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Custo de produção da soja tem baixa em MT

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O custo de produção da safra de soja 26/27, em Mato Grosso, está, este mês, com custeio estimado em R$ 4.156,03/hectare, retração de 1,08% em relação ao relatório de janeiro. O recuo é reflexo, principalmente, da redução nos preços dos defensivos agrícolas, que registraram queda de 5,69% frente ao mês anterior, movimento influenciado pela desvalorização da moeda norte-americana no primeiro mês do ano.

Diante da queda nos custos de produção para a safra 26/27, o Ponto de Equilíbrio (P.E.) também apresentou recuo. Com a comercialização antecipada da safra de soja 26/27 atingindo 1,46%, mês passado, da produção estimada em Mato Grosso e a produtividade média de 64,73 saca/hectare, o ponto de equilíbrio indica que, para cobrir as despesas do Custo Operacional Efetivo (COE), cuja projeção é de R$ 5.827,81/hectare, o produtor precisará vender a soja por, no mínimo, R$ 90,04/saca, valor 7,42% abaixo do registrado no mês anterior, cenário que amplia a margem de segurança do sojicultor para a próxima safra.

Os dados são do projeto CPA-Mato Grosso, realizado pelo Senar em parceria com o Imea.

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Cuiabá registra maior volume de chuva dos últimos anos; mais tempestades são esperadas no estado

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Longas filas em Miritituba prejudicam escoamento da soja pelo corredor Norte

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As más condições da estrada que dá acesso aos terminais portuários de Miritituba, em Itaituba (PA), têm provocado longas filas de caminhões carregados de soja e acendem um alerta no setor produtivo de Mato Grosso, em pleno pico da colheita da oleaginosa. O gargalo logístico preocupa produtores e transportadores, principalmente pelo impacto direto no custo do frete e na disponibilidade de veículos para o escoamento da safra.

O cenário é marcado por pátios de postos de combustíveis lotados, filas que chegam a cerca de 30 quilômetros e disputa por espaço na única via de acesso aos portos. Caminhoneiros vindos do norte de Mato Grosso e do sudeste do Pará enfrentam dias de espera para conseguir descarregar nos terminais.

O caminhoneiro Rony Lima está há mais de um dia na fila e relata que a demora já faz parte da rotina. “Quem vai pegar a fila não descarrega em menos de dois dias, não”. Ele destaca que melhorias na infraestrutura e na organização do fluxo são necessárias para reduzir o tempo de espera. “O que tem que melhorar é a transportuária”.

A situação também tem desanimado profissionais do transporte. Mauro Dioniz da Silva afirma que enfrenta dias de viagem e espera conseguir descarregar. “Três dias para chegar aqui, encarar fila, buraco e confusão. É um descaso com os motoristas aqui. Quero até desistir já porque você não ganha dinheiro só dentro de caminhão”, diz ao Canal Rural Mato Grosso.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

As condições enfrentadas nas filas também afetam a rotina básica dos caminhoneiros. Gilson Carlos Martins Sales explica que, em muitos casos, não há estrutura adequada durante a espera, especialmente para quem transporta cargas perigosas. “Não pode ter cozinha, não pode ter fogão por indução, porque é proibido qualquer tipo de chama, aí a gente fica Deus dará”.

Ele relata que a permanência na fila pode ultrapassar um dia inteiro até conseguir concluir o trajeto e retornar. “Já entrei na fila às 8 horas da manhã e cheguei em casa às 4 horas da manhã do outro dia”. Segundo ele, a melhoria das condições da estrada é essencial para resolver o problema. “É pavimentar, duplicar. Se duplicar isso aí melhora bastante”.

Gargalo está no acesso aos terminais

O principal entrave logístico não está dentro dos portos, mas no acesso ao distrito de Miritituba, de acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa). Trechos sem pavimentação e com buracos dificultam o tráfego e, em períodos de chuva, a lama impede a passagem dos caminhões, agravando ainda mais os congestionamentos. “Hoje chegam em torno de 2,5 mil a 3 mil carretas descarregam por dia aqui nos portos de Miritituba”, pontua o coordenador técnico da entidade, Paulo Roberto Almeida Ferreira.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Ele explica à reportagem do Canal Rural Mato Grosso que a situação exige manutenção constante da via. “A gente ainda tem trechos de chão em que existe muito buraco. Essa estrada precisa estar passando constantemente por manutenção”.

