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16 de setembro de 2026

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Registro de aeronaves agrícolas cresce e Brasil mantém vice-liderança global

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Foto: Embraer

O Brasil encerrou 2025 com 2.866 aeronaves agrícolas tripuladas registradas, crescimento de 5,25% em relação ao levantamento anterior, confirmando uma trajetória consistente de expansão ao longo da última década.

O dado integra a Análise da Frota Aeroagrícola Brasileira de Aviões e Helicópteros 2025, lançada oficialmente nesta quarta-feira (24), durante a 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, no Rio Grande do Sul.

Elaborado pelo diretor operacional do Sindag, Cláudio Júnior Oliveira, o estudo reafirma a aviação agrícola como infraestrutura estratégica do agronegócio brasileiro.

Segundo o diretor-executivo da entidade, Gabriel Colle, os dados vão além do crescimento numérico. “Eles revelam transformações estruturais no setor, como o avanço da profissionalização das operações, a consolidação dos serviços especializados e a modernização gradual da frota”, destaca.

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Více-líder global

O novo levantamento mostra que o Brasil mantém a posição de segunda maior potência mundial da aviação agrícola, atrás apenas dos Estados Unidos, que tem cerca de 3,6 mil aeronaves em operação no segmento.

Além disso, o país se consolida como principal mercado internacional de aeronaves agrícolas, conforme relatório recente da General Aviation Manufacturers Association (Gama).

A série histórica mostra que o crescimento não é recente. Em 2009, o Brasil possuía 1.498 aeronaves agrícolas. Mesmo diante de crises econômicas, instabilidade política e dos impactos da pandemia de Covid-19, o setor manteve expansão gradual.

“A aceleração mais significativa ocorreu a partir de 2022, acompanhando o fortalecimento do agronegócio e a ampliação da demanda por aplicações aéreas em grandes áreas de cultivo”, diz trecho do levantamento.

O estudo aponta também uma mudança estrutural no perfil operacional da frota. Atualmente, cerca de 62,9% das aeronaves estão vinculadas aos Serviços Aéreos Especializados (SAE), empresas que prestam serviços a produtores rurais. Já aproximadamente 35,7% pertencem a operadores privados (TPP), categoria que engloba agricultores que operam seus próprios aviões em suas propriedades, sem atendimento a terceiros.

Entre 2023 e 2025, houve migração líquida de 119 aeronaves do modelo privado para o sistema de prestação de serviços. O movimento é interpretado como sinal de profissionalização, ganho de escala e adaptação às exigências regulatórias crescentes.

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Mato Grosso amplia liderança

A distribuição regional da frota acompanha o mapa da produção agrícola brasileira:

  • Mato Grosso lidera com 803 aeronaves em 2025;
  • Rio Grande do Sul na sequência: 398;
  • São Paulo: 328; e
  • Goiás: 320

Juntos, esses quatro estados concentram mais da metade da frota nacional, com Mato Grosso respondendo sozinho por cerca de 27,5% do total.

O estudo aponta que a expansão das aeronaves agrícolas acompanha principalmente culturas de larga escala, como soja, milho e algodão, que exigem rapidez na aplicação e alta produtividade por hora de voo.

Embraer mantém liderança

avião agrícola Ipanema EMB-203
Avião agrícola Ipanema EMB-203. Foto: Divulgação/Embraer

Ao se observar a tecnologia, a frota registrada no país apresenta equilíbrio entre indústria nacional e importada: 51% das aeronaves são produzidas no Brasil e 49% provém de outros países.

A Embraer mantém liderança histórica, sustentada principalmente por modelos movidos a etanol, tecnologia que transformou o Brasil em referência internacional no segmento.

“Paralelamente, cresce a presença de aeronaves turboélice estrangeiras, especialmente da norte-americana Air Tractor, impulsionadas por maior capacidade de carga e eficiência operacional”, destaca o estudo.

Outro marco de 2025 é o registro do primeiro avião agrícola autônomo no ambiente regulado brasileiro, o Pyka Pelican. Segundo a análise elaborada pelo Sindag, embora represente apenas uma unidade na frota atual, o registro simboliza o início de uma nova etapa tecnológica, marcada pela convivência progressiva entre sistemas tripulados e autônomos em um dos maiores mercados do mundo.

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É nesta quinta! A Abertura Nacional do Plantio da Soja 26/27 vem aí; saiba como assistir ao vivo

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Imagem gerada por IA

Está chegando a hora! É amanhã, 17 de setembro, que acontece a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27. A partir das 9h, pelo horário de Brasília, você poderá acompanhar ao vivo pelo Canal Rural e pelo YouTube tudo o que acontece na Fazenda Horizontina, em Ipiranga do Norte (MT).

