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Movimentações são registradas nos portos, mas soja oscila no Brasil; saiba os preços

O mercado brasileiro de soja voltou a apresentar ritmo lento, com poucos negócios envolvendo lotes mais expressivos nesta quinta-feira (26). Nos portos, houve alguma movimentação, com preços firmes em oportunidades pontuais no Paraná.
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O cenário geral segue marcado por baixa oferta, com o produtor ainda retendo a soja neste momento. Em Chicago, a sessão foi de alta volatilidade. A pressão nos contratos de óleo limita quedas mais acentuadas do grão, sustentado pelas margens de esmagamento, mesmo diante do enfraquecimento das vendas externas norte-americanas, resume o analista da Safras e Mercado, Rafael Silveira.
Segundo ele, os prêmios permanecem praticamente estáveis, sem força adicional no curto prazo. O dólar também não contribui para a formação de preços mais atrativos. Assim, o mercado mantém ritmo lento nas vendas, enquanto a colheita avança no campo, conclui.
Confira como as cotações de soja fecharam o dia:
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 121,00 para R$ 122,00
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 122,00 para R$ 123,00
- Cascavel (PR): seguiu em R$ 117,00
- Rondonópolis (MT): seguiu em R$ 107,00
- Dourados (MS): subiu de R$ 108,00 para R$ 109,50
- Rio Verde (GO): permaneceu em R$ 108,00
- Paranaguá (PR): permaneceu em R$ 128,00
- Rio Grande (RS): desceu de R$ 130,00 para R$ 129,00
Contratos futuros de soja
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quinta feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago. Após atingir o maior patamar em 20 meses, o mercado realizou lucros, o que colocou os preços em território negativo.
As atenções seguem voltadas às sinalizações de melhora na demanda pela soja americana. Além da expectativa de um acordo comercial com a China, a perspectiva de maior procura do grão para fabricação de biodiesel nos Estados Unidos tem ajudado a sustentar as cotações.
Segundo matéria da agência Reuters, o governo Trump definiu um plano que exigiria que grandes refinarias de petróleo compensassem pelo menos metade das obrigações de mistura de biocombustíveis dispensadas nos últimos anos pelo programa de Isenção para Pequenas Refinarias, de acordo com três fontes familiarizadas com as discussões.
A realocação dessas obrigações é ponto de discórdia entre os setores agrícola e de combustíveis. Produtores de biocombustíveis defendem a realocação integral dos galões isentos, alegando ser crucial para apoiar agricultores e usinas. Já as refinarias argumentam que a medida elevaria custos e poderia pressionar os preços dos combustíveis.
Nas últimas semanas, funcionários da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos sinalizaram que decidiram realocar pelo menos 50% dos volumes isentos referentes aos últimos três anos, podendo esse percentual ser ainda maior. A agência também enviou à Casa Branca suas propostas de cotas para mistura de biocombustíveis em 2026 e 2027. A expectativa é de que a regra final seja publicada antes do fim de março.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 0,50 centavo de dólar, ou 0,04%, a US$ 11,47 3/4 por bushel. A posição maio foi cotada a US$ 11,63 1/2 por bushel, com retração de 1,50 centavo ou 0,12%.
Nos subprodutos, o farelo março fechou com baixa de US$ 0,70 ou 0,21% a US$ 317,60 por tonelada. No óleo, os contratos março encerraram a 61,29 centavos de dólar, com ganho de 1,03 centavo ou 1,7%.
Câmbio
O dólar comercial fechou a R$ 5,1388 para venda, com alta de 0,27%. O Dollar Index tinha baixa de 0,09% a 97,79 pontos. O dólar futuro para março foi cotado a R$ 5.145,000, com alta de 0,33%. O dia foi de ajustes frente à formação da Ptax, com cenário externo cauteloso contribuindo para o movimento.
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Golpista que fingia ter câncer para pedir dinheiro é preso em Cuiabá

Suspeito usava histórias de doenças graves e relacionamentos amorosos para enganar vítimas, segundo a Polícia Civil.
Um homem suspeito de enganar pessoas com histórias falsas de doenças graves, internações familiares e dificuldades financeiras foi preso em flagrante pela Polícia Civil em Cuiabá. A ação ocorreu nesta segunda-feira (8) e foi conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes.
De acordo com a investigação, o suspeito se aproximava das vítimas principalmente por meio das redes sociais, criava vínculos afetivos e, depois de ganhar confiança, começava a pedir ajuda financeira. Em um dos casos, ele teria afirmado estar com câncer em estágio avançado e dito que a própria filha estava internada para tratar uma doença grave.
A estratégia, segundo a polícia, era usar relatos emocionais para sensibilizar familiares, amigos e pessoas próximas das vítimas, que acabavam realizando transferências bancárias para ajudá-lo.
As investigações começaram após o registro de duas ocorrências semelhantes na capital mato-grossense. Em um dos relatos, a vítima afirmou que foi convencida a abrir várias contas bancárias — inclusive empresariais — que passaram a ser controladas pelo investigado. Os valores recebidos eram transferidos rapidamente para terceiros, e parte do dinheiro teria sido usada em plataformas de apostas online.
Ainda conforme os policiais, o suspeito também alegava estar sendo ameaçado por cobradores de dívidas, o que levou uma das vítimas a fazer uma transferência emergencial acreditando que ele corria risco.
Durante a abordagem, os investigadores afirmam que o homem admitiu comprar e vender contas bancárias. A Polícia Civil apura agora se esse esquema era utilizado para dificultar o rastreamento do dinheiro obtido com os golpes.
As apurações apontam ainda que o investigado já teria aplicado golpes semelhantes em outros estados, incluindo São Paulo, Bahia e Espírito Santo, sempre utilizando narrativas ligadas a doenças graves, campanhas de arrecadação e pedidos de ajuda financeira.
O suspeito foi autuado por estelionato. Segundo a delegada Eliane Moraes, responsável pela Delegacia de Estelionato de Cuiabá, a prisão pode levar ao surgimento de novas vítimas.
A investigação continua para identificar a dimensão do esquema e o total de pessoas afetadas.
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Aos 40 anos, a mulher não está envelhecendo. Está se transformando

