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Embrapa Soja promove Dia de Campo de Verão em Londrina (PR)

A Embrapa Soja e a Fundação Meridional promovem, no dia 06 de março, sexta-feira, das 8h às 12h, o tradicional Dia de Campo de Verão, na Vitrine de Tecnologias, em Londrina. O evento é voltado a produtores, técnicos, estudantes e profissionais do setor interessados em conhecer resultados de pesquisas e inovações voltadas ao aumento da produtividade e à sustentabilidade dos sistemas de produção.
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A programação inclui estações técnicas sobre cultivares de soja e de feijão, além de temas estratégicos para a safra 2025/2026, como a soja de baixo carbono e a importância da diversidade de plantas nos sistemas produtivos. Também serão abordadas estratégias de manejo de percevejos com o uso de parasitoides de ovos e os principais aprendizados relacionados ao controle de plantas daninhas para o próximo ciclo agrícola.
O Dia de Campo é uma oportunidade para atualização técnica e troca de experiências diretamente no campo, com pesquisadores apresentando orientações práticas e resultados de pesquisas que contribuem para decisões mais eficientes na lavoura. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas neste link. O evento será realizado na Embrapa Soja, localizada na rodovia Carlos João Strass s/n, em Londrina, no Paraná.
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Movimentações são registradas nos portos, mas soja oscila no Brasil; saiba os preços

O mercado brasileiro de soja voltou a apresentar ritmo lento, com poucos negócios envolvendo lotes mais expressivos nesta quinta-feira (26). Nos portos, houve alguma movimentação, com preços firmes em oportunidades pontuais no Paraná.
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O cenário geral segue marcado por baixa oferta, com o produtor ainda retendo a soja neste momento. Em Chicago, a sessão foi de alta volatilidade. A pressão nos contratos de óleo limita quedas mais acentuadas do grão, sustentado pelas margens de esmagamento, mesmo diante do enfraquecimento das vendas externas norte-americanas, resume o analista da Safras e Mercado, Rafael Silveira.
Segundo ele, os prêmios permanecem praticamente estáveis, sem força adicional no curto prazo. O dólar também não contribui para a formação de preços mais atrativos. Assim, o mercado mantém ritmo lento nas vendas, enquanto a colheita avança no campo, conclui.
Confira como as cotações de soja fecharam o dia:
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 121,00 para R$ 122,00
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 122,00 para R$ 123,00
- Cascavel (PR): seguiu em R$ 117,00
- Rondonópolis (MT): seguiu em R$ 107,00
- Dourados (MS): subiu de R$ 108,00 para R$ 109,50
- Rio Verde (GO): permaneceu em R$ 108,00
- Paranaguá (PR): permaneceu em R$ 128,00
- Rio Grande (RS): desceu de R$ 130,00 para R$ 129,00
Contratos futuros de soja
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quinta feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago. Após atingir o maior patamar em 20 meses, o mercado realizou lucros, o que colocou os preços em território negativo.
As atenções seguem voltadas às sinalizações de melhora na demanda pela soja americana. Além da expectativa de um acordo comercial com a China, a perspectiva de maior procura do grão para fabricação de biodiesel nos Estados Unidos tem ajudado a sustentar as cotações.
Segundo matéria da agência Reuters, o governo Trump definiu um plano que exigiria que grandes refinarias de petróleo compensassem pelo menos metade das obrigações de mistura de biocombustíveis dispensadas nos últimos anos pelo programa de Isenção para Pequenas Refinarias, de acordo com três fontes familiarizadas com as discussões.
A realocação dessas obrigações é ponto de discórdia entre os setores agrícola e de combustíveis. Produtores de biocombustíveis defendem a realocação integral dos galões isentos, alegando ser crucial para apoiar agricultores e usinas. Já as refinarias argumentam que a medida elevaria custos e poderia pressionar os preços dos combustíveis.
Nas últimas semanas, funcionários da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos sinalizaram que decidiram realocar pelo menos 50% dos volumes isentos referentes aos últimos três anos, podendo esse percentual ser ainda maior. A agência também enviou à Casa Branca suas propostas de cotas para mistura de biocombustíveis em 2026 e 2027. A expectativa é de que a regra final seja publicada antes do fim de março.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 0,50 centavo de dólar, ou 0,04%, a US$ 11,47 3/4 por bushel. A posição maio foi cotada a US$ 11,63 1/2 por bushel, com retração de 1,50 centavo ou 0,12%.
Nos subprodutos, o farelo março fechou com baixa de US$ 0,70 ou 0,21% a US$ 317,60 por tonelada. No óleo, os contratos março encerraram a 61,29 centavos de dólar, com ganho de 1,03 centavo ou 1,7%.
Câmbio
O dólar comercial fechou a R$ 5,1388 para venda, com alta de 0,27%. O Dollar Index tinha baixa de 0,09% a 97,79 pontos. O dólar futuro para março foi cotado a R$ 5.145,000, com alta de 0,33%. O dia foi de ajustes frente à formação da Ptax, com cenário externo cauteloso contribuindo para o movimento.
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Agro Mato Grosso
Cuiabá registra maior volume de chuva dos últimos anos; mais tempestades são esperadas no estado