Ao longo da programação, os participantes vão acompanhar debates sobre os principais assuntos que devem movimentar o setor durante o novo ciclo. Entre os destaques está a discussão sobre a verticalização da soja na produção de alimentos e energia.

Além de marcar oficialmente a largada da safra 2026/27, a Abertura Nacional terá um significado especial neste ano. O evento também dará início às comemorações dos 15 anos do Projeto Soja Brasil, iniciativa que acompanha de perto as transformações, os desafios e os avanços da produção de soja no país.

Falta pouco! Amanhã, acompanhe a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 pelo Canal Rural e pelo YouTube.

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Leilão de compra de arroz da Conab adquire apenas 5% do ofertado

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Foto: Paulo Lanzetta

O primeiro leilão de compra de arroz para formação de estoques públicos realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quarta-feira (16) não obteve o sucesso esperado.

A expectativa do governo era adquirir até 127,3 mil toneladas do cereal a granel da safra 2025/26, classe longo-fino em casca, Tipo 1, a fim de mitigar os possíveis impactos associados ao fenômeno climático El Niño e, assim, assegurar o abastecimento no país.

No entanto, o pregão eletrônico realizado pelo Sistema de Comercialização Eletrônica da entidade (Siscoe), resultou na compra de apenas 4,05 mil toneladas, ou 5,1% do total ofertado.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Evandro Oliveira, o leilão ocorreu em um momento inoportuno, sem qualquer pedido de ajuda por parte dos produtores, e ofereceu preços pouco atrativos, até mesmo abaixo das referências do mercado físico, dependendo da região.

De acordo com ele, já se esperava baixa adesão diante dos preços máximos oferecidos pelo leilão, entre R$ 80 a R$ 82 reais por saca, valores semelhantes aos praticados hoje no mercado físico. “Então, os preços não foram suficientemente atrativos para movimentar volumes significativos nesse leilão”, pontuou.

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No Rio Grande do Sul, nas praças de produção e comercialização de Pelotas e ainda no litoral, o arroz está sendo negociado na faixa de R$ 80,00 a R$ 85,00 por saca, chegando a R$ 90 no porto.

“Logo, os valores oferecidos pelo leilão ficaram bem abaixo do necessário para atrair uma demanda significativa, o que explica o fracasso da operação”, salientou o analista.

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Conab fará leilões para comprar até 224 mil toneladas de milho

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Duas operações de compra de milho em grãos preveem a aquisição de até 224 mil toneladas para formação de estoques públicos. Os leilões eletrônicos serão realizados na sexta-feira (18) e na segunda-feira (21), às 9h, com recebimento do produto em unidades armazenadoras de oito unidades da Federação. A medida também prevê oferta posterior por meio do Programa de Vendas em Balcão (ProVB).

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o volume de até 224 mil toneladas corresponde ao total das duas operações. O segundo leilão ofertará apenas os lotes que não forem negociados no primeiro certame, sem que a compra total ultrapasse esse limite.

A operação da sexta-feira (18), referente ao Aviso nº 64/2026, será exclusiva para a agricultura familiar. Poderão participar produtores rurais familiares, cooperativas de produtores rurais familiares e associações da agricultura familiar com Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ou Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP) válida.

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Já o leilão da segunda-feira (21), Aviso nº 65/2026, será em ampla concorrência. O certame admite a participação de produtores rurais, cooperativas e comerciantes, desde que atendam às exigências de cadastramento, habilitação jurídica e regularidade fiscal previstas no aviso.

O milho será recebido em unidades armazenadoras localizadas na Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. As operações serão realizadas pela Conab no Sistema de Comercialização Eletrônica da Companhia (Siscoe), em Brasília.

Os participantes precisam estar cadastrados na bolsa por meio da qual apresentarão propostas e em situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf), no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) e no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican).

O produto deverá seguir os padrões de classificação estabelecidos nos avisos e vir acompanhado de certificado emitido por entidade credenciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O preço máximo de compra será divulgado com pelo menos dois dias úteis de antecedência. Os arrematantes deverão apresentar garantia de 5% do valor da operação e organizar o cronograma de entrega com a unidade regional responsável pelo recebimento.

Após a aprovação do milho entregue, o pagamento aos fornecedores deverá ocorrer em até dez dias úteis. Caso todo o volume seja negociado na operação exclusiva para a agricultura familiar, não haverá lotes remanescentes para a disputa em ampla concorrência.

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Fonte: gov.br

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