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“Aumentar área nem sempre resolve”, afirma Antônio Galvan

Ampliar a área de plantio nem sempre é a solução para produtores que enfrentam margens apertadas, especialmente em um cenário de queda no preço da soja e aumento nos custos de produção. Segundo o produtor rural e ex-presidente da Aprosoja Mato Grosso e da Aprosoja Brasil, Antônio Galvan, decisões tomadas durante o período de alta das commodities ainda refletem na situação financeira enfrentada hoje no campo.
Conforme ele, a valorização da soja durante a pandemia levou muitos produtores a assumirem compromissos maiores, cenário que mudou com a retração das cotações. “Soja aí que chegou aí a R$ 170, R$ 180, parece para o produtor que aquilo nunca mais vai sair daqueles valores, acaba se endividando um tanto acima até do grau de condições de garantia e hoje está aí vendendo soja aí de R$ 100 mais ou menos”.
Apesar das dificuldades financeiras, Galvan afirma que a produção segue dentro de uma razoabilidade, mas com maior pressão sobre as margens. O aumento nos custos é um dos principais fatores, afirma ao programa Direto ao Ponto. “Hoje o fertilizante em relação à safra passada está em média 25% mais caro. Fósforo, potássio. Como é que se faz vendendo um produto mais barato de uma safra que nem o ano passado, mal cobriu os custos de produção para quem não é arrendatário?”.
Expansão exige cautela
Diante desse cenário, ampliar a área cultivada é uma decisão que precisa ser avaliada com cautela, principalmente quando o objetivo é compensar perdas financeiras. Segundo Galvan, essa estratégia pode aumentar o risco em vez de resolver o problema.
“A gente ouve muito produtor: ‘eu tenho que aumentar a área para tentar pagar conta’. Espera aí, se com o que você está plantando você está se afundando, aumentar a área vai resolver o teu problema? Será que não seria reduzir a área?”.
Ele conta que optou por manter sua área estável ao longo dos anos e priorizar o equilíbrio financeiro da atividade. “Eu sempre me autofinancio. Desses 20 anos que estamos falando aqui, desde 2005, nunca mais peguei um centavo em banco. Então não dependo de recurso de terceiro para fazer a lavoura”, diz ao programa do Canal Rural Mato Grosso ao lembrar da crise vivida pelo setor entre os anos de 2005 e 2026.
Além disso, Galvan comenta buscou alternativas para melhorar o resultado por meio da produtividade e do uso de tecnologia. Entre as estratégias adotadas está o cultivo de soja convencional, que pode oferecer melhor remuneração, apesar dos riscos agronômicos envolvidos.
Recuperação judicial e endividamento
O aumento nos pedidos de recuperação judicial também reflete o momento mais desafiador enfrentado por parte dos produtores. De acordo com Galvan, muitos casos envolvem outras atividades empresariais além da produção rural.
“Quando você vai ver, 90% das recuperações judiciais não é só do produtor rural. O cara tem produção rural no meio, mas tem três, quatro outros CNPJ no meio e outras atividades”.
Ele ressalta que existem produtores em situação financeira delicada e defende que o setor tenha acesso a mecanismos legais semelhantes aos disponíveis para empresas. “Agora tem pessoas necessitadas. Então nós como entidade defendemos, porque se você dá o direito para pessoa que tem o CNPJ, a empresa, por que que você não dá para pessoa física?”.
Para Galvan, o atual cenário reforça a importância da gestão financeira e da cautela na tomada de decisões, especialmente após um período de forte valorização das commodities e expansão da atividade em diversas regiões produtoras.
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É nesta quinta! A Abertura Nacional do Plantio da Soja 26/27 vem aí; saiba como assistir ao vivo

Está chegando a hora! É amanhã, 17 de setembro, que acontece a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27. A partir das 9h, pelo horário de Brasília, você poderá acompanhar ao vivo pelo Canal Rural e pelo YouTube tudo o que acontece na Fazenda Horizontina, em Ipiranga do Norte (MT).
Ao longo da programação, os participantes vão acompanhar debates sobre os principais assuntos que devem movimentar o setor durante o novo ciclo. Entre os destaques está a discussão sobre a verticalização da soja na produção de alimentos e energia.
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Além de marcar oficialmente a largada da safra 2026/27, a Abertura Nacional terá um significado especial neste ano. O evento também dará início às comemorações dos 15 anos do Projeto Soja Brasil, iniciativa que acompanha de perto as transformações, os desafios e os avanços da produção de soja no país.
Falta pouco! Amanhã, acompanhe a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 pelo Canal Rural e pelo YouTube.
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Leilão de compra de arroz da Conab adquire apenas 5% do ofertado

