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10 de junho de 2026

Sustentabilidade

Brasil é líder mundial na produção de biocombustíveis e Mato Grosso tem papel estratégico no cenário nacional – MAIS SOJA

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O Brasil ocupa posição de destaque no cenário global da produção de biocombustíveis e se consolida como uma das maiores referências mundiais em energia renovável. Esse protagonismo é resultado direto da força do agronegócio, especialmente da produção de soja e milho, matérias-primas essenciais para a fabricação de biodiesel e etanol. Nesse contexto, Mato Grosso, maior produtor de grãos do país, tem papel estratégico na consolidação dessa liderança.

Ao longo das últimas décadas, o país deixou de ser importador de alimentos e commodities agrícolas para se tornar o principal fornecedor mundial. Segundo o vice-coordenador da comissão de sustentabilidade da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Nathan Belusso, esse avanço é fruto de investimentos contínuos em pesquisa, tecnologia e infraestrutura.

“O Brasil saiu de um país importador de commodities agrícolas, como soja e milho, para se tornar o principal exportador a nível mundial. Hoje, produz alimentos para mais de um bilhão de pessoas e, no cenário dos biocombustíveis, não é diferente, já que as principais fontes são justamente essas commodities agrícolas”, destaca.

Dentro desse cenário nacional, Mato Grosso se consolida como um dos grandes motores da produção de biocombustíveis. Líder na produção de soja e milho, o estado tem ampliado sua capacidade industrial com a instalação de novas usinas, especialmente de etanol de milho, fortalecendo a cadeia produtiva e agregando valor à produção rural.

“O Mato Grosso se torna o principal estado produtor dessas commodities e, nos últimos 10 a 15 anos, vem se consolidando com a instalação de indústrias de biocombustíveis, principalmente de etanol de milho. Isso gera inovação, valor agregado, desenvolvimento social e fortalece a sustentabilidade energética”, explica Belusso.

A presença das usinas no interior do estado tem impacto direto na economia regional. Para o produtor rural e associado do núcleo de Sinop, Célio Riffel, a expansão das usinas de etanol de milho representa um divisor de águas para o desenvolvimento local.

“A chegada dessas usinas foi uma grande evolução para a cadeia do milho. Elas agregam valor ao produto, geram milhares de empregos diretos e indiretos e contribuem significativamente com a arrecadação de impostos municipais e estaduais. Foi uma das melhores coisas que aconteceram para a região”, afirma.

Além do aspecto econômico, os biocombustíveis desempenham papel fundamental na construção de uma matriz energética mais limpa e sustentável. Produzidos a partir de fontes renováveis, como milho e soja, eles contribuem para a redução das emissões de gases de efeito estufa e diminuem a dependência de combustíveis fósseis.

Belusso ressalta que o Brasil se diferencia mundialmente por conseguir conciliar alta produção com preservação ambiental. “O país utiliza cerca de 13% do seu território para produção agrícola, com alto nível de tecnificação e um clima privilegiado, que permite até três safras por ano. Esse potencial, aliado à preservação ambiental, é um dos grandes diferenciais do Brasil no cenário dos biocombustíveis”, pontua.

Célio também destaca a importância da produção local do etanol, tanto do ponto de vista ambiental quanto logístico. “É um combustível renovável, limpo, produzido na própria região onde é consumido. Isso evita deslocamentos de dois mil quilômetros em caminhões, reduz custos e emissões. Hoje, inclusive, já existem motores agrícolas e caminhões com tecnologia para usar o etanol produzido aqui”, reforça.

A aproximação entre o produtor rural e a indústria de biocombustíveis tem se mostrado um diferencial estratégico para o fortalecimento do setor. Em Sinop, o produtor e associado Tiago Stefanello, sócio de uma nova usina de etanol, destaca que essa integração permite uma visão mais completa dos riscos e desafios da atividade.

“Quanto mais próximo da industrialização o produtor estiver, melhor ele entende e mitiga os riscos da atividade. Esse entendimento mútuo faz com que o produtor aprimore seus procedimentos e conceitos, melhorando as métricas tanto na produção rural quanto na indústria”, explica.