De acordo com a Prefeitura, as equipes seguem em alerta desde o temporal do último domingo (22), quando alguns pontos da cidade registraram mais de 100 mm de chuva em poucas horas.
Cuiabá registrou, em fevereiro, o maior volume de chuvas dos últimos anos, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia. Apenas neste mês, a capital já acumula 274,4 milímetros de precipitação, volume superior ao registrado no mesmo período de 2025 (189,24 mm) e de 2024 (88,85 mm).
De acordo com a Prefeitura, as equipes seguem em alerta desde o temporal do último domingo (22), quando alguns pontos da cidade registraram mais de 100 mm de chuva em poucas horas. As áreas de risco continuam sendo monitoradas, com contato direto com moradores de regiões vulneráveis.
Assim como a capital, todo o estado de Mato Grosso permanece sob alerta laranja para chuvas intensas, conforme a Defesa Civil. A previsão indica precipitação de até 60 milímetros por hora, acumulado entre 50 e 100 mm por dia e ventos que podem variar entre 60 e 100 km/h.
A Defesa Civil alerta para risco de alagamentos pontuais, queda de árvores e transtornos no trânsito e orienta a população a redobrar os cuidados durante o período chuvoso.
Recomendações durante tempestades
| Em casa | Na rua | Para motoristas |
| Permanecer dentro de casa; | Procurar abrigo em locais cobertos e seguros; | Não estacionar estacionar veículos embaixo ou próximo a árvore; |
| Desligar aparelhos da tomada para evitar curto-circuito; | Não fique debaixo de árvores ou próximo a placas, postes, estruturas metálicas ou frágeis | Durante chuvas fortes, permaneça dentro do veículo; |
| Manter portas e janelas fechadas; | Não transite em áreas alagadas, pois a água pode ocultar buracos ou bueiros abertos; | Não enfrentar áreas com acúmulo de água, procure um lugar seguro até a água abaixar; |
| Evitar a proximidade de janelas ou vidros; | Não tocar em fios caídos, mesmo que sejam de telefonia ou internet; | Mantenha os faróis acesos; |
| Mantenha mair distância entre os veículos; | Mantenha maior distância entre os veículos | |
| Mantenha o capacete e cinto de segurança, conforme o veículo; | Mantenha o capacete e cinto de segurança, conforme o veículo; | |
| Transporte crianças apenas em assentos recomendados, como cadeirinha; | Transporte crianças apenas em assentos recomendados, como cadeirinha; |
Além disso, a Defesa Civil orienta que animais de estimação não sejam deixados para trás em caso de saída preventiva. A recomendação é que os tutores incluam os pets no plano de emergência da família, garantindo transporte adequado, abrigo seguro, além de água e alimentação suficientes.
De acordo com a Prefeitura, as equipes seguem em alerta desde o temporal do último domingo (22), quando alguns pontos da cidade registraram mais de 100 mm de chuva em poucas horas. — Foto: Gustavo Arakaki
Agro Mato Grosso
Longas filas em Miritituba prejudicam escoamento da soja pelo corredor Norte

As más condições da estrada que dá acesso aos terminais portuários de Miritituba, em Itaituba (PA), têm provocado longas filas de caminhões carregados de soja e acendem um alerta no setor produtivo de Mato Grosso, em pleno pico da colheita da oleaginosa. O gargalo logístico preocupa produtores e transportadores, principalmente pelo impacto direto no custo do frete e na disponibilidade de veículos para o escoamento da safra.
O cenário é marcado por pátios de postos de combustíveis lotados, filas que chegam a cerca de 30 quilômetros e disputa por espaço na única via de acesso aos portos. Caminhoneiros vindos do norte de Mato Grosso e do sudeste do Pará enfrentam dias de espera para conseguir descarregar nos terminais.
O caminhoneiro Rony Lima está há mais de um dia na fila e relata que a demora já faz parte da rotina. “Quem vai pegar a fila não descarrega em menos de dois dias, não”. Ele destaca que melhorias na infraestrutura e na organização do fluxo são necessárias para reduzir o tempo de espera. “O que tem que melhorar é a transportuária”.
A situação também tem desanimado profissionais do transporte. Mauro Dioniz da Silva afirma que enfrenta dias de viagem e espera conseguir descarregar. “Três dias para chegar aqui, encarar fila, buraco e confusão. É um descaso com os motoristas aqui. Quero até desistir já porque você não ganha dinheiro só dentro de caminhão”, diz ao Canal Rural Mato Grosso.