Existe um momento na vida da mulher em que o espelho começa a refletir mais do que a aparência. Ele passa a revelar histórias, escolhas, conquistas, cicatrizes e também algumas perguntas que talvez nunca tenham sido feitas antes.
Para muitas mulheres, esse momento chega por volta dos 40 anos.
É uma fase cercada de mudanças silenciosas. Algumas acontecem no corpo. Outras, na mente. Muitas, no coração. E embora a sociedade ainda tente associar essa etapa ao envelhecimento, a verdade é que ela representa algo muito mais profundo: uma transformação.
No consultório, vejo mulheres que construíram carreiras, criaram filhos, sustentaram famílias, enfrentaram desafios e aprenderam a cuidar de todos ao seu redor. Mas que, em algum momento, percebem que deixaram de olhar para si mesmas.
É justamente nessa década que muitas começam a notar alterações no sono, na disposição, no metabolismo, na pele, na libido e até na forma como lidam com as próprias emoções. Algumas sentem uma irritabilidade que não existia antes. Outras relatam cansaço persistente, dificuldade para perder peso ou uma sensação de não reconhecer mais o próprio corpo.
Essas mudanças não são fruto da imaginação. Elas têm explicações biológicas importantes. A partir dos 40 anos, a produção hormonal feminina inicia um processo gradual de transição que pode durar vários anos até a menopausa. O organismo começa a enviar sinais de que uma nova fase está chegando.
O problema é que muitas mulheres foram ensinadas a suportar esses sintomas em silêncio. Como se sentir desconforto fosse uma obrigação natural da idade. Como se perder qualidade de vida fosse inevitável.
Não é.
Hoje a medicina oferece recursos que permitem compreender essas transformações de forma muito mais individualizada. Cada mulher vive essa fase de maneira única. Algumas apresentam sintomas intensos. Outras passam por mudanças mais discretas. Não existe uma regra universal, e é justamente por isso que o acompanhamento médico faz tanta diferença.
Mas existe algo que considero ainda mais importante do que os hormônios, os exames ou os tratamentos.
A forma como a mulher escolhe enxergar esse período da vida.
Aos 40 anos, muitas descobrem uma liberdade que não possuíam aos 20. Já não precisam provar tantas coisas. Aprendem a estabelecer limites. Passam a compreender melhor seus desejos, suas prioridades e aquilo que realmente faz sentido.
É uma fase em que a maturidade encontra a vitalidade. Em que a experiência se soma à autoconfiança. Em que muitas mulheres finalmente se autorizam a ocupar o centro da própria vida.
Por isso, quando uma paciente me pergunta se é normal mudar aos 40, minha resposta é sempre a mesma.
Sim, é normal.
O que não deveria ser normal é atravessar essas mudanças sem informação, sem acolhimento e sem cuidado.
A mulher de 40 anos não está perdendo juventude. Está ganhando consciência. Está descobrindo novas versões de si mesma. Está entendendo que beleza não é ausência de idade, mas presença de saúde, energia, autoestima e propósito.
E talvez essa seja a transformação mais bonita de todas.
Bruna Ghetti é ginecologista, especialista em mulheres 40+.
Agro Mato Grosso
Carreta invade a contramão e mata motorista na BR-163 I Mato Grosso

Segundo motorista da carreta, colisão ocorreu após uma frenagem brusca para impedir outro acidente
O motorista Wilson Honório dos Reis, de 59 anos, morreu após a picape que dirigia ser atingida de frente por um caminhão na noite desta segunda-feira (8), na BR-163, em Sinop (a 478 quilômetros de Cuiabá).
De acordo com o boletim de ocorrência, Wilson conduzia uma Fiat Strada quando foi atingido por um caminhão-trator que seguia no sentido Sinop-Itaúba.
Em depoimento aos policiais, o motorista do caminhão, de 54 anos, relatou que seguia pela rodovia quando, ao subir um viaduto, se deparou com outro caminhão seguindo à sua frente em baixa velocidade e sem sinalização luminosa adequada.
Para evitar uma colisão traseira, ele afirmou que realizou uma frenagem brusca. Durante a manobra perdeu o controle da direção, invadiu a pista contrária e bateu de frente contra a Fiat Strada conduzida por Wilson.
Com a força do impacto, o motorista da picape sofreu ferimentos graves e morreu ainda no local.
O condutor do caminhão realizou o teste do bafômetro, que apontou resultado negativo para consumo de bebida alcoólica.
A área foi isolada para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), e o caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias do acidente.
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