O primeiro leilão de compra de arroz para formação de estoques públicos realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quarta-feira (16) não obteve o sucesso esperado.
A expectativa do governo era adquirir até 127,3 mil toneladas do cereal a granel da safra 2025/26, classe longo-fino em casca, Tipo 1, a fim de mitigar os possíveis impactos associados ao fenômeno climático El Niño e, assim, assegurar o abastecimento no país.
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No entanto, o pregão eletrônico realizado pelo Sistema de Comercialização Eletrônica da entidade (Siscoe), resultou na compra de apenas 4,05 mil toneladas, ou 5,1% do total ofertado.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Evandro Oliveira, o leilão ocorreu em um momento inoportuno, sem qualquer pedido de ajuda por parte dos produtores, e ofereceu preços pouco atrativos, até mesmo abaixo das referências do mercado físico, dependendo da região.
De acordo com ele, já se esperava baixa adesão diante dos preços máximos oferecidos pelo leilão, entre R$ 80 a R$ 82 reais por saca, valores semelhantes aos praticados hoje no mercado físico. “Então, os preços não foram suficientemente atrativos para movimentar volumes significativos nesse leilão”, pontuou.
No Rio Grande do Sul, nas praças de produção e comercialização de Pelotas e ainda no litoral, o arroz está sendo negociado na faixa de R$ 80,00 a R$ 85,00 por saca, chegando a R$ 90 no porto.
“Logo, os valores oferecidos pelo leilão ficaram bem abaixo do necessário para atrair uma demanda significativa, o que explica o fracasso da operação”, salientou o analista.
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Conab fará leilões para comprar até 224 mil toneladas de milho

Duas operações de compra de milho em grãos preveem a aquisição de até 224 mil toneladas para formação de estoques públicos. Os leilões eletrônicos serão realizados na sexta-feira (18) e na segunda-feira (21), às 9h, com recebimento do produto em unidades armazenadoras de oito unidades da Federação. A medida também prevê oferta posterior por meio do Programa de Vendas em Balcão (ProVB).
Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o volume de até 224 mil toneladas corresponde ao total das duas operações. O segundo leilão ofertará apenas os lotes que não forem negociados no primeiro certame, sem que a compra total ultrapasse esse limite.
A operação da sexta-feira (18), referente ao Aviso nº 64/2026, será exclusiva para a agricultura familiar. Poderão participar produtores rurais familiares, cooperativas de produtores rurais familiares e associações da agricultura familiar com Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ou Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP) válida.
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Já o leilão da segunda-feira (21), Aviso nº 65/2026, será em ampla concorrência. O certame admite a participação de produtores rurais, cooperativas e comerciantes, desde que atendam às exigências de cadastramento, habilitação jurídica e regularidade fiscal previstas no aviso.
O milho será recebido em unidades armazenadoras localizadas na Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. As operações serão realizadas pela Conab no Sistema de Comercialização Eletrônica da Companhia (Siscoe), em Brasília.
Os participantes precisam estar cadastrados na bolsa por meio da qual apresentarão propostas e em situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf), no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) e no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican).
O produto deverá seguir os padrões de classificação estabelecidos nos avisos e vir acompanhado de certificado emitido por entidade credenciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O preço máximo de compra será divulgado com pelo menos dois dias úteis de antecedência. Os arrematantes deverão apresentar garantia de 5% do valor da operação e organizar o cronograma de entrega com a unidade regional responsável pelo recebimento.
Após a aprovação do milho entregue, o pagamento aos fornecedores deverá ocorrer em até dez dias úteis. Caso todo o volume seja negociado na operação exclusiva para a agricultura familiar, não haverá lotes remanescentes para a disputa em ampla concorrência.
Fonte: gov.br
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