação com 2025

Os trabalhos estão em ritmo abaixo do mesmo período do ano passado (48,6%) e da média dos últimos cinco anos, de 43,7%.

O post Colheita de soja no Brasil atinge 38,2%, aponta consultoria apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement

Agro MT