Paulo Roberto observa que, quando chove, as condições da estrada impedem o tráfego e comprometem o fluxo da produção. “Quando chove e dá lama os caminhões não conseguem trafegar nesses trechos de chão, aí dificulta o descarregamento da soja. É caos. E a população de um modo geral acaba se tornando muito vulnerável com toda essa situação”.

Nos terminais, a estrutura é considerada suficiente para receber os caminhões, mas muitos não conseguem chegar dentro do cronograma previsto. O gerente de operações de granéis, Cliver Matheus Tavares da Costa, explica que as metas operacionais são cumpridas quando os veículos conseguem acessar os pátios. Conforme ele, o problema está justamente na retenção dos caminhões ao longo da estrada.

“Todos os terminais têm o mesmo problema. Eles ficam com os pátios vazios e as operações paradas porque os caminhões não conseguem chegar nos terminais. As empresas trabalham com o regime de agendamento justamente para não tumultuar essa rodovia que não tem tanta estrutura para receber essa quantidade de caminhões”, frisa Cliver.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Ele ressalta que a expansão das operações portuárias deve aumentar ainda mais a pressão sobre a rodovia. Hoje atuam no local cerca de oito empresas, que recebem entre três milhões de toneladas e cinco milhões de toneladas por ano. “Provavelmente abrirá mais umas cinco empresas de grãos, o que vai tumultuar mais ainda a rodovia porque não tem tanta capacidade de fluxo pela quantidade de caminhão que tem”.

Produtores sentem impacto e cobram solução

O cenário também preocupa o setor produtivo de Mato Grosso, responsável por grande parte da soja escoada pelo corredor Norte. O presidente do Sindicato Rural de Nova Mutum, Paulo Zen, afirma que os impactos logísticos acabam sendo absorvidos diretamente pelo produtor. “O caminhão hoje é o silo desse lugar aqui”.

Ele ressalta que os custos adicionais reduzem o valor recebido pela produção. “Quem paga por isso somos nós lá ganhando R$ 10, R$ 15 a menos na saca de soja para aguentar tudo isso que está acontecendo aqui”.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Para o presidente do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis, Antônio César Brólio, o problema ocorre justamente no início do escoamento da safra, o que amplia a preocupação no campo. “O escoamento da safra recém começou, então a gente vê o quanto está travado isso daqui”.

Na avaliação dele, o aumento do custo logístico compromete diretamente a rentabilidade da atividade. “Encarece o nosso custo, porque encarece o frete e é menos dinheiro no bolso do produtor rural”.

Uma comitiva do Sistema Famato, formada por representantes de aproximadamente 20 sindicatos rurais, percorreu a região nesta semana para acompanhar o escoamento da produção mato-grossense. No último ano, cerca de 17 milhões de toneladas de soja oriundas de Mato Grosso foram enviadas pelos portos do corredor Norte.

O presidente da entidade, Vilmondes Tomain, destaca que a estrutura portuária é eficiente, mas o acesso precisa acompanhar o crescimento da demanda. “A infraestrutura da barcaça onde estão fazendo o descarregamento, o transbordo, é de excelente qualidade, mas até você chegar aqui é uma dificuldade danada”.

Ele defende investimentos em infraestrutura e armazenagem como parte da solução para melhorar o fluxo logístico. “Não é só o Porto, nós temos que começar desde lá [estrada] para melhorar as condições, para poder melhorar aqui também o fluxo”.

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Operação contra garimpo ilegal em Terra Indígena destrói R$ 500 mil em equipamentos em MT

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A Polícia Federal, em operação conjunta com o Ibama, deflagrou, entre os dias 23 e 25, operação em combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Sete de Setembro, que abrange tanto o munícipio de Cacoal/RO, quanto o de Rondolândia/MT.

Foram localizados e inutilizados diversos acampamentos, além de uma escavadeira hidráulica, uma motocicleta e alguns motores utilizados na atividade de extração ilegal de minérios, estimando um prejuízo que supera R$ 500 mil.

Atuações nesse sentido já estão inseridas no planejamento da Polícia Federal, a fim de preservar o bioma amazônico, bem como todos os direitos dos povos indígenas.

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