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Acordo Mercosul-UE abre mercado, mas mantém proteção a setores sensíveis, segundo Luis Rua

Durante café com lideranças do agro e jornalistas promovido pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA), nesta sexta-feira (27), o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua, afirmou que o acordo entre Mercosul e União Europeia é estratégico para o Brasil diante da “reconfiguração da geopolítica mundial”.
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Ruas destacou que o acordo envia uma mensagem importante ao mercado global. Ele ressaltou, em números, a relevância do mercado europeu e a dimensão do entendimento comercial. Segundo o secretário, o Brasil exportou cerca de US$ 169 bilhões em produtos do agronegócio no último ano, sendo que aproximadamente 15% desse total tiveram como destino a União Europeia.
Acordo histórico e tramitação
O secretário classificou como histórica a assinatura do entendimento político, em 17 de janeiro. De acordo com ele, o Brasil está em estágio avançado no processo interno e trabalha para que a tramitação ocorra com rapidez. O Paraguai também deve encaminhar a ratificação em ritmo acelerado.
Ele lembrou que a entrada em vigor provisória do acordo depende da decisão da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, mas afirmou que o Brasil “está fazendo a sua parte”.
Ruas ressaltou que o país voltou à arena internacional após anos com poucos avanços em acordos comerciais. “Durante muito tempo o Brasil não fechou acordos, enquanto países como o Chile firmaram cerca de 30”, comparou.
Mecanismos de proteção
Sobre os mecanismos de proteção, o secretário explicou que 95% do comércio será totalmente liberalizado em até 12 anos. Alguns itens considerados sensíveis, no entanto, ficarão sujeitos a cotas e a um período de adaptação de até dez anos.
Ele citou o exemplo do leite em pó. A União Europeia terá uma cota de 10 mil toneladas para exportação ao Mercosul. “É um número irrisório”, avaliou. Atualmente, o Brasil importa cerca de 12 mil toneladas de leite em pó dos próprios países do Mercosul.
Para Ruas, o cenário abre oportunidades para produtos brasileiros de maior valor agregado, como queijos e outros lácteos. “Desse limão podemos fazer uma grande limonada”, afirmou.
O secretário também afastou temores de uma “invasão” de máquinas agrícolas europeias, argumentando que o próprio mercado tende a se autorregular.
Mecanismo de rebalanceamento e salvaguardas
Ruas destacou que o acordo prevê salvaguardas e um mecanismo chamado de “new balance”, ou rebalanceamento.
Segundo ele, caso surja uma nova exigência, como legislação ambiental que dificulte o acesso ao mercado europeu, o Brasil poderá acionar esse instrumento para reequilibrar as condições comerciais.
Oportunidades para pequenos produtores
O secretário reforçou que o acordo não beneficiará apenas grandes exportadores de commodities. Ele citou produtos de nicho, como mel, açaí, castanha de baru e queijos artesanais, como exemplos de cadeias que podem ampliar presença no mercado europeu.
“O consumidor europeu é exigente. Esse acordo nos ajuda a puxar a nossa régua para a régua deles”, afirmou, ao defender ganhos em qualidade, competitividade e reputação.
Ruas também mencionou iniciativas como a Caravana do Agro Exportador e o Passaporte Agro, voltadas à capacitação de produtores para acessar mercados internacionais. “Não basta abrir a porta, é preciso ajudar setores menos tradicionais a atravessá-la”, disse.
Reputação ambiental e imagem do Brasil
O secretário reconheceu que a imagem do Brasil no exterior foi prejudicada por debates recentes sobre a agenda ambiental. Segundo ele, a redução dos índices de desmatamento foi um passo importante para reconstruir a credibilidade internacional.
Ele citou o programa de recuperação de pastagens, com meta de 40 milhões de hectares, área equivalente ao território da Alemanha, como exemplo de ação concreta.
Para Ruas, o acordo Mercosul-UE representa não apenas acesso privilegiado a dois grandes mercados, o de commodities e o de nicho, mas também uma oportunidade de reposicionar o agro brasileiro no cenário global.
“O agro brasileiro tem alma. É feito por gente que acorda cedo para produzir alimentos. O Brasil é fundamental para a segurança alimentar, energética e climática”, afirmou.
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É nesta quinta! A Abertura Nacional do Plantio da Soja 26/27 vem aí; saiba como assistir ao vivo