Essa relação mais próxima entre campo e indústria impulsiona a profissionalização do setor, amplia a agregação de valor à matéria-prima e fortalece a economia regional, gerando emprego, renda e desenvolvimento social.

A cadeia dos biocombustíveis representa um avanço não apenas para o produtor ou para o estado, mas para o Brasil como um todo. A industrialização dos grãos amplia a distribuição de renda, fomenta o desenvolvimento social e posiciona o país como protagonista global na transição energética.

“Ao agregar valor à produção primária por meio da industrialização, geramos mais riqueza, conhecimento, educação e desenvolvimento social. Os benefícios alcançam Mato Grosso, o Brasil e o mercado global”, conclui Nathan Belusso.

Com uma base agrícola sólida, clima favorável, tecnologia avançada e compromisso com a sustentabilidade, o Brasil segue liderando a produção mundial de biocombustíveis, mostrando que é possível conciliar produção, preservação ambiental e desenvolvimento econômico.

Fonte: Aprosoja/MT



 

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Sustentabilidade

Algodão/BR: Colheita inicia em MT e GO sob bom desenvolvimento; restrição hídrica acende alerta em MS – MAIS SOJA

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Algodão: 0,9% colhido, Em MT, predominou a insolação, com chuvas isoladas de baixo volume. As lavouras apresentam desenvolvimento satisfatório, com manejo de reguladores de crescimento e controle fitossanitário conforme o planejado. Permanece a atenção para Spodoptera spp. e para o controle do bicudodo-algodoeiro.

Na BA, a colheita segue lentamente. No MA, nos Gerais de Balsas, as lavouras de primeira e segunda safra encontram-se majoritariamente em maturação e abertura de capulhos. As condições gerais são boas. Em MS, na região dos Chapadões, os cultivos seguem sob atenção quanto à disponibilidade hídrica, principalmente, nas áreas em florescimento.

Na região central, o armazenamento de água no solo permanece favorável e seguem os manejos preventivos. Em GO, as primeiras lavouras já foram colhidas na região sul do estado. O algodão de sequeiro encontra-se predominantemente em maturação, enquanto áreas em pré-colheita passam pelo processo de desfolha. As lavouras irrigadas de segunda safra seguem em boas condições.

Em MG, as áreas mais adiantadas já receberam aplicações de dessecantes e aguardam a queda das folhas para o início da colheita. No PI, as lavouras seguem com bom desenvolvimento, favorecidas pelas condições climáticas ao longo do ciclo. Em SP, a colheita avançou na região sudoeste, onde mais da metade das áreas já foi colhida.

Previsão Agrometeorológica (08/06/2026 a 15/06/2026)

N-NE: A previsão indica maiores volumes de chuva no Norte do país, especialmente, entre o AM, RR, AP e norte do PA, além de parte da faixa litorânea do Nordeste. No AC, centro-norte do PA e RO, as chuvas devem ocorrer de forma mais irregular. No TO e interior do NE, o tempo permanece firme e favorecerá a secagem natural do milho no Matopiba, mas deve persistir a restrição hídrica para as lavouras ainda em estádios reprodutivos. No Sealba, as condições seguirão favoráveis nas áreas próximas da costa, mas o armazenamento hídrico deve permanecer baixo nas áreas do interior.

CO: Há previsão de chuvas pontuais com baixos acumulados, principalmente, no noroeste de MT e centro-sul de MS. Em GO e DF, predomina o tempo mais firme. A condição será favorável para a secagem natural do milho segunda safra, mas, para as áreas ainda estádio reprodutivo, permanece a restrição hídrica.

SE: Há previsão de chuvas para todo o estado de SP, sul de MG e RJ, no final da semana, devido à passagem de uma frente fria. Nas demais regiões, a previsão é de tempo estável, com chances reduzidas de chuva. Na maioria das áreas, a umidade no solo será insuficiente para os cultivos de segunda safra e as lavouras de inverno não irrigadas em estádios mais avançados.