As condições enfrentadas nas filas também afetam a rotina básica dos caminhoneiros. Gilson Carlos Martins Sales explica que, em muitos casos, não há estrutura adequada durante a espera, especialmente para quem transporta cargas perigosas. “Não pode ter cozinha, não pode ter fogão por indução, porque é proibido qualquer tipo de chama, aí a gente fica Deus dará”.
Ele relata que a permanência na fila pode ultrapassar um dia inteiro até conseguir concluir o trajeto e retornar. “Já entrei na fila às 8 horas da manhã e cheguei em casa às 4 horas da manhã do outro dia”. Segundo ele, a melhoria das condições da estrada é essencial para resolver o problema. “É pavimentar, duplicar. Se duplicar isso aí melhora bastante”.
Gargalo está no acesso aos terminais
O principal entrave logístico não está dentro dos portos, mas no acesso ao distrito de Miritituba, de acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa). Trechos sem pavimentação e com buracos dificultam o tráfego e, em períodos de chuva, a lama impede a passagem dos caminhões, agravando ainda mais os congestionamentos. “Hoje chegam em torno de 2,5 mil a 3 mil carretas descarregam por dia aqui nos portos de Miritituba”, pontua o coordenador técnico da entidade, Paulo Roberto Almeida Ferreira.

Ele explica à reportagem do Canal Rural Mato Grosso que a situação exige manutenção constante da via. “A gente ainda tem trechos de chão em que existe muito buraco. Essa estrada precisa estar passando constantemente por manutenção”.
Paulo Roberto observa que, quando chove, as condições da estrada impedem o tráfego e comprometem o fluxo da produção. “Quando chove e dá lama os caminhões não conseguem trafegar nesses trechos de chão, aí dificulta o descarregamento da soja. É caos. E a população de um modo geral acaba se tornando muito vulnerável com toda essa situação”.
Nos terminais, a estrutura é considerada suficiente para receber os caminhões, mas muitos não conseguem chegar dentro do cronograma previsto. O gerente de operações de granéis, Cliver Matheus Tavares da Costa, explica que as metas operacionais são cumpridas quando os veículos conseguem acessar os pátios. Conforme ele, o problema está justamente na retenção dos caminhões ao longo da estrada.
“Todos os terminais têm o mesmo problema. Eles ficam com os pátios vazios e as operações paradas porque os caminhões não conseguem chegar nos terminais. As empresas trabalham com o regime de agendamento justamente para não tumultuar essa rodovia que não tem tanta estrutura para receber essa quantidade de caminhões”, frisa Cliver.

Ele ressalta que a expansão das operações portuárias deve aumentar ainda mais a pressão sobre a rodovia. Hoje atuam no local cerca de oito empresas, que recebem entre três milhões de toneladas e cinco milhões de toneladas por ano. “Provavelmente abrirá mais umas cinco empresas de grãos, o que vai tumultuar mais ainda a rodovia porque não tem tanta capacidade de fluxo pela quantidade de caminhão que tem”.
Produtores sentem impacto e cobram solução
O cenário também preocupa o setor produtivo de Mato Grosso, responsável por grande parte da soja escoada pelo corredor Norte. O presidente do Sindicato Rural de Nova Mutum, Paulo Zen, afirma que os impactos logísticos acabam sendo absorvidos diretamente pelo produtor. “O caminhão hoje é o silo desse lugar aqui”.
Ele ressalta que os custos adicionais reduzem o valor recebido pela produção. “Quem paga por isso somos nós lá ganhando R$ 10, R$ 15 a menos na saca de soja para aguentar tudo isso que está acontecendo aqui”.

Para o presidente do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis, Antônio César Brólio, o problema ocorre justamente no início do escoamento da safra, o que amplia a preocupação no campo. “O escoamento da safra recém começou, então a gente vê o quanto está travado isso daqui”.
Na avaliação dele, o aumento do custo logístico compromete diretamente a rentabilidade da atividade. “Encarece o nosso custo, porque encarece o frete e é menos dinheiro no bolso do produtor rural”.
Uma comitiva do Sistema Famato, formada por representantes de aproximadamente 20 sindicatos rurais, percorreu a região nesta semana para acompanhar o escoamento da produção mato-grossense. No último ano, cerca de 17 milhões de toneladas de soja oriundas de Mato Grosso foram enviadas pelos portos do corredor Norte.
O presidente da entidade, Vilmondes Tomain, destaca que a estrutura portuária é eficiente, mas o acesso precisa acompanhar o crescimento da demanda. “A infraestrutura da barcaça onde estão fazendo o descarregamento, o transbordo, é de excelente qualidade, mas até você chegar aqui é uma dificuldade danada”.
Ele defende investimentos em infraestrutura e armazenagem como parte da solução para melhorar o fluxo logístico. “Não é só o Porto, nós temos que começar desde lá [estrada] para melhorar as condições, para poder melhorar aqui também o fluxo”.
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