Está chegando a hora! É amanhã, 17 de setembro, que acontece a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27. A partir das 9h, pelo horário de Brasília, você poderá acompanhar ao vivo pelo Canal Rural e pelo YouTube tudo o que acontece na Fazenda Horizontina, em Ipiranga do Norte (MT).
Ao longo da programação, os participantes vão acompanhar debates sobre os principais assuntos que devem movimentar o setor durante o novo ciclo. Entre os destaques está a discussão sobre a verticalização da soja na produção de alimentos e energia.
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Além de marcar oficialmente a largada da safra 2026/27, a Abertura Nacional terá um significado especial neste ano. O evento também dará início às comemorações dos 15 anos do Projeto Soja Brasil, iniciativa que acompanha de perto as transformações, os desafios e os avanços da produção de soja no país.
Falta pouco! Amanhã, acompanhe a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 pelo Canal Rural e pelo YouTube.
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Leilão de compra de arroz da Conab adquire apenas 5% do ofertado

O primeiro leilão de compra de arroz para formação de estoques públicos realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quarta-feira (16) não obteve o sucesso esperado.
A expectativa do governo era adquirir até 127,3 mil toneladas do cereal a granel da safra 2025/26, classe longo-fino em casca, Tipo 1, a fim de mitigar os possíveis impactos associados ao fenômeno climático El Niño e, assim, assegurar o abastecimento no país.
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No entanto, o pregão eletrônico realizado pelo Sistema de Comercialização Eletrônica da entidade (Siscoe), resultou na compra de apenas 4,05 mil toneladas, ou 5,1% do total ofertado.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Evandro Oliveira, o leilão ocorreu em um momento inoportuno, sem qualquer pedido de ajuda por parte dos produtores, e ofereceu preços pouco atrativos, até mesmo abaixo das referências do mercado físico, dependendo da região.
De acordo com ele, já se esperava baixa adesão diante dos preços máximos oferecidos pelo leilão, entre R$ 80 a R$ 82 reais por saca, valores semelhantes aos praticados hoje no mercado físico. “Então, os preços não foram suficientemente atrativos para movimentar volumes significativos nesse leilão”, pontuou.
No Rio Grande do Sul, nas praças de produção e comercialização de Pelotas e ainda no litoral, o arroz está sendo negociado na faixa de R$ 80,00 a R$ 85,00 por saca, chegando a R$ 90 no porto.
“Logo, os valores oferecidos pelo leilão ficaram bem abaixo do necessário para atrair uma demanda significativa, o que explica o fracasso da operação”, salientou o analista.
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Conab fará leilões para comprar até 224 mil toneladas de milho

Duas operações de compra de milho em grãos preveem a aquisição de até 224 mil toneladas para formação de estoques públicos. Os leilões eletrônicos serão realizados na sexta-feira (18) e na segunda-feira (21), às 9h, com recebimento do produto em unidades armazenadoras de oito unidades da Federação. A medida também prevê oferta posterior por meio do Programa de Vendas em Balcão (ProVB).
Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o volume de até 224 mil toneladas corresponde ao total das duas operações. O segundo leilão ofertará apenas os lotes que não forem negociados no primeiro certame, sem que a compra total ultrapasse esse limite.
A operação da sexta-feira (18), referente ao Aviso nº 64/2026, será exclusiva para a agricultura familiar. Poderão participar produtores rurais familiares, cooperativas de produtores rurais familiares e associações da agricultura familiar com Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ou Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP) válida.
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Já o leilão da segunda-feira (21), Aviso nº 65/2026, será em ampla concorrência. O certame admite a participação de produtores rurais, cooperativas e comerciantes, desde que atendam às exigências de cadastramento, habilitação jurídica e regularidade fiscal previstas no aviso.
O milho será recebido em unidades armazenadoras localizadas na Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. As operações serão realizadas pela Conab no Sistema de Comercialização Eletrônica da Companhia (Siscoe), em Brasília.
Os participantes precisam estar cadastrados na bolsa por meio da qual apresentarão propostas e em situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf), no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) e no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican).
O produto deverá seguir os padrões de classificação estabelecidos nos avisos e vir acompanhado de certificado emitido por entidade credenciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O preço máximo de compra será divulgado com pelo menos dois dias úteis de antecedência. Os arrematantes deverão apresentar garantia de 5% do valor da operação e organizar o cronograma de entrega com a unidade regional responsável pelo recebimento.
Após a aprovação do milho entregue, o pagamento aos fornecedores deverá ocorrer em até dez dias úteis. Caso todo o volume seja negociado na operação exclusiva para a agricultura familiar, não haverá lotes remanescentes para a disputa em ampla concorrência.
Fonte: gov.br
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