S: Há previsão de chuvas para toda região, no início da semana, com volumes significativos no noroeste do RS, Oeste de SC e Sul do PR. A passagem de uma frente fria instabilizará novamente o tempo, promovendo novos acumulados de chuva. As chuvas devem favorecer o incremento de umidade no solo e os cultivos de segunda safra e inverno. Pode ocorrer a suspensão da semeadura do trigo e da colheita do feijão devido às precipitações.

Fonte: Conab


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Autor:Conab

Site: Conab

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Sustentabilidade

Semeadura do trigo avança no RS e SC, enquanto seca afeta lavouras em SP e MG – MAIS SOJA

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No RS, a semeadura avança de acordo com o período de plantio ideal da cultura. Houve interrupções pontuais em áreas com baixa umidade no solo, porém as chuvas recentes devem favorecer a reposição hídrica e o estabelecimento das lavouras.

No PR, predominam lavouras em desenvolvimento vegetativo. Os dias nublados e o excesso de umidade desde o mês passado têm contribuído para o aumento da proporção de áreas com desenvolvimento considerado regular.

Em SC, a semeadura avança no Oeste e Extremo Oeste, favorecida pela boa disponibilidade hídrica e pelas temperaturas amenas. As áreas implantadas apresentam emergência uniforme e bom desenvolvimento vegetativo inicial.

Em SP, as lavouras encontramse majoritariamente em desenvolvimento vegetativo e começam a sentir os efeitos da falta de chuva. Em MS, predomina o estádio vegetativo, com lavouras apresentando boa uniformidade e sanidade. Apesar da ausência de chuvas no período avaliado, as condições climáticas permanecem favoráveis ao desenvolvimento da cultura.

Em MG, restam áreas irrigadas pontuais a serem semeadas na região Noroeste. As lavouras de sequeiro apresentam menor porte devido à falta de chuvas nas regiões do Triângulo Mineiro. Em GO, as lavouras de sequeiro encontram-se próxima de colheita, com produtividade afetada pelo baixo volume de chuvas ao longo do ciclo. As áreas irrigadas seguem em boas condições.

Na BA, o plantio foi iniciado e as lavouras apresentam bom desenvolvimento.

Fonte: Conab



 

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Sustentabilidade

Por que o vazio sanitário é tão importante para o manejo da ferrugem-asiática? – MAIS SOJA

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A ferrugem-asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi é uma das doença mais agressivas e preocupantes que acometem a soja. Com elevada capacidade em reduzir a produtividade da cultura, a ferrugem-asiática é o foco do programa fitossanitário da maioria das lavouras, tornando necessário a adoção de distintas estratégias de manejo que priorizem a eficiência no controle dessa doença.

Embora fungicidas de alta eficácia, especialmente quando aplicados de forma preventiva, sejam ferramentas importantes no manejo da ferrugem-asiática, o vazio sanitário permanece como uma das medidas mais eficazes para reduzir a incidência da doença na safra de verão. Ao eliminar plantas voluntárias de soja durante a entressafra, a prática interrompe a sobrevivência e a multiplicação do fungo, reduzindo a produção e a dispersão de esporos que servem como fonte inicial de inóculo para novas infecções e contribuindo para a redução dos focos da doença (Embrapa Soja, s.d.).

A ferrugem-asiática possui elevado potencial de disseminação, uma vez que os uredósporos de Phakopsora pachyrhizi podem ser transportados pelo vento por centenas ou até milhares de quilômetros, permitindo que a doença se espalhe rapidamente entre regiões produtoras e até entre países (Goellner et al., 2010).

Figura 1. Esporos de Phakopsora pachyrhizi (ferrugem-asiática da soja) em microscópio óptico com diferentes aumentos. A e B3 – Foto feita sem lamínula; B e C – Fotos feitas com lamínula.
Fotos: Anderson Luís Heling (B³); Gustavo Migliorini de Oliveira (A¹; B¹; B²; C¹; C²)

Além de apresentar caráter policíclico, com vários ciclos de infecção ao longo do desenvolvimento da cultura, o fungo Phakopsora pachyrhizi é classificado como biotrófico, ou seja, depende de tecidos vivos do hospedeiro para sobreviver e se multiplicar (Oliveira et al., 2020). Essa característica reforça a importância do vazio sanitário e da eliminação de plantas voluntárias de soja durante a entressafra, prática considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir a sobrevivência do patógeno e minimizar a ocorrência da ferrugem-asiática na safra seguinte.

Figura 2. Plantas voluntárias de soja durante o período entressafra.

Sobretudo, para efeito de manejo, eficácia na quebra do ciclo da ferrugem-asiática e redução da sobrevivência do patógeno, recomenda-se que o vazio sanitário seja realizado com período mínimo de 60 dias, sendo que, a legislação determina que o vazio sanitário deve ter duração mínima de 90 dias (Aiba, 2025). Para a safra 2026/2027, a PORTARIA SDA/MAPA Nº 1.579, DE 9 DE ABRIL DE 2026 estabelece os períodos de vazio sanitário e épocas de semeadura nas diferentes unidades da federação, subdividindo essas unidades em regiões de cultivo. Além de contribuir para o enfrentamento da ferrugem, a semeadura dentro dos períodos recomendados para cada região de cultivo reduz os riscos relacionados as adversidades climáticas.

Vale destacar que, além da proibição do cultivo de soja durante o período do vazio sanitário, também não é permitida a presença ou a manutenção de plantas voluntárias da cultura nas áreas agrícolas. Dessa forma, torna-se necessário adotar medidas de controle sempre que houver ocorrência dessas plantas, a fim de eliminá-las e evitar que sirvam de hospedeiras para o fungo, contribuindo para a manutenção da sanidade das lavouras.

Cliquei aqui e confira os períodos de vazio sanitário e de calendário de semeadura para a cultura da soja na safra 2026/2027.



Referências:

AIBA. MAPA DIVULGA CALENDÁRIO DE SEMEADURA E VAZIO SANITÁRIO DA SOJA PARA A SAFRA 2025/2026 COM REGIONALIZAÇÃO INÉDITA NA BAHIA. Aiba, 2025. Disponível em: < https://aiba.org.br/mapa-divulga-calendario-de-semeadura-e-vazio-sanitario-da-soja-para-a-safra-2025-2026-com-regionalizacao-inedita-na-bahia/#:~:text=A%20legisla%C3%A7%C3%A3o%20determina%20que%20o,23%20de%20janeiro%20de%202025.&text=A%20partir%20da%20safra%202025,Maria%20da%20Vit%C3%B3ria%2C%20entre%20outros. >, acesso em: 09/06/2026.

EMBRAPA SOJA. FERRUGEM ASIÁTICA DA SOJA: MANEJO E PREVENÇÃO. Embrapa Soja, s. d. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/web/soja/ferrugem >, acesso em: 09/06/2026.

GOELLNER, K. et al. Phakopsora pachyrhizi, THE CAUSAL AGENT OF ASIAN SOYBEAN RUST. OLECULAR PLANT PATHOLOGY, 2010. Disponível em: < https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6640291/pdf/MPP-11-169.pdf >, acesso em: 09/06/2026.

MAPA. PORTARIA SDA/MAPA Nº 1.579, DE 9 DE ABRIL DE 2026. Diário Oficial da União, 2026. Disponível em: < https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-sda/mapa-n-1.579-de-9-de-abril-de-2026-698696654 >, acesso em: 09/06/2026.

OLIVEIRA, G. M. et al. COLETOR DE ESPOROS: DESCRIÇÃO, USO E RESULTADOS NO MANEJO DA FERRUGEM ASIÁTICA DA SOJA. Embrapa, Circular técnica, n. 167, 2020. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1129482/1/Circ-Tec-167.pdf >, acesso em: 09/06/2026.

Foto de capa: Alessandro Braucks.

 

 

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